Porque não existe uma relação adaptativa entre a interpretação bíblica e as mudanças sociais.
As interpretações dos antigos textos bíblicos não são atualizadas para se conformarem às novas atitudes e convenções da sociedade.
O dogmatismo mantém padrões e normas que são obsoletos pelos seguintes fatores:
- Reflexo da Época: As escrituras originais refletem os valores e atitudes das pessoas que viviam no momento em que os textos foram escritos. Por isso, muitos textos contêm práticas que hoje são consideradas científ**a e socialmente ultrapassadas, como a escravidão, a venda de filhos, o criacionismo, e punições severas por comportamentos que atualmente são legalmente aceitos, como o adultério e a origem evolucionista do ser humano.
- Atualização de Doutrinas: À medida que o conhecimento científico e os valores sociais mudam, o que antes era um comportamento aceitável pode passar a ser visto como impróprio ou imoral, como a bigamia e o geocentrismo. Por isso as doutrinas religiosas deveriam passar por atualizações contínuas para permanecerem relevantes.
- Evolução da Percepção Divina: O avanço do conhecimento científico e as mudanças sociais são tão profundas que a própria percepção de Deus parece "evoluir" independente dos textos sagrados. Um exemplo é a transição da lei do "olho por olho" no velho testamento para a prática de "virar a outra face" no novo testamento, acompanhando a mudança nas atitudes humanas ao longo de milênios.
- Tensão com o Progresso: Existe uma tensão intrínseca porque as religiões têm raízes no passado e tendem a buscar a manutenção do status quo. Quando a interpretação de doutrinas não acompanha a evolução social ou científ**a, ela pode se tornar uma força que dificulta o progresso em questões como psicopatologia, avanço da medicina, sexualidade humana e político-sociais urgentes.
A interpretação bíblica não pode ser estática, ela tem que ser um processo dinâmico, utilizando a imaginação e a racionalidade, para fazer uma reavaliação doutrinária, tentando alinhar crenças antigas com a realidade científ**a, social e cultural contemporânea.
DEUS Está Morto?
Não sou Ateu... Acredito em um Princípio Criador... Que chamo de Arquiteto do Universo!
O DOGMATISMO DA RELIGIÃO
Na religião, o dogmatismo está profundamente ligado ao sistema de crenças que não exige experimentação ou questionamento, sendo a fé cega muitas vezes considerada uma virtude. Seus efeitos incluem:
- Negação da Ciência: O dogma religioso frequentemente leva as pessoas a negar completamente fatos científicos estabelecidos.
- Segregação e Conflito: Os dogmas rígidos explicam a separação de religiões em diversas seitas que afirmam estar corretas enquanto as outras estariam erradas, isso gera um conflito pelo desrespeito e menosprezo pelos valores e crenças de outras seitas. Isso pode justif**ar a discriminação, tortura e morte de quem professa valores diferentes.
- Resistência ao Progresso Social: Como as religiões têm raízes no passado e buscam manter o status quo, o dogma pode dificultar o progresso. Líderes religiosos podem se sentir ameaçados pela ciência ou estar tão focados em dogmas sobre a vida eterna, como o céu ou o nirvana, que consideram desinteressante lidar com problemas globais urgentes, como o aquecimento global e o crescimento populacional.
- Resistência à Mudança: Por outro lado, o dogmatismo religioso, muitas vezes expresso como ceticismo, gera resistência a novas ideias.
Como os cientistas não são dogmáticos, eles reconhecem que o processo científico pode cometer erros e, por isso, permanecem abertos a novas ideias, teorias e pesquisas.
Porém, em geral, os religiosos não são tolerantes, pois, acreditam na infalibilidade dos dogmas de suas religiões. Algumas religiões são até gentis, como o espiritismo, o budismo, o confucionismo e o taoismo, que são notavelmente tolerantes e não reivindicam exclusividade, até de forma violenta, aceitando visões alternativas de forma mais aberta do que as religiões ocidentais primárias.
Os líderes religiosos, centrados na preservação da autoridade, da tradição e das explicações metafísicas do mundo, podem se sentir ameaçados pela ciência por diversos motivos fundamentais, tais como:
- Desafio às Explicações Tradicionais: Historicamente, a imaginação criou religiões para fornecer respostas a fenômenos naturais quando não havia explicações científ**as, o que trazia segurança e bem-estar às pessoas. Com o surgimento da objetividade científ**a, essas explicações baseadas na fé são desafiadas por fatos testáveis, o que pode ser percebido como uma ameaça à estrutura de crenças estabelecida.
