O Reconstrucionismo Cristão é um movimento religioso, fonte de controvérsia e de sérios estudos, que surgiu nos Estados Unidos no meado da década de 1960. Desenvolvido a partir do trabalho do teólogo e ativista político Rousas John Rushdoony, os reconstrucionistas cristãos acreditam que a lei bíblica deve se aplicar a todos os aspectos da sociedade, e acreditam que deus determina que os cristãos assumam o domínio sobre todas as esferas da vida humana. Rushdoony fundou a Chalcedon Foundation em 1965, uma pequena organização ideológica cristã que disseminava sua visão teocrática de mundo.
Os defensores do movimento, o definem como uma tentativa fiel de aplicar sistematicamente a bíblia a todas as áreas da vida e da sociedade. Os reconstrucionistas defendem a implementação das sanções penais mosaicas na sociedade moderna. A maioria dos reconstrucionistas argumenta que não se deve fazer concessões às leis, organizações e estruturas do Estado-nação moderno, mas, aplicar a lei mosaica e os dogmas bíblicos.
As prescrições da doutrina dogmática do Reconstrucionismo Cristão atraíram muitos fundamentalistas, conservadores e literalistas evangélicos. Indivíduos de uma grande variedade de origens e comunhões eclesiásticas foram e são influenciados e comprometidos com esses ideais, desde católicos romanos carismáticos conservadores até episcopais, presbiterianos, pentecostais, neopentecostais e calvinista, todos representados no guarda-chuva mais amplo do reconstrucionismo. Muitos de seus seguidores promoveram uma agenda reconstrucionista na política local e nacional em alguns países. Os reconstrucionistas chegaram a ter um papel efetivo no surgimento da Direita Cristã nos anos 1970 e 1980.
A doutrina reconstrucionista tem como fundamentos as estruturas familiares lideradas por homens, o apoio à educação domiciliar e o incentivo ao ativismo político agressivo, entre outros objetivos. Essa doutrina foi responsável por impulsionar alguns cristãos conservadores de direita para as organizações político-partidárias.
Os críticos religiosos e seculares acusam o Reconstrucionismo Cristão da intenção de estabelecer uma teocracia intolerante e ditatorial.
Embora não tenha havido muita preocupação nos círculos jornalísticos e acadêmicos sobre esse "domínio", as instituições religiosas e a sociedade só agora estão fazendo discussões sobre o movimento.
No Brasil o Reconstrucionismo Cristão demonstra pouca acuidade teológica, como falta de conhecimento da doutrina e de estudos religiosos. É importante, no entanto, destacar que o conhecimento das origens intelectuais e da liderança do movimento que emanam dos "reconstrucionistas teonômicos", que acreditavam que a lei de deus, conforme revelada na bíblia, incluindo a lei mosaica do velho testamento, deve ser o padrão de justiça e a base para a organização das sociedades modernas, é fundamental.
Mesmo dentro do grupo mais restrito, e de estudiosos encontramos desconhecimento e diferenças signif**ativas na interpretação e na opinião sobre os textos de Rousas J. Rushdoony, de Gary North e de Greg Bahnsen, que são as fontes ideológicas das quais o movimento surgiu. Sua prática e as narrativas são dispersas e superficiais, baseando-se apenas em análises pessoais ou materiais já publicados em outros países, sendo ainda associada até por cristãos a Direita Conservadora Evangélica.
DEUS Está Morto?
Não sou Ateu... Acredito em um Princípio Criador... Que chamo de Arquiteto do Universo!
É impressionante como em muitos momentos Jesus teria falado sobre dinheiro. Como se lida com dinheiro revela a condição de desapego de um homem ou uma mulher. Por isso a bíblia afirma que uma das qualif**ações espirituais para um homem ser um ancião ou um sacerdote judaico é que ele não ame o dinheiro, a riqueza e o poder.
Também no novo testamento, Paulo no versículo 3, do capítulo 3, de sua primeira carta a Timóteo, estabelece algumas qualidades exigidas dos líderes das igrejas cristãs: "Não deve ser apegado ao vinho, nem violento, mas sim amável, pacífico e não apegado ao dinheiro." (Nova Versão Internacional).
