10/12/2023
CURSO de LATIM
CURSO DE LATIM, um curso dirigido àqueles que desejam aprimorar seus conhecimentos clássicos e atu
Oferecemos aos interessados um Curso de Latim completo, gramatical e literário, na Cidade do Rio de Janeiro.
10/12/2023
Bom dia.
QUE É CIVILIZAÇÃO? QUAL É A SUA ESSÊNCIA?
CIVILIZAÇÃO é palavra composta de 'civis', cidadão, membro livre de uma cidade, e do sufixo 'actio', designador de operação, ação. É, portanto, a ação que a cidade, ou o conjunto dos homens livres, e portanto capazes intelectualmente, deve ter de fazer florescer, de maneira mais completa possível, a ordem humana e de fazer os homens conhecer e obedecer esta ordem, que é a lei natural, reflexo da Lei Divina Eterna, pelos meios que lhe são próprios. Essa é a essência da Civilização: ser ação para um fim, para um objetivo, que é a perfeição do homem, a sua elevação do estado de natureza decaída ao estado humano, especif**amente humano, com a vontade aderida ao Bem e a inteligência ao Verdadeiro.
Neste sentido a Civilização não é uma ordem estabelecida, não é um certo estado que já ocorreu em dado tempo ou época, ou que deveria ser estabelecido em tal ou qual dia, mas sim é uma ação programática que perpassa todos o tempos, épocas e espaços, todos os povos e nações, e que tem um fim objetivo e nobre, o de aperfeiçoar o homem, o de o fazer submisso à ordem divina, tanto natural quanto sobrenatural.
Desta Civilização - com C maiúsculo - nasce as diversas civilizações ou culturas, com suas manifestações peculiares, seus hábitos, costumes, modos de vida, mas nenhuma delas é a Civilização, sendo apenas dela realizações mais ou menos perfeitas. Quanto mais uma civilização ou cultura se aproxima dos ideais da Civilização, mais perfeita é, mais adequada ao homem é, e seus frutos são os melhores, o tipo humano daí surgido é o melhor, o mais perfeito, o mais virtuoso, o mais intelectual, como se pode atestar na Idade Média estudando-a seriamente e com denodo; e, pelo contrário, quanto mais uma cultura diverge ou se afasta dos princípios civilizatórios, mais degradante é o tipo humano daí surgido, mais disforme os efeitos daí brotados, mais antolhadas e sufocadas as inteligências, mais bestializados e libidinosos os homens, como podemos constatar em nossa época contemporânea num processo que se arrasta desde o século XVI com o Humanismo.
Um equívoco que se deve evitar é o de identif**ar a Civilização somente com a denominada 'civilização ocidental', pois, como vimos, o objetivo da Civilização, que é una, é o estabelecimento da Ordem Humana, e esta, por ser natural, é também universal, servindo, pois, ou adapatando-se, tanto no Oriente quanto no Ocidente. Se assim não fosse, teríamos que negar o fundo comum da natureza humana.
Finalizando, temos o paradigma que nos serve para julgar tanto as civilizações ou culturas como o homem em particular: a Civilização, o conjunto de verdades e normas que aperfeiçoam a natureza humana, que a tira do estado de corrupção moral e intelectual. Obedecê-las é aperfeiçoar-se, é adquirir dignidade, merecimento, é conferir a si mesmo valor ao aderir ao Valor, é ser civilizado. Rejeitá-las é degradar-se, é tornar-se indigno, ou seja, sem nenhum mérito, consideração ou estima, pois voluntariamente animaliza-se, igualitariza-se aos brutos, tornando-se então despiciendo pelos homens verdadeiramente humanizados.
Confiramos as culturas atuais e os homens com este Paradigma e tiremos daí as conclusões.
Paulo Barbosa.
OS CINCO DISCURSOS EM ARISTÓTELES
Aristóteles nos escritos que compõem o "Organon", dividia os discursos, ou seja, as formas de expressão e exteriorização do pensamento, em 5 espécies:
1. Poético - que tem como características a possibilidade, a ficção, sendo o mais flexível de todos, pois não precisa ser limitado pela necessidade de adequação à realidade, aos fatos, dando mais ênfase à forma que ao conteúdo e expressando-se através de metáforas.