- Manutenção do Status Quo: As religiões possuem raízes profundas no passado e buscam, frequentemente, manter o status quo. A ciência, ao trazer progresso e novas descobertas, pode desestabilizar ordens sociais e morais que as religiões tentam preservar para "manter os rebanhos no seio".
- Conflito com o Dogma: O dogmatismo religioso muitas vezes leva à negação de fatos científicos estabelecidos, como a evolução, a necessidade de controle populacional ou a sexualidade humana, quando estes contradizem interpretações literais de escrituras antigas.
- Divergência de Prioridades: Muitos teólogos podem estar tão focados em dogmas voltados para o sobrenatural e a vida eterna, como o céu, o nirvana ou a reencarnação, que veem as questões científ**as e os problemas globais urgentes como desinteressantes ou irrelevantes.
- Escolha de Sistemas de Crença: Hoje, os indivíduos podem escolher um sistema científico em vez de um religioso para explicar as origens e racionalizar o comportamento moral. Essa possibilidade de escolha individual ameaça a exclusividade e a influência que as religiões tradicionalmente exerciam sobre a sociedade.
Em suma, a ameaça reside na capacidade da ciência de substituir a fé pela evidência, desafiando a utilidade social e a autoridade moral que as lideranças religiosas construíram com base em explicações imaginativas e metafísicas.
Eduardo G. Souza
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Quando falamos da vida, encontramos divergências entre a ciência e a religião, destacando que, embora utilizem métodos distintos, ambas buscam explicar as origens da existência. Enquanto a ciência se fundamenta no método científico e em evidências testáveis, a religião repousa na fé e no dogma, muitas vezes não resistindo a questionamentos e evidências testadas.
Embora operem sob práticas e preceitos diferentes, a ciência é baseada no método científico e em te**es, e a religião se fundamenta na fé, porém, ambas utilizam a imaginação como uma ferramenta central para tentar responder a perguntas profundas sobre quem somos, de onde viemos e as origens da vida.
A imaginação humana é a estrutura essencial para formular tanto hipóteses científ**as quanto sistemas de crenças metafísicos. A imaginação impulsiona a ciência, sendo essencial para as hipóteses de como tentamos explicar a vida, o mundo e o Universo. Na religião a imaginação atuou e atua como uma característica fundamental para a criação das mitologias e das características metafísicas das divindades.
O perigo do dogmatismo excessivo da religião é impedir o progresso, o desenvolvimento e a aceitação de novas realidades. As tradições religiosas devem se adaptar aos valores sociais contemporâneos e aos fatos científicos para não se tornarem forças obsoletas e prejudiciais à sociedade.
A sobrevivência da humanidade depende do uso da criatividade humana para resolver crises globais urgentes.
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ALGUÉM AINDA TEM DÚVIDAS QUE FORAM OS JUDEUS QUE CONDENARAM JESUS A MORTE?
Desde os primeiros dias do que era conhecido como a seita nazarena dos judeus até os séculos posteriores do cristianismo, a maioria dos judeus negou as histórias do novo testamento e a existência de Jesus.
Vamos relembrar um trecho da bíblia, quando Pedro teria curado um coxo, a multidão se aproximou, e segundo os versículos 13 a 15, do capítulo 3, do livro de Atos, ele teria dito: “O Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, o Deus de nossos pais, glorificou a seu filho Jesus, a quem vós entregastes e perante a face de Pilatos negastes, TENDO ELE DETERMINADO QUE FOSSE SOLTO. - MAS VÓS NEGASTES O SANTO E O JUSTO, E PEDISTES QUE SE VOS DESSE UM HOMEM HOMICIDA. - E MATASTES O PRÍNCIPE DA VIDA, ao qual Deus ressuscitou dentre os mortos, do que nós somos testemunhas”. (Almeida Corrigida Fiel) (Grifos nosso). É importante sempre relembrar que Pedro, como os outros apóstolos era judeu, então, ele combina histórias das tradições judaicas anteriores a rejeição e ao assassinato de Jesus.
