Gesdi UERJ

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Grupo de Estudos e Pesquisa

11/06/2026

- Você já viu como a cartilha da mulher de extrema direita está doutrinando as mulheres?

Agora elas se reúnem em grupos nas suas casas de 12 pra formar mais 12 e mais 12, assim como no formato de células, pra assim doutrinar as mulheres a lutar contra a educação, os professores, o conselho tutelar, o direito de ser lgbtqia+, direito sobre o próprio corpo, a denunciar e a se organizar pra tomar todos os espaços públicos e dominar sobre o que eles consideram como inimigos.

educação

10/06/2026

Mais de 12 mil bebês nasceram, em 2024, de gestações de meninas vítimas de estupro. 61% delas tinham menos de 14 anos.
É um número difícil de ler. E mais difícil ainda de imaginar. Mas eles são reais.
O Estado que deveria defender essas meninas, viabilizando direitos já garantidos por lei, segue culpabilizando, não dando proteção e acolhimento.

Não ao

26/05/2026

Mais um caso de feminicídio.

Ana foi encontrada viva depois de ser sequestrada e jogada de um penhasco pelo ex-marido. Sobreviveu. Mas nenhuma mulher deveria precisar sobreviver ao terror para ter sua dor reconhecida.

O feminicídio começa muito antes da morte. Começa na ameaça, no controle e no medo cotidiano que tantas mulheres vivem todos os dias.

Ana voltou viva, mas quantas não voltam?

25/05/2026

- Uma professora da educação infantil em Contagem foi demitida após sofrer uma perseguição abertamente homofóbica em sua escola.

Após responder honestamente a seus alunos sobre se tinha um “esposo”, dizendo que tinha uma esposa e que “existem vários tipos de família”, a professora passou a ser alvo de ataques de responsáveis com a conivência da direção escolar. Uma mãe chegou a exigir que a direção mandasse Duda retirar da proteção de tela do celular uma foto em que aparecia com sua companheira, alegando que “a filha dela poderia ver”. A direção não apenas perpetuou esse ambiente de violência, como, após demitir a professora, admitiu que a demissão ocorreu por homofobia.

A direção ainda tentou culpabilizar a vítima, afirmando que “o erro foi da Duda de ter respondido à pergunta que a criança fez”.

Não. O erro não está em existir, amar e viver sem medo. O erro está na LGBTfobia à qual o patriarcado e o capitalismo buscam nos submeter.

Esse caso escancara como a precarização do trabalho, presente em Contagem nos contratos precários, alimenta esse tipo de violência. Através dela, trabalhadores são mantidos sob permanente ameaça de demissão, transformando o medo em instrumento de controle e silenciamento. Assim, a insegurança no trabalho abre caminho para o assédio, a perseguição e toda forma de opressão.

Não muito distante, em 2024, a Prefeitura de Marília Campos (PT) fez coro com a extrema direita contra os LGBTs e a educação. Durante o Dia Internacional da Luta das Mulheres, na E. M. Geraldo Basílio, uma mulher trans recitou a música “Triste, Louca ou Má”, canção que expressa a luta contra o machismo e o patriarcado. A extrema direita atacou a escola e seus trabalhadores com sua face mais odiosa, transfóbica e machista.

A prefeitura fez cora com a extrema direita afirmando que “a apresentação não refletia o espírito geral da diversidade ao ofender uma parcela da comunidade escolar e da sociedade”, posição absurda e conivente com o reacionarismo.

Nós, do coletivo Nossa Classe e do jornal Esquerda Diário, nos solidarizamos com a professora Duda. Pela readmissão imediata da professora Duda! Contra a LGBTfobia! Basta de precarização na

18/05/2026

Enquanto tem ator criando curso para homens baseado em fake news, vitimismo e discurso reacionário, as mulheres seguem morrendo. A realidade é muito mais cruel do que essa fantasia de “homens perseguidos” que tentam vender na internet.

O Brasil acaba de registrar o trimestre mais letal da história em feminicídios: foram 399 mulheres assassinadas entre janeiro e março de 2026. Quatro mulheres mortas por dia. Uma mulher assassinada a cada cinco horas.

E o Rio Grande do Sul aparece entre os estados com mais casos do país, com 24 feminicídios só nos três primeiros meses do ano.

Não existe “crise da masculinidade” maior do que a crise de um país que naturaliza o assassinato de mulheres. Ainda falta enfrentamento sério à violência e investimento em políticas públicas.

