22/03/2024
87% da força de trabalho da indústria da moda é formada por mulheres. E mesmo sendo um número tão significativo, apenas cerca de 25% dos espaços de liderança são preenchidos por elas, além da taxa de desemprego feminino ser consideravelmente maior do que o masculino.
Março está acabando, mas a busca por nossos direitos não pode se resumir a esse mês.
Informalidade, assédio, condições análogas à escravidão: tudo isso ainda é uma realidade dentro do setor da moda, especialmente quando tratamos de mulheres trabalhadoras e, em especial, mulheres mães.
Nosso país segue adotando as dinâmicas do fast fashion, modelo que busca a produção rápida, com um volume muito grande de produtos e os preços mais baixos possíveis, o que reflete diretamente nas condições de trabalho cada vez mais precárias e exploratórias.
Mesmo depois do fim de março, lembre-se de quem faz suas roupas. Atente-se às políticas das marcas das quais você consome. Cobre posicionamento, denuncie práticas indevidas. A mudança também é responsabilidade de quem consome 👕
E qual o caminho para que as empresas fomentem um mercado de trabalho mais digno para essas mulheres?
Transparência e escuta, para que todas as vozes sejam ouvidas e seus direitos contemplados 🗣️