26/03/2024
[LEIA NA REVISTA V!RUS 26 :: O DEBATE DECOLONIAL]
PROSPECTANDO QUALIDADES RELACIONAIS ANTICOLONIAIS NA EDUCAÇÃO EM DESIGN
Por Marco Mazzarotto, Frederick Van Amstel, Bibiana Serpa e Sâmia Silva
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A Educação em Design no Brasil caracteriza-se pelo cultivo de qualidades estéticas formais e funcionais típicas de mercadorias produzidas em mercados dependentes. Além de reforçar os estereótipos culturais atribuídos pelos colonizadores aos povos que aqui habitam, tais qualidades contribuem para manter a desigualdade que caracteriza a relação histórica colonial. A Educação Crítica em Design busca transformar esta realidade através da práxis anticolonial. Porém, ainda se sabe pouco sobre as qualidades cultivadas por esse tipo de educação.
Com o objetivo de caracterizá-la, realizamos um estudo prospectivo sobre as qualidades relacionais que emergiram da práxis anticolonial da rede Design & Opressão, uma rede formada por projetos de extensão e laboratórios associados em diversas instituições brasileiras. Seguindo a tradição dos movimentos sociais latino-americanos, a escolha pelo termo anticolonial expressa que há uma ação política explícita e aliançada às lutas populares nesta práxis, de onde emergem seis qualidades: liberdade, criticidade, solidariedade, autonomia,dialogicidade e monstruosidade. O cultivo destas qualidades oferece novos caminhos para uma formação anticolonial em Design no Brasil.
A revista V!RUS é uma publicação bilíngue Português-Inglês ou Espanhol-Inglês semestral do Nomads.usp - Núcleo de Estudos de Habitares Interativos, do Programa de Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo, Instituto de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, Brasil, com classificação Qualis A3. A revista recebe artigos científicos e ensaios críticos em português, espanhol e inglês.
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