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11/07/2022

🚨🚨 É HOJE 🚨🚨
🤓 Atenção aos inscritos no PS da LAIIM! Nossa Aula Magna de Imunologia já é hoje, às 20h.
🤩 A aula será ministrada pela Profa. Dra. Maria Cristina, orientadora da liga.
🚀 Os links serão enviados por e-mail a todos os participantes.
👉 Lembrando que a participação é de suma importância a todes que pretendem se tornar ligantes!

Dúvidas? Chama a gente nos comentários👇

04/07/2022

E aí galera, como andam as expectativas para fazer parte desta Liga maravilhosa? Lembrem-se que as nossas inscrições vão até o dia 10/07, então falta menos de 1 semana para elas se encerrarem! Não vão perder essa oportunidade, né?

22/06/2022

✨ Quer fazer parte de uma liga com discussões, eventos e mais sobre imunologia?
👉 Então f**a ligade! Divulgamos aqui o cronograma do nosso Processo Seletivo para ligantes 2022/2023!
👀 F**a de olho e já marca/manda para um amigo que não pode pastelar nessa 😬

Dúvidas? 🙋‍♀️ deixa pra gente aqui nos comentários!

20/06/2022

É com grande prazer que a LAIIM anuncia a abertura das inscrições para o processo seletivo 2022/2023! Você que está animado para fazer parte dessa liga incrível pode realizar sua inscrição por meio do link na nossa bio. Mas fique atento, porque a oportunidade para se inscrever vai só até o dia 10/07/2022.
Também disponibilizamos na bio nosso edital, que detalha mais sobre a LAIIM, as atividades a serem desenvolvidas ao longo do ano e como ocorrerá o processo seletivo. A leitura desse edital é de suma importância, para que você possa se tornar ligante e vir aprender ainda mais sobre imunologia com a gente!!

Photos from LAIIM UFSCar's post 20/06/2022

Conheça a nova gestão da LAIIM, que vai explorar junto a você o sistema de defesa do organismo!!

Photos from LAIIM UFSCar's post 17/12/2021

Os neutrófilos, também chamados de leucócitos polimorfonucleares (PMN), são células extremamente importantes do sistema imunológico inato, representando o tipo celular mais abundante no sangue. Sua produção ocorre na medula óssea (cerca de 10^11 células/dia) e, normalmente, essas células entram na circulação e migram para o tecido alvo, onde realizam suas funções e são eliminadas pelos macrófagos (1). Os neutrófilos possuem diversas estratégias para eliminação de patógenos. Ao encontrar um agente invasor, os neutrófilos fagocitam essas células e matam esses microrganismos por mecanismos dependentes de NADPH oxigenase ou proteína antibacterianas, como catepsinas e defensinas. Essas proteínas podem ser liberadas pelos neutrófilos para os fagossomos formados após a fagocitose ou para o meio extracelular, agindo de maneira intra ou extracelular, respectivamente. Além disso, a liberação de compostos chamados de armadilhas extracelulares de neutrófilos (NETs) também é uma estratégia antimicrobiana, os quais atuam imobilizando os patógenos (impedindo-os de se espalhar), auxiliam na fagocitose e podem eliminar diretamente os invasores por proteases e histonas antimicrobianas (2).

Referências
1. ROSALES, Carlos. Neutrophil: a cell with many roles in inflammation or several cell types?. Frontiers in physiology, v. 9, p. 113, 2018.
2. KOLACZKOWSKA, Elzbieta; KUBES, Paul. Neutrophil recruitment and function in health and inflammation. Nature reviews immunology, v. 13, n. 3, p. 159-175, 2013.

