Jovens em Ação em São Francisco do Conde

Jovens em Ação em São Francisco do Conde Jovens em ação – “ integridade em meio à corrupção”

O Projeto tem como missão desenvolver nos jovens a consciência da sua potencialidade junto ao cooperativismo, criando oportunidades de atuação positiva dos mesmos com visão para os próximos anos formar um grupo de liderança jovem que participe ativamente nas atividade Igreja.

14/10/2016

JOVENS - Lição 2: A obediência como adoração
9 de Outubro de 2016

Vivemos em uma sociedade de valores absolutamente invertidos; aquilo que a Bíblia Sagrada declara como honroso e digno, o mundo retrata como ridículo e atrasado. Um dos conceitos mais atacados em nossos dias é o de "obediência"; para muitos jovens "obedecer" é sinônimo de fraqueza, covardia e medo. Há entre nós, até mesmo em nossas Igrejas, a cultura da rebeldia. Essa cultura é alimentada por ícones da cultura Pop contemporânea. Faz parte de seu ministério, enquanto educador, ressignif**ar a definição de "obediência" entre os jovens que frequentam sua sala de aula. Para tanto, apresente exemplos positivos de pessoas que, por serem obedientes aos pais, às leis, a Deus, foram bem-sucedidas em suas vidas. Por fim, mui amorosamente, revele a eles que servir a Deus é um processo longo, contínuo e progressivo de obediência ao Pai. É algo árduo, mas que o fruto de comunhão com Deus, advindo de tal comportamento, é excelentíssim .Nesta lição estudaremos a respeito da íntima relação entre obediência e adoração. Veremos que todo ato de obediência a Deus pode naturalmente ser considerado uma ação que louva ao Senhor. Deste modo, rompemos com o conceito errôneo de que apenas atitudes cerimoniais ou litúrgicas associam-se à adoração. Perceberemos que é possível louvar ao Rei do universo por meio de nossa vida cotidiana. Partindo do exemplo do povo de Israel no período dos Juízes, seremos conduzidos à compreensão de que a obediência não pode ser meramente formal, da boca para fora, pois é possível desobedecer a Deus fazendo aquilo que aparentemente é a coisa certa. A verdadeira obediência, assim como o genuíno louvor, é produzida dentro de nós. [Comentário: “De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque este é o dever de todo homem” (Ec 12.13). Muitos cristãos não sabem de fato o que é uma verdadeira adoração ao Pai. A adoração vem mediante a várias práticas, entre elas podemos citar por exemplo, o ato de dizimar, o respeito aos líderes da igreja entre outras práticas que revelam o caráter de um verdadeiro adorador. A adoração não se restrige apenas quando algum pregador berra ao microfone: “Levante a mão e adore a Ele!”; Ou quando o grupo de louvor da igreja coloca todos de pé e entoam um hino de louvor.] Dito isto, vamos pensar maduramente a fé crist

Lição 7: A chamada e purif**ação do profetaData: 14 de Agosto de 2016  INTRODUÇÃO A chamada do profeta Isaías é uma das ...
11/08/2016

Lição 7: A chamada e purif**ação do profeta
Data: 14 de Agosto de 2016


INTRODUÇÃO

A chamada do profeta Isaías é uma das passagens bíblicas mais celebradas de seu livro. Certamente todos já ouviram alguma pregação a respeito dela nas mais variadas formas de interpretação. O atrativo do texto se dá pela manifestação da glória de Deus de uma maneira extraordinária, viva e transformadora para o profeta. Diante da experiência que ele tem com Deus, tudo se transforma em sua vida; ele não somente vê, sente, ouve e age dentro da visão, mas também tem uma nova perspectiva de vida a partir da visão; seus valores, vontades, desejos e consagração a Deus mudam. Agora ele está totalmente entregue e absorto à vontade de Deus, independentemente dos resultados alcançados. O mais impressionante é que os resultados de seu ministério para com Israel são paradoxais em relação à grandeza da revelação que ele tem. Seu ministério não terá resultados práticos entre o povo, mas suas palavras e sua vida foram purif**adas pela experiência gloriosa.