Embora a figura de Jesus tenha grande importância no cristianismo, os judeus não acreditam em Jesus como o Messias. Os ensinamentos e tradições judaicas apresentam uma compreensão diferente do Messias e das expectativas em torno de sua chegada. Até nossos dias, afirmação que Jesus é o deus judaico Yahweh encarnado, é recebida com raiva, indignação, surpresa ou revolta, e muitas vezes é encarada como um fato humorístico pelos judeus. Para os judeus, somente “Deus é o Senhor”, conforme está registrado no versículo 4, do capítulo 6, do livro do Deuteronômio: “Ouve, ó Israel! O SENHOR é o nosso Deus, o SENHOR é um!”. O uso da ideia de que Jesus é deus, para os judeus é considerada blasfêmia e violação dos dez mandamentos.
Por se declarar “Filho de Deus”, Jesus foi acusado de blasfêmia pelos sacerdotes e líderes judeus. A blasfêmia é uma ofensa religiosa, quando uma pessoa diz ou faz algo considerado desrespeitoso com deus. Aos olhos dos sacerdotes e líderes judeus, quando Jesus afirmou ser filho de deus estava blasfemando, e quando os cristãos dizem que ele é a encarnação do deus judaico Yahweh, estão pecando e insultando a deus.
A rejeição do judaísmo a Jesus como o Messias é baseada na escatologia judaica, que sustenta que a vinda do verdadeiro Messias estará associada a eventos que ainda não ocorreram, como:
- Jesus não cumpriu as profecias messiânicas, que seriam, construir o Terceiro Templo; reunir todos os judeus de volta à Israel, somente o retorno dos judeus a Israel, em parte, já teria acontecido, assim mesmo, sem sua participação; estabelecer uma era de paz mundial e acabar com todo ódio, opressão, sofrimento e doença; e espalhar s fé e o conhecimento universal do Deus de Israel, que unirá a humanidade como uma só.
- Jesus não incorporava as qualif**ações pessoais do Messias, pois, não se tornou o maior profeta da história de Israel, f**ando atrás apenas de Moisés; ele deveria ser descendente por parte paterna do rei Davi, porém, segundo a doutrina cristã, Jesus foi fruto de um nascimento virginal, ele não tinha pai, portanto, não poderia ter cumprido o requisito messiânico de descender do lado paterno do rei Davi, e além disso, segundo a tradição judaica, o Messias nascerá de pais humanos e possuirá atributos físicos normais como os de outras pessoas, ele não será um semideus, nem possuirá qualidades sobrenaturais.
- Versículos bíblicos que "se referem" a Jesus são traduções erradas, como a ideia cristã de nascimento virginal, que deriva do texto de Isaías que descreve uma "alma" como a mãe do Messias, porém, a palavra "alma" para o judaísmo sempre significou uma jovem mulher, mas, teólogos cristãos, séculos depois, a traduziram como "virgem", isso associa o nascimento de Jesus à ideia pagã do primeiro século, de mulheres mortais sendo engravidadas por deuses.
- A crença judaica é baseada na revelação nacional, pois, das milhares de religiões na história humana, apenas o judaísmo baseia sua crença na revelação nacional, ou seja, deus falando somente para a nação judaica especif**amente. Essa doutrina f**a bem clara no novo testamento, quando é relatado o encontro de Jesus com uma mulher cananeia, também chamada de siro-fenícia, que pedia a cura de sua filha, Jesus teria se negado afirmando, segundo os versículos 24 a 26, do capítulo 15, do evangelho de Matheus: "Não é certo tirar o pão dos filhos e jogá-lo aos cachorros", assim, ele estava afirmando que, no plano divino, o sua mensagem priorizava o povo de Israel, "os filhos" de Yahweh, e não aos demais povos...
Os discípulos, todos judeus, tentaram fazer de Jesus o Messias judaico, porém, Jesus não preenchia os pré-requisitos estabelecidos pelo judaísmo, por isso, os sacerdotes e líderes judeus viram em Jesus um perigo iminente, e havia várias razões pelas quais os líderes judeus queriam que Jesus fosse executado:
- Ele teria desafiado suas autoridades, chamando-os de hipócritas.
- Ele teria quebrado as leis judaicas, como a observância do sábado. Jesus teria curado pessoas no sábado, mas os líderes judeus definiam isso como um 'trabalho', o que era proibido aos sábados.
- Ele teria se misturado e andava com pessoas que os judeus consideravam 'impuras', pecadores, prostitutas e coletores de impostos.
- Ele teria feito afirmações sobre si mesmo que os judeus não podiam aceitar, como que ele era filho de deus, e os seus discípulos teriam afirmado que ele era o Messias prometido.
