10/09/2024
Na Praia • Brasília – DF
_“O Estúdio MRGB, o ARQBR e o BLOCO Arquitetos, desenvolveram projetos para um mesmo empreendimento de lazer ao ar livre da capital federal, o Na Praia. (…) as suas criações têm a força de comunicar a identidade praiana pretendida pelo contratante, respeitando as condicionantes climáticas do local e expressando o caráter autoral das suas criações, a partir de uma base comum de materiais e sistemas acordados em conjunto pelo trio de escritórios._”
Com 42 metros de frente, 15,50 metros de profundidade e 4,5 metros de pé-direito o Pavilhão de Acesso se apropriou da estrutura metálica como solução construtiva mais adequada diante das condicionantes, das limitações de custo e, em especial, do tempo disponíveis para a execução da obra. O ritmo e a cadência que expressam a linguagem arquitetônica do edifício foram estabelecidos pelo rigor da modulação da estrutura com vãos de 3,5 metros e 7,0 metros internamente no sentido longitudinal, de 4,25 metros transversalmente nos trechos junto à fachada frontal e posterior e, 7,0 metros no vão central, também no sentindo transversal.
A intenção principal foi despertar nos usuários os mais variados aspectos sensoriais resultantes da combinação do rigor da estrutura, da sutileza da iluminação associados à rusticidade do bambu como material principal a configurar a materialidade do projeto.
Alegria maior foi ter recebido essa premiação juntamente com os escritórios e .au (). Essa conquista manifesta, sobretudo, a amizade e admiração pela excelência da arquitetura que consolida a recente produção da capital do Brasil.
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01/06/2024
Memorial Covid-19 • Rio de Janeiro-RJ
Proposta submetida a concurso público nacional de projeto, organizado pelo @iab.rj e
III - Respiro
Os mesmos percursos que definem acessos ao espaço de memória são utilizados para a saída, descomprimindo o usuário após a experiência sensorial proposta. A ideia de regressar a um espaço totalmente aberto configura, na conceituação deste memorial, uma oportunidade de respiro, a noção de perspectiva e desfrute da vida cotidiana do campus em meio à natureza. Por intermédio de caminhos que ladeiam perimetralmente a lâmina d’água, o vazio que confere sentido à ocupação do espaço de memória torna-se, portanto, um espaço próprio da Fiocruz, densamente arborizado e imerso nas atmosferas de seu novo arranjo espacial.
Como uma metáfora ao desmatamento ostensivo que gerou e pode gerar epidemias ao longo da história, opta-se por não modificar, nem suprimir a natureza do meio em que o projeto se insere, a saber: árvores, arbustos e morfologia do corpo d’água existentes. Pelo contrário, toma-se partido da exuberante flora carioca consolidada para adensar ainda mais o paisagismo, reforçando a beleza da mata atlântica em contraponto ao singelo chão de terra compactada existente. Em resumo, o tempo de respiro busca flexibilizar e propor longevidade ao uso da área de intervenção, uma vez que o espaço de memória não será necessariamente utilizado de forma cotidiana por todos os usuários da comunidade.
Três tempos somados configuram uma experiência completa. Uma proposta holística que, ao ser utilizada, coloca-se como espaço de memória sensorial à pandemia. No contexto global do campus, revela-se como monumento à resiliência, sacrifício e doação dos profissionais da Fiocruz para a ciência e para a sociedade brasileira.
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01/06/2024
Memorial Covid-19 • Rio de Janeiro-RJ
Proposta submetida a concurso público nacional de projeto, organizado pelo @iab.rj e
II - Espaço de Memória
A intersecção dos eixos de acesso conformam a implantação de um volume, diáfano por sua natureza material, recinto por sua configuração espacial. Este espaço de memória por excelência é inserido em uma posição estratégica - a clareira que se abre por cima da lâmina d’água, entre as copas das árvores existentes. Como uma bruma vertical pairando sobre a água, a luz do sol incide diretamente sobre este paralelepípedo sem tetos, iluminando física e simbolicamente o espaço, tal qual a ciência, farol que guiou a humanidade de volta ao convívio cotidiano. O espaço de planta quadrada, medindo 4,80m, celebra pela precisão geométrica o rigor científico dos profissionais homenageados, suscitando aos usuários a ponderação sobre a importância de método e acúmulo de conhecimento como instrumento civilizatório.