I. A VISÃO SANTA

1. A crise do profeta. Isaías provavelmente era um parente próximo do rei Uzias. Assim, desfrutava de privilégios junto ao palácio real, era como se fosse o profeta oficial, pertencente ao clero remunerado, com estabilidade, segurança e demais benefícios do favor real. Quando o rei morre, o futuro do profeta entra em questão. O que será daqui para a frente? Como as coisas vão se resolver e organizar? Como será o governo do rei Jotão? As coisas f**am difíceis porque o rei deixa o povo continuar na idolatria (2Cr 27.2). Aquilo que para o profeta era algo certo passou a ser duvidoso. Ele percebeu que precisava estar com Deus, sozinho, pois sua situação era caótica. Assim, instalou-se a crise no profeta e criou-se o ambiente para o encontro santo, magnífico, assombroso e transformador com o Todo-Poderoso. Ele vai ao Templo para orar e adorar buscar a presença de Deus.
2. O assombro e o terror majestoso. O que o profeta vê lhe causa terror e assombro, diante da grandeza da majestade que se revela a ele. Ele vê o trono de glória (do hebraico kabod: carga, energia) de onde todas as coisas materiais e espirituais tomam vida, fôlego e forças, e vê a fumaça que esconde, envolve e permite descobrir em partes o Todo-Majestoso. Têm a visão dos serafins (do hebraico “incandescente”), seres que assistem e adoram no trono de Deus, e ouve a suprema adoração desses seres (Is 6.3). A revelação de Deus para nós, embora completa em Cristo, ainda permanece cercada de mistérios. Deus é santo não somente na qualidade moral, mas principalmente no fato de ser inacessível. Isaías se espanta por Ele se tornar acessível a um pecador como ele, demonstrando que é possível que Deus se esvazie parcialmente de sua glória para se revelar ao homem mortal e transformar a sua realidade (Fp 2.7).
3. A constatação assustadora. Diante da santidade de Deus que se revela ao profeta, não há outra coisa a fazer a não ser f**ar assombrado, pois f**a muito claro o contraste entre o Santo de Israel e o pecador; mas Ele não se revela para condenar, e sim para perdoar. A visão lhe dá a constatação mais difícil para qualquer ser humano — a sua pecaminosidade e miséria — levando-o a uma confissão que sai do profundo do coração: “ai de mim, que vou perecendo!” (Is 6.5). Ele reconhece que as suas palavras, bem como o mundo a sua volta que se organiza por essas palavras, estão repletas de impurezas, ou seja, palavras vazias, tolas, maldizentes, egoístas, que não levam Deus em conta. Elas são fruto de um interior cheio de pecados. Jesus mesmo disse que “a boca fala daquilo que o coração está cheio” (Mt 12.34).



Pense!

Deus chama, capacita e sustenta, mas antes de tudo Ele busca de nós disponibilidade e aceitação de seu chamado. Deus conta com você para a manifestação de sua vontade ao mundo.



Ponto Importante

O chamado do profeta Isaías é relatado nos primeiros capítulos do livro a fim de deixar claro que seu ministério, apesar de ser complexo, nasceu da orientação divina.



II. A PURIFICAÇÃO DO PROFETA

1. A misericórdia que leva ao arrependimento. Uma profunda tristeza tomou conta do profeta diante da constatação de pecador. Ele permanece perto do Santo por um tempo suficiente para constatar a impureza e depois recebe dEle a brasa viva purif**adora. Se o profeta não tivesse passado tempo com o Senhor, teria vivido em trágica ignorância de quem Deus era e de seus caminhos para ele e para o povo. Somente a presença do Senhor pode detectar em nós aquilo que ainda precisa ser purif**ado. Por conta e vontade própria, esse processo será superficial e incapaz de produzir transformações verdadeiras e duradouras. É o entrar no Santo dos Santos, que nos foi possibilitado pelo sacrifício de Cristo (Hb 10.20), que nos permite constatar quem realmente somos e o que Deus espera de nós. Sua essência é ser santo e toda relação com Ele supõe a consciência de que é paradoxal e impossível estabelecer contato com aquEle que é santo. Isso faz com que o profeta grite por misericórdia ao perceber seu estado.
2. A brasa purif**adora. Deus não deixa o profeta em desespero. Se Ele não interviesse com a brasa, o profeta seria destruído. Mais uma vez a misericórdia e graça de Deus se manifesta, diante da culpa e incapacidade humana de alcançar êxito no esforço de santif**ação, Ele mesmo intervém bondosa e amorosamente. Com certeza é um processo doloroso a purif**ação, mas altamente desejável e necessária para qualquer jovem cristão que queira andar com Deus em verdade. Não se pode entender a purif**ação como algo pronto e acabado, pois ao andar com Deus, continuamente, serão necessárias novas investidas de purif**ação, tendo em vista que enquanto aqui andarmos nossos pés se sujarão com as coisas do mundo e não seremos perfeitos. A busca ansiosa por perfeição poderá se transformar numa neurose doentia; por isso a necessidade de andar com Deus.
3. Culpa removida e pecado perdoado. Um alívio toma conta do profeta pecador quando este ouve a voz proclamando que está tudo perdoado. Para nós é o grito que ecoa do Calvário anunciando: “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem” (Lc 23.34). Ao aceitarmos e crermos que Jesus tem poder para perdoar nossos pecados e aliviar nossa culpa, somos imediatamente aceitos como filhos e todo peso é retirado, o fardo se torna leve e suave (Mt 11.30). No caso do profeta, apenas ouvir a voz já lhe bastou para saber que agora suas palavras e sua consciência estavam purif**adas pelo poder daquEle que enchia o templo com sua glória; o Santo que não tolera o pecado, mas que ao mesmo tempo é misericordioso, amoroso e perdoador.



Pense!

Às vezes não conseguimos fazer a obra de Deus porque nos sentimos culpados. Deus é misericordioso para purif**ar nossos pecados e deixar-nos livres para servirmos em amor e alegria.



Ponto Importante

O serviço a Deus deve ser feito com honestidade, transparência e integridade. Esses elementos são essenciais para o bom andamento da vontade de Deus. Por isso, antes de Deus chamar o profeta, Ele primeiro transforma e purif**a a vida dele.



