08/03/2026
8M: A nossa luta é uma só!
A revolucionária Clara Zetkin propôs a comemoração de um Dia Internacional da Mulher na Conferência das Mulheres Socialistas de 1910, para honrar a luta das mulheres contra a exploração capitalista. O dia foi abraçado pelo calendário das revolucionárias devido aos acontecimentos em 1917 na Rússia czarista: milhares de mulheres foram às ruas nesta data exigindo seus direitos, contra a exploração e a guerra que a burguesia impunha ao povo. As mulheres foram uma grande força propulsora da Revolução Russa.
No Brasil, o 8 de março deste ano acontece em meio a um debate sobre violência infantil. No mês passado, o TJ-MG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais) absolveu um homem de 35 anos acusado de abusar de uma menina de 12 anos. O argumento para a absolvição é que havia “vínculo afetivo consensual”. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) abriu apuração sobre a decisão, considerando que a postura do tribunal pode abrir um "precedente perigoso" para questionar o Código Penal. Nos depoimentos, a menina apontava que o homem comprava cesta básica para sua mãe. A denúncia aconteceu porque a escola percebeu a ausência da criança e acionou o Conselho Tutelar.
A violência contra a infância não é um fato isolado, é uma engrenagem que alimenta a exploração do trabalho infantil, o tráfico de pessoas e a perpetuação do ciclo da pobreza. O grande capital se beneficia dessa massa de crianças e jovens desassistidos, que, sem acesso à educação de qualidade e a perspectivas de futuro, engrossam o exército de mão de obra precarizada e superexplorada. O combate à violência infantil passa por combater e superar o sistema que a naturaliza e a reproduz.
Pela vida das mulheres! Pelo direito à infância! Pelo poder popular!
Texto completo nos stories e no link: https://pcb.org.br/portal2/33707
30/01/2026
Curso: Uma introdução ao pensamento de Lukács
Inscrições abertas para bolsistas!
FUNDAÇÃO DINARCO REIS APRESENTA:
LUKÁCS E A ATUALIDADE DO MARXISMO
MINI CURSO COM JOSÉ PAULO NETTO
UMA INTRODUÇÃO AO PENSAMENTO DE LUKÁCS
AULAS EM FEVEREIRO ÀS QUARTAS, DAS 19:00 ÀS 21:30
PELA PLATAFORMA EVEN3
DIA 04/02 - AULA 1: A recusa do mundo burguês (1902 a 1918)
DIA 11/02 - AULA 2: A prova da política (1918 a 1930)
DIA 18/02 - AULA 3: Os tempos difíceis (1930 a 1958)
DIA 25/02 - AULA 4: O guerreiro sem repouso (1958 a 1971)
AS AULAS FICARÃO GRAVADAS
SERÁ ENVIADO CERTIFICADO PARA OS PARTICIPANTES
Inscrições para bolsistas no link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdmQmDTldglsGi0tvDMcl2M5Z-zj_K7Ss9JcSHlbGE0jlCsHA/viewform?usp=publish-editor
Link nos stories e bio
15/01/2026
Curso: Uma introdução ao pensamento de Lukács
FUNDAÇÃO DINARCO REIS APRESENTA:
LUKÁCS E A ATUALIDADE DO MARXISMO
Georg Lukács nasceu um Budapeste, Hungria, no dia 13 de abril de 1885. Torna-se doutor em Filosofia pela Universidade de Budapeste em 1909. Após a Revolução de Outubro de 1917, ingressa no Partido Comunista da Hungria. Em 1919, com a eclosão da Revolução Húngara, é designado vice-comissário do Povo para a Cultura e a Educação Pública, realizando profunda reforma educacional, socialização das editoras e abertura dos museus e teatros aos trabalhadores. O fascismo destrói a experiência socialista na Hungria e, no exílio em Viena, Lukács prepara os originais de uma de suas mais importantes obras teóricas: História e Consciência de Classe, publicada em 1923.
O livro foi condenado pela Internacional Comunista em seu V Congresso (1924), atacado por um suposto “revisionismo teórico”. Lukács afasta-se da política partidária ao ser ameaçado de expulsão do PC húngaro após a divulgação de suas Teses de Blum (pseudônimo usado na clandestinidade), derrotadas no II Congresso do Partido (1929), por defender a “ditadura democrática do proletariado e do campesinato” e retratar a classe trabalhadora como herdeira da melhor tradição da humanidade – incluindo aí a tradição revolucionária burguesa – e não apenas a criadora da nova cultura operária.