Isso não vem totalmente contra a doutrina da teologia da prosperidade? Pois o que assistimos são pastores e bispos, ostentando riqueza, amealhando bens e demonstrando serem usurários.
Ainda no versículo 10, do capítulo 6, do mesmo documento, Paulo acrescenta: “Pois o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males. Algumas pessoas, por cobiçar o dinheiro, se desviaram da fé e se afligiram com muitos sofrimentos. Você, porém, homem de Deus, fuja de tudo isso e busque a justiça, a piedade, a fé, o amor, a perseverança e a humildade.” (NVI).
Ainda sobre a honestidade dos cristãos, Jesus conforme registrado nos versículos 10 a 13, do capítulo 16, do evangelho de Lucas, teria dito: “- Quem é fiel no pouco também é fiel no muito, e quem é injusto no pouco também é injusto no muito. - Assim, se vocês não forem fiéis para lidar com as riquezas injustas, quem confiará as verdadeiras riquezas a vocês? - E, SE VOCÊS NÃO FOREM DIGNOS DE CONFIANÇA EM RELAÇÃO AO QUE É DOS OUTROS, QUEM LHES DARÁ O QUE É DE VOCÊS? - Nenhum servo pode servir a dois senhores, pois odiará um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro.” (NVI), (Grifo nosso).
Então, Jesus teria afirmado que aquele que é infiel com "riqueza injusta", não será confiado para lidar com a riqueza honesta. Por isso, Paulo exorta os líderes e pastores, que quem é “apegado ao dinheiro” não está qualif**ado para ser líder cristão, pois se ele ama o dinheiro, não ama a deus. Qualquer indivíduo que persista em juntar dinheiro, ostentar riqueza, com o dinheiro dos fiéis, não está qualif**ada para ser pastor ou líder em qualquer comunidade religiosa ou igreja.
Esse é um princípio bíblico que frequentemente é violado. O que assistimos é cada dia os pastores e bispos ostentarem mais riqueza, viverem vidas de nababos, viverem com grande luxo, opulência e ostentação. Eles afirmam que vivem na orgia pecuniária, para mostrar aos fiéis que deus enriquece aqueles que doam bens e dinheiro a igreja, porém, nenhum deles fez ou faz qualquer doação, e ao contrário, vivem em mansões suntuosas e cheias de mordomias, possuem bens incontabilizáveis, as custas dos fiéis, muitos que para doar passam necessidades ou até se endividam, acreditando que deus os fará tão ricos como os seus pastores e bispos, porém, deus não é banco, não é banqueiro, não faz dinheiro ou chover dinheiro, não faz PIX ou aparecer depósitos na conta de alguém, e eles continuam passando dificuldades e sonhado que um dia serão milionários como seus guias religiosos.
Sabem, o cara já morreu, mas, em uma de suas tiradas espetaculares, ele afirmou: “quem gosta de miséria é rico, pobre gosta de luxo”, talvez, a frase do artista plástico maranhense Joãozinho Trinta, que foi um dos maiores carnavalescos, traduza bem a atração que os pastores e bispos, milionários, exerçam principalmente sobre os fiéis mais pobres, que invejam a opulência e o luxo, em que vivem seus mentores religiosos.
Por fim, ninguém da liderança da igreja deve poder gastar os fundos da igreja como se fossem seus próprios recursos. Quando líderes da igreja gastam irresponsavelmente ou se apropriam dos fundos da igreja, eles estão cometendo um crime, que f**a impune porque nosso país possui uma “bancada evangélica” no congresso, que impôs e cria Leis que favorecem a impunidade dos crimes financeiros cometidos por líderes religiosos e igrejas, pois, essas Leis dão total liberdade fiscal e impedem qualquer investigação dos pastores, bispos e igrejas. Por isso, a “lavagem de dinheiro” é o crime mais comum cometido pelas organizações religiosas ligadas a igrejas e pelas próprias igrejas. O Complexo de Israel, composto pelas favelas de Vigário Geral, Parada de Lucas, Cidade Alta, Pica-pau e Cinco Bocas, na zona norte do Rio de Janeiro, sob o domínio do Terceiro Comando Puro, ainda é um reduto do "narcopentecostalismo", um fenômeno socioeconômico e criminal, predominante no Rio de Janeiro, em que líderes do tráfico de dr**as instrumentalizam a retórica e símbolos neopentecostais para legitimar o controle territorial. A prática é marcada pela imposição de uma "moralidade teocrática" e perseguição as religiões católica e de matriz africana. Além de dominar várias igrejas evangélicas, os traf**antes usam muitas igrejas neopentecostais para lavagem de dinheiro e guarda de armas.