III. A CHAMADA DO PROFETA

1. Uma mudança radical. A santidade é um convite para trabalhar com Deus do jeito dEle para impactar o mundo. O chamado do profeta não lhe é imposto. Deus lhe faz uma pergunta e o convida a uma resposta; ele tem liberdade de dizer sim ou não, mas diante da grandeza e da santidade de Deus, sua vontade é se sujeitar inteiramente. O chamado de Deus nunca é imposto; é um convite a ser respondido em amor diante da grandeza do amor que nos constrange (2Co 5.14).
2. Envia-me a mim. Isaías vê o Santo, é purif**ado por Ele e se vê chamado a um trabalho santo. Porém ele é informado de que não terá bons resultados. Terá muita autoridade e santidade, mas não será ouvido (Is 6.9-10). O resultado será mais rebeldia e desobediência, e em consequência o país seria destruído e devastado (Is 6.11). O povo já está com o coração duro, mas a mensagem de Isaías o endurecerá ainda mais, como num claro gesto de recusa, pois sem a palavra do profeta a recusa poderia parecer superficial e a consciência f**aria tranquila, mas assim as máscaras caem e aparece a verdade da falsa religiosidade e da rebeldia que precisa ser rechaçada.
3. A santa semente. Sobrará uma floresta de troncos decepados, uma nação de troncos, mas desses troncos brotará uma semente que fará toda a diferença, Cristo, que purif**aria e salvaria não somente o povo de Israel, mas todo o mundo (Jo 3.16). O resultado do ministério do profeta mostra que o ativismo e a busca desenfreada por sucesso em tudo que se faz nem sempre é o desejo de Deus. Histórias deslumbrantes e testemunhos arrebatadores nem sempre estão de acordo com a santidade de Deus. São as tentações do mundo, da carne e do Diabo (1Jo 2.16), com promessas de gratif**ação, muitas vezes imediatas, que nos levam a ter desejos de uma vida melhor que não levam em conta aquilo que o Senhor pensa e quer, pois é do tronco feio e queimado que brotará a vida abundante.



Pense!

Isaías é enviado a um povo que já está com o coração endurecido. Nem sempre Deus vai nos levar a realizar ministérios fáceis, com glórias, e nos colocar na vitrine religiosa.



Ponto Importante

O chamado do profeta não lhe é imposto. Deus lhe faz uma pergunta e o convida a uma resposta; ele tem liberdade de dizer sim ou não.



CONCLUSÃO

O profeta deixa de lado sua autossuficiência (“ai de mim”), experimenta o perdão amoroso (“tua iniquidade foi tirada”), recebe o convite para trabalhar para o Senhor (“quem enviarei”) e dá uma resposta cheia de fé e obediência (“Eis-me aqui. Envia-me!”). Em resposta a sua submissão, ouve Deus lhe dizendo que todas as grandes nações do mundo (Assíria e Babilônia) seriam destruídas, mas a herança do Senhor, o seu povo, será o remanescente santo que brotará e herdará todas as promessas.

Lição 5: Deixando pai e mãeData: 1º de Maio de 2016TEXTO DO DIA “Seus filhos erijam, crescem com o trigo, saem, e nunca ...
25/04/2016

Lição 5: Deixando pai e mãe
Data: 1º de Maio de 2016

TEXTO DO DIA

“Seus filhos erijam, crescem com o trigo, saem, e nunca mais tornam para elas” (Jó 39.4).

SÍNTESE

A ordem de deixar pai e mãe não signif**a desprezá-los, abandoná-los, pois o dever de honrá-los permanece para sempre.

AGENDA DE LEITURA

SEGUNDA — Gn 2.24
A origem do mandamento



TERÇA — Gn 12.1
Deus reitera o mandamento



QUARTA — Gn 24.58
Rebeca obedece ao mandamento



QUINTA — Gn 24.67
Isaque cumpre o mandamento



SEXTA — Mt 19.5; Mc 10.7
Jesus ratif**a o mandamento



SÁBADO — Ef 5.31
Paulo confirma o mandamento

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
• MOSTRAR que para a construção de uma nova família, é imprescindível deixar pai e mãe;
• SABER que o afastamento em relação aos pais deve acontecer nas dimensões geográf**a, psicológica e financeira;
• EXPLICAR o aparente conflito entre o mandamento de honrar pai e mãe e o de deixá-los para iniciar outro núcleo familiar.

INTERAÇÃO

Professor, você sabe dizer quantos e quem são seus alunos? Infelizmente, muitos de nós não sabemos. É imprescindível que você conheça o perfil de sua turma: a estrutura familiar (mora sozinho ou com os pais? Pais crentes? Separados?). O nível de escolaridade (estuda?), vida profissional (onde e em que trabalha?), tempo de evangelho (“nasceu no evangelho?”), etc... Se sua turma é pequena, essa tarefa não lhe trará maiores dificuldades, porém, se a classe for numerosa, sugiro que elabore um questionário e peça que todos respondam, explicando qual a finalidade. Assim, você terá uma série de informações, em um só momento, e perceberá que conhecer sua turma fará diferença na hora de planejar suas aulas e elaborar suas estratégias de ensino.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Estimado docente, o assunto de hoje é de extrema relevância para a vida de seus alunos, portanto cuide para que ninguém saia com dúvida. Para começar, lance a seguinte pergunta: “O que pode acontecer no casamento do rapaz e da moça os quais não deixaram pai e mãe geográf**a, psicológica e financeiramente, desobedecendo a ordem divina?”. Espere que seus alunos respondam e registre todas as colocações no quadro ou em outro recurso disponível. Deixe que todos, sem exceção, participem da tarefa, independentemente de você concordar ou não com a resposta. Após, comece a analisar, junto com eles, cada uma das afirmações. Aproveite para elogiar os participantes e desfazer eventuais equívocos, tendo o cuidado de não causar constrangimentos, pois isso pode desestimular novas participações.