Por tudo isso, Jesus foi acusado de blasfêmia pelos líderes judeus. Blasfêmia é uma ofensa religiosa, quando uma pessoa diz ou faz algo considerado desrespeitoso a deus. Aos olhos dos sacerdotes e líderes judeus, quando Jesus teria afirmado ser filho de deus, ele estava insultando a Yahweh, o deus judaico. A blasfêmia era levada muito a sério e a punição era a morte por apedrejamento.
Jesus foi preso no final da noite de quinta-feira após o Pessach (refeição). Após a prisão de Jesus, teria sido levado imediatamente diante do Sinédrio, pois os líderes judeus queriam que fosse julgado o mais rápido possível, e ele foi julgado pelo Sinédrio. Este era o mais alto conselho governante dos judeus. Havia 70 membros, a maioria composta por Saduceus, Fariseus e sacerdotes, o líder era o sumo sacerdote. Quando Jesus teria sido julgado, o sumo sacerdote seria Caifás.
O Sinédrio não parecia se preocupar com um julgamento justo. Teriam sido apresentadas provas enganosas e falsas testemunhas teriam aparecido, citando falsas e mal interpretadas palavras que teriam sido atribuídas a Jesus. Jesus é acusado de ameaçar destruir o templo e reconstruí-lo em três dias.
Finalmente, o sumo sacerdote disse a Jesus: "Diga-nos se você é o Messias, o Filho de Deus." Jesus respondeu: "É o que você diz." Isso foi suficiente para o sumo sacerdote acusar Jesus de blasfêmia. O sumo sacerdote rasgou as suas próprias roupas para mostrar horror ao ouvir blasfêmia, isso era um costume entre judeus muito moralistas. A sentença de morte foi imediatamente aplicada a Jesus, e eles o agrediram e cuspiram em seu rosto.
É claro, que o julgamento diante de Caifás teria sido uma farsa. Os judeus já haviam decidido matar Jesus. O veredito de morte era uma conclusão inevitável. O único problema era que, segundo a lei imperial romana, o poder de executar alguém não pertencia ao Sinédrio, o conselho governante judeu. O Sinédrio existia por autorização dos romanos, mas, seu poder era limitado. Eles podiam considerar uma pessoa culpada e aplicar a sentença de morte, mas não podiam cumpri-la. Apenas os romanos podiam executar uma pessoa.
Para cumprir a sentença de morte, os judeus precisam da autorização do representante de Roma, eles precisavam da autorização de Pôncio Pilatos. Então, Caifás e seus comparsas teriam arrastado Jesus para o pretório, a sede do governo imperial romano. Contudo, Pilatos teria questionado, qual a acusação que eles faziam contra Jesus, e eles teriam respondido evasivamente, que se Jesus não estivesse cometido um crime, não teriam trazido ele até Pilatos, porém, Pilatos teria retrucado, dizendo que levassem Jesus e eles mesmos o julgassem pela lei dos judeus. Os judeus argumentaram que Jesus já teria sido julgado e condenado à morte, porém, eles não poderiam executar alguém.
Pilatos decide interrogar Jesus, então, após interroga-lo, ele se voltou para os judeus e teria dito que não teria encontrado nele qualquer culpa de crime. Mas, os sacerdotes teriam ameaçado denunciar Pilatos ao Imperador, acusando-o de não ser amigo de César. Pilatos então tentou uma jogada, como era o costume ele deveria libertar um preso durante a páscoa judaica. Então, teria mandado trazer Barrabás, um criminoso violento e contumaz, e questionou quem deveria ser anistiado, Jesus ou Barrabás? Os judeus bradaram, urraram, gritaram, Barrabás, Barrabás! Pilatos teria questionado o que fazer com Jesus, e novamente os judeus teriam gritado crucif**ai-o, crucif**ai-o... Pilatos teria mandado trazer um vaso com água e uma bacia, após lavrar as mãos, teria afirmado que o sangue, daquele inocente não deveria recair sobre ele, então, o povo bradou que o sangue de Jesus caísse sobre eles e suas gerações. Por fim, Pilatos entregou Jesus aos judeus para ser crucif**ado!
As diferenças teológicas e culturais contribuíram para o endurecimento das posições do judaísmo e do cristianismo, além disso, a força do domínio do cristianismo na idade média ajudou a criar uma cunha entre o judaísmo e o cristianismo, os relatos do novo testamento do possível assassinato de Jesus imposto pelos judeus, criaram um sentimento de repulsa dos cristãos contra os judeus, tornando a distância difícil de ser superada.
