25/10/2016
[Heróis] Entrevista com a professora Gisele.
1)Professora Gisele, há quantos anos você trabalha na FEI?
Trabalhei em dois momentos diferentes. O primeiro de 2004 a 2006; depois, retornei em 2012 e estou até hoje. No total, são seis anos.
2) Por gentileza, conte um pouco de sua trajetória na FEI com ênfase nos eventos e projetos sociais que você organiza e/ou participa.
A FEI é um lugar privilegiado quando se pensa em ações sociais, porque apoia inúmeras iniciativas. Entre 2004 e 2006, orientei um grupo com 20 contadores de história no campus São Paulo, junto com o Inácio (professor de atividades complementares). Esse grupo contava histórias para crianças de instituições carentes e do Hospital do Câncer.
Entre 2012 e 2013, iniciei uma série de cursos na FEI para as crianças que vivem no Lar Pequeno Leão. Eram aulas de informática, língua portuguesa e matemática. Essa iniciativa, hoje, é realizada por outro grupo de professores e permanece obtendo bons resultados.
Entre 2013 e 2014, orientei trabalhos em parceria com o Instituto Fazendo História, os quais previam projetos em que os alunos contavam histórias para crianças em situação de risco.
A partir de 2014, comecei a orientar trabalhos no Asilo Vicentino, com idosos, e também realizei um parceria com a Organização Teto. Em todas essas iniciativas, há alunos, orientandos, inseridos no Programa de Ação Social da FEI.
Outro evento importante que organizo, em parceria com a Biblioteca, é o Sarau, promovido duas vezes ao ano, um no campus São Paulo e outro, em São Bernardo do Campo. Também realizo, sempre em parceria com a Biblioteca, o Concurso Literário da FEI, que completou a sua terceira edição.
Por fim, vale lembrar do Blog Palavras Conectadas da FEI, uma iniciativa que começou com um grupo de alunas da Administração e que permanece até hoje.
3) O que te faz querer apresentar os Saraus de literatura que ocorrem nos campus da faculdade? Como surgiu a ideia de realizar o evento?
A ideia surgiu em 2004, quando, em uma aula, expliquei aos alunos a origem dos Saraus e a importância deles para a arte. A turma se animou e me pediu para promover algo semelhante. Foi assim que tudo começou!
O que me motiva a continuar a realizar os Saraus, em parceria com o pessoal da Biblioteca, é o fato de eu entender que ele contribui para a formação do leitor literário e não literário, para a construção de um tempo-espaço em que é possível partilhar experiências estéticas, o que, acredito, fortalece os vínculos da comunidade e nos humaniza.
É emociante ver-ouvir os alunos nos Saraus e é surpreendente. Sempre fico comovida com o envolvimento daqueles que participam. Essa alegria, que vem da alma, é algo que permanece por muito tempo entre nós.
4) Durante a sua trajetória na FEI, o que você considera ter realizado de mais importante? Por quê?
Não saberia dizer, pois acho que até uma boa aula pode ser "o mais importante". Depende do impacto que causa e esse nem sempre é mensurável. Penso, por exemplo, quando vejo um aluno se desenvolver como leitor e como autor de textos. Mas, se tivesse que escolher uma realização, diria que é o dia a dia em sala de aula.
5) Defina sua trajetória na Fei em uma frase.
Educar para humanizar.
Creds: Roberta Campos