TEXTO BÍBLICO

Efésios 5.31-33; Efésios 6.1-3.

Efésios 5
31 — Por isso, deixará o homem seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher; e serão dois numa carne.
32 — Grande é este mistério; digo-o, porém, a respeito de Cristo e da igreja.
33 — Assim também vós, cada um em particular ame a sua própria mulher como a si mesmo, e a mulher reverencie o marido.

Efésios 6
1 — Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo.
2 — Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa,
3 — para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre a terra.

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

INTRODUÇÃO

O primeiro mandamento de Deus para o homem (não o maior mandamento) é que, antes de casar, deve deixar seus pais (Gn 2.24). Esse paradigma para o casamento foi estabelecido de maneira tão veemente por Deus porque, talvez, essa fosse a única forma de quebrar o forte elo que liga pais e filhos, para poder surgir um novo ente social, a nova família. Como Deus é sábio! Tal acontecimento, identif**ado como individuação, tem alcance geográfico, psicológico e financeiro, não signif**ando o distanciamento entre pais e filhos, mas colocando limites. Adão e Eva foram os únicos humanos que se casaram, e não tiveram de deixar pai e mãe, mas todos os demais devem cumprir a determinação divina. É certo que isso, às vezes, pode ser difícil. Entretanto não se trata de uma faculdade, mas de uma obrigação do novo casal. Afinal o verbo está no imperativo: deixará! Ao longo da história bíblica, os casais que serviram a Deus cumpriram integralmente essa norma divina.

I. O PRIMEIRO MANDAMENTO

1. Requisito para a perfeita união. Toda nova família deve ter características próprias, para ter uma união perfeita. Isso é impreterível para que haja crescimento e uma identidade familiar própria. O novo casal, assim, precisa ter suas experiências pessoais e resolver seus problemas, sem haver intromissão de nenhuma outra pessoa. Esse mandamento mencionado no Éden foi reiterado para Abraão (Gn 12.1-3). Ele o obedeceu e também o ensinou a seus descendentes. Tanto Abraão, como Isaque e Jacó, conquanto fossem nômades parte do tempo de suas vidas, habitando em tendas (Hb 11.9), tinham, cada um, a sua própria habitação (Gn 24.67; 31.34)! Eles sabiam conservar a cultura familiar, sem deixar de atender a esse importante mandamento.
2. Individuação. A filosofia chama de individuação o fenômeno através do qual um organismo se singulariza dentro da espécie, sem abandonar as características comuns dos seus pares. Era isso que o Senhor queria que acontecesse com o novo casal. Estar junto dos familiares é um compromisso perene da nova família (não deve se excluir das celebrações familiares — aniversários, Natal, dia dos pais, das mães etc.). Entretanto a singularização do ente familiar que se formou é imperiosa. Foi Deus quem pensou assim. O Senhor chancelou esse fenômeno na biologia dando a cada ser vivo um código genético distinto. Não existem, como se sabe, zebras com as mesmas listras, nem leopardos com pintas iguais, nem seres humanos que apresentem impressões digitais idênticas (ainda que sejam gêmeos univitelinos). Até os cristais de gelo, microscopicamente analisados, demonstram formações moleculares díspares. Essa construção idiossincrática faz parte da natureza. Assim, quando uma nova família surge, ela precisa de um “DNA social” próprio.
3. Menção na Bíblia. Na Bíblia, Deus fala de individuação em Jó 39, mencionando como esse fenômeno acontece na família das cabras monteses (vv.1-4), cujos filhos, quando crescem e f**am fortes, partem e “nunca mais tornam para elas”. Os filhos das cabras monteses precisam viver sua própria história, identif**ando-se como indivíduos, sem abrir mãos dos ensinamentos recebidos dos pais (indispensáveis à sobrevivência). O certo é que, “à sombra” dos seus pais, elas jamais poderiam cumprir integralmente o projeto do Criador. Por isso, os descendentes caprinos procurarão suas próprias montanhas para estabelecerem suas famílias.



Pense!

Por que Deus estabeleceu como requisito para a formação de uma unidade nEle (marido e mulher) a quebra de outra unidade perfeita (pais e filhos)?



Ponto Importante

Na família, os filhos devem aprender com os pais, mas, em tempo oportuno, devem sair de casa para ensinar também aos seus próprios filhos. Esse é o ciclo da vida.