Pensem no que afirmou o Padre Júlio Lancellotti, um perseguido pelo clero ignóbil: “Jesus seria crucif**ado novamente se voltasse hoje”, sua reflexão crítica se fundamenta na hipocrisia religiosa e social das sociedades. Para ele, as mesmas corporações religiosas e pessoas de bem que queriam matar Jesus, e o condenaram a morte no passado, seriam representados hoje também por religiosos e o povo de bem, segundo o Padre Lancellotti, Jesus não seria condenado e crucif**ado pelos miseráveis, marginalizados ou famintos.
Ao estudar um livro da Bíblia, uma das principais coisas a se observar é para quem o livro é endereçado. Ou seja, para quem é escrito? Quem é o público? Quem o autor tinha em mente quando escreveu?
Com Malaquias, essa pergunta é facilmente respondida, pois Malaquias se refere aos sacerdotes diretamente e várias vezes. Em vários lugares, Malaquias revela que está se dirigindo aos sacerdotes de Israel e aos filhos de Levi.
Esse texto é muito popular já que pastores e bispos o usam para defender a prática do dízimo de 10%. Mas quando estudamos a passagem em seu contexto e na integra, surge uma imagem completamente diferente.
Analisando o contexto histórico, vemos que o sacerdote Eliasibe estava roubando os dízimos da "casa do tesouro" do templo. Vamos agora colocar o texto no contexto do próprio.
E o que esses sacerdotes estavam fazendo? Eles zombavam dos mandamentos do deus de Israel, dizendo que são "ultrapassados”. Além disso, eles traziam oferendas desprezíveis a deus, animais que eram roubados, doentes e mancos. Eles exploravam os trabalhadores, as viúvas e órfãos. E estavam roubando os dízimos e as oferendas que não lhes pertenciam, roubando do deus deles.
Assim, a admoestação sobre os dízimos feita por Malaquias, não era dirigida ao povo de Israel, que aparentemente estava trazendo seus dízimos e oferendas ao templo, mas aos sacerdotes desonestos, especif**amente a Eliasibe, um sumo sacerdote judeu do período do segundo templo, que roubava os dízimos e oferendas do templo para benefício próprio. Que estava acumulando uma fortuna para si.
Então, essa parte do texto se refere especif**amente aos sacerdotes, o que f**a claro pela pequena frase no final do capítulo, que afirma: "Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, sim, toda esta nação". Deus teria afirmado, que eles não estavam apenas roubando a deus, mas também estavam roubando toda a nação.
Então, de acordo com a bíblia, o povo de Israel estaria trazendo os dízimos e oferendas para o Templo, mas, Eliasibe e outros sacerdotes estariam os roubando ou desperdiçando.
Então, ao juntar os textos de Neemias e Malaquias, verif**amos que o povo de Israel trouxe dízimos e oferendas para o templo, mas alguns sacerdotes os roubaram. A pedido de Neemias, o povo de Israel levou novamente seus dízimos e oferendas ao templo, para que os trabalhadores do templo pudessem receber seus salários e voltarem ao trabalho. Pois os sacerdotes não estavam pagando o salário devido àqueles que trabalhavam e serviam no templo.
Bem, como vemos no texto bíblico, sacerdotes roubarem os dízimos e ofertas, assim como aos fiéis e a nação, não é coisa atual, já acontecia nos tempos bíblicos do velho testamento e está registrado nos textos bíblicos. O texto de Malaquias é uma repreensão aos sacerdotes desonestos, que roubavam os dízimos e oferendas do povo.
Se houver uma aplicação adequada desse texto hoje, seria melhor direcioná-lo aos líderes religiosos das igrejas da teologia da prosperidade e outras congêneres, e não aos fiéis sentados nos bancos das igrejas. E a mensagem deve ser dirigidas para os pastores, bispos e padres que estão roubando, gastando em benefício próprio ou de amigos, comparsas ou políticos corruptos, os dízimos e ofertas do povo cristão.