14/05/2026


——
O discurso da pastora Helena Raquel sobre o combate à violência de gênero abriu um debate importante nas redes e nos espaços políticos.

Parte do campo progressista questiona a visibilidade dada à sua fala por conta de seu alinhamento ao bolsonarismo e às contradições existentes entre determinados projetos políticos conservadores e as pautas de proteção às mulheres.

As críticas existem e precisam ser debatidas com responsabilidade, especialmente quando pensamos nos impactos concretos que políticas públicas têm na vida das mulheres brasileiras.

Mas também é preciso compreender a complexidade dos territórios religiosos no Brasil. As igrejas evangélicas possuem, em sua maioria, mulheres negras, periféricas e pobres como base de sustentação.

Muitas dessas mulheres não acessam universidades, coletivos feministas, redes institucionais de proteção ou debates acadêmicos sobre violência doméstica. Em muitos casos, é dentro da igreja que elas encontram escuta, acolhimento e alguma possibilidade de romper o silêncio.

Por isso, a existência de mulheres religiosas falando publicamente sobre violência de gênero pode representar uma fissura importante dentro de espaços historicamente marcados pelo silenciamento feminino.

Não se trata de abandonar a crítica política, mas de compreender que o enfrentamento à violência contra mulheres exige diálogo também com os territórios populares e religiosos.

Se queremos ampliar a rede de proteção, é necessário disputar consciência em todos os espaços,inclusive dentro das igrejas.

13/05/2026

As Universidades do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Federal Fluminense (Uff) e Federal do Maranhão (UFMA) organizam um encontro de pesquisa para debater o pensamento de Frantz Fanon.

O evento faz parte de uma programação de três dias — 25, 26 e 27 de maio — articulando grupos de pesquisa (GPFORMADI, GEPRIF, LALIDH, AYO e GESDI) em torno da visita ao Rio de Janeiro do pesquisador Frantz Rousseau Déus, pós-doutorando em Saúde Coletiva pela Unicamp, doutor em Sociologia pela mesma instituição e autor de O paradoxo haitiano: identidade negra e ‘branqueamento’ na contemporaneidade (Editora Appris, 2021).

A proposta é uma formação baseada no diálogo com Franz sobre o pensamento de Fanon e suas ressonâncias nos debates contemporâneos sobre raça, identidade e resistência.

*Inscrição*
https://forms.gle/bNsMhQLhWrHtQ86R6

Photos from Gesdi UERJ's post 11/05/2026

Estão abertas as inscrições para a XIII Semana Pedagógica do DESU/INES – SEMAP 2026.

Com o tema O papel da educação frente à violência de gênero, o evento propõe diálogos fundamentais sobre formação docente, interseccionalidade, direitos, inclusão e enfrentamento às múltiplas violências que atravessam os espaços educacionais.

Serão dois dias de debates, palestras, mesas redondas e oficinas, reunindo pesquisadoras(es), educadoras(es) e profissionais comprometidos com uma educação transformadora, plural e socialmente responsável.

🗓️ 27 e 28 de maio de 2026

Uma programação potente para fortalecer práticas pedagógicas comprometidas com justiça social, equidade e emancipação.

Inscreva-se e participe dessa construção coletiva.

08/05/2026

Homofobia e qualquer forma de preconceito não serão mais tolerados.
Por isso, seguimos firmes, todos os dias, lutando respeito, justiça e dignidade à todes.
Foram dois anos até que a criminosa do vídeo finalmente enfrentasse as devidas consequências judiciais. Demorou, mas a resposta chegou.
Seguimos resistindo e denunciando e para que nenhum ato desse homofóbico fique impune.

Denuncie! Disque 100.

Video repost de
de

29/04/2026

A fala sobre Jorge Messias, indicado ao STF pelo presidente Lula, só monstra a manutenção da permanência de homens em espaços de poder decidindo sobre direitos fundamentais das mulheres, especialmente no que diz respeito à autonomia sobre seus próprios corpos, reforçando estruturas de poder, conservadoras e tradições religiosas.
O controle sobre o corpo feminino, historicamente, sempre esteve ligado à manutenção de desigualdades sociais, políticas e religiosas.
Quando falamos de ab**to legal, não estamos tratando de moralidade. Estamos falando de mulheres, sobretudo mulheres pobres, negras e periféricas, que seguem morrendo ou sendo criminalizadas por falta de acesso seguro a procedimentos de saúde.
Defendemos o ab**to legal, porque entendemos que a liberdade reprodutiva é parte essencial da cidadania e das políticas públicas.

**tolegaljá

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