II. ALCANCE DO MANDAMENTO

1. Afastamento geográfico. Toda família precisa de “espaço” para crescer. Para isso Deus mandou que o novo casal, antes de se unir, saísse da casa dos pais. Observe-se uma planta. Ela precisa de um espaço que seja só dela (veja o que acontece quando o trigo divide um pequeno espaço geográfico com o joio — Mt 13.28-30 — é um problema). A grande dificuldade é que as raízes do joio e do trigo podem se entrelaçar, diante da proximidade territorial. Isso signif**a que o trigo precisa de um espaço individual, próprio. A mesma coisa acontece com a nova família.
2. Afastamento psicológico. A planta precisa da luz solar para fazer a fotossíntese e crescer. Entretanto, essa radiação trará certo incômodo a ela nos horários mais quentes do dia. Isso porém é necessário. Utilizando o mesmo raciocínio, pode-se dizer que os pais não devem privar seus filhos dos eventuais desafios psicológicos. É preciso que cada nova família adquira individualidade, tomando suas próprias decisões. Por mais que “doa” ver os filhos passarem por certos “percalços” no novo contexto familiar, o bloqueio emocional ao novo casal, pelos pais, (impedir que deixe psicologicamente os genitores) ensejará prejuízo. Um escritor antigo dizia que “em mar calmo todo barco navega bem”. As lutas, dificuldades, surgirão para que possa despontar a nova liderança do lar: o marido. É bem verdade que o Código Civil e a Constituição Federal não distinguem liderança entre homem e mulher, no seio da família, mas a Bíblia estabelece. E, por isso, essa nova liderança precisa surgir, mas não aparecerá se não houver autonomia psicológica. Esse afastamento proporciona, à nova família e aos pais, a chance de um relacionamento mais íntimo com o Criador, na confiança que Ele é o socorro na hora da angústia (Sl 46.1) e, contra os incômodos do sol causticante, Ele é a sombra (Sl 121.5-6).
3. Afastamento financeiro. A ordem de “deixar pai e mãe” também atinge a parte financeira, porém o dever dos pais ajudarem financeiramente os filhos (2Co 12.14) e vice-versa (Mc 7.10-13) nunca terminará diante de Deus, bem como perante a lei civil, a qual usa como parâmetro para definir o valor da “pensão alimentícia” o trinômio “necessidade-possibilidade-proporcionalidade”. Isto é, o dever de pagar reciprocamente alcança pais e filhos, na medida da necessidade e possibilidade de cada um, aplicando o critério da proporcionalidade para achar o valor justo. Há, porém, pais que possuem renda suficiente, mas exigem, para comprar supérfluos, aportes financeiros mensais do filho casado. Por outro lado, existem filhos casados que, irresponsavelmente, querem viver à custa dos pais. Os dois extremos estão errados e causam sérios conflitos no lar. Frise-se, por fim, que nenhuma ajuda que inviabilize a administração do lar de quem contribui vem de Deus, porque isso não tem origem no amor, mas em um sentimento indevido de posse dos pais sobre o(a) filho(a) recém-casado(a), ou vice-versa.



Pense!

Por que tantos pais querem manter o controle sobre o filho após ele se casar? Seria isso amor ou egoísmo?



Ponto Importante

Deixar o filho seguir seu próprio caminho, para construir um novo lar, como acontece com as cabras monteses (Jó 39.4), é sinal de amor. Reter o que Deus liberou é egoísmo!



III. CONFLITO ENTRE MANDAMENTOS

Há, na Bíblia, dois mandamentos que aparentemente se contradizem: deixar e também honrar pai e mãe.
1. Honrando pai e mãe. Sejam bons ou maus, os pais devem ser honrados incondicionalmente. Entretanto se surgirem conflitos entre o cônjuge e um dos pais, a Bíblia é clara: “deixará o homem pai e mãe e se unirá à sua mulher”. O cônjuge deve ter sempre a prioridade! Os interesses dos parceiros são superiores aos desejos dos sogros e filhos. Deus disse a Abraão: “ouça a voz de sua mulher” (Gn 21.12). Os interesses de Sara eram mesquinhos, pois o problema foi criado por ela e Deus faria Isaque ser o herdeiro independentemente de qualquer coisa. Entretanto, mesmo sendo doloroso, o Senhor determinou que Abraão abrisse mão do filho Ismael e Agar, por atenção a Sara. A honra aos pais, porém, não pode ensejar em qualquer espécie de humilhação ao cônjuge.
2. Deixando pai e mãe. Enquanto estiverem em casa, os filhos deverão ser totalmente obedientes aos pais, no Senhor. Quando se casarem, porém, “deixarão pai e mãe”, ou seja, os filhos devem sair da casa, construir seu próprio patrimônio e tomar suas próprias decisões na vida, para que a unidade do novo casal não seja comprometida. Por tal motivo, é comum observar pessoas com sérios conflitos familiares, quando acontece o caso de os pais continuarem intervindo nas decisões dos filhos casados. É bom lembrar, porém, que, mesmo com o casamento dos filhos, a honra àqueles que deram toda a atenção e carinho durante a infância, adolescência e juventude aos filhos, ainda persistirá. Interessante que, logo após falarem sobre o dever do novo casal de deixar pai e mãe, Jesus e o apóstolo Paulo acrescentam sempre o dever de honrá-los (Mt 19.5,19; Mc 10.7,19 e Ef 5.31; 6.2), ou seja, um mandamento não invalida o outro.
3. Filhos que podem morrer cedo. O primeiro mandamento com promessa é honrar pai e mãe, porque na primeira infância os filhos f**am, diante de Deus, com grande dívida com seus pais e o momento propício para o pagamento é quando os genitores não puderem mais cuidar de si próprios. Então Deus garante ao filho atencioso que viverá muito, para poder cuidar de seus pais na velhice! Dessa maneira, o Senhor harmoniza as responsabilidades dentro da família. Não há ninguém sobrecarregado e outro sem nenhuma obrigação. Todos têm um papel específico. O Senhor é justo.