Um sujeito que se diz pastor, afirmou que essas ofertas e dízimos são usadas para seu propósito de cuidar das suas necessidades como pastor, e não para alimentar os famintos da comunidade e cuidar de órfãos e viúvas necessitadas. Mas, está disposto a usar os dízimos e ofertas para gastar em comícios e marchas para defender políticos presos e candidatos políticos corruptos.
Pois é… Desde o tempo de Malaquias e Neemias que existem clérigos ladrões, prontos para roubar o deus que eles dizem representar, o povo crente e a nação!
As pessoas não se opõem à teoria científ**a evolucionista porque discordam da ciência, mas porque ela ofende suas doutrinas e crenças religiosas.
Na maioria das escolas, pelo menos alguns alunos entram em uma aula de ciências desconfiados da palavra evolucionismo, porque de alguma forma, eles adquiriram a ideia de que a aceitação da evolução é incompatível com a fé religiosa.
Os anti evolucionistas, na verdade, fazem questão de proclamar que ser evolucionista é ser contra deus, rotulando falsamente os evolucionistas como descendentes.
Embora não seja função dos professores de ciências das escolas de ensino fundamental ensinar teologia, quando os alunos chegam à aula com os dedos enfiados nos ouvidos e os olhos fechados, é necessário descobrir uma forma de lhes tirar os dedos dos ouvidos e abrir os seus olhos. É importante ressaltar que isso não acontece apenas nos ensinos fundamental e médio, mesmo na Universidade enfrentei alunos questionando a teoria evolucionista, ao ponto de casos em que alunos e alunas abandonaram a aula quando o tema era desenvolvido.
Embora seja inadequado que um professor incentive os alunos a favor ou contra qualquer visão religiosa, é apropriado informá-los a existência de mais de uma perspectiva sobre criação e evolução, além da religiosa. Como muitos alunos já trazem o conhecimento religioso quando chegam à aula, uma abordagem construtivista, uma teoria pedagógica e uma linha de pensamento que defende que o conhecimento não é transmitido passivamente, mas construído de forma ativa pelo sujeito, é uma forma útil de ajudá-los a construir sua compreensão desse tema importante, interagindo com o meio, absorvendo novas informações e adaptando-as ao que já conhecem.
Alguns professores de ciências do ensino fundamental me disseram que tiveram bons resultados no início do ano perguntando aos alunos o que acham que as palavras "evolução" e "criacionismo" signif**am. Como esperado, algumas informações erão precisas e outras erão erradas. Sob "evolução", ouviram: "O homem evoluiu de macacos" ou algo parecido. Não é surpresa encontrar algumas variantes, como: "Você não pode acreditar em deus e que nós viemos dos macacos" ou alguma afirmação semelhante de suposta incompatibilidade entre religião e ciência, entre criacionismo e evolução. Entre os "criacionistas", são encontradas mais citações sobre: "Deus"; "Adão e Eva", "Gênesis", etc.
O próximo passo na construção é a compreensão dos conceitos e teorias por parte dos alunos, isso serve para guiá-los a uma visão mais precisa. Esse exercício pode ajudá-los a enxergar a diversidade de crenças religiosas em relação à criação e a teoria científ**a da evolução.
Após uma aula no ensino médio usando brainstorming, uma técnica colaborativa focada em gerar um alto volume de ideias criativas para um tema específico, um professor apresentou aos alunos um pequeno questionário no qual lhes perguntava: "Qual afirmação foi feita pela religião, sobre a criação dos seres humanos?"; "Qual afirmação foi feita pela ciência, sobre o surgimento dos seres humanos?"; “Em que se baseou a religião para garantir a veracidade de sua afirmação?”; “Em que se baseou a ciência para garantir a veracidade de sua afirmação?”; e “Compare as duas afirmações.” Ele recebeu um número muito signif**ativo de respostas enfatizando a tese científ**a, mas, alguns fundamentaram suas respostas enfatizando a doutrina religiosa e declarações de teólogos, alguns chegaram a deixar clara, a incompatibilidade da teologia com a ciência sobre a evolução. Isso gerou, nas aulas seguintes, discussões sobre a evolução versus a criação, e o que os alunos achavam sobre isso, tornando os alunos conscientes da diversidade de opiniões em relação a origem dos seres humanos existente na teologia e na ciência, o professor finalmente ajudou-os a entenderem que não eram obrigados a escolher entre sua fé religiosa e a ciência, mas, quando se trata da vida acadêmica, da tecnologia e laicidade, a tese evolucionista deve ser aceita e usada, e quando se tratasse de sua relação com sua fé religiosa, eles deveriam seguir o dogma da sua religião.
