24/10/2017
E se o bebê estiver pélvico? Tem opções para ajudar a virar? Tem sim! Atendimentos individualizados para gestantes com bebês sentados, para avaliação e orientação sobre como facilitar a virada, na NOSSA CASA, com as parteiras Maíra Libertad e Mariane Menezes. Mais informações pelo e-mail [email protected].
E SE SEU BEBÊ ESTIVER PÉLVICO? QUAIS AS OPÇÕES?
- Em torno de 3% dos bebês ficam pélvicos (sentados dentro do útero) até o termo, sendo que a maioria dos bebês faz a cambalhota em torno da 32a semana
- Se seu bebê permanece pélvico após as 32 semanas, ele ainda pode virar antes do termo ou até mesmo após as 37 semanas e ainda até o momento do trabalho de parto - mas a chance de ele virar vai diminuindo a cada semana após as 36-37 semanas (pelo tamanho do bebê, encaixe na pelve, redução fisiológica do líquido)
- Você pode optar por aguardar que ele vire espontaneamente a qualquer momento ou pode fazer algumas coisas que aumentam a possibilidade de que ele vire, por exemplo exercícios, acupuntura e uma versão cefálica externa
- Caso ele permaneça sentado, você ainda tem a possibilidade um parto pélvico vaginal, caso encontre uma equipe capacitada e disposta a atendê-la nesta situação. Como os bebês sentados se tornaram ao longo do tempo uma indicação relativa de cesárea em muitos protocolos e para muitos profissionais, a maioria dos obstetras não recebe mais treinamento e não tem experiência com partos pélvicos vaginais. E as evidências indicam que o parto pélvico vaginal pode ser seguro, desde que com equipe capacitada para isto.
- E você pode ainda precisar ou optar por uma cesárea em uma situação assim.
SOBRE OS EXERCÍCIOS
- Você encontra na internet muitos exercícios para virar bebês sentados, sendo a maioria deles baseada na ideia de colocar a cabeça para baixo e o quadril para cima (posições invertidas), para encorajar que o bebê vire com a gravidade. Vários deles propõem que você fique muito tempo assim, 15-20 minutos, às vezes várias vezes por dia.
- Propostas mais atuais têm trabalhado com a liberação dos tecidos moles (músculos, ligamentos etc.) em torno do útero e no alinhamento de todo o complexo do útero, pelve e esses tecidos, para criar espaço para que o bebê vire. Exercícios e posições individualizados que não requerem a permanência durante tanto tempo, mas precisam de maior frequência de realização.
- Ainda não há estudos importantes sobre estas propostas, mas elas vem mostrando resultados impressionantes na nossa prática, reduzindo a necessidade de versão cefálica externa, preparando para a versão e auxiliando de modo global na adoção de posições mais favoráveis do bebê para o parto.
SOBRE A VERSÃO CEFÁLICA EXTERNA
- A VCE é uma manobra feita por médico obstetra, realizada usualmente em hospital, guiada por ultrassonografia, podendo precisar ou não de analgesia e medicações para relaxar o útero.
- Evidências mostram que ela de fato reduz o número de bebês que chegam ao parto ainda pélvicos, com uma segurança adequada, tendo risco bastante baixo de complicações.
- As mulheres consideram o procedimento desde apenas desconfortável até bastante doloroso, a depender da sensibilidade individual, estágio da gestação e presença ou não de contrações.
- São poucos os profissionais que fazem versões cefálicas externas, apesar de a Diretriz do Ministério da Saúde mencionar o procedimento como efetivo e indicado em gestações com bebê pélvico.
- Alguns dos exercícios propostos para mobilizar, alinhar e tornar mais flexíveis os tecidos em volta do útero, quando não conseguem virar o bebê, podem facilitar a versão.
SOBRE ACUPUNTURA E OUTROS RECURSOS
- Apesar de não haver estudos de alta qualidade sobre a acupuntura na versão de bebês sentados, profissionais que trabalham com a técnica relatam resultados relevantes.
- Na nossa prática, temos associado os exercícios com a acupuntura, discutindo com profissionais acupunturistas parceiros as necessidades de cada mulher e encaminhando quando necessário.
- Além da acupuntura, há relatos também de resultados favoráveis com técnicas como osteopatia e quiropraxia, que de modo similar aos exercícios trabalham com os tecidos moles e ósseos, sem mexer no bebê, mas criando espaço para ele.
MORAL DA HISTÓRIA: Há recursos efetivos ou potencialmente efetivos que podem ser usados em conjunto, a depender de cada caso e do desejo de cada mulher, para favorecer a virada dos bebês sentados, facilitar uma versão cefálica ou contribuir para um parto normal (cefálico ou pélvico). Permanecendo sentado, o parto normal é uma opção se você encontrar uma equipe experiente e disposta a atender. E a cesárea ainda é uma alternativa, sendo ela uma escolha informada da mulher ou em condições em que não está disponível equipe capacitada.
Dúvidas sobre o tema? Entre em contato por e-mail ou pela página!