Photos from LAIIM UFSCar's post 15/12/2021

O sistema linfático apresenta três funções principais na biologia humana: manutenção do equilíbrio de fluídos, absorção de gordura no intestino e seu transporte de volta para a corrente sanguínea e facilitação das defesas imunológicas [1]. Neste último caso, os vasos linfáticos atuam como canais através dos quais os antígenos e células do sistema imunológico são transportados para os linfonodos [1]. Esse processo inicia a imunidade adaptativa, levando à produção de células e anticorpos que irão reconhecer e eliminar o patógeno, e gerar memória contra ele [1]. Assim, esse sistema participa da resposta imune de maneira direta, como exposto anteriormente, ou indireta, influenciando o microambiente linfonodal [1,2].
Esse sistema pode apoiar a imunidade por meio da (I) entrada do antígeno e células dendríticas nos linfonodos, (II) tráfego dos mesmos por meio de vasos aferentes, (III) apresentação de antígeno em nódulos linfáticos e (IV) saída de linfócitos [1]. Muito ainda é desconhecido sobre o papel do sistema linfático na imunidade, mas é possível considerar que seu impacto nas interações imunológicas é fundamental para a integração da imunologia com a fisiologia humana e, em última instância, com muitas patologias complexas [2].
Referências:
[1] LIAO, Shan; WEID, P.y. von Der. Lymphatic system: an active pathway for immune protection. Seminars In Cell & Developmental Biology, [S.L.], v. 38, p. 83-89, fev. 2015. Elsevier BV. http://dx.doi.org/10.1016/j.semcdb.2014.11.012.
[2] RANDOLPH, Gwendalyn J.; IVANOV, Stoyan; ZINSELMEYER, Bernd H.; SCALLAN, Joshua P.. The Lymphatic System: integral roles in immunity. Annual Review Of Immunology, [S.L.], v. 35, n. 1, p. 31-52, 26 abr. 2017. Annual Reviews. http://dx.doi.org/10.1146/annurev-immunol-041015-055354.

Photos from LAIIM UFSCar's post 13/12/2021

Os mastócitos são células granulosas encontradas nos tecidos periféricos e que apresentam um importante papel nas reações inflamatórias e alérgicas. Seus grânulos estão repletos de heparina, histamina e proteases como triptases, e sua liberação para o meio extracelular (desgranulação mastocitária) pode ter diversas causas, como fatores físicos, toxinas e mecanismos imunológicos [1].
A superfície dos mastócitos possui receptores de IgE, e quando encontram antígenos ligados a essa imunoglobulina, a desgranulação mastocitária acontece, o que permite a organização de uma inflamação aguda em defesa a algum antígeno [1]. Entretanto, reações de hipersensibilidade podem ocorrer, gerando uma desgranulação exagerada, o que causa vasodilatação e broncoconstrição, além de outros sintomas, causando o chamado choque anafilático [1,2].
Referencias:
1- PAYNE, V.; KAM, P. C. A. Mast cell tryptase: a review of its physiology and clinical signif**ance. Anaesthesia, v. 59, n. 7, p. 695-703, 2004.
2- MOTA, I. The mechanism of anaphylaxis: I. Production and biological properties of mast cell sensitizing'antibody. Immunology, v. 7, n. 6, p. 681, 1964.

Photos from LAIIM UFSCar's post 10/12/2021

Citocinas são proteínas essenciais para a resposta imune e podem ser divididas em diferentes classes funcionais. Por exemplo, existem citocinas que atuam como fatores de crescimento para linfócitos, outras são pró-inflamatórias, anti-inflamatórias ou estimulam a quimiotaxia [1].
Um exemplo é o fator de necrose tumoral (TNF), uma citocina pleiotrópica com diferentes funções celulares, tais como proliferação, diferenciação e apoptose, além de ter uma importante propriedade pró-inflamatória [2]. O estudo genético e genômico do TNF e seus alvos permitiu utilizá-lo como alvo para o tratamento da artrite reumatoide, doença inflamatória intestinal, psoríase, espondilite anquilosante, artrite juvenil idiopática e hidradenite supurativa [3]. Para tal, foram desenvolvidos imunobiológicos tendo o TNF como alvo, podendo ser anticorpos monoclonais humanos ou quiméricos, por exemplo [3]. Essa modalidade terapêutica tornou-se possível a partir do momento em que foram elucidados diversos genes que são regulados (induzidos ou suprimidos) pelo TNF, envolvidos em processos inflamatórios que podem levar ao surgimento das doenças citadas [3].
Referências:
1- DINARELLO, C. A. Historical insights into cytokines. European Journal of Immunology, v. 37, p. 34-45, 2007.
2- THE HUMAN GENE DATABASE. Tumor Necrosis Factor. [ano?]. Disponível em: https://www.genecards.org/cgi-bin/carddisp.pl?gene=TNF. Acesso em 23 abr. 2021.
3- KALLIOLIAS, G. D.; IVASHKIV, L. B. TNF biology, pathogenic mechanisms and emerging therapeutic strategies. Nature Reviews Rheumatology, v. 12, n. 1, p. 49–62, 2015.