Eduardo G. Souza
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Bastante anos atrás, quando eu era jovem e estava no saguão da igreja que frequentava naquela época e um jovem recém convertido, novo na igreja veio até mim e, meio baixinho, perguntou: "É proibido fumar? É aceitável um crente fumar?" Dei um tempo para responder, não porque fosse uma pergunta boba, mas, porque na igreja tinha pessoas de uma grande diversidade de origens, que fumavam. Tínhamos muitos batistas de longa data, ex-católicos, alguns ex-carismáticos, e assim por diante. Eu disse que minha resposta negativa seria o consenso geral, mas, que tinha certeza de que, enquanto ele fumasse fora, ninguém se importaria muito. Fui lembrado disso há alguns dias quando li uma notícia sobre um pastor cognominado de “Pastor do Cigarro” havia sido preso.
Conheci e conheço alguns cristãos que fumam e isso nunca me fez criticá-los sobre o conflito entre o vício e a fé deles. Mas, sei que para algumas pessoas isso é um obstáculo signif**ativo para a espiritualidade, elas acreditam o vício, a ação de fumar, prejudica o estado espiritual do crente.
A recordo de uma instrução da revista da escola dominical, que apresentava os argumentos habituais usados contra o tabagismo:
- Nossos corpos são templos do Espírito Santo, então tomemos cuidado com o que colocamos em nossos corpos.
- Fumar é um vício e os cristãos devem se proteger contra vícios.
- Fumar tem muitos efeitos nocivos e pode frequentemente levar a outros vícios.
Esses são todos argumentos cristãos. Outro argumento comum que podemos acrescentar à lista é que fumar e prejudicial à saúde e as nossas finanças. E que fumar é queimar nosso dinheiro e encher nossos pulmões de nicotina.
Os argumentos cristãos são bons, mas, não para todos, têm pessoas que não são sensibilizados por eles.
Mas, encher nossos pulmões de fumaça e tudo o que ela carrega junto, é um ótimo argumento.
Porém, também não é nada saldável grande parte da comida que comemos ou o ar que respiramos. Eu diria que há muito mais cristãos viciados em cafeína do que em nicotina. Claro que fumar tem muitos efeitos nocivos, mas comer em excesso ou comer coisas erradas também têm. Com frequência comemos coisas prejudiciais que realmente não precisamos. Comer frequentemente no McDonald's e outros Fast Foods é realmente muito menos prejudicial à nossa saúde do que fumar?
Acho que o ponto central da dúvida do jovem era: fumar é pecado?
Parece-me difícil sustentar um argumento bíblico consistente que conclua que fumar é pecaminoso, não existe um versículo na bíblia que afirme literalmente: fumar é pecado! E olhem que o tabagismo é muito antigo, os registros históricos relatam que o ato de fumar começou há cerca de 8.000 anos nas Américas. Os povos nativos, como os Maias e Astecas, fumavam o tabaco em rituais religiosos e cerimônias, utilizando canudos de cana, folhas de junco ou ca*****os. O hábito espalhou-se pelo mundo após a chegada dos europeus ao continente.
Hoje acho difícil alcançar a consciência de outra pessoa sem recorrer a algum tipo de inconsistência moral ou ilegalidade. Vejo a lógica por trás desses argumentos laicos, mas, esses argumentos não parecem tão importantes quando se trata da vida do cristão.
Hoje não sentiria certeza em dizer que fumar é pecado, pois não acredito em pecado. Mas, posso afirmar que fumar não é um bom hábito.
Na verdade, gosto bastante da visão que fumar habitualmente parece que a vida do fumante não importa tanto quanto seu prazer. E o fato do fumo ser altamente viciante seria um argumento que deveria incentivar os cristãos a manterem distância do fumo.
Então, algumas igrejas não focam especif**amente no tabagismo, elas têm um foco mais alto no combate a todas as dr**as, alimentos, bebidas e práticas não saldáveis que tragam danos ao corpo ou coloquem em risco a própria vida.
Quando olhamos para as evidências de como o tabagismo impacta a saúde do fumante, além do tabagismo impactar a saúde dos outros ao seu redor, como incentiva o vício e assim por diante, parece que é algo que um cristão ou qualquer pessoa estaria ansiosa para evitar ou abandonar.
O que você acha? Fumar é pecado? Além de ser altamente prejudicial a saúde do fumante?
Eduardo G. Souza
JUDAS ISCARIOTES TRAIDOR OU PREDESTINADO AGENTE DIVINO?
