18/01/2024
Abram as janelas. Abram as cortinas e deixem o sol entrar. Ontem retornei às minhas atividades após um periodo de reflexão e, sobretudo de desconexão. Andei em lugares diversos, adotei bengala charmosa e dobrável, visitei escritores argentinos, conversei com Mafalda longamente, visitei cafés e pesquisei muito. Refiz matricula no curso de História, terminando curso de Direitos Humanos, organizei biblioteca pessoal e tomei algumas decisões, ainda que temporárias. Fred ao meu lado e retomamos nossa rotina. Agora se inclui exercicios matinais quando o sol nasce. Maratonei séries e escrevi muito. O castelo está estagnado. O refúgio está em fase final de organização. As chuvas de verão lavaram a alma e trouxeram alguns problemas que precisaram ser corrigidos. Conheci pessoas muito interessantes. E hoje inicio uma nova fase nas redes sociais. Um capitulo por vez. Adorei linhas de tempo. Tem algumas bem interessantes. Falar em reunião do G 20 implica em pensar em suas atitudes pessoais. Observando muito a cidade em que estou. Retomando meus encontros e eliminando os desencontros. Tenho duas janelas no refugio. Uma para a profissional que sou e outra para a pessoa que está em construção. Há 50 anos sai de Petrópolis. Fui residir em Niterói para cursar a UFF - Universidade Federal Fluminense. Conheci a minha amiga-irmã Marta Calil com quem sempre pude contar. A testemunha de todo o meu caminhar. Já levei meus netos para caminhar em Niterói. Praia da Boa Viagem onde residia minha tia avó e em cuja casa passei algumas vezes e que na época da faculdade servia de local de reflexão. Não exisitia o caminho Niemayer. Em Niterói residem as pessoas determinantes do meu apego e amizade com alguns escritores especiais que convidei para residir em Sta Teresa e também aqui em Petrópolis. Fiz viagens literárias e que me permitem hoje muitas conversas interessantes. Desta vez visitei Borges e Cortazar. Hum...novos desafios. Agora acompanho o nascer e o caminhar do sol. Sinto o cheiro de terra molhada. Passeio na chuva sem medo de pneumonia. Fico de portas e janelas abertas e tenho receio, ainda, de gambás e porcos-espinho. Ouço pela manhã os pássaros e a acompanho a rotina de morcegos e marimbondos. Neste período de reflexão e com folga da terapia ( outro capítulo ), desapeguei de muitas coisas que não fazem mais sentido. Tornei o refugio mais tecnológico e ao retornar ontem desci a serra às 5 horas da manhã já pronta para o grande desafio de enfrentar a burocracia das redes bancárias. No castelo nem as luzes liguei e o calor era tão intenso que tive que ligar o ar refrigerado. Castelo não tem mais tv. Desenvolvi listas do que me é essencial. E chamei um UBER. Um bombeiro civil que complementa salário e que volta para a faculdade de Educação Fisica. Me proporciona um novo caminho e boa conversa. Caminho até o banco no primeiro desafio do dia. Primeiro impacto: a atitude do segurança no atendimento à pessoa idosa. Mais que positiva. Cumprimento das regras com um sorriso faz a diferença. Também eu visto um sorriso e vou conhecer Luan. Que me apresenta a Luciana e depois a Doris. Estou nomeando com a devida autorização porque, pela primeira vez, nesta agência nada a reclamar. Sou eu que me adaptei? Não, continuo bastante crítica e reduzi a capacidade de julgar. Portanto, Banco Bradesco S/A um elogio especial a agência 0468 - Av. Rio Branco na pessoa de Luciana Cerqueira, Luan Fontoura, Doris Nogueira e o vigilante Everton. Tudo resolvido. Pude brincar e rir. Pude aprender mais sobre a tecnologia e o clique. Pude checar bem o meu dia a dia. Com isso morar no refúgio passa a ter um problema a menos. Ver o jornal da Intertv todas as manhãs me auxilia e ousar no conhecimento. E Eduardo, parabéns pelo site desenvolvido para que possamos acompanhar todos os eventos da agenda G 20. Dilia Gouveia analisando a nova viagem literária. E ABRH-RJ sempre o prazer de estar com aqueles que puderam estar presentes na reunião presencial de ontem preparatória do Congresso RH Rio. Como prometido aqueles com quem convivi neste período vou destacar as agendas para que possamos estar juntos o que não quer dizer fisicamente.