14/09/2026
Compartilha com quem ainda explica fratura de estresse na tíbia como se fosse só “impacto” ou “pisada”.
Tem um problema que aparece muito quando alguém fala de biomecânica na corrida: pegar uma pista e transformar em sentença.
A ideia central desse post é simples:
a revisão não mostrou que impacto alto, por si só, explica a fratura de estresse na tíbia.
E isso importa porque muita gente fala com uma segurança que a evidência ainda não permite.
O que o estudo sugere?
Alguns padrões podem aparecer em corredores com histórico da lesão, como diferenças em retropé, quadril, joelho e tíbia.
Mas entra o ponto que quase ninguém fala: esses achados ainda são preliminares, vindos de estudos pequenos, em sua maioria retrospectivos.
Ou seja:
não faz sentido vender uma “causa definitiva”.
Faz mais sentido olhar carga, progressão, contexto, capacidade e demanda mecânica.
Biomecânica pode ajudar muito.
Só não deveria virar atalho para explicação simplista.
Menos receita. Mais raciocínio.
Se esse post te fez pensar diferente, compartilha com alguém da corrida ou da saúde.