Um professor de biologia me disse que teve a ideia de enviar seus alunos para entrevistarem os seus ou alguns pastores e padres sobre evolução. E ele disse que muitos voltaram surpresos, até afirmaram que a evolução é aceita por muitos do clero cristão. Alguns líderes religiosos aceitaram a evolução como compatível com sua teologia e outros poucos rejeitaram totalmente a tese evolucionista, ele afirmou que foi educativo os alunos descobrirem por si mesmos que não havia uma única perspectiva cristã sobre a evolução. Porém, essa abordagem de pesquisa com padres e pastores pode não funcionar se a comunidade for religiosamente homogênea, especialmente se essa homogeneidade for cristã conservadora, mas é algo que alguns professores podem considerar como uma forma de tirar os dedos dos alunos dos ouvidos e as mãos dos olhos.
Uma abordagem menos construtivista, mas também necessariamente ef**az, é começar mostrando a "evolução" como algo que ocorreu em todo o Universo, as mudanças ao longo do tempo dos processos químicos e dos mecanismos físicos, as causas da evolução. Em seguida, definir a evolução como uma questão da história do planeta, como a forma geológica e climática agiu no planeta e como entendemos essas mudanças ao longo do tempo. Os alunos precisam entender que o presente é diferente do passado e a evolução aconteceu, assim, não há debate dentro da ciência sobre se ela aconteceu ou não! Depois, listar para discussão uma série de causas físicas e processos químicos que expliquem, total ou parcialmente, como essas mudanças ao longo do tempo podem ter ocorrido na morfonologia e na bioquímica do planeta. Pode ser recomendado analisar explicações atualmente debatidas, quanto também as já rejeitadas, até chegar a atualmente aceita, teorias como o lamarckismo, a primeira teoria sintética da evolução, proposta pelo biólogo francês Jean-Baptiste Lamarck em 1809; o saltacionismo, uma teoria evolutiva que propõe que as espécies surgem por meio de mudanças bruscas e signif**ativas, chamadas macromutações, em uma única geração; a seleção natural darwiniana, Darwin afirmou que o ambiente atua como um filtro, favorecendo a sobrevivência e reprodução dos organismos mais bem adaptados; e o neodarwinismo, a teoria evolutiva mais aceita atualmente. Ela integra os princípios originais da seleção natural de Charles Darwin com os avanços da genética, explicando como as mutações e a recombinação gênica geram a variabilidade sobre a qual a seleção atua; entre outras teorias. Mas, também é importante não incluir a "causalidade sobrenatural", eventos cujas causas não residem no mundo físico, mas sim em planos divinos, espirituais ou paranormais, operando fora das leis naturais conhecidas. Acredita-se que tais fenômenos, como intervenções divinas, aparições, milagres ou poltergeists, possuam existência própria ou resultem de entidades não físicas. Nesse ponto destaque que algumas pessoas acham que as mudanças ao longo do tempo são causadas direta ou indiretamente por um ser sobrenatural, incluindo o Deus judaico, cristão e islamita; o Titã Prometeu; da união divina de Júpiter e Juno; pelo orixá Oxalá, sob as ordens de Olodumaré, o Ser Supremo; pelos deuses Odin, Vili e Ve; ou algum outro poder sobrenatural. Mas, deve f**ar claro que como é uma aula de biologia, e a ciência está limitada a explicar por meio de forças e causas naturais, não se pode discutir causalidade sobrenatural.
Usei essa abordagem no nível universitário e vi um desenvolvimento notável: alguns dedos começaram a sair dos ouvidos e mãos dos olhos.
É importante não discutir ou analisar o "criacionismo". A maioria dos cristãos define "criacionismo" como "Deus Criou", e quando o criacionismo é justaposto à evolução, a definição feita é que "evolução” signif**a que “Deus não criou." Essa é a perspectiva promovida pelos anti evolucionistas, claro.