Ao adentrar neste prisma, um totem horizontal com tampo de aço inoxidável polido e posto no ponto médio da planta a 50cm do piso, reflete o céu descortinado pela clareira, forçando o gesto de olhar para cima e surpreender-se que, mesmo em meio ao nevoeiro, a nitidez também é um caminho possível. Gravada em baixo-relevo neste elemento expositivo, há uma única frase: “A ciência liberta”. Com ampla margem de interpretação simbólica e passível de ser ressignificada ao longo do tempo, ciência aqui está vinculada à reunião de saberes, mas, também, ao nível de (cons)ciência coletiva necessária para que a pandemia de COVID-19 pudesse ser superada.
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01/06/2024
Memorial Covid-19 • Rio de Janeiro-RJ
Proposta submetida a concurso público nacional de projeto, organizado pelo .rj e
I - Confronto com o Desconhecido
O primeiro percurso do memorial é caracterizado por dois eixos de acesso ao terreno, decididamente alinhados com as pré-existências imediatas: ao norte, a portaria com frente de acesso ao campus desde a Avenida Brasil; a leste, o Museu da Vida. Esta demarcação axial cruza perpendicularmente a superfície do corpo d’água existente, orientando a proposta de ocupação. Ambos os caminhos são caracterizados por passagens ora em nível com o terreno, ora em ligeiro declive em direção à água. A estratégia adotada propõe uma tomada de posição pelo usuário: há de se enfrentar o desconhecido e optar por “entrar” no lago, atitude análoga ao confronto das comunidades médica e científica com a doença, a despeito de qualquer perspectiva imediata, à época. Com vistas a ressignificar a presença do antigo chafariz, propõe-se um conjunto de aspersores de v***r de água na porção final do percurso. Aproveitando a própria lâmina d’água como matéria-prima, esta névoa representa a neblina de informações falsas, descredibilização e incertezas que permearam a epidemia no Brasil.
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01/06/2024
Memorial Covid-19 • Rio de Janeiro-RJ
Proposta submetida a concurso público nacional de projeto, organizado pelo .rj e
Um memorial, Três tempos
A proposta para este espaço de memória coloca duas grandes questões em pauta. Em primeiro plano, de que forma o espaço pode ser instrumentalizado para reverenciar o trabalho exercido pelos profissionais da ciência e da saúde em um dos momentos mais delicados de nossa história recente: a pandemia de COVID-19? Por outro lado, como desenhar um memorial que seja um espaço de articulação no campus da Fiocruz Manguinhos, testemunho físico de uma das instituições científicas de maior importância do país? A proposta que apresentamos busca ponderar estes questionamentos e resolvê-los tanto pelo projeto, quanto pelo seu significado.
O projeto estrutura-se no pressuposto de que as estratégias empregadas devem propiciar longevidade à memória do que foi a pandemia para a comunidade médico-científica. Neste sentido, o memorial é encarado como uma ressignificação total da área de intervenção, definindo importâncias tanto aos espaços vazios, quanto ocupados do sítio. Uma sequência de experiências, três tempos informam o partido adotado: confronto, memória e respiro.
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30/05/2024
Casa Goulart • Brasília–DF
Desenhos
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30/05/2024
Casa Goulart • Brasília–DF
Processos
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30/05/2024
Casa Goulart • Brasília–DF
Desenhos
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́diomrgb ́lia
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30/05/2024
Casa Goulart • Brasília–DF
Implantada em um lote condominial no Park Way, a Casa Goulart apoia-se na reconfiguração das propriedades do sítio de modo a valorizar as intenções da arquitetura proposta - uma casa térrea generosa, mas livre de excessos.
A apreensão desde a rua é mínima: uma laje repousa sobre um talude gramado, anunciando a casa e definindo seus acessos. Esta laje conforma o bloco social, com espaços totalmente descortinados para o interior do terreno e agência, sequencialmente, salas de estar, jantar, cozinha, lavanderia, depósitos e garagem. Como contraponto, disposto de maneira perpendicular ao bloco social, um volume porticado abriga os dormitórios do bloco íntimo. Protegidos por marquises lineares de sombreamento, os quartos são dispostos com jardins intersticiais entre si e abrem-se para o centro do lote, propondo diálogo, mas, também, autonomia com o restante dos programas. Este binômio espacial é viabilizado por uma singela passarela em concreto.
Como força motriz do projeto, uma praça de convívio articula a totalidade do programa; neste caso, o vazio orienta o construído. A paisagem requalificada do terreno vale-se do arranjo entre as partes, interliga o bloco social com a piscina e possibilita o desenho de um pátio de serviço em frente à garagem, assegurando uso independente e discreto do ateliê da proprietária, envolto pelo jardim e contíguo à piscina.
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