18/08/2026
Ontem, Marina Silva foi agarrada, tocada e hostilizada por um homem enquanto caminhava em um ato de campanha do Haddad, aqui em São Paulo. Ela se afastou do grupo justamente para evitar o tumulto — e ainda assim foi alcançada. Precisou ser protegida pela própria assessoria.
Isso não é “climão de campanha”. Isso tem nome: violência política de gênero. É o mesmo mecanismo, disfarçado de espontaneidade, que historicamente tenta afastar as mulheres da esfera pública — pelo constrangimento, pela intimidação, pelo silenciamento — sempre que elas ocupam um espaço de decisão que não foi feito pensando nelas. A lei 14.192/2021 tem nome pra isso. O nosso estado, infelizmente, lidera as ocorrências.
Divergência política se resolve com debate, com voto, com argumento. Não com a mão no corpo de ninguém. Como a própria Marina disse: “as mulheres merecem respeito. São Paulo merece respeito.” Assino embaixo.
Minha solidariedade inteira a Marina Silva — pela trajetória, pela coragem de continuar ocupando a rua depois de um episódio desses, e por transformar a própria dor em alerta para todas as mulheres que enfrentam o mesmo todos os dias na política brasileira.
Que apurem com rigor. Que responsabilizem. E que sigamos, juntas e juntos, fazendo da política um lugar seguro pra quem sempre teve que lutar demais só para estar nele.
Marina merece respeito. 🤝