2. Lógico - caracterizado pela veracidade, pela certeza, estruturado silogisticamente, quer pela dedução, partindo de premissas teóricas gerais, quer pela indução, partindo de premissas concretas, singulares e chegando a conclusões cuja certeza provém da veracidade das premissas e da correção no processo de inferência.
3. Retórico - possuindo a verossimilhança, o convencimento como caraterísticas marcantes, é o discurso-arte, voltado ao convencimento do auditório ao qual se dirige, utilizando argumentos, imagens, evocações, que são caras ao público alvo, independentemente do discurso corresponder à realidade ou não, de ser verdadeiro ou não. Muitas vezes dá-se a aparência de verdade mediante a formulação de sofismas.
4. Dialético - tendo a probabilidade e a opinião como marcas principais, este discurso confronta argumentos a favor e contra determinada tese, com o objetivo de fundamentar a decisão nos argumentos que mais solidamente a alicercem. Este discurso é a arte de argumentar, de burilar argumentos, confrontá-los, até que se chegue à verdade.
5. Tópico - tem como características a conveniência e a razoabilidade, voltado para a solução de um problema, levando em consideração, no entanto, as consequências que a adoção de uma ou outra linha argumentativa podem causar.
Paulo Barbosa.
ANTI-INTELECTUALISMO: UMA DAS CAUSAS DA MEDIOCRIZAÇÃO MODERNA
Em muitos ambientes de educação, em muitas escolas públicas, em várias faculdades, lugares, portanto, que deviam ser promotores da inteligência humana, lugares apropriados a ensinar ao homem o uso de sua ferramenta principal, a razão humana, em nossos dias, verif**a-se uma tendência anti-intelectualista, ou seja, certa rejeição ao exercício da razão para a aquisição do conhecimento. Tal tendência ou orientação tem como característica principal a estima pelos métodos áudio-visuais, isto é, pelos filmes, imagens, projeções, que muitas vezes são levados a tais níveis que provoca no estudante preguiça intelectual, preguiça de raciocinar, exercitando a inteligência apenas e tão somente na medida em que se torna necessária para resolver problemas práticos ou técnicos, com um objetivo sempre utilitarista.
Não é à toa que se diz que o homem moderno se cansa, com muita facilidade, de raciocinar, de pensar. A mídia em geral lhe fornece o saber pronto, o que lhe exime da necessidade de refletir, de considerar princípios perenes.
O produto desta tendência anti-intelectualista generalizada, seu efeito mais imediato, é este homem que nos cerca em todos os ambientes sociais, portador de conhecimentos superficiais, imbecilizado, medíocre, sujeito às mais contraditórias propagandas, desabilitado a ocupar seu lugar na sociedade, mas que muitas vezes ocupa devido a seus superiores padecerem da mesma mediocridade.
Depreende-se de tudo isto o quanto é imprescindível a inteligência, o exercício intelectual, e como o anti-intelectualismo é nocivo, imbecilizador, mediocrizador.
Paulo Barbosa.
GÊNIO: QUAL SUA ESSÊNCIA?
O GÊNIO foi definido por Buffon, segundo Littré, como sendo "nada mais do que uma grande paciência". Nesta sintética definição anuncia-se o quanto de trabalho, de labor, de persistência e de segurança custa ao gênio na sua criação, nada podendo ser, em sua obra, fruto da improvisação, do repentino.
Valery parafraseou Buffon ao exclamar: Gênio, oh longa impaciência, acrescido aqui, todavia, da presença de uma ânsia que se quer libertar, pois a impaciência nada mais é que a liberação prometida.
D'Holbach, em sua obra Systeme de nature, explicita que o gênio é a "facilidade para apreender o conjunto e as relações nos objetos, vastos, úteis e difíceis de conhecer".
Wolff, por sua vez, em sua Psycologia empirica, considera que se trata apenas da "facilidade de observar a semelhança das coisas".
Kant, em Jugement, diz ser o gênio "uma inteligência que opera como a natureza", criando suas próprias regras, não de maneira consciente, mas instintiva.
Shopenhauer, enfim, em Monde, entende que as obras do gênio são aquelas que diretamente procedem da intuição e que se dirigem para ela, ou seja, são as obras das artes plásticas e as da poesia. O gênio é "aquele que contempla um mundo diferente dos demais homens".
