14/02/2026
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Onde alaga. Onde f**a difícil de passar. Onde o rio transborda e leva tudo com ele. A população já conhece essas localizações de cor e precisa conviver com o medo da próxima chuva. O poder público também as conhece, mas os anos passam e construir políticas públicas que garantam a proteção dos moradores parece não ser uma prioridade.
O Rio de Janeiro enfrentou, nos últimos dias, uma série de chuvas intensas que colocaram novamente vidas em risco e a metrópole em estado de alerta. Deslizamentos, alagamentos, falta de água, risco de curtos-circuitos e choques elétricos, dificuldade de chegar ou sair de casa, mais uma vez impactando a vida de milhares de moradores.
Nada disso é novidade. São consequências de um modelo de cidades marcado pela ausência de planejamento, pela precariedade das políticas públicas e por intervenções urbanas que aprofundam desigualdades e agravam eventos climáticos que já são previstos. E nós já sabemos quem são os mais afetados por essa crise. O que deveria ser tratado como prioridade segue sendo enfrentado de forma inef**az pelo Estado e pelos governos municipais.
É devastador viver, ano após ano, em permanente estado de alerta, acumulando danos e perdas, sem respostas estruturais que de fato solucionem os problemas. Mais uma vez, quem se coloca na linha de frente da gestão da crise são as lideranças territoriais e as organizações da sociedade civil, assumindo responsabilidades que deveriam ser do poder público.
Ter uma governança que lidere o processo de adaptação e mitigação às mudanças climáticas, nos estados e cidades, e no enfrentamento ao racismo ambiental com integração às pastas da infraestrutura urbana como transporte, saneamento, habitação e saúde é uma das defesas da Casa Fluminense. Uma instância que trabalhe de forma preventiva na transição para cidades mais sustentáveis, mas também junto à Defesa Civil durante momentos de desastres. Seguiremos daqui fortalecendo as lideranças no territórios e incidindo para que o que vivemos nos últimos dias não se repita.