23/09/2026
60 Anos do Massacre da Praia Vermelha: lembrar é resistir!
Na madrugada de 23 de setembro de 1966 acorreu o Massacre da Praia Vermelha, no antigo prédio da Faculdade de Medicina da UFRJ, localizado na Av. Pasteur, 458, Urca, onde atualmente está localizada a UNIRIO.
A invasão à FM ficou conhecida, sobretudo, pelas manchetes dos jornais como “Massacre da Praia Vermelha” pela truclência das forças policiais militares empregada contra 2 mil estudantes e deixando 600 violentamente feridos.
Na véspera ao Massacre, vários universitários e secundaristas do país saíram às ruas em passeata pelo Dia Nacional de Luta convocada pela União Nacional dos Estudantes (UNE) contra o acirramento da ditadura civil-militar.
Os estudantes da UFRJ que estavam reunidos em assembleia na FM para saírem em passeata em direção ao centro do Rio de Janeiro foram rapidamente cercados pela polícia militar, com isso, eles retornaram para o interior do prédio da FM para se refugiarem e acabaram encurralados, ficando sitiados dentro da Faculdade.
Quando os militares invadiram e fizeram um "corredor polonês" retirando os estudantes a base de cacetetes o episódio ganhou as manchetes dos jornais e escancarou a truculência da ditadura. Após o massacre, alguns estudantes foram levados pelo Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), e alguns foram enquadrados na Lei de Segurança Nacional.
Referência:
QUEIROZ, Andréa Cristina de Barros. Memórias Monumentais do Massacre e dos Escombros da Nacional de Medicina durante a ditadura civil-militar. In: CARRIS, Luciene (org.). 1964: O que nos resta dizer? Rio de Janeiro: Metanoia, 2025, p.19-54.
Localização do livro na Base Minerva: https://minerva.ufrj.br/F/?func=direct&doc_number=000957430&local_base=UFR01