21/07/2026
Olá, amantes da fauna marinha,
Em 19/07, registramos o quinto encalhe de uma carcaça de baleia-jubarte no litoral norte catarinense para o ano de 2026. O indivíduo, que encalhou na Praia Grande – SFS, era um macho juvenil, de 7,6m de comprimento e já em estágio avançado de decomposição.
Durante a avaliação da carcaça foram identificadas marcas de mordida de tubarão charuto, epibiontes (cracas e lepas) e a presença de uma isca artificial na cabeça. A isca sugere que a carcaça foi utilizada como pesqueiro, pois as carcaças atraem e concentram os cardumes de peixes.
A equipe do PMP-BS/Univille realizou a coleta das amostras de tecidos e o osso úmero direito que integrará a coleção osteológica do Acervo Biológico Iperoba. O enterro foi realizado na praia pela equipe da Prefeitura de São Francisco do Sul, de acordo com as orientações da nossa equipe técnica. Ressaltamos a importância desse trabalho em conjunto e seguimos juntos em prol da vida marinha!
Este registro foi compartilhado com a Rede de Encalhes e Informação de Mamíferos Aquáticos do Brasil (REMAB), coordenada pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Aquáticos do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (CMA/ICMBio). A Univille e demais instituições brasileiras, incluindo o Instituto Baleia Jubarte, integram a REMAB.
“Com 10 encalhes de jubarte em Santa Catarina até agora, 2026 tem chances de se tornar o segundo ano com maior número de ocorrências, ficando atrás apenas de 2021”, comenta Milton Marcondes, coordenador de pesquisa do Instituto Baleia Jubarte. “O crescimento da população das baleias-jubarte tende a tornar os encalhes uma ocorrência cada vez mais comum e estar preparado para atender estas ocorrências é fundamental para entendermos as causas dos encalhes e, se possível, trabalhar em formas de mitigar aquelas que tenham origem em atividades humanas”, complementa o pesquisador.
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