MINI CURSO COM JOSÉ PAULO NETTO
UMA INTRODUÇÃO AO PENSAMENTO DE LUKÁCS
AULAS EM FEVEREIRO ÀS QUARTAS, DAS 19:00 ÀS 21:30
PELA PLATAFORMA EVEN3
DIA 04/02 - AULA 1: A recusa do mundo burguês (1902 a 1918)
DIA 11/02 - AULA 2: A prova da política (1918 a 1930)
DIA 18/02 - AULA 3: Os tempos difíceis (1930 a 1958)
DIA 25/02 - AULA 4: O guerreiro sem repouso (1958 a 1971)
VALOR: R$ 80,00
AS AULAS FICARÃO GRAVADAS
SERÁ ENVIADO CERTIFICADO PARA OS PARTICIPANTES
Se inscreva pelo link: https://www.even3.com.br/curso-uma-introducao-ao-pensamento-de-lukacs-686302/
21/12/2025
Primeira parte de uma entrevista com a histórica dirigente comunista e militante feminista Zuleika Alambert em 15/01/1979
Entrevista do Instituto Astrojildo Pereira para o Asmob do Cedem
Link nos stories e bio (site)
22/11/2025
Live especial – Clóvis Moura: a história do Brasil Negro –25/11, terça, às 19h30
Clóvis Moura foi um dos pensadores fundamentais para a compreensão da formação social brasileira. Sua obra rompeu com as interpretações tradicionais sobre a história do Brasil, ao demonstrar que a resistência negra - por meio dos quilombos, insurreições e guerrilhas - não foi um episódio marginal, mas um elemento central e dinâmico na história da luta de classes do país.
Moura desvendou a dialética do escravismo colonial, mostrando como a luta da população escravizada foi força motriz que tensionou as relações de classe. Sua análise do capitalismo brasileiro, onde o racismo se estruturou como pilar ideológico de sustentação, oferece uma chave indispensável para desnaturalizar as desigualdades contemporâneas, tornando seu legado intelectual uma ferramenta crucial do pensamento marxista no Brasil e para as lutas antirracistas atuais.
Para dialogarmos sobre a potência e atualidade da vida e obra militante de Clóvis Moura, convidamos especialistas no tema:
- Gabriel dos Santos Rocha é doutorando em História Econômica pela Universidade de São Paulo, instituição pela qual também é mestre em História Social e graduado em História. Estuda a escravidão e o capitalismo no Brasil, a situação social e econômica da população negra no pós-abolição, a história do movimento negro, e o papel de intelectuais na cultura e na sociedade.
- Soraya Moura é Historiadora, formada pela FFLCH da Universidade de São Paulo (USP). Especialista em organização e preservação de acervos históricos. É sócia -proprietária da empresa Armazém de História Produções Culturais, atuando no setor de pesquisas e preservação de acervos.
- Henrique Roberto Figueiredo é Educador Popular, professor de História no Ensino Médio e doutorando em História Econômica pela USP.
Acompanhe ao vivo: https://www.youtube.com/live/8aOaTzP-u9A?si=bASI9YcYwz4Y2Rt9
09/11/2025
[PRÉ -VENDA] LIVRO "MOVIMENTOS SOCIAIS E IDEOLOGIA: CRÍTICA ÀS TEORIAS DOS NOVOS MOVIMENTOS SOCIAIS NO BRASIL" de CAIO MARTINS
"Este livro oferece uma análise profunda e original da teoria dos Novos Movimentos Sociais a partir de uma perspectiva marxista, investigando sua difusão e sua relação orgânica com a estratégia democrática e popular do Partido dos Trabalhadores. Por meio de uma análise crítica de seus principais teóricos, o autor demonstra como essas teorias, apesar de suas fragilidades e da incipiente fundamentação teórica de suas críticas ao marxismo, lograram ampla difusão no senso comum de militantes e intelectuais brasileiros. Em sua pesquisa, Caio Martins revela a existência de uma homologia política entre tais teorias e a estratégia democrática e popular, permitindo que se formasse no seio da classe trabalhadora um caldo de cultura que mistura a crítica ao “socialismo real” com a defesa de direitos particulares. Dividida em duas partes e seis capítulos, a obra percorre desde a exposição sistemática das teorias dos novos movimentos sociais até a análise de suas determinações na formação social brasileira, passando pelo exame da relação entre intelectuais e lutas de classes e pela investigação das estratégias políticas da classe trabalhadora no Brasil. O autor conclui que somente a partir da perspectiva marxista, desprendida de dogmas e aberta a captar as novidades postas pelo movimento do real, é possível superar os limites tanto das teorias dos novos movimentos sociais quanto da estratégia democrática e popular. Leitura indispensável para pesquisadores, militantes e intelectuais preocupados com os rumos da organização política da classe trabalhadora e com a luta pelo socialismo no Brasil. Cezar Maranhão"
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COMPRE COM A EDITORA: https://lutasanticapital.com.br/products/pre-venda-movimentos-sociais-e-ideologia-critica-as-teorias-dos-novos-movimentos-sociais-no-brasil
CONHEÇA O CATÁLOGO DA "LUTAS ANTICAPITAL"!