Mas a teologia a algum tempo vem desenvolvendo uma dicotomia, ao discutir se a evolução não é o caminho de deus da criação, é outro tipo de criacionismo que tenta responder de forma mais específ**a à pergunta: o que aconteceu? Assim, os dias bíblicos são associados a eras geológicas e o ser humano teria apenas recebido o “sobro divino”, o espírito, e não seu corpo físico. Esses teólogos enfrentam uma séria oposição, pois, a criação na visão dos literalistas bíblicos, de todo o universo e os ser humano foram criados em uma só vez, e já em sua forma atual.
A alguns cristãos das denominações católicas e protestantes tradicionais, aceitam a evolução como o caminho que deus usou na criação do mundo e não literalmente a história bíblica, e isso também é verdade para a teologia acadêmica, que investiga as teorias sobre deus e a fé de forma metodológica, utilizando fontes históricas, filosofia e a psicologia, além da exegese e da hermenêutica, bem como a análise crítica dos relatos dos livros sagrados.
Para os literalistas, as escrituras sagradas, como a bíblia, não podem ser interpretadas, pois isso diminuiria o poder dessas escrituras, e da própria divindade. Vale destacar que os judeus conservadores não aceitam, de forma alguma, a teoria evolucionista. A maioria do clero não está disposta a aceitar qualquer mudança na doutrina e nos dogmas, pois isso signif**aria a perda do poder, do domínio psicológico e até pecuniário que o clero exerce sobre os fiéis, eles querem muito manter esse deus antropomórfico como o criador do ser humano com suas próprias mãos.
Se deus criou, claro, não é uma questão científ**a, pois a ciência é restrita a explicação dos fenômenos naturais usando apenas processos naturais. A ciência pode nos dizer "o que aconteceu", e as evidências nos levam Inegavelmente a concluir que as mudanças aconteceram, não que tudo tenha aparecido em sua forma atual.
É importante ajudar os alunos a entender que a evolução é, como todas as explicações científ**as, apenas a teoria atual, nunca a última, pois, a ciência é uma porta entreaberta, ela depende do desenvolvimento tecnológico, para mergulhar no micro e no macro cosmos, e da criatividade humana e essa é infinita.
"Eu não acredito em evolução!", sem dúvida sempre haverá estudantes que se recusaram a aceitar a evolução. Tudo bem. Lembre-se, o seu trabalho e dos professores ajudar os alunos a entender o conteúdo de uma disciplina, seja a história, literatura, filosofia, matemática, física química ou outra ciência. Ninguém lhe disse que um aluno precisa "acreditar" que a Terra é esférica, e na verdade, uma professora de uma pequena cidade me contou que ela tinha um aluno e uma aluna irmãos, que saíam da sala quando ela apresentava o sistema solar heliocêntrico! Então, ela questionou os dois que afirmaram que sua religião afirmava que a terra era o centro do sistema solar e do universo, então ela informou aos dois que se caísse uma questão na prova sobre a posição da terra ou da estrutura do sistema solar e eles respondessem de forma diferente da adotada pela ciência, a resposta seria considerada errada e perderiam os pontos, e ela me disse que os dois deram de ombros. É função do professor instruir, não doutrinar. Tudo o que você está pedindo é que o aluno aprenda o conteúdo da matéria. Os estudantes, tudo o que você espera deles, é que aprendam o conteúdo e sejam capazes de responder as questões nas provas e nos te**es. Se não aceitam o consenso científico moderno de que a evolução ocorreu, é um problema deles.
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Você sabe que a população da terra está dividida em muitas religiões, um número quase incontabilizável?
Pois é… segundo dados da ONU, três quartos pertencem a religiões não cristãs ou não professam nenhuma fé religiosa. Um quarto diz que é cristão. Listar todas as religiões seria impossível, considerando o impressionante número de crenças.
De acordo com o Censo Demográfico do IBGE, o Brasil é um país com dezenas de milhares de denominações e expressões de fé. O IBGE categoriza as religiões em grandes grupos, sendo os principais no país: - Católicos: 56,7%; Protestantes e Evangélicos: 26,9%; Sem religião: 9,3%; Espiritas: 1,8%; Religiões de matriz africana, como a Umbanda e o Candomblé: 1%; Tradições indígenas e religiões não identif**adas: 4,3%.
