Instituto Sébastien Sisson

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A beleza e a história do Brasil Imperial contadas a partir da obra e do legado de Sébastien Sisson.

Notável artista francês do século XIX, Sébastien Auguste Sisson, se estabeleceu, trabalhou e viveu, na cidade do Rio de Janeiro, Brasil. Atuou como editor e desenhista-litógrafo expressando-se como artista por meio da gravura e da caricatura deixando uma vasta produção. Dois de seus trabalhos se tornaram raros e muito apreciados: "Álbum do Rio de Janeiro Moderno", com doze cromolitografias de cená

Photos from Instituto Sébastien Sisson's post 21/07/2026

Maria Augusta Sisson Bevilacqua. Neta de Sisson. Guardiã de sua memória.

Depois da morte do artista, ela e seu pai, Angelo Bevilacqua, foram até o ateliê de Sisson.

E de lá recuperaram parte de sua história.

A caixa de desenho.
Os instrumentos de trabalho.
Fotografias.
Litografias.

E a monumental Galeria dos Brasileiros Ilustres.

Maria Augusta compreendeu que aqueles objetos não eram apenas lembranças de família.

Eram parte de um legado.

Por isso, cuidou para que fossem preservados.

E deixou à filha, Stella Bevilacqua, a responsabilidade de continuar essa história.

Anos mais tarde, foi Stella quem doou esse conjunto ao Instituto Sébastien Sisson.

Hoje, esses objetos fazem parte da Coleção Maria Augusta Sisson Bevilacqua.

Uma coleção que existe porque ela decidiu preservar.

De Maria Augusta para Stella.
De Stella para o Instituto.
E do Instituto para as próximas gerações.


Fotografias: Maria Augusta Sisson Bevilacqua / Mara Augusta e a filha Stella / Caixa e instrumentos de desenho de Sisson e uma litografia se sua autoria / Os dois volumes da Galeria dos Brasileiros Ilustres.

Photos from Instituto Sébastien Sisson's post 20/07/2026

Testemunhas de um registro de nascimento podem revelar informações valiosas para a pesquisa histórica.

Durante a investigação sobre o artista Sébastien Sisson, uma das testemunhas do registro de nascimento de seu irmão mais novo revelou relações sociais que ajudam a compreender o ambiente em que o artista cresceu.

Tratava-se de Jean Thiébaut Zimmermann, industrial que fundou uma das mais importantes fábricas têxteis de Issenheim, na Alsácia, cidade onde Sisson nasceu.

Além de empreendedor, Zimmermann também cultivava interesses artísticos. Era músico, dedicava-se à pintura de paisagens e contribuiu para o financiamento do órgão da igreja paroquial de Issenheim.

Os registros civis mostram ainda que o pai de Sisson trabalhou por aproximadamente dez anos na indústria de Zimmermann, e sua presença como testemunha no nascimento de um de seus filhos indica uma relação de proximidade entre as famílias.

Não é possível afirmar que essa relação tenha influenciado diretamente a formação artística de Sébastien Sisson. O que os documentos revelam, contudo, é que ele cresceu em um ambiente onde empreendedorismo, produção artística e incentivo às artes coexistiam de forma estreita.

É justamente esse contexto que amplia nossa compreensão sobre a infância de Sisson e abre novas possibilidades de investigação sobre as referências culturais e sociais que marcaram sua trajetória.

Photos from Instituto Sébastien Sisson's post 13/05/2026

Caricaturas do Brasil Imperial.

Estas, publicadas em 1855 na L’Iride Italiana.

Uma publicação bilíngue, escrita em português e italiano.
Reunia teatro, literatura, artes, indústria e notícias.

Em outubro de 1855, Sisson tornou-se o ilustrador e caricaturista exclusivo do periódico.

Produziu principalmente portraits-charges:
retratos caricaturais de artistas, músicos e figuras do meio teatral da época.

Traços precisos.
Observação refinada.
Leveza.
Ironia.

Muito antes das revistas ilustradas se consolidarem no Brasil, Sisson já ajudava a construir a linguagem do humor gráfico no país.

06/05/2026

Essa árvore genealógica manuscrita é uma relíquia preservada no acervo do Instituto Sébastien Sisson.

