12/03/2026
Nos últimos dias, mais uma notícia.
E depois outra. E depois mais uma.
Homens matando mulheres, matando ex-companheiras.
Homens matando os próprios filhos.
E sempre a mesma pergunta aparece:
“O que está acontecendo com os homens?”
Mas talvez a pergunta mais honesta seja outra:
O que estamos ensinando aos meninos?
Muitos meninos ainda crescem ouvindo coisas como:
“Homem não chora.” “Engole esse choro.”
“Você tem que ser forte.” “Ela te deixou? Vai atrás.”
Poucos aprendem: a lidar com rejeição, a lidar com frustração, a lidar com emoções difíceis.
Poucos aprendem que amor não é posse.
Que não é controle. Que não é poder.
A verdade dura é que a violência contra a mulher não começa no crime.
Ela começa muito antes. Começa nas pequenas frases, nas piadas, nos exemplos dentro de casa.
Começa quando um menino aprende que sentir é fraqueza e que perder é humilhação.
Por isso, quando falamos de prevenção da violência, precisamos falar também de algo que quase ninguém coloca no centro da conversa: Educação Parental.
Pais e mães que ajudam seus filhos a: nomear emoções, lidar com frustrações, respeitar limites, desenvolver empatia e entender que ninguém pertence a ninguém.
Educar emocionalmente uma criança não é apenas criar alguém mais sensível.
É, também, construir uma sociedade menos violenta.
Talvez a pergunta que precisamos fazer com urgência seja:
Que tipo de homens estamos ajudando a formar hoje?
Porque a forma como educamos nossas crianças hoje
é a forma como o mundo vai se relacionar amanhã.
Tenho estudado e trabalhado com educação parental e inteligência socioemocional, justamente porque acredito que muitas das grandes questões sociais começam dentro das relações familiares.
Se você é educador, gestor, empresa ou escola e acredita que precisamos conversar mais sobre isso, eu adoraria levar essa reflexão para encontros, palestras e workshops.
Porque prevenir violência também passa por educar emoções.