Cia Arte Nova

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Conheça nosso blog: www.ciadeartenova.wordpress.com

A Cia de Arte Nova, criada pelo diretor Marcello Gonçalves e o ator Bruce Brandão, tem a proposta de trazer ao teatro do Rio de Janeiro um espaço de pesquisa e criação cênica para fomentar um novo fazer a arte. Elenco:

Bruce Brandão, Bruno Trindade, Daiane Fonseca, Darília Oliveira, Fabiana Sil, Louise Clós, Marcello Gonçalves, Ohanna Bassini e Michele Hayashi.

O TEATRO ME REPRESENTA! 15/10/2022

O TEATRO ME REPRESENTA! “REALPOLITIK” ou (UM ACERTO DE CONTAS PELO RESPEITO E VALORIZAÇÃO AO/DO SER HUMANO.) ou (MAIS REALISTA, IMPOSSÍVEL.) ou ( “ U...

01/06/2020
28/09/2019

Estamos voltando para nossa nova temporada, agora, na casa de cultura Laura Alvim. Av Vieira Souto 176 Ipanema
(Estação de metrô General Osório)
09 a 24 de outubro de 2019
Quartas e quintas às 20hs
Realização: Cia Arte Nova

Photos from Cia Arte Nova's post 02/08/2019

Estamos de volta na cidade das artes
Curta temporada

30/07/2019

MULHER QUEBRADA

Faltando uma semana para reestréia não poderia deixar passar em branco esse olhar da última temporada em São Paulo.

Ingressos http://cidadedasartes.rio.rj.gov.br/programacao/interna/1078

Por "Hoje foi um sábado agradável, desses em que ficar em casa o dia todo fazendo nada ou inventando coisas para fazer seria indiferente para um dia com uma aura de paz fora do comum. Uma ideia repentina – ver uma peça teatral -, e a partir da busca despretensiosa na internet, o nome de um transtorno chama a atenção".

Jogo de luzes, fumaça e surge um homem, desses que vivem da arte de interpretar personagens, talvez eles mesmos, e filantropicamente, os espectadores. Rutras, personagem com um quê de mitologia cibernética, homem nascido nos anos 1990, em meio à virtualidade e camuflado por ela desde nascido. Quem o veria? Seus pais? Sua irmã? Ele mesmo? Espectadores?

Um homem nu, desses que arrancam o couro da carcaça e mostram tudo o que têm, ora, esse plural não cabe aqui, porque pouquíssimos seres fazem o mesmo ao redor do mundo. E talvez não seja o personagem Rutras, mas uma espécie de devoção na alma de ator, que perpassa a atuação e personagem. Do que se trata esse monólogo? De sentir.

Não conseguia controlar sensações, lágrimas e em alguns momentos, vergonha, talvez porque essa nudez é tudo o que alguns humanos precisavam para se livrar de um tormento, de uma grande agonia. E se um homem, de ofício ator, e se um personagem, ofício do homem, se despem, por que não os mortais sem palco e sem o escudo da arte?

Ao final do espetáculo, já premiado, baseado no livro O Cangaço e o Carcará Sanguinolento, de Junior Dalberto, o homem que ali se despiu fala sobre o espetáculo, fala sobre a importância da divulgação, sobre o apoio para que continue sendo estrelado. E me coloco a pensar: a que ponto se chega quando é preciso que algo tão límpido que desperta os mais profundos sentidos na alma, precisa de brados para que seja ouvido! Tempos árduos!

Um homem atormentado por desejos, com uma memória infalível torturante, envolto em uma enxurrada de culpa, de lama, de drama, mergulhado em pecado e absolvido por um sofrimento fora de sua consciência. Tão louco, tão feliz a ponto de se despencar no abismo da tristeza. Tão envolto na virtualidade, incapaz de discernir os sentimentos mais crus em sua realidade. A morte é um desejo, ainda que viver seja o álibi de suas delícias. É história insana, não rende compreensão a olhos e ouvidos dispersos, é um negócio que acontece na alma, que desperta desde terrores a compaixão. É a arte, que muitos acreditam ser inútil, mas que ainda torna os dias tão espetaculares! Sábado com uma aura de paz fora do comum. Fora do comum…"

30/07/2019

MULHER QUEBRADA

Faltando uma semana para reestréia não poderia deixar passar em branco esse olhar da última temporada em São Paulo.

Por "Hoje foi um sábado agradável, desses em que ficar em casa o dia todo fazendo nada ou inventando coisas para fazer seria indiferente para um dia com uma aura de paz fora do comum. Uma ideia repentina – ver uma peça teatral -, e a partir da busca despretensiosa na internet, o nome de um transtorno chama a atenção.

Jogo de luzes, fumaça e surge um homem, desses que vivem da arte de interpretar personagens, talvez eles mesmos, e filantropicamente, os espectadores. Rutras, personagem com um quê de mitologia cibernética, homem nascido nos anos 1990, em meio à virtualidade e camuflado por ela desde nascido. Quem o veria? Seus pais? Sua irmã? Ele mesmo? Espectadores?