Paulo Barbosa.
teoria da arte... um tiquinho só.
O BARROCO: REAÇÃO POUCO RACIONAL AO CLASSICISMO RENASCENTISTA
O Barroco é um escola artística que se desenvolveu desde o fim do século XVI até meados do século XVIII, como reação contra o exagerado apêgo ao clássico, verif**ado no final do Renascimento. Sua origem é italiana, depois estendendo-se aos demais países da Europa, e Miguel Angêlo é considerado seu fundador.
O estilo prima pela suntuosidade, pelo exagero na ornamentação e exuberância dramática, sendo estes característicos incentivados pelos reis absolutistas e papas da Contra-Reforma. Enquanto os pintores católicos voltavam-se para a temática religiosa, os protestantes expressavam o cotidiano.
É no barroco que surgem as pinturas de natureza-morta,ou seja, aquela que representa seres inanimados, como garrafas, frutas, taças de vidro, flores, etc; os retratos com paisagem ou ruínas romanas vistas ao fundo; a pintura de crítica social e política.
A arquitetura é destacada pelo rebuscamento das formas, pela justaposição de superfícies côncavas e convexas e pela ondulação nas paredes.
A literatura é caracterizada pelo drama, pelas comédias e epopéias semelhantes ao estilo greco-romano.
O auge da opulência barroca é marcado pelo estilo Rococó, ornamentação vigente no tempo do rei Luiz XV, caracterizada pela profusão de curvas caprichosas, exagerado uso de floreios e arabescos, tornando muitas vezes a decoração pouco funcional, e outros efeitos artísticos de mau gôsto.
Os principais representantes desta escola artística são:
Na arquitetura: A Basílica de São Pedro, de Gian Lorenzo Bernini (1589-1680),italiano, arquiteto, escultor e pintor barroco; a Igreja de Santa Inês na Piazza Navona, de Francesco Borromini (1599-1667); a Catedral de São Paulo em Londres, de Sir Christopher Wren (1632-1723), inglês, introdutor do barroco na Inglaterra; o Palácio de Versalhes na França.
Na Pintura: "Conversão de São Paulo" e "Ceia de Emaús", de Caravaggio, italiano; "Descida da Cruz", de Rubens, belga; "Carlos I", de Van Dyck, belga; "A Guarda Noturna", de Rembrandt, holandês; "A Criada de Cozinha", de Vermeer, holandês; "Casamento Arranjado", de Hogart, inglês.
Na Literatura: "Romeu e Julieta", de Shakespeare; "O Paraíso Perdido", de Milton.
No Teatro: As Peças de Molière.
Paulo Barbosa.
FILOSOFANDO...
A ESSÊNCIA DO BELO
Quando podemos dizer que uma coisa é bela? A inteligência humana responde que uma coisa é bela quando agrada a quem vê: "Pulchra sunt, quae visa placent", são belas as coisas que agradam a visão. Daqui vemos que são necessárias duas coisas para a beleza: a visão e o agrado, sendo a visão indispensável para uma coisa despertar o agrado, a complacência.
Ao se dizer, porém, que belo é aquilo que agrada a visão, descreve-se o efeito que a beleza produz no sujeito que a contempla, mas não se determina os elementos objetivos que constituem a essência mesma da beleza e que são os princípios de semelhante efeito.
Quais são estes elementos que compõem a beleza? Para que haja beleza três elementos são indispensáveis: a integridade, a proporção e a claridade.
Integridade, porque uma coisa a que falte alguma propriedade ou perfeição que lhe é devida, é naturalmente disforme.
Proporção, porque não pode ser bela uma coisa se não possuir a conveniente disposição de cada uma das partes em relação a si mesma e ao todo.
Claridade, porque uma coisa para agradar, deve ser vista, e não pode ser vista se não é dotada de luz que a torne visível, e de fato, uma coisa se denomina bela, quando é revestida de uma côr nítida.
A partir do que vimos, podemos então definir a beleza de maneira mais objetiva, dizendo que:
Beleza é a conveniente unidade na variedade, que agrada a quem contempla.
