06/11/2025
Imagine você, como examinador(a) de uma banca, lendo um texto... Você já recebeu diversas informações, análises e explicações sobre um dado problema no 1° e 2° parágrafos do desenvolvimento. De repente, ao ler a conclusão, você pensa: "carambolas, eu já li isso... isso já foi escrito na redação...está repetindo".
O que é a conclusão? Pelo que diz o próprio nome, ela é um desfecho, uma conclusão a que se chega a partir de tudo o que foi escrito antes.
Ela pode ser uma retomada, sim, do ponto de vista assumido e defendido pelo(a) candidato(a), mas nunca será um resumo ou mera repetição da introdução (muito comum também de acontecer).
Uma conclusão pode, inclusive, mostrar um possível desdobramento do problema apresentado e discutido no desenvolvimento. Pode, nesse sentido, trazer palavras novas, assuntos diretamente vinculados ao ponto de vista assumido e defendido.
MAS NUNCA UM RESUMO. Isso cansa o leitor, mostra ao examinador que você baseou sua escrita em um desses cursinhos ou nos ensinamentos daqueles que dizem ser professores, mas que nunca estudaram linguagem, linguística.
Como me disse um aluno nesta semana: "Professora, deturparam o que seja e para que serve uma conclusão de um texto, né!?" Eu respondi: sim, a conclusão e quase todo o restante.
Você pode, como o meu aluno, fazer diferente e impactar o examinador até as últimas linhas do texto. E é melhor que seja assim, afinal, logo após a leitura da conclusão, o avaliador dará uma nota, certo?
Bons estudos a quem quer aprender a escrever uma conclusão de fato.
Grande abraço.