Pense!

Quando o filho deixar os pais para construir um novo lar, pode esquecer o que seus genitores fizeram por ele durante a vida?



Ponto Importante

Sobre os filhos penderá, sempre, o dever de honrar os pais até o fim, entretanto o dever de estarem em submissão cessa com o casamento do filho.



CONCLUSÃO

Os pais e filhos que forem fiéis ao mandamento mais antigo de Deus para a família — ao casar, deixar pai e mãe — desfrutarão do ciclo da vida familiar em conformidade com a vontade do Criador. E isso é muito bom e proveitoso. Obedecer às ordens do Senhor não é um peso, mas um privilégio, pois a obediência garante um futuro de paz e a fruição de toda a sorte de bênçãos divinas (Lv 26.3-10).

Lição 1  2º Trimestre 2016: A instituição da FamíliaData: 03 de Abril de 2016TEXTO DO DIA “Portanto, deixará o varão o s...
31/03/2016

Lição 1 2º Trimestre 2016: A instituição da Família
Data: 03 de Abril de 2016

TEXTO DO DIA

“Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne” (Gn 2.24).

SÍNTESE

A instituição da família foi o primeiro projeto plural de Deus para a humanidade; com ela, o Senhor estabeleceu as bases da vida em sociedade.

AGENDA DE LEITURA

SEGUNDA — Gn 2.18
Família é ideia de Deus



TERÇA — Gn 2.8
Família é lugar de proteção



QUARTA — Gn 6.18,21
Família é lugar de salvação



QUINTA — Gn 24.38
Família é lugar de bênção



SEXTA — 2Tm 1.5; 3.15
Família é lugar de aprendizado



SÁBADO — Lc 1.80
Família é lugar de crescimento

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
• MOSTRAR que o propósito de Deus é que o homem viva em família, não sozinho;
• EXPLICAR em que consiste a família;
• VALORIZAR os ensinamentos recebidos no ambiente familiar.

INTERAÇÃO

Caro professor, neste trimestre estudaremos acerca da família, um dos pilares da sociedade, cujos valores têm sido relativizados. Você terá a oportunidade de discutir com os jovens assuntos como o surgimento da família, suas mudanças históricas, como se preparar para construir um novo lar, os papéis do marido e mulher, a importância da comunicação entre seus membros e os diversos conflitos nesse contexto, bem como a família de Jesus e a família no século XXI. O comentarista, Reynaldo Odilo Martins Soares, é evangelista, juiz de direito (atua em Vara de Família), graduado em Direito pela UFRN, pós-graduado em Direito Processual pela UnP, mestre e doutorando pela Universidade do País Basco — Espanha.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor, para a aula de hoje, sugerimos que você inicie falando a respeito de sua vida familiar (informações que seus alunos não saibam), depois solicite aos alunos que façam o mesmo (indague-os sobre o que você desconhece), dessa forma o tema do trimestre será contextualizado e vocês se conhecerão um pouco mais.
Tenha cuidado com o tempo e, caso haja muitos alunos, limite o número de participantes.
No tópico III, outros alunos poderão participar relatando algum aprendizado relevante que obtiveram no seio da família.

TEXTO BÍBLICO

Gênesis 2.18-25.

Provérbios 23
18 — E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele.
19 — Havendo, pois, o Senhor Deus formado da terra todo animal do campo e toda ave dos céus, os trouxe a Adão, para este ver como lhes chamaria; e tudo o que Adão chamou a toda a alma vivente, isso foi o seu nome.
20 — E Adão pôs os nomes a todo o gado, e às aves dos céus, e a todo animal do campo; mas para o homem não se achava adjutora que estivesse como diante dele.
21 — Então, o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; e tomou uma das suas costelas e cerrou a carne em seu lugar.
22 — E da costela que o Senhor Deus tomou do homem formou uma mulher; e trouxe-a a Adão.
23 — E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos e carne da minha carne; esta será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada.
24 — Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.
25 — E ambos estavam nus, o homem e a sua mulher; e não se envergonhavam.