Nesta definição consiste o duplo elemento da beleza, a saber, o elemento objetivo e o elemento subjetivo. O elemento objetivo, que constitui propriamente a essência da beleza, é a conveniente unidade na variedade, é a devida multiplicidade reduzida à devida unidade, enquanto o elemento subjetivo, que denota o efeito da beleza, é o agrado, a complacência, que ela desperta em quem a vê.
Paulo Barbosa.
Filosofando um pouco...
ANALÍTICA TRANSCENDENTAL: ESTUDO DOS CONCEITOS PUROS A PRIORI
Na Estética Transcendental, primeira parte da Crítica da Razão Pura, vimos quais são as formas a priori do conhecimento sensível, o tempo e o espaço, formas estas que colocam ordem, que organizam os feixes caóticos de sensações provindos das coisas que chegam aos sentidos humanos, transformando-os em representações. Vimos também que tempo e espaço existem dentro da estrutura do homem, que são formas subjetivas e inatas, pois são necessárias, segundo o konigsbergense.
Na segunda parte, denominada Analítica Transcendental, trata Kant de tentar ensinar que após as sínteses realizadas na Estética mediante as formas do tempo e do espaço sobre o material colhido das sensações, sobe-se à sínteses mais elevadas, à sínteses intelectuais, e que as sínteses sensitivas, estéticas, são os materiais usados para a produção das sínteses intelectuais.
E como se forma estas novas sínteses, as sínteses intelectuais? Para estas há outros elementos a priori, elementos que não são mais o tempo e o espaço, formas da sensibilidade, mas sim são formas do entendimento, chamadas de categorias ou de conceitos puros - reine verstandesbregriffe:
Unidade;
Pluralidade;
Totalidade,
categorias ligadas à quantidade.
Realidade;
Negação;
Limitação,
categorias ligadas à qualidade.
Substância ou acidente;
Causalidade e dependência;
Ação e paixão,
categorias ligadas à relação, sendo as mais fundamentais a substância e a causalidade.
Possibilidade e impossibilidade;
Existência e não existência;
Necessidade e contingência,
categorias ligadas à modalidade, ao modo de ser de uma coisa.
São estas categorias que aplicadas às representações sensíveis, às intuições temporais e espaciais, as tornam inteligíveis, colocando-as no mundo dos objetos, da substância, da causalidade, transformando-as em conceitos. É este o segundo grau da atividade sintética, e esta síntese é chamada de juízo.
Exemplif**ando: a presença de uma maçã constitui diversas e variadas sensações, e estas sensações, pelas formas sensíveis de espaço e tempo, são constituídas em uma representação unitária hic et nunc, aqui e agora, podendo, então, desta maçã se ter muitas e várias representações em tempos e lugares diferentes. Nestas muitas e várias representações sensíveis da maçã, intervém, no entanto, a categoria da substância, e com esta intervenção ou aplicação desta categoria, forma-se da maçã uma unidade superior, constituindo-a um objeto, uma substância. A partir daí, será a maçã conexa, segundo a categoria da causa, com outras substâncias precedentes e consequentes, de maneira a formar uma cadeia causal.
Vê-se, então, que acima da síntese ou unidade espacial, gerada na primeira atividade descrita na Estética, existe uma unidade superior, que é gerada pela categoria intelectual da substância, denominada substância, e acima da mera sucessão temporal, a categoria de causa introduz uma unidade mais profunda, denominada causa.
Esta unidade no mundo, esta síntese gerada pelas categorias intelectuais, só é possível graças ao Eu transcendental, que não é uma substância espiritual, que conhece e age, mas sim é a atividade sintetizadora, geradora da unidade, que constrói o mundo da experiência, da natureza e da ciência. É este Eu que possui as categorias e as aplica às representações sensíveis transformando-as em inteligíveis, conceituais.
Paulo Barbosa
Uerj
INTERROGAR é palavra proveniente do latim formada por inter- 'entre' mais o verbo rogare, 'perguntar, pedir, questionar'. Pode ser definido, então, como o ato de perguntar, de dirigir interrogação a alguém e este ato geralmente é praticado empregando advérbios e pronomes denominados interrogativos.
