11/04/2025
IA _ A FEBRE DO MOMENTO
(I PARTE)
Inegáveis são os avanços tecnológicos dos últimos anos. O que a uma década era ficção científica, hoje está onde trabalhamos, estudamos, em nossas casas, enfim, em nossa vida.
No que tange à Inteligência Artificial, pauta deste artigo, inúmeras são as vantagens em todos os setores do conhecimento humano. E a cada momento uma inovação diferente, mais precisa, mais útil, mais dinâmica.
Contudo, a empolgação de muitos está parecendo mais uma febre mesmo. As pessoas, principalmente os jovens e os mais dedicados às tecnologias de ponta, estão literalmente surtando e se alienando.
Muitos nem mais estão conseguindo distinguir vida real de vida virtual. Eles meio que se transplantaram para um novo mundo, para uma outra dimensão.
No entanto, a realidade tangível está no meio ambiente em que nos encontramos fisicamente e não onde estamos apenas mentalmente, de maneira inteligível. A ideia é paradoxal e complexa, causando estranhamento, especialmente nos mais velhos.
No afã pela inovação, pela “mágica” da inteligência artificial, as pessoas não percebem que estão sendo substituídas magistralmente. Pior, a um passo de serem superadas e colocadas à margem das vanguardas, tendo seu futuro sendo decidido por máquinas.
Que elas servissem para facilitar o trabalho humano, seria já um grande passo para a humanidade. Mas daí a permitir que elas pensem mais e melhor que o homem, é entregar o ouro para o inimigo.
O homem está brincando de ser Deus. Loucura humana a um passo de sucumbir pelas próprias mãos. Sim, porque a cabeça, a mente provedora de ideias e raciocínio lógico já está sendo suplantada pela sua criação.
E por inciativa própria, estamos caminhando para a escravidão ao mesmo tempo em que gritamos por liberdade. No sense. NINA BONFIM