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

INTRODUÇÃO

Em toda narrativa bíblica, quando o Todo-Poderoso decidiu fazer algo signif**ativo, Ele formou uma equipe. O próprio Jesus, sendo Deus, poderia realizar qualquer coisa sem a cooperação de outros, entretanto preferiu convocar doze indivíduos para, juntos, anunciarem as Boas-Novas de salvação. Aliás, o próprio Deus é Triúno (Pai, Filho e Espírito Santo). Assim, quando o Eterno pensou na vida na Terra, resolveu estabelecer um projeto plural para o homem, o qual não deveria estar só. Por isso, criou Eva, não objetivando que ela fosse igual a Adão, uma concorrente, mas que o auxiliasse e o complementasse. Com o homem e a mulher Deus instituiu a família — o centro de todo o desenvolvimento dos seres humanos (Gn 1.28). O objetivo de Deus era que a sua presença, por intermédio da primeira família, se expandisse, pois nesse ambiente de preparação para a vida em sociedade, eles conheceriam o Senhor e aprenderiam os fundamentos espirituais, morais e sociais para a plena realização humana.

I. UM PROJETO CHAMADO FAMÍLIA

1. O problema de estar só. Há momentos em que o homem necessita f**ar só. Isso, porém, não signif**a passar toda a sua vida isolado das outras pessoas. Adão, por exemplo, viveu sua fase de isolamento antes da chegada de Eva. Deus certamente queria que ele aprendesse algumas coisas. Aliás, em Lamentações 3.27,28 está escrito que “bom é para o homem suportar o jugo de sua mocidade; assentar-se solitário e f**ar em silêncio; porquanto Deus o pôs sobre ele”. Assim, f**ar sozinho durante alguns instantes para refletir sobre a vida, para orar, não signif**a viver em isolamento indefinidamente. Afinal, como dizia o poeta e pastor inglês John Donne, “nenhum homem é uma ilha”. Aliás, quando Deus viu o homem vivendo algum tempo sem companhia, afirmou que isso não era bom (Gn 2.18).
2. A solução para quem está só. Adão tinha grandes responsabilidades no Éden (Gn 1.15), vivia confortavelmente, desfrutava de plena saúde, mas precisava de uma adjutora que lhe fosse idônea. E ninguém faz nada signif**ativo estando só. Para resolver esse drama, o Senhor — enquanto Adão dormia — criou Eva e, após, trouxe-a para ele (Pv 18.22; 19.14). Isso nos revela uma verdade: é Deus quem dá o cônjuge. Esse foi o primeiro casamento. O Senhor sabia da necessidade de complementação e companheirismo que Adão tinha e criou uma estratégia perfeita, da própria substância de Adão, não do pó da terra, extraiu um novo ser. Havia, portanto, identidade entre eles. E, como se sabe, é preciso existir identidade (não igualdade) para haver complementariedade. Diz um sábio ditado africano: “Se quiser ir rápido, vá sozinho; se quiser ir longe, vá com alguém”. Isso serve perfeitamente para a vida em família. Para se ir longe, precisa-se seguir com alguém. E a família é a melhor companhia. A força da união familiar traz vida longa (Sl 128.3,6) e faz dos filhos flechas nas mãos do valente (Sl 127.4). Além de livrar o homem da solidão, a família pode levar o homem a conquistas impressionantes (Dt 32.30). Glória a Deus pelo seu plano maravilhoso.
3. A vida a dois. Após um período solitário de espera, Adão foi presenteado com uma linda esposa. Eva complementava Adão física, emocional, intelectual e espiritualmente. No texto de Gênesis 2.23,24, pode-se perceber a alegria de Adão ao recebê-la. Ele agradeceu a Deus em forma de poesia, ao mesmo tempo em que fez uma declaração de amor eterno a Eva! Adão esperou em Deus (“dormia”) e isso valeu muito a pena. Você está disposto a esperar em Deus?



Pense!

Como resolver o problema humano da necessidade de companhia? Vale à pena esperar pelo tempo de Deus?



Ponto Importante

Há momentos em que é preciso estar sozinho, mas Deus nunca projetou uma vida inteiramente sem companhia para ninguém. Afinal, não é bom que o homem esteja só.



