15/01/2022
📍Não existe o amor e tudo aquilo que através dele transborda, sem existir um indivíduo primeiro. Há partes de você que você simplesmente não negocia; há partes de mim que eu simplesmente não negocio. Todos nós temos um limite. Se você e eu vivemos conscientes de quem nós somos, o amor irá se revelar, independentemente de afinidades, ou coisas do gênero, porque você está consciente de seu limite e, assim, pode compreender o meu; bem como eu estou consciente de meu limite e, por isso, posso reconhecer o seu. É uma *via* empática, em que nenhum de nós dois quer o outro “sugado” para dentro do seu mundo. Ambos deixamos o ideal de lado, porque ele não nos serve; f**a nítido a inadequação, o “perigo” disso para um ou outro. Por isso, antes de qualquer coisa_ antes de querermos um mundo melhor_ nós precisamos nos autoconhecer. Se você, eu, o outro, não chegarmos ao ponto doloroso de encarar o próprio Eu, a certeza da instabilidade da vida, não respeitaremos a nossa individualidade, e jamais conseguiremos ver a ALTERIDADE. Distorceremos a realidade (a fantasia nesse caso cairá melhor), jamais poderemos ter um vislumbre do que seja esse tal amor. O máximo que alcançaremos será isso mesmo que há por toda parte: julgamento, RÓTULOS. O mundo clama pela empatia, pelo olhar para o outro, quando a carência primordial é do olhar para si, de cada um de nós realizar a tarefa extremamente difícil e desafiadora de aceitar tocar no “fundo do poço” e ascender através do auto-amor. Uma pessoa é verdadeiramente empática quando está identif**ada com o objeto ou pessoa, sendo capaz de sentir o que não é exatamente próprio de sua experiência, mas avaliado como extensivo à sua própria experiência. Não podemos chegar a experimentar realmente esse sentimento se não tivermos a consciência de nossa identidade como identidade separada.