20/08/2017
Cara psicóloga, gostaria de dizer que hoje eu não irei ao nosso encontro na sessão de terapia. Tenho compromissos que são inadiáveis, importante mesmo. Mais importante.... do que eu... Preciso f**ar no trabalho até mais tarde, pois meu trabalho é importante. Vou cuidar dos meus filhos, pois eles são importantes. Não posso faltar o happy hour com os amigos da faculdade, porque eles são importantes.
E também, faz um tempo que estamos juntos nesse processo, e vc sabe como é... as vezes dói, as vezes eu falo, falo e você, não diz nada! Claro que tem a questão financeira, fazer terapia é caro. E eu ganho pouco. E me falta autoestima o suficiente para buscar algo melhor. E esse mês preciso pagar o cabeleleiro. Mês passado, exagerei nas compras no cartão, e a fatura está nas alturas. Mês passado, exagerei na balada. Mês passado paguei as contas da minha cunhada. Tem o meu patrão que me pressiona a f**ar até mais tarde no trabalho. Tem o meu namorado que vive dizendo que terapia é besteira. Mas eu quero te dizer, que na próxima consulta, eu vou. Sem falta. Na realidade, eu só me sinto de verdade quando estou na sessão... E fico tão feliz quando saio da sessão, mesmo quando eu só falo, falo e falo.. e só o seu olhar é suficiente. Na próxima semana eu irei, sem falta. Vou me organizar no trabalho, vou deixar as pessoas cuidarem de si, pq eu vou é cuidar de mim! Pensando bem, deixa p lá, eu vou a sessão de hoje sim. NADA É MAIS IMPORTANTE QUE EU MESMA!!!
Luciane Gomes Perez - administradora da Harmonie Institute.
16/02/2017
20 coisas que psicólogos gostariam de contar para você
"De algum modo, todas as mentes são meio bizarras".
04/09/2016
Quem escolhemos amar e por quê
Um artigo que aborda aspectos muito interessantes sobre relacionamentos
26/03/2016
O psicólogo atende o mesmo paciente durante algum tempo. Ou seja, aquela mesma pessoa passará semanas, meses ou anos, tendo a psicoterapia como compromisso. Isso exige dela um espaço fixo em sua agenda, para a terapia. A fim de ajudá-la, o psicólogo precisa garantir a regularidade do seu horário. Para isso, o profissional precisa que todos os outros pacientes tenham o mesmo comprometimento.
É por isso que, ao iniciar a psicoterapia, aquele horário torna-se seu e, ainda que você falte, o psicólogo não o preenche com outro paciente. Salvo em exceções, todos os seus outros pacientes já tem os seus próprios horários, e um novo paciente não poderá ocupá-lo apenas em uma ocasião. Com isso, seu horário f**a vago, e seu psicólogo f**a impedido de trabalhar.
Se você precisar faltar, avise ao seu psicólogo com antecedência. É possível que, desta forma, vocês encontrem uma solução favorável para os dois.
12/03/2016
A atuação do analista com o paciente psicótico é totalmente diferente da atuação com o neurótico, razão pela qual se faz imprescindível a identif**ação da estrutura.
Com o neurótico, o analista entra na relação como sujeito suposto saber, isto é, o analisando supõe que o analista sabe sobre ele e poderá ajudá-lo, isto é, ele supõe um saber no analista.
Na psicose o paciente não supõe saber no analista, porque ele traz consigo vários saberes, que chamamos saberes errantes, o saber está em todo lugar. São saberes que ele usa como defesa tentando dar um sentido para o que vive, uma vez que ele não tem esse sentido introjetado.
O analista deve entrar no delírio para poder verif**ar em que lugar o paciente o está colocando. No lugar de alguém devorador, persecutório, ou no lugar de pai que ele não tem simbolizado internamente e que poderá lhe dar uma direção, Ou ainda no lugar de objeto de gozo do outro, forma como ele se colocou um dia em relação à mãe a qual estava fusionado.
Será desses lugares que o analista poderá atuar, numa tentativa de, gradativamente, simbolizar esse polo paterno, viabilizando uma saída para os delírios. Nunca se conseguirá essa simbolização de forma total, uma vez que a estrutura não muda, mas melhorará em muito a qualidade de vida do paciente psicótico.
Liria Helena Littig