22/09/2025
✨📚 O Programa Integrado da UFRJ para Educação de Jovens e Adultos está na 14ª SIAc!
De 22 a 26 de setembro, acontece a 14° Semana de Integração Acadêmica da UFRJ (SIAc) — um espaço de troca, construção coletiva e valorização da ciência, da educação pública e da extensão universitária.
Nesta edição, nossos extencionistas apresentam trabalhos que compartilham experiências, práticas e pesquisas desenvolvidas no campo da Educação de Jovens e Adultos, reafirmando o compromisso da UFRJ com a democratização do conhecimento e a transformação social.
Acompanhe a programação, prestigie as apresentações e venha fortalecer conosco a integração entre ensino, pesquisa e extensão! 😉
09/07/2024
Convidamos vocês a conhecerem um pouco da trajetória da professora, pesquisadora e intelectual Giovana Xavier, que representa e inspira a muitas de nós estudantes negras. ✊🏾✨
Docente da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ela ministra as disciplinas de "Prática de Ensino de História" e "Intelectuais Negras". Cursou a graduação em História pela UFRJ e é Doutora em História Social pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).
Feminista, suas produções acadêmicas ressaltam a importância da trajetória de mulheres negras, visando questionar o processo de invisibilidade que, durante anos, marca a chamada “história oficial”. Em suas produções, a pesquisadora aborda os saberes trazidos por intelectuais negras e destaca que, mesmo na contemporaneidade, as autoras negras não são reconhecidas pelos seus pares, nem pela academia: “A valorização da riqueza de detalhes das histórias pessoais, observando minuciosamente que elementos se repetem ou se diferenciam nas narrativas, também integra a metodologia.” (Xavier, 2021). 👏🏾
Em um de seus trabalhos, Giovana Xavier se refere à morte da escritora Carolina Maria de Jesus., apontando que Carolina foi uma transgressora por causa de sua escrita sobre a realidade de miserabilidade vivida na antiga favela do Canindé, em São Paulo. Ela faz uma analogia com outras escritoras negras esquecidas nos espaços editoriais, acadêmicos e midiáticos.
Entre as suas publicações, se destacam: História Social da Beleza Negra (2021), Mulheres negras contando sua própria história (2019), Black Women in Brazil in Slavery and Post-Emancipation (2017), entre outras obras.
Vale a pena conhecer a trajetória e as produções dessa grande profissional que impactou minha vida e a de tantas outras estudantes negras! 🤩
Iracema Santos
Extensionista - EJA/UFRJ
Licencianda em Pedagogia - UFRJ
26/06/2024
Em Minas Gerais, ano de 1935, nasceu Lélia Gonzalez. Filha de operário negro e empregada doméstica de origem indígena, sua família se mudou para o Rio de Janeiro quando ela tinha 7 anos em busca de melhores condições de vida. Isso evidencia que desde cedo, Lélia teve sua vida marcada pelo desejo e busca por mudanças. Apesar das barreiras econômicas, seu nítido engajamento, afinidade com a leitura e estudos de maneira geral, foram fundamentais para a construção de sua trajetória acadêmica. Estudou no Colégio Pedro II, em seguida, passou pela PUC - RJ, UFRJ e UERJ, tornando-se professora, historiadora, geógrafa, filósofa e autora de diversas obras, cuja finalidade principal era, e ainda é, combater o preconceito racial e de gênero no Brasil.
Diante do anseio de superar preconceitos, Lélia considerava a cultura como um importante canal para proporcionar entendimento e maior sensibilidade política. Através do curso de Cultura Negra, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, por exemplo, defendeu o ensino de história e cultura brasileira, devido ao conteúdo educativo e seu valor advindo do cenário histórico, considerando que as raízes africanas se entrelaçam às práticas culturais e religiosas na história do Brasil.
Além disso, por meio de sua ótica sensível, profunda e ao mesmo tempo crítica, ela afirma que a mulher negra é o alvo de discriminação racial e sexual, ou seja, sofre com a dupla exposição de seu corpo. E em virtude desse nefasto problema em nossa sociedade, tanto em suas obras acadêmicas como em seu engajamento político no Rio de Janeiro e internacional, f**a evidente a sua luta a favor feminismo negro. Entre inúmeras contribuições, a ativista, junto a outros integrantes, fundou o Movimento Negro Unif**ado contra Discriminação e o Racismo, na década de 70.