Neste tópico estudaremos os
ADVÉRBIOS INTERROGATIVOS
Advérbio é palavra invariável que, além de modif**ar ou precisar mais um verbo, um adjetivo ou mesmo um outro advérbio, expressa circunstância, ou seja, expressa uma situação, um acidente ou um conjunto de condições que acompanham um fato. Daí, os advérbios interrogativos introduzirem uma pergunta exprimindo circunstâncias ou ideias de tempo, de lugar, de modo ou de causa. A interrogação enunciada pode ser direta ou indireta, ou seja, se pode interrogar começando pelo advérbio interrogativo e terminando com o ponto de interrogação (?) - interrogação direta -, e se pode interrogar de maneira mais sutil, sem colocar o advérbio interrogativo no início e o ponto de interrogação no fim - interrogação indireta.
TEMPO: QUANDO - equivale a: em que época, em que ocasião, em que tempo.
QUANDO fazes aniversário?
QUANDO chegaram?
Desde QUANDO estão aqui?
Preciso saber QUANDO será a prova.
LUGAR: ONDE, [AONDE, DONDE]
ONDE denota o lugar em que se está equivalendo a: em que lugar, em qual lugar, no qual, indicando quietação, permanência, estadia em um lugar e, portanto, o verbo usado deve ser o que indica estado ou permanência (= verbo estativo).
ONDE f**a Brasília?
ONDE está Maria?
ONDE vives?
Gostaria de saber ONDE mora Maria.
AONDE é advérbio cada vez menos usado, sendo mesmo, em alguns lugares, tido já por arcaísmo. Equivale a: para qual lugar, para o lugar que, ao lugar que. É proveniente da contração ocorrida entre a preposição a e o advérbio onde e deve ser usado quando transmitir ideia de movimento em direção a um local, juntando-se, por isso, a verbos de movimento ou dinâmicos (ir, dirigir, etc). O lugar indicado por aonde geralmente é um sitio de pouca permanência.
AONDE você vai?
Para conseguir isso, tenho de me dirigir AONDE?
Papai perguntou AONDE eu ia.
Diz-me lá AONDE queres ir hoje.
DONDE é advérbio constituído pela preposição de mais o advérbio de lugar onde signif**ando: de qual lugar, de onde, ou seja, indicando a origem ou a proveniência de algo ou de alguém.
DONDE veio esse arroz?
És DONDE? Sou do Rio de Janeiro.
Desejo esclarecimentos DONDE ele veio.
NOTAS:
O DONDE pode também indicar conclusão ou efeito de algo que já foi dito e neste caso é sinônimo de daí:
Não passa de um aluno bagunceiro, DONDE sua expulsão da escola.
É autor de renome, DONDE a indicação de seu nome para o prêmio literário.
DE ONDE é locução adverbial que indica procedência espacial signif**ando apenas de que lugar, do qual lugar, do lugar em que.
Todos sentiam o perfume sem saber DE ONDE ele vem.
MODO: COMO
Este advérbio é proveniente do latim quo modo = 'de que maneira, de que modo'.
COMO vamos embora?
COMO João vai para a tua casa?
COMO está se sentido depois de medicado?
Desejo saber COMO Bete está se recuperando.
Contem-me COMO foram as férias.
CAUSA: POR QUE / POR QUÊ
Esta locução adverbial interrogativa signif**a 'por que motivo' sendo equivalente à preposição por + o interrogativo que ocorrendo sempre antes de um verbo.
POR QUE você não comprou o carro?
POR QUE não compareceram à aula?
Quero saber POR QUE não vieram ao meu aniversário.
Vocês não comeram tudo? POR QUÊ?
Andar 5 quilômetros, POR QUÊ? Vamos de carro.
NOTA:
Percebe-se a existência do POR QUE acentuado e do inacentuado. Então:
O POR QUÊ acentuado é usado somente no final da frase interrogativa, conforme exemplos acima. Nas demais posições, é usado o inacentuado.
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ADVÉRBIOS INTERROGATIVOS EM LATIM
Os principais advérbios interrogativos em latim são os seguintes:
QUOMODO? / QUO MODO? = COMO? DE QUE MODO?
CUR? = POR QUE?
QUARE? = POR QUE? POR QUE RAZÃO?