A maioria das religiões concorda em uma coisa, a maioria acredita que o homem é a mais alta e relevante presença no universo.
Você concorda que há alguma entidade espiritual suprema vigiando você? Se sim, você está satisfeito que essa entidade seja adorada de maneiras muito diferentes tanto por cristãos declarados, quanto por não cristãos? Ainda mais importante, essa entidade espiritual suprema está satisfeita com as muitas formas de adoração?
É impossível existir a unidade de doutrinas, dogmas e ritualísticas entre religiões, sabemos que cada uma delas tem uma forma particular de ver seu deus, de o adorar, de se comunicar com ele e seguir seus mandamentos. Um observador externo, de fora das igrejas, concluiria que na verdade existem divisões profundas, e até os cristãos lutam entre si. Dentro das igrejas denominações, não existe unidade, e sempre existem congregações, grupos e correntes dispostas e prontas a se separarem.
Isso não é uma característica exclusiva dos evangélicos, dentro da Igreja Católica, também há dissidências crescentes, porém em menor número. Uma pesquisa após a outra revela que a grande maioria discorda da posição contrária ao controle de natalidade da Igreja Católica, da proibição de pessoas divorciadas participarem dos sacramentos, como a eucaristia, e de se casarem novamente, da alegação que o papa é infalível quando fala sobre questões de fé e moral, e da posição da igreja católica em muitas outras questões.
Em vez de se unirem, estão ocorrendo diversas fragmentações, com ramif**ações de denominações originais sendo divididas, formando seitas separadas. Números coletados por instituições de pesquisas, como o Instituto de Estudos da Religião, sobre as religiões no Brasil, estimam que mais de 35 novos grupos sectários surgiram em todo o país, no ano passado, 2025. O cristianismo está sendo desafiado, como nunca antes, por novas denominações, facções e grupos religiosos.
Religiões não cristãs podem apontar um exemplo melhor?
Sob o título "Os árabes — Sempre unidos, nunca unidos", a renomada publicação semanal britânica, The Economist, publicou: "Há tantas forças que lutam pela unidade árabe que é um milagre que os árabes permaneçam separados; e tantas razões para a desunião que é ainda mais maravilhoso que não estejam perpetuamente em guerra."
As religiões do mundo também estão profundamente envolvidas e divididas por suas lealdades nacionalistas e políticas, que, de fato, têm precedência sobre a lealdade ao seu deus. Nacionalismo é, em si, a adoração do poder humano coletivo dentro dos limites locais. O nacionalismo divide pessoas, até mesmo da mesma religião!
A respeito, o historiador britânico Arnold Joseph Toynbee emitiu este forte alerta aos cristãos professos: "Em qualquer parte do mundo ocidental hoje, pode-se se deparar com o espetáculo da bandeira nacional local — um símbolo do culto idólatra de algum estado local — sendo levada para dentro de uma igreja cristã, e às vezes até se vê a Cruz e uma bandeira nacional sendo carregadas na igreja na mesma procissão. Sempre que vejo isso, me pego cheio de pressentimento. Aqui estão duas religiões rivais: o cristianismo tradicional e o neopaganismo. Eles são irreconciliáveis entre si... Na inevitável guerra à morte entre eles, qual deles vai vencer? Aqui estão seus símbolos, lado a lado, sendo erguidos no alto, com aparente igual veneração, dentro das paredes do mesmo edifício consagrado. Por quanto tempo eles podem continuar coexistindo?"
O Conselho Mundial de Igrejas tem a resposta? Esse Concílio se descreve como "uma autoridade universal religiosa, não política, que congrega as igrejas cristãs; ... quase 300 igrejas de tradições muito variadas." Ela, enquanto segue seu papel de representante mundial das igreja cristãs, recomendam eles fortemente que às suas expressões de fé e doutrinas, sejam totalmente afastadas das políticas nacionalistas. Além disso, este Conselho não admite não cristãos como membros.
Mas será que tudo isso é motivo de desespero? Deus está sendo substituído pela política? Existe alguma possibilidade de união de todas as religiões?
