13/04/2020
👏👏👏 RT .em.acao Gostaria de trazer uma reflexão sobre brinquedos e br**car nestes dias de quarentena. Brincar constitui a vida psíquica da criança e br**car é livre. Se for dirigido, torna-se uma atividade ou até um exercício. Nada errado com isso, mas tudo tem sua hora. Mas é na liberdade da br**cadeira auto-induzida que a criança encontra o prazer. Ali, vive e revive emoções que precisam ser elaboradas e coloca para fora sentimentos, curiosidade e criatividade. Objetos e materiais sem função específica podem, através da imaginação, se tornar qualquer coisa. Fazer um pedaço de pau se transformar num cavalo ou uma garrafa pet transformar-se em caminhão, envolvem processos cognitivos e simbólicos super complexos e ajuda a construir o cérebro. O que era lúdico, vira ficção, uma narrativa se constrói na cabeça da criança e ela encontra o prazer de reconhecer naqueles objetos (cabo de vassoura, garrafa, etc) características de coisas que eu já viu por aí (caminhão, cavalo). Quando br**ca com objetos não prontos, não editados, pintados à perfeição, a criança recria o conhecido. Imaginem quantas conexões neurais não estão sendo pavimentadas? [Agora imaginem-se interrompendo esse processo com comentários: "que lindo! nossa, como você é inteligente!" ou então você tentando ensinar como se br**ca? 😬 É como se entrássemos gritando no laboratório de um cientista prestes a descobrir algo importante.] se pararmos para pensar, não são os fabricantes de brinquedos que criam brinquedos, mas sim as crianças! Devemos dar a elas oportunidades de escolher e liberdade de agir. Não é necessário gastar horrores. Mesmo que o brinquedo seja pronto e mimetizado, que seja da vontade da criança usá-lo da maneira que for. Disponibilizem objetos sem função específica e vejam (em silêncio rs) a mágica acontecer!