05/11/2025
SEMINÁRIO MARXISMO E DIREITOS HUMANOS
Um debate sobre direitos humanos à luz da teoria marxista, das experiências socialistas e das lutas populares.
Organizado pela Rede Modesto da Silveira e Fundação Dinarco Reis.
Disponível no youtube e spotify:
SPOTIFY: https://open.spotify.com/episode/2zzSzRlradrLzxLIlgC7tj?si=X0C4epWtTa-IM4ZdLt-U4Q
YOUTUBE: https://www.youtube.com/playlist?list=PLTur0eNOW_3M2w58BgdCy985POxnbtWok
06/10/2025
Violeta Parra ingressou na carreira musical aos 15. Após a morte do pai, deixou a casa da mãe, no interior do Chile, e foi morar em Santiago com o irmão Nicanor. Logo formou com a irmã Hilda a dupla Las Hermanas Parra, que cantava músicas folclóricas na noite.
Em 1953, Violeta já havia lançado os primeiros álbuns de sua carreira solo, quando a música tradicional chilena viveu um período áureo de resgate e valorização. Pôs-se a mapear ritmos, danças e canções populares, abdicando paulatinamente dos boleros que costumava cantar, e reuniu cerca de 3 mil canções tradicionais.
Violeta não era isenta em seu trabalho. Assumia uma posição de defesa daquele patrimônio, o que a colocaria na ponta de lança do movimento da nueva canción, na década seguinte. Já em 1956, quando a gravadora Odeon produziu uma série de discos intitulada El Folklore de Chile, Violeta foi chamada para coordená-la. Organizou os quatro primeiros volumes, num período em que tanto as rádios quanto o mercado fonográfico se dispunham a reproduzir aquele repertório.
Nos anos 1960, Violeta, que também era artista plástica, excursionou pela Europa como cantora, morou em Genebra, e foi a primeira artista latino-americana a ter uma exposição individual no Museu do Louvre. Desfeito o terceiro casamento, voltou ao Chile em 1965, a tempo de lançar com os filhos Ángel e Isabel a Peña de los Parra, híbrido de centro cultural e bar onde o público podia escutar música boa e tomar vinho.
Seu legado é inestimável para a música engajada latino-americana. Suas canções mais conhecidas são “Gracias a la Vida”, gravada por artistas como Mercedes Sosa, Elis Regina, Grupo Tarancón e Joan Baez, e “Volver a los 17”, mais conhecida no Brasil nas vozes de Mercedes Sosa e Milton Nascimento, em dueto. Sua história foi contada em 2011 no filme Violeta foi para o Céu, do diretor Andrés Wood.
20/09/2025
Um (re)encontro com Clóvis Moura
Tamires Guimarães do Nascimento, Universidade Federal de São Paulo
Mestra em Serviço Social e Políticas Sociais pela Universidade Federal de São Paulo, Santos-SP, Brasil.
Resenha do livro Sociologia do negro brasileiro, de Clóvis Moura.
Texto completo em: https://fdinarcoreis.org.br/2025/09/03/um-reencontro-com-clovis-moura/
09/09/2025
O racismo como arma ideológica de dominação I
Clóvis Moura
Intelectual marxista e militante comunista. Dedicou-se aos estudos das lutas negras. Diferentemente da pretensa intelligentsia brasileira, o autor deu sentido político aos protestos e insurreições negras desde o Brasil colonial, considerando tais levantes como motor da história e ampliando, assim, a perspectiva da luta de classes. Clóvis Moura nos deixou em 23 de dezembro de 2003.
Neste artigo, publicado pela primeira vez em 1994, na Revista Princípios, Clóvis Moura aborda o racismo como um arsenal ideológico de subsídio à dominação. Para o autor, o racismo transcende o viés acadêmico e estritamente científico, pois se trata de um mecanismo de sujeição e não de explicação antropológica. Nesta primeira parte do texto, Moura analisa como o racismo foi fundamental para o antigo sistema colonial e a expansão das metrópoles colonizadoras que, por meio do racismo, invadiu as áreas consideradas “bárbaras”, “inferiores” e “selvagens”.
Texto completo no link: https://fdinarcoreis.org.br/2025/09/03/o-racismo-como-arma-ideologica-de-dominacao-i/
18/08/2025
O parvo, o pavão e o ocaso da teoria política
Por Mauro Luis Iasi
Blog da Boitempo
“Os idiotas vão tomar conta do mundo; não pela capacidade, mas pela quantidade. Eles são muitos”
— Nelson Rodrigues
Completo em: https://pcb.org.br/portal2/33079