21/05/2021
*A ética da escuta medeia os conflitos, expulsa os demônios e liberta das opressões.*
"Mesmo quando queremos mantes as antigas normas, há situações críticas enfrentadas devido à especificidade de cada acontecimento. Poe isso a cisão também pode ocorrer a partir do enredo de cada drama pessoa: a singularidade do ato moral nos coloca em situações originais em que só o indivíduo livre e responsável é capaz de decidir."
Maria L. A. Ar**ha e Maria H. P. Martins.
Filosofando: introdução à filosofia. p. 275.
"Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a sua vida pelos seus amigos."
João 15.13.
Uma boa conversa sempre agrega e alegra.
Nessa correria da vida, a maneira pela qual a rotina, geralmente nos conduz é pela via dos finalmente. Seja no trabalho, nas escolas e faculdades, seja na educação dos filhos, ou até mesmo em nossas celebrações religiosas, a regra moral, os regimentos, regulamentos, estatutos, etc., ditam as cercanias e os esquadros das relações entre pessoas e instituições.
Nesse contexto, a escuta e as reflexões ficam demasiadamente comprometidas. A onde ficamos preparadíssimos em responder antes mesmo dos pensamentos do outro terminarem de ser elaborados pela fala, ou seja, sem notarmos, agimos dando respostas inteiras de rápidas conclusões de meios pensamentos expostos.
Pelo menos duas considerações precisam ser ponderadas.
1. Nas narrativas de milagres de Jesus compostas pelos autores dos evangelhos, nota-se muitas ocasiões de curas precedidas por prosas ou interseccionadas por ladainhas. Existe em Jesus, a partir das narrativas evangélicas uma espécie de precipitação à escuta. Por esse sentido a ética Evangélica de Jesus é sempre precedida pelo interesse em dialogar.
2. Isso abre possibilidades sempre para a via do meio em relação aos conflitos. Os conflitos em que Jesus se deparava em grande parte eram instrumentalizados nos pobres e miseráveis vulgarizados nas narrativas evangélicas como pecadores. A enorme quantidade de miseráveis na época de Jesus tinham dois responsáveis: a religião judaica, que apoiada no discurso da pureza ritual condenava e bania os doentes, pobres e pecadores e o estado que matinha a relação estreita com a religião e com a massa produtiva.