Vamos viajar no tempo, e chegar ao que um tal Isaías teria escrito nos versículos 9 e 10, do capítulo 46, do seu livro que consta do velho testamento da bíblia judaica: “Lembrem-se do que fiz no passado, pois somente eu sou Deus; eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim. SÓ EU POSSO LHES ANUNCIAR, DESDE JÁ, O QUE ACONTECERÁ NO FUTURO. TODOS OS MEUS PLANOS SE CUMPRIRÃO, POIS FAÇO TUDO QUE DESEJO.” (grifo nosso). Então, esse tal Isaías, teria afirmado que o deus dele sabe de tudo, e que passado, presente e futuro, aconteceu, acontece e acontecerá, de acordo com os planos que ele arquitetou, e que ele faz o que quer e bem entende!
Se deus fez tudo que existe, no passado, no presente e no futuro, e sabe o que vai acontecer com tudo que criou, ele é um ente sobrenatural onisciente, isso signif**a que não há nada que ele não saiba e conhece tudo do futuro.
Existe uma frase, inadequadamente apropriada pelos cristãos que diz: “nenhuma folha cai sem a permissão de Deus”. Na verdade, ela foi surrupiada do Alcorão, ela está NO versículo 59, da 6ª Surata, O GADO (Al-An'am), que diz: "Possui as chaves do desconhecido, e só Ele as possui. E sabe o que há na terra e no mar. NENHUMA FOLHA CAI SEM SEU CONHECIMENTO. E não existe grão no seio da terra escura ou coisa alguma, seca ou verde, que não esteja registrada no Livro evidente.”
Assim, o Alcorão como a bíblia são considerados livro sagrados que registram a palavra de deus. Acredita-se que o texto é a palavra literal de Allah, revelada ao profeta Muhammad, através do arcanjo Gabriel, e como Muhammad é considerado analfabeto, ele recitou as revelações e os escribas as registraram. Após o falecimento de Muhammad, em 632 d.C., o califa Abu Bakr reuniu os textos dispersos em um único manuscrito, chamado Alcorão.
No novo testamento, no versículo 64, do capítulo 6, do evangelho de João, Jesus teria dito: “Mas há alguns de vós que não creem. Porque bem sabia Jesus, desde o princípio, quem eram os que não criam, e QUEM ERA O QUE O HAVIA DE ENTREGAR.” (grifo nosso), e ainda no versículo 70, está registrado: “Respondeu-lhe Jesus: Não vos escolhi a vós os doze? E um de vós é um diabo.” A questão é que se Jesus quisesse poderia fazer a substituição de Judas Iscariotes, sem chamar a atenção, já que havia dispensado outros seguidores e escolhido apenas os 12. Visto sob esta luz, Jesus mostra que ele sabia o que ia acontecer no futuro e estava sutilmente antecipando que Judas estava condenado a traí-lo, mas, que o destino de Judas já era conhecido por deus e isso signif**a que Jesus não poderia mudá-lo.
Portanto, a conjuntura da leitura desses textos considerados sagrados, abre uma série de problemas para análise. Acho que é uma maneira válida de olhar para velhas questões de salvação, livre arbítrio e graça de uma maneira totalmente racional.
A bíblia afirma que deus conhece o futuro. No entanto, se a bíblia é verdadeira, e deus conhece o futuro, então logicamente se segue que todos os eventos do mundo, passados, presentes e futuros, já foram "pré-determinados" e a escolha, portanto, é apenas uma ilusão. Em outras palavras, como deus criou, planejou e conhece o futuro, então o futuro, do ponto de vista das religiões abraâmicas, deve se desenrolar exatamente da maneira e forma precisa em que ele planejou e sabe que vai se desenrolar, em todos os seus mínimos detalhes.
Além disso, isso signif**a que deus conhece o passado, o presente e o futuro em detalhes por ele estabelecidos. O ser humano está preso em um ciclo perpétuo, onde o ser humano não pode mudar o passado, o presente ou o futuro, porque isso mudaria o que deus planejou e isso seria um paradoxo fatal para a religião. Esse fato da imutabilidade, então, torna o futuro congelado, o futuro está completamente preso em um destino predestinado de decisões e ações. É uma linha do tempo criada por deus, com cada fato e evento possuindo seu lugar, cada brisa suave e cada furacão no passado ou no futuro, todos estavam previstos e imutáveis.
Então uma conclusão lógica que o ser humano é incapaz de mudar qualquer coisa, então, não existe livre arbítrio!