Em 1994, aos 59 anos de idade, Lélia morreu, deixando seu legado a favor da causa feminista, especialmente, a favor de mulheres que sofreram ou sofrem com o racismo e sexismo, servindo como inspiração àquelas que, hoje, século XXI, lutam contra esse tipo de discriminação no Brasil.
Vanessa Moreira
Bolsista e Extensionista - EJA/UFRJ
Graduanda em Letras - Português/Hebraico - UFRJ
13/05/2024
Hoje, nós trazemos um artigo com um tema bastante importante para os nossos diálogos sobre a representação afro-brasileira na EJA! ✊🏿
O artigo "A educação das relações étnico-raciais na EJA: entre as potencialidades e os desafios da prática pedagógica", de Joana Célia dos Passos e Carina Santiago dos Santos, publicado em 2018 na Educação em Revista, apresenta uma abordagem fundamental e importantíssima sobre a necessidade de incluir conhecimentos sobre a história e cultura afro-brasileira e africana no contexto da Educação de Jovens e Adultos. A discussão proposta neste estudo é crucial para a promoção da igualdade na escolarização da população negra e para o combate ao racismo estrutural presente na sociedade. Por isso, recomendamos fortemente a leitura do artigo! 🧐
Ao analisar a escola como um espaço historicamente marcado pela branquitude e pelo eurocentrismo, o artigo nos convida a refletir sobre as práticas pedagógicas vigentes e a reconhecer a importância de desnaturalizar o racismo estruturalizado na educação. A proposta de repensar a escola como um ambiente inclusivo e plural, que valoriza a diversidade étnico-racial, é essencial para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
No entanto, o texto também aponta para os desafios enfrentados na implementação efetiva dessas práticas educativas. A crítica direcionada à abordagem tradicional da EJA, que muitas vezes se baseia em uma visão fragmentada do conhecimento e em uma estrutura curricular pouco flexível, evidencia a necessidade de repensar os modelos educacionais existentes.
Diante disso, recomendamos a leitura atenta deste artigo a educadores, gestores e pesquisadores interessados em promover uma educação mais inclusiva e comprometida com a valorização da diversidade étnico-racial. A reflexão proposta neste estudo pode contribuir signif**ativamente para a transformação das práticas pedagógicas e para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
Acesse o nosso blog, disponível na bio, para ler o Artigo completo. 😉
João Pedro Pereira e Juan Julio Machado
Extensionistas - EJA/UFRJ
Licenciandos em Letras - Português/Inglês e Português/Literaturas- UFRJ
28/04/2024
📣Hoje, no nosso quadro "O que é que a UFRJ tem?", vamos falar de um projeto de extensão da Faculdade de Educação (FE/UFRJ): o podcast “Rádio Paideias”!
Entendendo o papel das tecnologias da comunicação no nosso dia-a-dia, o projeto “Rádio Paideias” busca explorar a linguagem dos podcasts como meio para divulgação científ**a e cultural. Além disso, trata de temas relevantes na educação, dentro e fora da universidade. A partir de oficinas de criação, entrevistas e elaboração de séries, os extensionistas mergulham na pesquisa, educação e extensão, assim como dialogam direta e indiretamente com a comunidade externa. O compartilhamento digital e o aproveitamento de diferentes ferramentas e plataformas de áudio, permitem a interação, reflexão e expansão dos conhecimentos.
Os episódios tratam de diversas temáticas, como experiências na universidade, perspectivas de profissionais e vivências na educação no que tange a deficiência visual, as práticas antirracistas, os cotidianos, a maternidade, entre outros. Todos estão disponíveis no site oficial do projeto e em várias plataformas de áudio, as informações você encontra na página oficial do Instagram .
⏩Se interessou e quer saber por onde começar a ouvir? Pega essa dica!
🎧Pensando na relação com a EJA e já entrando no clima do Pré-Colóquio Paulo Freire (vem aí 👀), indicamos especialmente a minissérie "Paulo Freire: Vidas Educadoras", que fala sobre a importância do intelectual e sua obra. Passando por um breve histórico do educador, contando com entrevistas com diferentes profissionais e especialistas no tema, a série, em seus três episódios, busca expandir os conhecimentos e levantar reflexões acerca do patrono da educação brasileira. Para completar, a produção ainda conta com a participação da coordenadora do nosso Programa, e diretora da Faculdade de Educação, Ana Paula Moura!