Um homem nu, desses que arrancam o couro da carcaça e mostram tudo o que têm, ora, esse plural não cabe aqui, porque pouquíssimos seres fazem o mesmo ao redor do mundo. E talvez não seja o personagem Rutras, mas uma espécie de devoção na alma de ator, que perpassa a atuação e personagem. Do que se trata esse monólogo? De sentir.

Não conseguia controlar sensações, lágrimas e em alguns momentos, vergonha, talvez porque essa nudez é tudo o que alguns humanos precisavam para se livrar de um tormento, de uma grande agonia. E se um homem, de ofício ator, e se um personagem, ofício do homem, se despem, por que não os mortais sem palco e sem o escudo da arte?

Ao final do espetáculo, já premiado, baseado no livro O Cangaço e o Carcará Sanguinolento, de Junior Dalberto, o homem que ali se despiu fala sobre o espetáculo, fala sobre a importância da divulgação, sobre o apoio para que continue sendo estrelado. E me coloco a pensar: a que ponto se chega quando é preciso que algo tão límpido que desperta os mais profundos sentidos na alma, precisa de brados para que seja ouvido! Tempos árduos!

Um homem atormentado por desejos, com uma memória infalível torturante, envolto em uma enxurrada de culpa, de lama, de drama, mergulhado em pecado e absolvido por um sofrimento fora de sua consciência. Tão louco, tão feliz a ponto de se despencar no abismo da tristeza. Tão envolto na virtualidade, incapaz de discernir os sentimentos mais crus em sua realidade. A morte é um desejo, ainda que viver seja o álibi de suas delícias. É história insana, não rende compreensão a olhos e ouvidos dispersos, é um negócio que acontece na alma, que desperta desde terrores a compaixão. É a arte, que muitos acreditam ser inútil, mas que ainda torna os dias tão espetaculares! Sábado com uma aura de paz fora do comum. Fora do comum…"

30/07/2019

MULHER QUEBRADA

Faltando uma semana para reestréia não poderia deixar passar em branco esse olhar da última temporada em São Paulo.

Ingressoshttp://cidadedasartes.rio.rj.gov.br/programacao/interna/1078

Por "Hoje foi um sábado agradável, desses em que ficar em casa o dia todo fazendo nada ou inventando coisas para fazer seria indiferente para um dia com uma aura de paz fora do comum. Uma ideia repentina – ver uma peça teatral -, e a partir da busca despretensiosa na internet, o nome de um transtorno chama a atenção.

Jogo de luzes, fumaça e surge um homem, desses que vivem da arte de interpretar personagens, talvez eles mesmos, e filantropicamente, os espectadores. Rutras, personagem com um quê de mitologia cibernética, homem nascido nos anos 1990, em meio à virtualidade e camuflado por ela desde nascido. Quem o veria? Seus pais? Sua irmã? Ele mesmo? Espectadores?

Um homem nu, desses que arrancam o couro da carcaça e mostram tudo o que têm, ora, esse plural não cabe aqui, porque pouquíssimos seres fazem o mesmo ao redor do mundo. E talvez não seja o personagem Rutras, mas uma espécie de devoção na alma de ator, que perpassa a atuação e personagem. Do que se trata esse monólogo? De sentir.

Não conseguia controlar sensações, lágrimas e em alguns momentos, vergonha, talvez porque essa nudez é tudo o que alguns humanos precisavam para se livrar de um tormento, de uma grande agonia. E se um homem, de ofício ator, e se um personagem, ofício do homem, se despem, por que não os mortais sem palco e sem o escudo da arte?

Ao final do espetáculo, já premiado, baseado no livro O Cangaço e o Carcará Sanguinolento, de Junior Dalberto, o homem que ali se despiu fala sobre o espetáculo, fala sobre a importância da divulgação, sobre o apoio para que continue sendo estrelado. E me coloco a pensar: a que ponto se chega quando é preciso que algo tão límpido que desperta os mais profundos sentidos na alma, precisa de brados para que seja ouvido! Tempos árduos!

Um homem atormentado por desejos, com uma memória infalível torturante, envolto em uma enxurrada de culpa, de lama, de drama, mergulhado em pecado e absolvido por um sofrimento fora de sua consciência. Tão louco, tão feliz a ponto de se despencar no abismo da tristeza. Tão envolto na virtualidade, incapaz de discernir os sentimentos mais crus em sua realidade. A morte é um desejo, ainda que viver seja o álibi de suas delícias. É história insana, não rende compreensão a olhos e ouvidos dispersos, é um negócio que acontece na alma, que desperta desde terrores a compaixão. É a arte, que muitos acreditam ser inútil, mas que ainda torna os dias tão espetaculares! Sábado com uma aura de paz fora do comum. Fora do comum…"

Curta temporada
2/8 à
1/9

S*xta sábado 20hrs
domingo 19hrs

Photos from Cia Arte Nova's post 20/04/2018

Alô estamos passando para dizer que hoje tem BORDERLINE no espaço Espaco Parlapatoes às 21hs
Sempre de sexta a domingo até 20 de maio. S*x e sáb 21hs dom 20hs esperamos vocês! Curte, compartilha e ajude a nossa curta temporada na cidade de São Paulo.
Fotos Lu Valiatti

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