Se deus planejou que Jesus seria preso pelos judeus, traído por Judas, é, portanto, o desejo de deus, sua vontade imutável, que Judas realmente traísse Jesus. Se deus quer que algo seja o realizado, então, é o caso que deus sempre soube que seria de uma maneira. Como também é o caso que deus é onipotente, a vontade de Deus é irresistível para os humanos e a natureza. Portanto, deus sabe com certeza, o que ele quer que aconteça, VAI ACONTECER, e como deus sabe que VAI ACONTECER, o ser humano, portanto, não pode fazer uma escolha, Judas não poderia deixar de trair Jesus. O ser humano, só tem a ilusão de que faz a escolha de andar certo ou errado, em uma determinada ocasião, em um determinado momento. Do ponto de vista onisciente de deus, a visão simultânea do passado, presente e futuro, o ser humano sempre fará no passado, presente e futuro, o que deus quiser.
O dilema para os cristãos é que o "livre arbítrio" é necessário para a escolha e necessário para uma punição justificável. Esta é a base da responsabilidade, porém, a necessidade de "acreditar" que a bíblia é verdadeira, que Jesus é deus, elimina o livre arbítrio, pois, segundo a bíblia, deus e justif**adamente responsável por todos atos errados e por todas deficiências e falhas dos seres humanos, pois estão cumprindo os desígnios planejados por deus.
Agora cabe a você decidir… Judas é um traidor, sua traição foi uma decisão própria? Ou Judas é um predestinado agente de deus?
Bem, racionalmente, como não acredito nesse deus criado pelo judaísmo e adotado pelos cristãos, se essa histórica toda é verídica, só posso acreditar que se ele e Jesus existiram e ele traiu… Judas é um tremendo mau caráter!
Porém, se você é cristão está em uma sinuca de bico, se deus sabia e planejou que ele iria trair, ele foi só um instrumento desse deus, e não pode ser condenado… Se ele voluntariamente traiu, é um canalha e merece ser condenado, mas, nesse caso a bíblia é uma mentira e seu deus não sabia de nada e se tudo aconteceu, ele não teve nada com isso, Judas usou seu livre arbítrio e traiu, mas, existe um, mas, se ele não tivesse traído, os soldados dos sacerdotes judeus não saberiam quem era o tal Jesus e ele não seria preso… É, se f**ar o bicho come, se correr o bicho pega… Essa é apenas uma das muitas inconsistências e incoerências bíblicas!!!
Eduardo G Souza
Muitas vezes, quando frequentava a igreja, me perguntava: "se o cristianismo é tão bom, por que muitos cristãos são tão ruins?"
Era uma ótima pergunta, mas, nunca tive coragem de fazê-la, preferi guardá-la para minhas reflexões.
A cristandade frequentemente propaga de forma descarada e falsa que os cristãos são inerentemente mais felizes, mais espirituais e honestos, ou seja, melhores que todos os outros, mas, eles não são, e isso na verdade apresenta uma objeção séria à fé cristã porque, se o cristianismo é verdadeiro, assim diz o argumento, então esperaríamos que os cristãos fossem pessoas melhores, mais morais do que os não cristãos. E isso não parece ser o que vemos no mundo.
Está escrito no versículo 35, do capítulo 13, do evangelho de João, que Jesus teria dito: "Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros". Mas, não conseguimos distinguir cristãos de não cristãos, e em muitos casos os não cristãos são mais amorosos do que aqueles que afirmam seguir Cristo. Se você for a um supermercado, a um jogo de futebol ou a uma escola, não haveria uma maneira óbvia de identif**ar, por palavra ou ação, quem é ou não cristão. Algumas das pessoas mais gentis, generosas e autênticas não acreditam em Jesus. Por outro lado, existem alguns cristãos horríveis, trapaceiros, maldosos e francamente cruéis. E assim, quando os cristãos se comportam mal, isso parece lançar dúvidas sobre o que Jesus teria dito.
Ao estereotipar a cultura secular e colocar populações umas contra as outras, sentimentos de superioridade e autojustif**ação nublam a percepção que têm dos outros. A hipérbole de nós contra eles é temperada com retórica alarmista e condescendência. Essas mensagens envenenadas são motivadas pela ganância, poder político, riqueza, status social e conforto carnal. O conceito de que os cristãos são e devem ser melhores que todos os outros reforça uma atitude de destino manifesto, onde o poder político, social e econômico é enrolado sob o pretexto de cumprir a vontade de deus. Simultaneamente, esses cristãos se recusam a amar os outros, e sua fé se torna uma ferramenta motivacional para oprimir os outros, em vez de amá-los generosamente. Essas crenças, mostram pesquisas, vêm mais da afiliação política do que da afiliação teológica, e de uma história de visão do cristianismo que muitos líderes evangélicos brancos pregam: “nós somos melhores que eles”.
