Paulo Tertuliano

Paulo Tertuliano

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Terapeuta, Pós graduado em Psicanálise, Pedagogo,Especialização em dependência química, co dependência, alcoolismo, outras compulsões e intervenção familiar.

13/03/2026

Quando uma mulher grita dentro de um ambiente de insegurança, muitas vezes não é apenas um ato de agressividade — pode ser um grito psíquico de desamparo. Na leitura psicanalítica, o grito aparece quando a palavra falha.
Interpretação possível:
Angústia diante da imprevisibilidade
Quando a mulher não consegue sentir estabilidade emocional na relação, mesmo que o marido seja fiel, pode surgir uma sensação interna de ameaça. A fidelidade objetiva não elimina necessariamente fantasias inconscientes de abandono.
História emocional anterior
Muitas vezes a reação não nasce apenas da relação atual. Experiências antigas de rejeição, traição ou insegurança podem ser reativadas no casamento, criando hipervigilância emocional.
O grito como pedido de garantia
O grito pode ser uma tentativa de obter do outro uma confirmação constante:
“Você é seguro? Você não vai me abandonar?”
Inabilidade de viver a previsibilidade
Algumas pessoas foram formadas em ambientes caóticos. Quando encontram estabilidade, paradoxalmente sentem estranhamento, porque o psiquismo se acostumou ao conflito.
Síntese psicanalítica
O grito, nesse contexto, não é apenas contra o marido, mas contra a angústia interna que não encontrou simbolização.

Paulo Tertuliano
Psicanalítica Clínico

Concordam??

12/03/2026
11/03/2026

“Quando a paixão perde o símbolo, o estádio deixa de ser festa e revela aquilo que a psicanálise conhece bem: o homem, sem consciência de si, transforma rivalidade em guerra.”

— Instituto Tertuliano de Psicanálise




🇧🇷

01/03/2026

01/03/2026 Nina pedala sem rodinha!!





11/02/2026





31/01/2026

VOCÊ ESTÁ RECALCADO.
Nem tudo que dói é pecado.
Nem toda culpa vem de Deus.
Nem todo sofrimento é espiritual.
Às vezes é psíquico.
Às vezes é história.
Às vezes é trauma.
A fé que não passa pela alma
vira repressão.
E a repressão, cedo ou tarde,
vira sintoma.
Ansiedade excessiva.
Culpa constante.
Medo de desejar.
Autoacusação religiosa.
Isso não é santidade.
É neurose travestida de virtude.
A psicanálise não destrói a fé.
Ela liberta a fé do adoecimento emocional.
Deus não cura aquilo que você finge não sentir.
A verdade liberta — inclusive a verdade sobre você.
Se isso fez sentido,
é porque tocou onde palavras religiosas não chegaram.
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Paulo Tertuliano
Psicanalista Clinico
SBPI 015521

27/01/2026

Doxológica vem de doxologia — do grego dóxa (glória) + lógos (palavra, discurso).

Algo doxológico é aquilo que tem como finalidade dar glória a Deus.
Em termos teológicos
É toda fala, canto, oração ou atitude que:
Exalta a glória de Deus
Reconhece quem Deus é
Não gira em torno do homem, mas de Deus
Exemplo clássico:

“Porque dele, por ele e para ele são todas as coisas.
A ele seja a glória para sempre. Amém.” (Rm 11:36)

Isso é doxologia pura.
Em termos espirituais (mais profundos)
O doxológico não é só o que se diz, mas a direção do coração:
A vida deixa de ser egocêntrica
A existência passa a ser teocêntrica
O “eu” diminui para que Deus apareça
Viver de forma doxológica é fazer eco ao princípio:
Tudo é para a glória de Deus (Soli Deo Gloria).

Um olhar psicanalítico
Uma espiritualidade doxológica:
Descentra o ego inflado
Rompe com o narcisismo religioso
Reorganiza o desejo: o Outro (Deus) ocupa o lugar central
Quando a fé não é doxológica, ela vira:
Autoafirmação
Busca de poder
Uso de Deus para validação do eu

Paulo Tertuliano
Psicanlista Clínico
SBPI 015521

23/01/2026

Sim — profissão é propósito; identidade vem de Deus.
E confundir essas duas coisas costuma gerar muito sofrimento.
Identidade é quem eu sou diante de Deus:
filho, criatura amada, chamado à comunhão. Ela é dada, não conquistada. Não depende de desempenho, reconhecimento ou utilidade social.
Profissão é o que eu faço no mundo:
uma expressão do chamado, não a fonte do valor pessoal. É instrumento, não fundamento.
Quando a profissão vira identidade:
o fracasso profissional vira colapso existencial
o sucesso alimenta soberba ou narcisismo
o sujeito vive em ansiedade crônica por validação
Do ponto de vista psicanalítico, isso aparece como:
ego sustentado pelo Ideal do Eu
dependência do olhar do Outro
sintoma quando o “papel” não sustenta o ser
Do ponto de vista bíblico:
“Que tens tu que não tenhas recebido?” (1Co 4:7)
O trabalho é vocação, não altar.
O erro moderno (e também religioso) é pedir à profissão aquilo que só Deus pode dar: sentido último, pertencimento e identidade.
O sujeito saudável trabalha a partir do ser, não para tentar ser alguém.