E você, costuma escutar podcasts? Conhecia iniciativas como essa na universidade? Conta pra gente! 😉
Isabela Ebel Lopes
Bolsista Extensionista - EJA/UFRJ
Licencianda em Pedagogia - UFRJ
19/04/2024
Em meio às celebrações do Dia dos Povos Indígenas, somos chamados a refletir sobre a EJA no contexto da Educação Indígena.
A Educação Indígena enfrenta desafios estruturais e políticos que limitam seu alcance. Historicamente, as diferentes comunidades lutam para preservar suas línguas, tradições e conhecimentos ancestrais. É essencial reconhecer os saberes dos povos originários para preservar a identidade e a autonomia das comunidades indígenas.
Para avançarmos na construção de uma educação crítica mais inclusiva e respeitosa, é crucial que a EJA e a Educação Indígena sejam revistas e reformuladas para incorporar os saberes ancestrais de forma signif**ativa em seus currículos e práticas pedagógicas, entendendo e ouvindo os seus próprios sujeitos. Isso requer o reconhecimento da interculturalidade como parte integrante do conhecimento humano.
Vale lembrar que a discussão sobre os povos originários e os seus desdobramentos na educação não devem f**ar restritos ao mês de abril! Debates como a formação de professores e currículos antirracistas, amparados pela lei 11.645/2008, precisam perdurar o ano inteiro dentro e fora das salas de aula da EJA.
📚 Para se aprofundar nessa temática e entender melhor a importância dos saberes ancestrais e sua relação com a EJA, trouxemos para vocês uma indicação: o texto "Saberes Ancestrais", disponível no site O Pensar. Esta leitura pode contribuir para ampliar nossa compreensão e promover ações concretas em busca de uma educação mais inclusiva e justa para todos.
😉 Esses conhecimentos transmitidos ao longo de gerações são uma fonte valiosa de sabedoria sobre o meio ambiente, a medicina tradicional, as práticas sustentáveis, as formas de vida e existência. E você, já tinha pensado nessa relação entre a EJA e a educação indígena? Como acha que podemos contribuir para promover uma educação mais inclusiva, intercultural e respeitosa? Deixe aqui seu comentário sobre o assunto!
Bolsista Extensionista - EJA/UFRJ
Anna Rosa Magalhães - Graduanda em Engenharia de Produção/UFRJ
Isabela Ebel Lopes - Licencianda em Pedagogia/UFRJ
22/01/2024
A PRÉ-INSCRIÇÃO PARA O XXI CURSO DE FORMAÇÃO DE ALFABETIZADORES DE JOVENS E ADULTOS ESTÁ ABERTÍSSIMA! ✨🥳
INFORMAÇÕES IMPORTANTES
📌 Pré-requisito: Ensino Médio completo.
📌 Período de pré-inscrição online: 22 a 29 de janeiro, pelo formulário disponibilizado em nosso Blog
📌 Vagas disponíveis: 50
📌 Inscrição presencial:
05 de fevereiro, de 09h às 17h.
06 de fevereiro, de 10h às 19h
07 de fevereiro, de 09h às 17h.
📌 Realização do Curso: 19 de fevereiro até 01 de março
📌 Dias e horários do Curso: segunda à sexta, 08h às 13h
Para maiores informações sobre o curso, acesso o nosso blog, disponível na bio do Instagram.
Aguardamos todos vocês! 😉
Equipe do Programa Integrado da UFRJ para Educação de Jovens e Adultos
03/01/2024
É com muita empolgação que anunciamos a XXI edição do Curso de Formação de Alfabetizadores de Jovens e Adultos! ✨📣
Compreendendo a especificidade das turmas de alfabetização de jovens e adultos, que são compostas de “sujeitos, trabalhadores ou não, com marcadas experiências vitais que não podem ser ignoradas” (BRASIL, 2000, p. 58), o Programa Integrado estabelece o curso de formação como uma ação anual de extensão necessária à formação docente, tanto aos alunos em formação de professores quanto aos profissionais já atuantes nas redes de ensino, diante da compreensão da formação docente como uma ação permanente necessária ao desenvolvimento profissional. 👩🎓
📆A XXI edição será na modalidade presencial e as aulas serão do dia 19 de fevereiro ao dia 01 de março, de segunda à sexta, iniciando às 08 horas e terminando às 13h.