Relíquia não apenas pela quantidade de informações genealógicas que reúne, mas também pela qualidade dos dados apresentados.

À medida que nos aprofundamos na pesquisa genealógica da família Sisson, verificamos a consistência dessas informações: nomes e datas estão, em sua maioria, corretos.

A árvore tem como figura central George Sisson, pai do nosso querido artista, Sébastien Sisson. Nela estão registrados seus descendentes, seus irmãos e também seus ascendentes do ramo Sisson, que remontam ao século XVII.

Este importante documento foi doado por em 2024

30/04/2026

O que define a permanência de um legado?

No Instituto Sébastien Sisson, nossa missão é a salvaguarda da memória do artista Sébastien Sisson.

Mas não só isso.

Promovemos a expansão do legado artístico e histórico de seu tempo.

Não apenas preservamos o passado; projetamos a beleza e a história do Brasil Imperial como um ativo cultural para o futuro.

29/04/2026

O Brasil Imperial guarda uma beleza hoje quase apagada.

Um tempo em que o cotidiano seguia em outro compasso;
em que as paisagens urbanas das grandes cidades convidavam à contemplação.

Um período em que a arte se fazia com rigor técnico e riqueza de detalhes.

Havia um compromisso com a estética que eleva e transcende, isto é, com a beleza real.

Um tempo em que a centralidade em Deus orientava os passos.

Foi nesse Brasil que Sisson criou sua obra.

No Instituto Sébastien Sisson, buscamos manter viva essa memória:
contar a beleza e a história do Brasil Imperial a partir da obra e do legado de Sébastien Sisson.

23/04/2026

O monarca, em detalhe.

No traço de Sisson, a fisionomia de D. Pedro II ganha densidade: o olhar firme, a inteligência que se impõe sem ruído.

Como observou Herman Lima, são retratos em que a perfeição do desenho e a exímia execução elevam a figura ao seu pathos mais íntimo.

Aqui, esse princípio se cumpre no detalhe, onde o rosto deixa de ser imagem e se torna presença.

Sisson não registra. Interpreta.

E, ao fazê-lo, fixa não apenas um Imperador, mas uma ideia de Brasil.

22/04/2026

Em Paris, na oficina de Lemercier,
a litografia era ciência.
E arte.

Ali aprendia-se com os melhores.
O olhar tornava-se exato.
As mãos, disciplinadas.
O gesto, definitivo.

Sébastien Auguste Sisson passou por esse rigor.
E por essas mãos.

Era próximo de Jean Pierre Carles
e de Alfred Lemercier,
nomes que não aparecem por acaso.

Ambos testemunharam seu matrimônio com Marie Justine Faller,
em 14 de fevereiro de 1863, como consta em seu registro de casamento.

Um registro civil,
mas também um vestígio de rede,
de formação,
de pertencimento.

Alfred Lemercier, sobrinho de Rose Lemercier,
deu continuidade à mais prestigiada oficina litográfica de seu tempo.

E foi ali,
nesse ambiente de excelência,
que Sisson aprendeu seu ofício.

08/04/2026

Uma informação genealógica não checada em fontes primárias pode gerar uma biografia imprecisa.

Isso não é incomum.

Biógrafos, jornalistas e escritores em geral, por vezes não validam nomes, datas e locais em fontes primárias como registros de nascimento, casamento e óbito.

Contentam-se com relatos indiretos ou fontes terciárias, como parece ter sido o caso do artigo que apresento aqui.

O texto biográfico sobre Sisson, escrito por Escragnolle Doria em 1935 para a Revista da Semana, é admirável em eloquência e substância. Contudo, Doria cometeu um erro fundamental: registrou o nome da esposa do artista como Christina Saller.

Na verdade, Sisson foi casado com a francesa Marie Justine Faller.

É assim que seu nome consta nos registros franceses (batismo e casamento) e em seu óbito no Brasil (traduzido como Maria Justina Faller). Até mesmo em seu túmulo, no Rio de Janeiro, o nome está correto.

Que este caso sirva para incentivar o uso da genealogia como uma ferramenta indispensável para o rigor dos estudos históricos.

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