19/03/2019
Vamos juntos cuidar da gente e de uma relação preciosa: pais e filhos!?
Boa leitura!
"NÃO CONSIGO DIZER NÃO".
Nos dias atuais, escutamos de diferentes pais e mães pontuações, como: ‘não consigo dizer não’; ‘eles sempre ganham’; ‘é muito teimoso’; ‘só consigo se for de um determinado jeito’; ‘eu choro junto’; entre tantas outras proposições onde a vivência com o ‘não’, com o ‘limite’, com o ‘contorno’ é um sofrimento para os adultos.
Na nossa experiência, escutamos essas falas repetidas vezes e perguntamos: qual o limite? Qual o limite do próprio corpo? Qual o limite do próprio corpo e para quem? Quem quer refletir sobre seus textos e discursos repetitivos e frequentes?
Partir da experiência é um convite para entrar na relação, no jogo entre adultos e crianças, entre pais e filhos.
Somos seres de relação e contato. Na relação, o olhar, a respiração, o toque, o tônus, a pulsação, toda a fisiologia se altera. É na experiência que as crianças se desenvolvem. É na experiência que os adultos são desafiados a comunicar seus sentimentos e necessidades.
O limite começa na gente. Saber o que é possível, o que não é possível para cada um e em diferentes momentos – é onde podemos encontrar algumas respostas, bem próxima da gente. Não aquelas que o google (pai de todos) tem como ideal. Não aquela que está todo mundo fazendo e eu também vou fazer. Também não é aquela que os meus pais fizeram. Onde estamos? Nem em uma hierarquia rígida e nem uma liberação de que tudo pode. Porque não pode tudo. A frustração é necessária ao desenvolvimento psicomotor de uma criança. ‘Não’ é estruturante.
‘Não consigo dizer não’. Esta frase está incompleta. Não consigo dizer não para quem? Serão as crianças que não sabem escutar o não?! Ou será que nós, adultos, não conseguimos dizer não? Não sabemos do que podemos?! Vamos experimentar fazer essas perguntas, quando estamos diante das crianças? O que não consigo dizer? As crianças nos lançam a um mundo que estamos distantes, não acessamos há muito tempo – sentir, sensações, necessidades.
Aproveitem! É uma oportunidade de mergulhar no que faz sentido somente para você naquele instante. Escapando do tem que ser, do ‘estão todos olhando’, e do consumismo desenfreado de desejos que não conseguimos dizer não.
uma proposta psicomotora para crianças de 0 a 7 anos de idade.
Um texto de Erika Reis e Nuelna Vieira
imagem encontrada no site vida plena e bem estar.