Educação Escolar Indígena no Rio Negro/AM

Educação Escolar Indígena no Rio Negro/AM

Compartilhar

Notícias sobre a Educação Escolar Indígena no Rio Negro, produzido pelo Departamento de Educaç?

27/07/2023
14/08/2022

IMPERDIVEL

Venha participar conosco;

Temas:

* A quem pertence os direitos normativos da língua Nheengatu?

* Apropriação cultural e alienação linguística.

* A ascensão da Academia da Língua Nheengatu.

* Ortografia Indígena x ortografia criada por não indígenas.

Assistir aqui:

https://www.facebook.com/Academia-da-L%C3%ADngua-Nheengatu-102158918657823/

08/07/2020

Compartilho aqui a nota de Repudio da FOREEIA

NOTA DE REPÚDIO
O FORUM DE EDUCAÇÃO ESCOLAR E SAÚDE INDIGENA DO AMAZONAS – FOREEIA, instituição de classe dos professores, agentes de saúde e lideranças indígenas cuja principal missão é a defesa dos direitos indígenas conquistados.
Vem publicamente manifestar seu repúdio ao ato genocida sancionado pelo Presidente da República Jair Messias Bolsonaro, com vetos a lei que estabelece medidas preventivas contra o COVID-19 em comunidades indígenas, quilombolas e outros povos tradicionais durante a pandemia. A pandemia que assola a humanidade, aflige em grandes proporções a nós, povos originários, uma vez que ameaça nossa existência. De acordo com a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), foram registrados mais de 10,3 mil casos confirmados de coronavírus entre indígenas e 408 mortes até o último dia 02 de julho, reafirmando o quanto essa doença ameaça a nossa existência.
O senhor presidente vetou, entre outros pontos, a exigência de fornecimento de acesso a água potável e distribuição gratuita de materiais de higiene, limpeza e de desinfecção para as aldeias indígenas. Além de barrar a obrigatoriedade de o Executivo liberar verba emergencial para a saúde indígena, instalar internet nas aldeias e distribuir cestas básicas. Foi vetado ainda por Bolsonaro, o dispositivo que exigia que o governo facilitasse aos indígenas e quilombolas acesso ao auxílio emergencial e executasse ações para garantir a essas comunidades a instalação emergencial de leitos hospitalares e de terapia intensiva, com o fornecimento de ventiladores e máquinas de oxigenação sanguínea. Os 16 vetos que tiram o direito a existência dos Povos Originários do Brasil.
Este é um momento de luto, em meio de tantas perdas de nossos parentes, é inaceitável que o governo de Jair Bolsonaro vem fazendo. Reiteramos, é um governo GENOCÍDA! O presidente argumentou que o projeto aprovado pelo Congresso criava despesa obrigatória sem apontar o respectivo impacto orçamentário e financeiro, o que seria inconstitucional.
Sobre este ultimo paragrafo, digo, inconstitucional é atentar contra a vidas dos povos indígenas, quilombolas e as populações menos favorecidas deste imenso País. Não obstante as falácias de um ser desprovido de entendimento, conhecimento e por fim de humanidade, onde, além de exacerbar seu entendimento frágil, obsoleto e falido, não tem a dignidade de ocupar e manobrar cargo tão essencial para um república jovem quanto a nossa. Extremamente indignados com o extermínio dos povos tradicionais por um governo doente, o mais triste é perceber uma sociedade doente, composto por todas as classes que apoia nosso extermínio estando do lado desse governo genocida.
Não descansaremos, até que este ato covarde seja levado aos organismos internacionais e punir o vandalismo que esta presidência vem ocasionando para destruir os povos indígenas, suas cultura e forma de viver, tão mencionado na constituição, na Convenção 169 da OIT, Pacto da Costa Rica de São José, Convenção Americana de Direitos Humanos, Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas. O mais sagrado de todos, imutável por qualquer lei, que é o direito a vida e a proteção.
Aos organismos internacionais, solicito que olhem por nós, ajam em prol de nossa existência. As ações do governo do nosso país tentam no extinguir, nos ajudem a resistir a existir.

Com severas preocupações,

Yura Ni-Nawavo Marubo
Diretor Presidente

Manaus-Am, 08 de julho de 2020

19/06/2020

"OS NOSSOS ANCESTRAIS RECEBEM MAIS UM GUERREIRO NO MUNDO TRADICIONAL.

Higino Pimentel Tenório, liderança Tuyuka do Alto Rio Negro, faleceu ontem em Manaus, às 23.30h. Esse homem, marido de D. Amélia tukano e pai de oito filhos, era um profundo conhecedor de sua cultura e articulador estratégico para garantir a perpetuação do pensamento indígena. Mestre das relações com o mundo exterior, trouxe os mais diversos pesquisadores - antropólogos, matemáticos, linguistas, educadores, arqueólogos, biólogos - para construir um modelo inovador de educação indígena no Alto rio Tiquié e depois se tornou consultor especialista do assunto. Higino também contribuiu muito com o movimento indígena – notadamente com a FOIRN e outras organizações da Amazônia – para defender a resistência ao modelo hegemônico de desenvolvimento predatório da Amazônia. Fez viagens nacionais e internacionais como porta-voz dos povos do Rio Negro no debate sobre educação diferenciada, mudanças climáticas, dentre outros temas.
Higino demonstrava uma mente brilhante que sabia caminhar por diferentes mundos. Embora tenha estudado somente o magistério, Higino foi professor de muitos doutores! Esteve diretamente envolvido com a elaboração de algumas teses da antropologia e convidado como interlocutor de eventos acadêmicos dessa área. Higino também contribuiu muito com a arqueologia, como coautor de artigos, coorientador de pesquisas interculturais da UFAM e consultor de projetos de grande porte coordenados por renomados pesquisadores da arqueologia de diferentes instituições. Recentemente, foi reconhecido em âmbito nacional como membro honorário da Sociedade Brasileira de Arte Rupestre e internacionalmente como o primeiro pesquisador indígena de arte rupestre no Brasil, pela IFRAO.
Higino era, em suma, um diplomata do Rio Negro que soube refletir os desafios do mundo contemporâneo a partir da perspectiva indígena. Era um entusiasta de ideias inovadoras que valorizassem a profundidade dos conhecimentos cosmológicos. Ele deixou um legado enorme para uma ampla rede de pessoas interessadas na Amazônia e será sempre uma fonte de inspiração para jovens e pesquisadores do Rio Negro.
Sua contribuição é fundamental para uma ampla rede de pessoas interessadas na Amazônia e deixou um legado enorme para jovens e pesquisadores que o tinham como fonte de inspiração.