Certa noite, enquanto relia a bíblia toda pela segunda vez, comecei a pensar em como a religião havia se tornado uma grande barreira entre as pessoas, em vez de unir as pessoas em fraternidade e harmonia. De repente, uma pergunta surgiu na minha mente: Por que existem tantos deuses e tantas religiões?
Eu já sabia disso na época, mas o destaque essa pergunta mudou minha vida drasticamente. Aos poucos comecei a pesquisar e refleti profundamente sobre isso. Com tantas religiões e denominações afirmando ser o único caminho para deus, isso não fazia sentido para mim. Achei que era uma contradição ilógica.
Ao pesquisar sobre isso, percebi que geralmente a religião de uma pessoa é determinada pelo local de nascimento e pela religião dos pais. Ela então é ensinada que sua religião é verdadeira e todas as outras são falsas. Isso também não fez sentido nenhum para mim.
Algum tempo depois, nova pergunta surgiu: Será que deus está em competição consigo mesmo?
Desde que o ser humano sentiu a necessidade de proteção e respostas para suas principais dúvidas, foram criadas várias religiões. Cada tribo, cada grupo familiar, tinha sua divindade ou suas divindades, seus totens e seus rituais.
A humanidade evoluiu, as doutrinas e formas de adoração mudaram, os sacrifícios de animais e até de seres humanos, passaram a físicos e hoje são psicológicos e financeiros.
Ao longo da história, surgiram indivíduos que se apresentaram como mensageiros de um deus ou vários deuses, e foram os fundadores das principais religiões mundiais: Zoroastro, Buda, Krishna, Abraão, Moisés, Jesus e Maomé.
Isso signif**a que todas as principais religiões mundiais são de origem humana, e todas se declaram como verdadeiras, importantes, unicamente válidas e todas fazem parte de um processo de imaginação, uma função psicológica que reorganiza experiências, memórias e emoções para criar ideias, conceitos ou imagens.
Esses mensageiros, adaptaram à sua religião para atender às necessidades de sua sociedade ou grupo social, assim, cada religião foi criada especif**amente para um povo, um dado grupo social.
As principais religiões mundiais estão descritas nos capítulos de seus livros sagrados. Porém, esses livros foram escritos pensando em um povo e um momento da história desse povo. Como cada sociedade, possui características, valores e organização próprias e evolutivas, as doutrinas e os dogmas estabelecidos no livro sagrado de uma sociedade, considerando ainda a idade desses livros, e a realidade da época em que foram concebidos, esses livros f**aram obsoletos, ultrapassados.
E o pior, o clero, os líderes e representantes falíveis de cada uma das religiões, tenta interpretar de forma literal seu livro sagrado, o considerando a palavra infalível do seu deus, exatamente como teria sido revelada ao seu mensageiro. E, qual o resultado disso?
Interpretações conflitantes, conflitos sectários e desunião. Como se isso não bastasse, o clero, os líderes e representantes então impõem suas interpretações falíveis aos seus seguidores, afirmando: "Minha interpretação é verdadeira e todas as outras são falsas."
Os seguidores acreditam e assumem que seus clérigos, mentores, guias, gurus ou mestres espirituais, são conhecedores dos livros sagrados e sábios, então seguem cegamente esses líderes religiosos, em vez de investigarem a verdade por si mesmos e chegarem às suas próprias conclusões.
Tudo isso levou à criação de inúmeras religiões, igrejas, seitas, cultos, denominações, medo intenso, autojustif**ação, fanatismo, preconceito, ódio, distorções muito exageradas das doutrinas originais estabelecidas pelos mensageiros fundadores das diversas religiões do mundo, e até guerras destrutivas travadas em nome de deus e da religião.
Originalmente, os mensageiros vieram criar uma religião para seu povo. Os seus sucessores e os seguidores passaram a impor ou catequisar outros povos, criando confusão e desunião.
Esta é uma explicação que faz total sentido para mim! Ela é ao mesmo tempo lógica e universal. Em contraste com a contradição ilógica das visões exclusivas e estreitas da religião que vemos hoje.
Após uma investigação individual e acadêmica extremamente aprofundada das religiões, da vida e da história da humanidade, abandonei todas as religiões, mas, não sou ateu.
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