Photos from LAIIM UFSCar's post 08/12/2021

Um importante conhecimento adquirido por meio da genômica refere-se aos genes codif**adores de receptores de quimiocinas e as possíveis mutações nesses genes. As quimiocinas (e seus receptores) exercem um papel essencial no direcionamento e na migração de células imunes [1].
Receptores de quimiocinas podem ser usados como co receptores por vírus, como é o caso do HIV. No processo de infecção da sua célula-alvo, o HIV utiliza uma glicoproteína para se ligar a um receptor de quimiocinas, podendo ser o CCR5 ou CXCR4 [2]. Na década de 90, estudos genômicos permitiram identif**ar uma mutação em homozigose no gene que codif**a CCR5 - mais precisamente, uma deleção de 32 pares de bases no cromossomo 3p21 - que confere ao indivíduo resistência à infecção pelo HIV-1 R5-trópico [3, 4]. Heterozigotos permanecem suscetíveis à infecção [4], embora possam apresentar uma progressão mais lenta da doença e, consequentemente, melhores taxas de sobrevida [5, 6]. Por sua vez, outros estudos apontaram uma relação entre a mutação e uma maior susceptibilidade ao Vírus do Nilo Ocidental (WNV) [7, 8]. Isso ressalta a importância da genômica para elucidarmos o nosso DNA, perante o qual ainda nos deparamos com diversos segredos e nuances.
Referências:
1- PALOMINO, D. C. T.; MARTI, L. C. Quimiocinas e imunidade. Einstein (São Paulo), v. 13, n. 3, p. 469-473, 2015.
2- SANTOS, N. S.; ROMANOS, M. T.; WIGG, M. D. Virologia Humana. 3a ed. Rio de Janeiro: Editora Guanabara, 2015. p. 1085-1162.
3- LIU, R. et al. Homozygous Defect in HIV-1 Coreceptor Accounts for Resistance of Some Multiply-Exposed Individuals to HIV-1 Infection. Cell, v. 86, n. 3, p. 367–377, 1996.
4- SAMSON, M. et al. Resistance to HIV-1 infection in Caucasian individuals bearing mutant alleles of the CCR-5 chemokine receptor gene. Nature, v. 382, p. 722–725, 1996.
5- DEAN, M. et al. Genetic Restriction of HIV-1 Infection and Progression to AIDS by a Deletion Allele of the CKR5 Structural Gene. Science, v. 273, n. 5283, p. 1856–1862, 1996.
6- ROWE, P. M. CKR-5 deletion heterozygotes progress slower to AIDS. The Lancet, v. 348, n. 9032, p. 947, 1996.
7- GLASS, W. G. et al. CCR5 deficiency increases risk of symptomatic West Nile virus infection. Journal of Experimental Medicine, v. 203, n. 1, p. 35-40, 2006.
8- LIM, J. K. et al. CCR5: no longer a “good for nothing” gene – chemokine control of West Nile virus infection. Trends in Immunology, v. 27, n. 7, p. 308–312, 2006.

Photos from LAIIM UFSCar's post 06/12/2021

Um enorme marco na história da ciência, o Projeto Genoma Humano foi concluído em 2003 e o genoma de referência foi publicado em 2004. A partir do sequenciamento do genoma de mais indivíduos, foi possível o estudo da variação genética e genômica e a diversidade tem sido alvo de constantes pesquisas por todo o mundo.
Esta diversidade entre genomas humanos pode ser produto de alterações de nucleotídeos, variações no número de cópias, alterações na estrutura ou na quantidade de proteínas [1] e é muito importante no entendimento das diferenças nas variações fenotípicas entre os indivíduos, a susceptibilidade a doenças [2] e a regulação da expressão gênica [3], por exemplo.
Diferentes iniciativas visam a catalogar a diversidade genética humana, tais como o projeto dbSNP (Single Nucleotide Polymorphisms database, ou banco de dados de polimorfismos de nucleotídeo único) [4], o projeto 1000 Genomes [5], o dbVar (Structural Variation database, ou banco de dados de variações estruturais) [6], dentre outras. Existem também iniciativas específ**as para cada país e para diferentes faixas etárias, como o Arquivo Brasileiro Online de Mutações [7].
Toda essa grande quantidade de informações tem impactado em muito a imunologia, seja pela descoberta da constituição do sistema imune por famílias de multigenes ou pelas relações entre a variação genética e a predisposição ou proteção a diferentes doenças e infecções, por exemplo [3]. Nos próximos posts, traremos exemplos de associações genótipo-fenótipo que a genômica contribuiu à imunologia.
Referências:
1- NUSSBAUM, R. L.; RODERICK, R.; WILLARD, H. F. Thompson & Thompson - Genética Médica. 8a ed. Rio de Janeiro, RJ. Editora Guanabara, 2016. p. 43-54.
2- NUSSBAUM, R. L.; PUCK, J. M. 33 - Human Genomics in Immunology. in: Clinical Immunology (Fifth Edition). p. 463-470, 2019.
3- PLAYFAIR, J. H. L.; CHAIN, B. M. Imunologia básica: Guia ilustrado de conceitos fundamentais. 9a ed. Barueri, SP. Editora Manole, 2013. p. 98-99.
4- https://www.ncbi.nlm.nih.gov/snp/
5- https://www.internationalgenome.org/. The 1000 Genomes Project Consortium. A global reference for human genetic variation. Nature, v. 526, p. 68-74, 2015.
6- https://www.ncbi.nlm.nih.gov/dbvar/
7- http://abraom.ib.usp.br/index.php. NASLAVSKY, M. S. et al. Whole-genome sequencing of 1,171 elderly admixed individuals from the largest Latin American metropolis (São Paulo, Brazil). bioRxiv, 2015. doi: https://doi.org/10.1101/2020.09.15.298026.