Bem, há várias coisas que poderíamos dizer em resposta a essa questão.
A primeira é dizer que a bíblia reconhece que haverá muitas pessoas que se declaram cristãs, que afirmam ser seguidoras de Jesus, mas que não são verdadeiramente cristãos. São falsos, e suas falsidades são demonstradas por seus atos.
Jesus teria dito, conforme está registrado no versículo 21, do capítulo 7, do evangelho de Matheus, que haverá muitos, no dia do juízo final: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus”. Mas eles se dizem cristãos são verdadeiramente seguidores de Jesus.
E ainda, segundo os versículos 16 a 20, do capítulo 7, do evangelho de Matheus, Jesus teria dito: “Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos? Assim, toda árvore boa produz bons frutos, porém a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa produzir frutos maus, nem a árvore má produzir frutos bons. Toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo. Assim, pois, pelos seus frutos os conhecereis.”, e os versículos 43 a 45, do capítulo 6, do evangelho de Lucas, também afirmam que ele teria dito: “Nenhuma árvore boa dá fruto ruim, nenhuma árvore ruim dá fruto bom. Toda árvore é reconhecida por seus frutos. Ninguém colhe figos de espinheiros, nem uvas de ervas daninhas. O homem bom tira coisas boas do bom tesouro que está em seu coração, e o homem mau tira coisas más do mal que está em seu coração, porque a sua boca fala do que está cheio o coração.”, assim, Jesus teria dito que a árvore será conhecida por seus frutos, se não vemos frutos na vida daqueles que se professam cristãos, isso lança dúvidas sobre sua alegação de serem seguidores de Jesus.
E então, podemos concluir que o cristianismo prevê que os cristãos, no geral, devem ser pessoas, boas e darem bons frutos, porém, o que assistimos é os cristãos praticarem inúmeros crimes e maus costumes. Quando assistimos líderes e autoproclamados cristãos envolvidos em corrupção, roubo do erário e desvios de verbas públicas, e ainda, quando vemos líderes evangélicos enriquecerem à custa dos dízimos e ofertas dos fiéis e ostentarem essa riqueza em nome de deus, chegamos à conclusão que os cristãos não podem requisitar serem melhores e mais morais do que os não cristãos.
Na verdade, o que se espera do cristão é que ele deve ser uma pessoa de bons costumes, honesto e verdadeiro, se não for assim, é melhor a pessoa não se apresentar como cristão.
Foi assim que muitos cristãos ao longo da história e ainda hoje, justif**aram seu apoio à colonização, escravidão, genocídio das populações indígenas, segregação, sexismo, xenofobia, preconceito, racismo e muitos outros males. Eles citaram a bíblia, fizeram referência a deus e citaram seus líderes pastorais que sucumbiram de bom grado aos ganhos egoístas alcançados às custas dos outros. Eles transformaram a teologia em arma para fazer a distinção entre eles, os poucos santos, e todos os outros, as hordas pecadoras. Essa atitude levou à crença de ser superior, supremacia, e que os outros eram sub-humanos. Isso é obviamente contraditório à vida e às palavras de Jesus, que segundo o versículo 39, do capítulo 22, do evangelho de Matheus, teria dito: "E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo”.
Como uma religião é composta por milhões de eleitores, o cristianismo é frequentemente visto por governos e políticos como uma ferramenta para influenciar e manipular os fiéis. Jargões espirituais são usados para pressionar segmentos de cristãos a apoiarem diversos políticos e partidos, muitas vezes sob o pretexto de serem bíblicos e escolhidos por deus. É assim que a fé se torna cooptada para se transformar em algo que nunca foi destinada a ser: uma forma de obter votos, um método para alimentar a raiva populista ou fundamentos para implementar estruturas sociais opressoras.
Bem, aqui está o que precisamos reconhecer, nenhuma religião faz as pessoas boas, isso é uma decisão pessoal, por isso, vamos encontrar pessoas ruins e pessoas boas dentro e fora do cristianismo. Por isso, podemos afirmar que ser cristão, não faz alguém ser melhor que os outros.
Então, o que realmente buscamos é que a vida de qualquer pessoa seja moral e socialmente útil e de acordo com os padrões de sua sociedade.
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