II. EM QUE CONSISTE A FAMÍLIA

1. A família é o ponto de convergência entre Deus e os homens. Paulo compara o casamento entre homem e mulher à união entre Cristo e a Igreja (Ef 5.23-32) e isso ele faz porque a família é o ponto de convergência entre céu e terra. A constituição da família, no Éden, realizou um novo milagre na criação humana. Deus, de um (Adão), fez dois (Adão e Eva) e, com o casamento, de dois o Senhor tornou a fazer um (Gn 2.24 — o casal). Assim, uma vez unidos matrimonialmente, eles voltaram a ser vistos pelo Senhor como “uma só carne”. Deus estava firmando uma aliança com eles e Ele mesmo faria parte daquilo (1Co 7.39). Sua glória estaria presente. A partir da família, Deus trataria com os homens. Afinal, todos os projetos signif**ativos de Deus são plurais. Envolvem a formação de uma equipe. É, pois, através da família que o Senhor ordena a bênção ao mundo.
2. A família é o campo de treinamento de Deus. Observa-se claramente nas Escrituras que a família é o campo de treinamento usado por Deus para preparar o ser humano para as experiências da vida. A família é o microcosmo da vida social (Êx 2.7-9,11,12; Jz 11.1-3,11). Analisando cuidadosamente, vê-se que as experiências vivenciadas no seio familiar são preparações para o viver em sociedade.
Os conflitos familiares de José, por exemplo, foram indispensáveis para fazer dele um “sucesso” na casa de Potifar, na prisão e, por fim, no governo egípcio. A mesma coisa pode ser dita em relação a Isaque, Jacó, Davi, Paulo, eu e você. Que tal agradecer a Deus pela magníf**a experiência de viver em família, mais especif**amente, de viver na sua família?
3. A família é a única possibilidade de realização total do homem. O rapaz e a moça jamais serão totalmente felizes se não estiverem em família. Deus mandou Jacó voltar para sua terra para poder reparar os erros do seu passado (Gn 31.3); o filho pródigo, também teve que retornar, a fim de curar as feridas familiares (Lc 15.17-19). De outra forma eles nunca seriam felizes, pois não existe felicidade solitária. Como o homem é um ser imperfeito, carente de complemento, ninguém conseguirá ser feliz fechando-se numa redoma de emoções egoístas. Como se sabe, não há peixes no mar morto porque ele apenas recebe água, mas nunca partilha o que tem. Em outras palavras, é preciso morrer para si mesmo, renunciar às paixões da alma, a fim de viver em prol de um projeto plural de Deus chamado família, para que o homem não fique só, parafraseando a ideia de Jesus em relação à semente (Jo 12.24). Da mesma forma que o crente não pode viver fora do corpo de Cristo, não existe realização pessoal total fora da família. Seja na casa dos pais, enquanto solteiro, ou no momento de criar um novo núcleo familiar, quando deverá ter o seu próprio espaço geográfico (casa), o jovem somente alcançará o centro da vontade de Deus se estiver vivendo em família, dentro dos princípios traçados pelo Senhor.



Pense!

O que fazer quando não estamos gostando da vida em família? Ir embora ou permanecer sendo moldado por Deus?



Ponto Importante

A família é o campo de treinamento que Deus usa para nos preparar para a vida. É o microcosmo da vida social.



III. ENSINAMENTOS RECEBIDOS NA FAMÍLIA

1. É na família que se cresce enquanto ser humano. Nesse grande laboratório divino, o homem conhece a si mesmo. É ali que as aptidões são desenvolvidas. Jesus, certamente, tornou-se carpinteiro por causa da profissão de seu pai José. A mesma coisa deve ter acontecido com os filhos de Zebedeu, Tiago e João, que eram pescadores. Com o crescimento pessoal, aprende-se a ser forte, bem como a superar os obstáculos da vida. Esse processo aconteceu com João Batista (Lc 1.80), com Jesus (Lc 2.39,40,52) e também acontece com cada pessoa. Esse é o projeto de Deus.
Para existir crescimento, porém, é necessário admitir as tensões. Se nos lares houvesse apenas “paz e amor”, as pessoas entrariam em choque com a realidade da vida “exterior”. Por tal razão, nas famílias sempre existem conflitos interpessoais. Alguns crônicos, outros não, pois é na ambiência da tempestade que as árvores fincam mais fortemente suas raízes no solo.
2. É na família que aprendemos a depender dos semelhantes. É interessante como o bebê humano somente sobrevive se houver intervenção dos pais. Ele precisa aprender com outra pessoa a fazer quase tudo, diferentemente do que acontece com os animais irracionais, os quais, em regra, sobrevivem praticamente sozinhos, pois foram dotados de estrutura genética e psicológica distinta. Na família aprende-se o mandamento de que precisamos do outro para viver (Ec 4.9,10). Impressionante como Caim se esqueceu disso, pois em Gênesis 4.9 Deus perguntou a ele sobre Abel, ao que respondeu: “[...] não sei; sou eu guardador do meu irmão?”. Ele era exatamente o guardador de Abel, mas a rivalidade o cegara. Todos nós somos guardadores uns dos outros. Para isso Deus nos colocou em família.
3. É na família que conhecemos a Deus. Deus estabeleceu a família como o primeiro lugar de adoração. Um lugar em que se conhece o Senhor (Dt 11.18,19; 2Tm 1.5; 3.15). O ponto de partida de Deus para a realização do seu projeto, que começou no Éden, é a família. Deus tratou também com a família de Noé, por exemplo, e salvou a raça humana da extinção. Com a linhagem (família) de Abraão e de Davi, Deus se fez conhecer e dela nasceu o Messias (Mt 1.1,2). É óbvio que hoje o homem moderno deturpou esse sentido original (2Tm 3.1-4). Muitas das famílias atuais levam as crianças a um total desconhecimento do Criador, ensinando mentiras, levando-as ao hedonismo e ao materialismo, porém cabe ao cristão fazer a vontade de Deus — ser um diferencial nesta geração. Talvez não se consiga, com isso, mudar a cosmovisão relativista da sociedade, nem suas práticas pecaminosas, mas certamente os fiéis serão um luzeiro na escuridão (Fp 2.15). E isso faz toda a diferença.



Pense!

Até que ponto minha família tem cumprido o propósito de Deus?



Ponto Importante

Por intermédio de uma vida familiar equilibrada, o homem cresce saudável em todos os sentidos.



CONCLUSÃO

Viver em família é a mais emocionante aventura da vida. Conviver com pessoas diferentes e suportá-las em amor é, sem dúvida, um exercício extraordinário de fé e obediência.

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São Francisco Do Conde, BA
43900-000

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