Paulo Tertuliano
Psicanalista Clinico
SBPI 015521

22/01/2026

O TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade) é classificado, segundo o DSM-5, em três tipos principais, de acordo com o padrão predominante de sintomas.

1. TDAH – Predominantemente Desatento
É o tipo mais silencioso e frequentemente subdiagnosticado, sobretudo em adultos.
Características principais:
Dificuldade de manter a atenção
Esquecimentos frequentes
Dificuldade em organizar tarefas
Sensação de “mente dispersa”
Procrastinação crônica
Parece não escutar quando falam
Cansaço mental rápido
Muito comum em adultos, líderes, estudantes e pessoas intelectualmente ativas.
Na clínica, pode ser confundido com depressão leve, ansiedade ou neurose obsessiva.

2. TDAH – Predominantemente Hiperativo-Impulsivo
Mais visível na infância, mas pode persistir na vida adulta.
Características principais:
Inquietação constante
Dificuldade de ficar parado
Fala excessiva
Impulsividade
Interrupção frequente dos outros
Baixa tolerância à frustração
Tomada de decisões precipitadas
Em adultos, aparece mais como agitação interna, irritabilidade e impulsos mal regulados.

3. TDAH – Tipo Combinado
É o mais comum, reunindo sintomas de desatenção + hiperatividade/impulsividade.
Características principais:
Oscila entre dispersão e impulsividade
Dificuldade de manter rotinas
Instabilidade emocional
Problemas de desempenho apesar de capacidade intelectual preservada
Conflitos relacionais frequentes
Muito associado a sofrimento psíquico, culpa e sensação de inadequação.
Uma leitura clínica e psicanalítica (importante no seu contexto)
Em adultos, o TDAH frequentemente se articula com estruturas neuróticas, sobretudo:
Neurose obsessiva → excesso de pensamento, travamento, autocobrança
Ansiedade crônica → inquietação mental
Uso de defesas compensatórias (hipercontrole, religiosidade rígida, perfeccionismo)
➡️ Nem toda desatenção é TDAH.
➡️ Nem todo TDAH é puramente neurobiológico.
Na clínica profunda, investigamos:
História infantil
Relação com autoridade
Organização do desejo
Culpa, ideal do eu e superego
Função do sintoma na economia psíquica

Paulo Tertuliano
Psicanlista Clínico
SBPI 015521

21/01/2026

PORNOGRAFIA:

1. Prejuízos psíquicos (Psicanálise)
Dessensibilização do prazer
O excesso de estímulo visual e dopaminérgico gera tolerância: o sujeito precisa de conteúdos cada vez mais intensos para obter excitação. O prazer se empobrece e a libido perde vitalidade.
Fragmentação do desejo
A pornografia separa s**o de vínculo, corpo de afeto, prazer de sentido. O desejo deixa de ser relacional e passa a ser consumista e compulsivo.
Compulsão e perda de liberdade
Mesmo quando o sujeito quer parar, não consegue. Isso revela um funcionamento compulsivo — o gozo domina o eu, não o contrário.
Na linguagem freudiana: o sujeito não goza, é gozado pelo sintoma.
Culpa e vergonha crônicas
Especialmente em contextos religiosos, instala-se um ciclo:
desejo → consumo → culpa → promessa → recaída, gerando sofrimento neurótico.
2. Prejuízos relacionais
Dificuldade de intimidade real
A pornografia ensina o sujeito a se relacionar com imagens, não com pessoas. O outro deixa de ser mistério e passa a ser objeto.
Queda da empatia
O outro é visto como meio de excitação, não como sujeito de desejo e história.
Disfunções se***is
É cada vez mais comum:
dificuldade de ereção
ejaculação retardada
anorgasmia relacional
O corpo responde à fantasia, mas não ao encontro real.
3. Prejuízos espirituais (visão cristã)
Redução do corpo a objeto
A pornografia contradiz a visão bíblica do corpo como templo e da sexualidade como aliança, não consumo.
“O olhar cobiçoso já adultera no coração” (Mt 5:28)
Não como moralismo, mas como antropologia espiritual. Enfraquecimento da vida espiritual
A pornografia:
embota a sensibilidade espiritual
esvazia a oração
gera distância afetiva de Deus
Não por punição divina, mas por desintegração interna.
4. Prejuízos sociais e culturais
Normalização da violência sexual
Muitos conteúdos erotizam:
humilhação
dominação
agressividade
Isso molda o imaginário coletivo.
Exploração e indústria do descarte
Por trás da pornografia há:
tráfico
abuso
vício químico
objetificação humana
O prazer de um sustenta o sofrimento de muitos.

Paulo Tertuliano
Psicanalista Clínico
SBPI 015521

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