Serão disponibilizadas 50 vagas para o curso e o processo de inscrição se dará em dois movimentos:
📌1° MOVIMENTO - Pré-inscrição online
📌2º MOVIMENTO - Inscrição presencial dos selecionados
INFORMAÇÕES IMPORTANTES
📌Período de pré-inscrição online: 22 a 29 de janeiro, pelo formulário disponibilizado no blog
📌Vagas disponíveis: 50
📌Inscrição presencial:
→ 05 de fevereiro, de 09h às 17h.
→ 06 de fevereiro, de 10h às 19h
→ 07 de fevereiro, de 09h às 17h.
📌Realização do Curso: 19 de fevereiro até 01 de março
📌Dias e horários do Curso: segunda à sexta, 08h às 13h
Para maiores informações sobre o curso, acesso o nosso blog, disponível na bio do Instagram.
Aguardamos todos vocês! 😉
Equipe do Programa Integrado da UFRJ para Educação de Jovens e Adultos
31/12/2023
Que o ano que se inicia possa trazer mais união na luta pela garantia do direito à educação para todos.
Um feliz 2024 da equipe do Programa Integrado da UFRJ para Educação de Jovens e Adultos! ✨
06/12/2023
No post de hoje, vamos refletir um pouco sobre as barreiras que dificultam o acesso à educação, que é uma discussão crucial, visto que pertencemos a uma sociedade que historicamente limitou a educação a poucos.
Apesar dos avanços ao longo dos séculos, ainda estamos distantes da totalidade da democratização do ensino regular.
Na Educação de Jovens e Adultos, notamos problemáticas que permeiam esse universo, sofrendo com os obstáculos impostos à população mais vulnerável. Nela, nos deparamos com um conjunto de desafios que delimitam o acesso pleno à educação. Dentre estes, destaca-se a enorme carência de suporte e uma sólida rede de apoio. Muitas vezes, os educandos enfrentam a falta de recursos necessários para um aprendizado ef**az, seja por ausência de materiais adequados ou pela necessidade de conciliar múltiplas responsabilidades, como trabalho e família. Além disso, a negligência pública é a maior das barreiras. A EJA muitas vezes não recebe a devida atenção e recursos, o que resulta em turmas superlotadas e ambientes pouco propícios ao aprendizado. Esta falta de investimento prejudica diretamente a qualidade da educação oferecida.
Para superar tais barreiras, se faz necessária a promoção de uma maior conscientização e apoio a essa modalidade por parte da sociedade, dos profissionais educacionais e do Governo. Políticas públicas que visem à disponibilização de recursos adequados, como materiais didáticos e infraestrutura, são de extrema importância. Ademais, é essencial fomentar programas de capacitação para os educadores que atuam nessa modalidade de ensino, a fim de garantir um ambiente educacional acolhedor e propício ao desenvolvimento dos estudantes.
Somente através de esforços coletivos e políticas educacionais inclusivas poderemos verdadeiramente eliminar as barreiras que limitam o acesso à educação na EJA, proporcionando a todos a oportunidade de aprender e crescer, independentemente da idade ou circunstâncias sociais.
E você, o que acha sobre o assunto? Compartilhe com a gente! 😉
Bolsistas Extensionistas - EJA/UFRJ
Anna Rosa Magalhães - Graduanda em Engenharia de Produção
Milena Caixeiro Alves - Licencianda em Letras - Português/Literaturas
20/11/2023
Diante de problemas técnicos que impedirão a realização da conversa ao vivo sobre a Construção de Práticas Pedagógicas Antirracistas, prevista para o dia de hoje, informamos que A LIVE FOI ADIADA!
Ainda não temos a nova data, mas em breve informaremos quando ocorrerá a conversa entre a professora Ana Paula Moura e a querida Solange Rodrigues.
Agradecemos a todos pela compreensão!😉
17/11/2023
Na próxima segunda-feira, dia 20 de Novembro, comemoraremos o Dia da Consciência Negra. ✊🏿
Para marcar esta data, às 19h de segunda, nós do Programa realizaremos uma live onde a professora Ana Paula Moura, Coordenadora do Programa, e a Solange Rodrigues, Mestre em Educação, Cultura e Comunicação em Periferias Urbanas, conversarão sobre a Construção de Práticas Pedagógicas Antirracistas. 📚
Então convidamos a todos para participarem da live, que terá uma temática mais do que necessária! Quanto mais pessoas participarem, mais rica será a nossa conversa. Então acionem o alarme na agenda e chame todo mundo! 😉
Mídian Lena
Mestranda em Letras - UFRJ
Supervisora Pedagógica - EJA