QUAMOBREM? / QUAM OB REM? = POR QUE RAZÃO?
Muitos outros, entretanto, podem iniciar uma interrogação. Vejamos:
QUANDO?: quando, em que época, em que tempo?
QUANDO profectus est pater? = QUANDO partiu teu pai?
Fac ut sciam QUANDO pater redierit = faz-me saber QUANDO teu pai voltou.
Nota: 'Quando' interrogativo traduz-se em latim sempre por 'quando', nunca por cm ou por ubi. Cum traduz-se quando em se tratando de conjunção causal equivalendo a 'visto que, pois'. Ubi traduz-se quando em se tratando de conjunção temporal equivalendo a 'depois que, logo'.
UBI / UBINAM?:onde, em que lugar, em qual lugar?
UBI sum? = ONDE estou?
Delos UBI nunc est? = EM QUE LUGAR está Delos?
UBINAM gentium sumus? = EM QUE parte do mundo estamos?
Note que em UBINAM, o -NAM é uma partícula enclítica que se junta a pronomes ou partículas interrogativas ou indefinidas para lhes reforçar. No caso presente, temos UBI + NAM.
QUO?: aonde, para qual lugar, ao lugar que?
QUO vadis? = AONDE vais? PARA ONDE vais?
QUO fugis? = PARA ONDE foges?
UNDE?: donde, de que lugar?
UNDE gentium es? = DONDE sois vós?
UNDE iste amor? = DONDE vem este amor?
QUOMODO? / QUEMADMODUM?: como, de que maneira?
QUOMODO mortem filii tulisti? = COMO suportaste a morte de teu filho?
QUI?: como, de que modo?
Este advérbio somente é usado com os verbos possum e fio.
QUI possum? = COMO o posso?
Deus falli QUI potuit? = COMO pode um deus ser enganado?
QUI fit ut nemo vivat sua sorte contentus? = COMO é que ninguém vive contente com a sua sorte?
CUR?: por que, por que razão?
CUR me excrucio? = POR QUE me aflijo?
CUR Deus homo? = POR QUE Deus se fez homem?
Scire cupio quae causa sit CUR... = desejo saber POR QUE RAZÃO...
QUARE?: por que, por que razão?
Fuit aperte mihi, nescio QUARE, non amicus = fingiu, não seu POR QUE RAZÃO, estar de mal comigo.
NOTAS:
1 - COMO, advérbio interrogativo de modo, em latim pode ter as seguintes formas:
a) QUOMODO ou QUO MODO;
b) QUEMADMODUM ou QUEM AD MODUM;
c) QUI, forma ablativa do tema do interrogativo quis, de uso restrito.
2 - POR QUE, advérbio interrogativo de motivo, em latim pode ter as seguintes formas:
a) CUR?, vindo do antigo quor, qur, ou seja, é um advérbio em -r de tema *quo-, como pontif**a Ernout-Meillet no Dictionnaire Etymologique de la Langue Latine Histoire des Mots. Bem raro é o empregos deste advérbio nas interrogativas indiretas.
b) QUARE?, formado por qua, ablativo singular de qui, + re, ablativo singular de res = coisa: Qua re = por que coisa, pela qual coisa, literalmente. Seu emprego é raro nas interrogativas diretas.
c) QUAMOBREM? ou QUAM OB REM? - De emprego raro nas interrogativas diretas.
3. OUTROS ADVÉRBIOS INTERROGATIVOS SÃO OS SEGUINTES:
a) QUAMDIU? / QUAM DIU? = por quanto tempo? - QUAMDIU voluit? por quanto tempo quis?
b) QUAMDUDUM? / QUAM DUDUM? = há quanto tempo?
c) QUOUSQUE? / QUO USQUE? = até quando? - QUO te spectabimus USQUE? até quando iremos te esperar?
d) QUIN? = por que não? como não? - QUIN taces? por que não te calas? - Esta locução adverbial interrogativa - por que não - pode também em latim ser CUR NON?
Paulo Barbosa
ADVÉRBIOS INTERROGATIVOS: PORTUGUÊS E LATIM INTERROGAR é palavra proveniente do latim formada por inter - ' entre ' mais o verbo rogare , ' perguntar , pedir , questionar '. Pode ser...
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