Photos from LAIIM UFSCar's post 24/11/2021

BRUCE BEUTLER E JULES HOFFMANN
Bruce Beutler (1957-) e Jules Hoffmann (1941-) foram vencedores do Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina em 2011, "pelas descobertas sobre a ativação da imunidade inata". Os cientistas dividiram entre si metade do prêmio, uma vez que a outra metade foi concedida a Ralph Steinman individualmente.
Beutler foi um aluno brilhante desde o colégio, quando chegou a pular diversos anos. Com 14 anos de idade, Beutler já purif**ava proteínas e caracterizava enzimas e graduou-se em biologia aos 18 anos pela Universidade da Califórnia. Sua pesquisa que o levou ao Nobel se deu quando isolou em camundongos o fator de necrose tumoral (TNF) e, usando tecnologia do DNA recombinante para criar moléculas capazes de inibir o TNF, descobriu as ações inflamatórias dessa citocina. Inclusive, um desses inibidores tornou-se amplamente utilizado como opção de tratamento para determinadas doenças inflamatórias. Beutler também descobriu mutações em um gene de camundongos chamado Tlr4 (toll-like receptor 4) que contribuem para o desenvolvimento de choque séptico. Por consequência, Bruce elucidou que o gene Tlr4 está envolvido no reconhecimento de moléculas de lipopolissacarídeos (LPS) e contribui para a ativação da resposta imune perante a presença de LPS de bactérias.
Hoffmann, após conquistar seu Ph.D. em biologia, estudou o sistema imunológico de insetos. Mais especif**amente, nos anos 90, quando estudava respostas imunes em Drosophila, Hoffmann descobriu uma via de sinalização responsável por regular um gene chamado drosomicina que codif**a um peptídeo antifúngico; Jules também percebeu que mutações em moléculas chamadas Toll, presentes na via de sinalização em questão, relacionam-se com uma menor taxa de sobrevivência de Drosophila por infecções fúngicas. Tal descoberta levou, posteriormente, outros cientistas a procurar e descobrir receptores Toll-like também em mamíferos, sendo mais um grande marco no conhecimento da imunologia de mamíferos, inclusive humanos.
Juntos, Beutler e Hoffmann receberam o Nobel por suas pesquisas complementares na função de receptores Toll e Toll-like no reconhecimento de padrões moleculares de patógenos e na ativação da resposta imune inata.
Referências:
ROGERS, K. Bruce A. Beutler. 2011. Disponível em: https://www.britannica.com/biography/Bruce-Beutler. Acesso em 19 abr. 2021.
ROGERS, K. Jules Hoffmann. 2011. Disponível em: https://www.britannica.com/biography/Jules-Hoffmann. Acesso em 19 abr. 2021.
THE AMERICAN ASSOCIATION OF IMMUNOLOGISTS. Bruce A. Beutler, M.D. [ano?]. Disponível em: https://www.aai.org/About/History/Notable-Members/Nobel-Laureates/BruceABeutler. Acesso em 19 abr. 2021.
THE NOBEL PRIZE. Bruce A. Beutler - Facts. [ano?]. Disponível em: https://www.nobelprize.org/prizes/medicine/2011/beutler/facts/. Acesso em 19 abr. 2021.
THE NOBEL PRIZE. Jules A. Hoffmann - Facts. [ano?]. Disponível em: https://www.nobelprize.org/prizes/medicine/2011/hoffmann/facts/. Acesso em 19 abr. 2021.

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