Candaces: Identidade e Beleza

Candaces: Identidade e Beleza Oficina teórica e prática sobre turbantes de matriz africana. Trabalho dedicado à prática da Lei 10.639/2003. Atividade de inclusão sociocultural.

A palavra Candace tem sua origem no título dinástico, o qual importantes governantes femininas marcaram presença na História da África antiga e foi escolhido para servir de referência ao projeto como reconhecimento do papel importante da mulher no processo de preservação e difusão da memória da ancestralidade de matriz africana na realidade do povo negro no Brasil. Tal influência ainda é força motriz em boa parte das culturas africanas na atualidade. Candaces ganha um novo significado. Já não representa só as mulheres soberanas do Reino de Meroe, cujo ventre determinava a sucessão dos futuros soberanos e governavam com todos os poderes de administração civil e militar. Mas as várias mulheres negras contemporâneas que lutam por seus direitos de ter uma representação positiva, pela compreensão, respeito e valorização da sua história.
É por meio das atuais Candaces, que ainda podemos ter acesso a muitos dos valores civilizatórios africanos presentes no nosso cotidiano: circularidade, oralidade, religiosidade, corporeidade, musicalidade, memória, ancestralidade e cooperativismo. Tudo isso zelosamente preservado por centenas de anos. Conhecimentos transmitidos de geração a geração e que sobrevivem porque a ancestralidade sempre dialoga com a modernidade e se revigora. É dentro dessa perspectiva que se pretende desenvolver o valor do sentimento de pertencimento do indivíduo para com o bem cultural, aproximação dos seus significados e consequentemente preservação da sua identidade. O Projeto Candaces: Identidade e Beleza foi colocado em prática no dia 01/09/2012, data da primeira oficina, cuja patronesse é uma importante liderança negra da cidade do Rio de Janeiro Vanda Maria Ferreira. O projeto se propõe não só ensinar a produção do turbante, mas pensar sobre as subjetividades que definem a identidade do ser negro indo do micro, cidade do Rio de Janeiro; ao macro, descendentes das várias Áfricas fora do continente africano (Diáspora Negra). A parte teórica do projeto data do período da graduação em História pela Universidade Gama Filho em 2004 e foi enriquecida ao longo dos anos com as especializações realizadas nas Universidades Cândido Mendes (2009) e Federal Fluminense (2012), sempre com a perspectiva da leitura de como o indivíduo e comunidade expressavam o seu modo de ser e estar no mundo através das manifestações do corpo. O turbante é utilizado como ponte para analisar a realidade da utilização da cultura simbólica africana como ferramenta de produção de conhecimento histórico, resgate e manutenção da memória e da identidade do grupo social de descendência africana. Ainda como elemento artístico, o turbante produz beleza ao seu usuário. e com seus formatos, texturas e coloridos, contagia o seu observador pelo seu refinamento estético. O legado do projeto é valorizar o saber fazer africano. Apostando na ideia do empoderamento do indivíduo negro através do conhecimento e trabalhar a desnaturalização, desconstrução, dos estereótipos que dificultam sua inclusão social no Brasil.

Nas Dobras do Meu Turbante Gira o Tempo — História, Memória e DendêO turbante é mais que adorno: é coroa, é mapa, é hera...
13/10/2025

Nas Dobras do Meu Turbante Gira o Tempo — História, Memória e Dendê

O turbante é mais que adorno: é coroa, é mapa, é herança.
Nas voltas do tecido, o tempo se espirala e a memória dança.
Nesta vivência, o corpo é compreendido como território sagrado — espaço de resistência, beleza e ancestralidade.

Entre gestos, histórias e fios de tecido, abriremos caminhos para refletir sobre estética, identidade e legado afro-brasileiro.
Cada dobra carrega uma narrativa.
Cada cor, um tempo.
Cada volta, um axé.

🗓 Data: 18 de outubro
🕑 Horário: 14h
📍 Local: ABAC – Academia Brasileira de Artes Carnavalescas
Tv. do Ouvidor, 9 - Centro

✨ Venha girar o tempo conosco e celebrar as memórias que o turbante guarda nas suas dobras — histórias, afetos e dendê.

O seminário cultural Baianas do Samba, Nós por Nós mesmas traz vozes que representam a imagem e legado cultural daquelas...
27/04/2025

O seminário cultural Baianas do Samba, Nós por Nós mesmas traz vozes que representam a imagem e legado cultural daquelas que organizaram suas comunidades a partir de memórias coletivas de seus antepassados. A ação feminina negra preservou símbolos de pertencimento cultural, repertórios filosóficos dos quais sustentam as interações de sociabilidade, sustentam diálogos que perpassam o tempo e as muitas tentativas de silenciamento da nossa agência.

05/12/2023

“Nós somos como o sol. Todo ser humano nasce a cada dia, se expande como o Sol e cai no horizonte para renascer. A gente está no mundo para brilhar, para ser feliz. A gente não nasceu para ser infeliz. E cada um que pegue o seu raio de sol e brilhe o mais intensamente que possa brilhar. Não deixe perder nunca, aquele raio de sol que lhe foi dado.”
Makota Valdina

26/11/2023

Significativo trabalho a comunidade de Chaperó, Itaguaí.
Contação de histórias com temática sobre a relação horizontal ancestral afrikana com o meio ambiente, tendo a flora como protagonista e apresentação da cultura Yorùbá como base.
Adúpẹ́ o

Venham prestigiar!
15/11/2023

Venham prestigiar!

14/03/2022

👑Salve a Rainha! Maria Firmina dos Reis, o pioneirismo foi o seu codinome.

Ela foi uma das primeiras, uma das precursoras que facilitaram a nossa caminhada.

👑Maria Firmina dos Reis, seu pseudônimo "uma maranhense", nasceu em São Luís do Maranhão, em 11 de março de 1822 e faleceu em 1917 em Guimarães/MA.
Foi professora, compositora, escritora, contista, poeta e a primeira romancista brasileira. Ela também foi a primeira mulher a ser aprovada em um concurso público no Maranhão, para o cargo de professora primária. Com isso foi a primeira docente a fundar uma sala de aula mista (com tod@s pessoas juntas) na sua cidade.
Firmina era uma intelectual nata e colaborou com diversos jornais da época, com poesias, ficção, crônicas e até enigmas de charadas.
Em 1859, ela publicou o romance 'Úrsula', o primeiro livro brasileiro abolicionista contado a partir do ponto de vista de pessoas escravizadas e que foi considerado a obra inaugural do romantismo brasileiro.

(Fonte: Literafro)

👑200 anos de Maria Firmina dos Reis!📚

Endereço

Rio De Janeiro, RJ

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Candaces: Identidade e Beleza posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Entre Em Contato Com A Escola/colégio

Envie uma mensagem para Candaces: Identidade e Beleza:

Atalhos

Compartilhar

Categoria