Segue abaixo o trecho da fala do :

"Pois é, quando entrei na escola da minha aldeia eu era ingênuo a ingenuidade leva a muitas coisas, não é? Agente entra pelo cano. Então, tinha lá meus livros. Eram bonitos, eram diferentes. Na primeira série os meninos estão todos bonitinhos, não é? Tudo bonitinho de colarinho, faziam uniforme bem feito, sapatinho preto e meia, tudo, né? Uma sensação impressionante! Me entusiasmei a estudar. Eu pensava que um dia, passando uma série, vinha outra... Vinham os livros de geografia, por exemplo, e diziam das plantações de soja e cana- de- açúcar, sumindo na imensidão. Os tratores transportando soja, cana(...). Quando você abre uma página de livro assim você vai aprendendo um estado social de uma elite brasileira. Isso para mim ilusiona e, ao mesmo tempo,
impressiona. Tem gente na aldeia que acredita que com a 8ª série os problemas dele vão estar resolvidos.
Aí eu penso numa escola-maloca, voltada para a realidade da vida e da situação da comunidade. No livro didático, por exemplo, ao invés de uma escola de colarinho teria um índio pescando .


Higino, professor Tuyuka, AM

Photos from FOIRN - Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro's post 20/02/2020

Em Barcelos!

Sem aula e sem diploma 12/11/2019

REALIDADE

Estudantes Indígenas da região do Rio Negro no estado do Amazonas, nos municípios de Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira, estão um bom tempo sem informação sobre a continuidade da Formação Superior aos professores Indígenas.

Sem aula e sem diploma Após corte de dois terços da verba, curso superior de Licenciatura Indígena da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) tem plano pedagógico inovador ameaçado

11/05/2019

Meu amigos os parentes Hupdas da regiao do Rio Japu afluente do Rio Waupes, no municipo de São Gabriel da Cachoeira AM, estao presisando de um olhar especial e urgente das poder publico. Eu pude ouvir deles que estes parentes so são procurados em épocas de Campanhas Eleitoras e depois somes levandos as inumeras promessas. E eles ficam com esperança. Os professores que atuam nas escolas são guerreiros pos se viram nos trinta pra formar os parentes. Muitos dao um.jeito para se manter na comunidade (casa de apoio - foto).
Mas o povo é muito animado, inteligente e sobre tudo continuam firmes na sua cultura, no seu modo de pensar.

Photos from Educação Escolar Indígena no Rio Negro/AM's post 07/02/2019

Nesta manhã (07/02/19)os professores indígenas municipais, vão para rua do município de São Gabriel da Cachoeira AM, reivindicar o pagamento de rescisão de Contrato Contrato e demais encaminhamento da Assembleia da Associação dos Professores indígenas do Alto Rio Negro.

01/10/2018

[DIVULGAÇÃO]
Estão abertas as inscrições para o Vestibular Indígena Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) para ingresso em 2019 nos Cursos de graduação.
As inscrições vão até o dia 31 de outubro via formulário online disponível na página www.ingresso.ufscar.br é necessário o preenchimento da declaração de vínculo com a comunidade indígena disponível no edital.

Photos from Educação Escolar Indígena no Rio Negro/AM's post 24/04/2018

Como objetivo de manter as tradições culturais dos povos Indigenas na região do rio Negro, a Escola Indígenas vem promovendo Eventos Culturais nas comunidades indígenas. Neste evento participam estudantes, pais, lideranças e muitas das vezes os convidados das comunidades próximas. Durante esta atividade cultural são realizadas Feiras Culturais como muita frutas e comidas tradicionais, brincadeiras com as crianças e laro muitas danças tradicionais. O que não pode faltar nestas e o Dabukuri. Mas o que é isso? Vamos lá: para nos indígenas quando alguém chega para no visitar no sentimos muito alegre, por isso temos que retribuir a pessoa que esta nos visitando. Então todos os comunitário trazem de sua casa algo tipo: frutas, farinha, moqueado, beiju e muito mas para oferecer para visitante. Mas os nossos acentrais faziam o Dabukuri como forma de agradecimento pela fartura de peixe, frutas e muito mas. Esses dias duravam eram dia mitas alegrias.
Nessa semana dos povos indigenas estivemos nas comunidades de Ilha das Flores ( Putira Kapuamu) e Ilha de Tawa, participando das atividades culturais, foi muito bom, creio que todas as escolas e comunidades puderam fazer as comemorações e vamos em frente, para mantermos sempre aquilo que temos de muita riqueza que é a nossa vida cultural.

Quer que seu escola/colégio seja a primeira Escola/colégio em São Gabriel da Cachoeira?

Clique aqui para requerer seu anúncio patrocinado.

Entre em contato com a escola/colégio

Endereço


São Gabriel Da Cachoeira, AM
69750-000