21/06/2026
O mapa da conservação brasileira voltou a se expandir. Um levantamento recente do o mostra que, desde 2023, o Brasil criou 231 novas Unidades de Conservação (UCs) em todas as esferas de governo, somando mais de 2,4 milhões de hectares protegidos em todos os biomas do país.
📊 Analisando os números de perto
Embora o volume total chame a atenção, a nossa leitura analítica aqui no Florestal Brasil destaca um detalhe crucial: a grande maioria dessas novas áreas são Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs). Ou seja, os proprietários privados estão tomando a frente da preservação e buscando o reconhecimento oficial do Estado.
Veja os destaques do balanço:
🟢 Esfera Federal (38 UCs): O grande marco é o Parque Nacional do Albardão (RS), que acaba de se tornar o maior parque marinho do país com 1 milhão de hectares. Também tivemos a criação do Parque Nacional Serra do Teixeira, o primeiro da Paraíba.
🟢 Esfera Estadual (102 UCs): A Bahia liderou em quantidade (todas RPPNs), mas o Pará protagonizou a maior criação em área: o Parque Estadual Ambiental das Árvores Gigantes da Amazônia, blindando 559 mil hectares para proteger as maiores árvores já mapeadas no Brasil.
🟢 Esfera Municipal (91 UCs): Um sinal positivo de que a gestão ambiental está ganhando capilaridade local, com destaque para a enorme APA Águas da Serra, em Goiás (85 mil ha).
A nossa visão
Criar a reserva no papel e no diário oficial é o primeiro e indispensável passo. No entanto, o verdadeiro desafio da política ambiental começa no dia seguinte: garantir plano de manejo, orçamento e fiscalização. O avanço das RPPNs é uma excelente notícia para a conservação privada, mas o poder público precisa assegurar que as UCs federais, estaduais e municipais não virem apenas "parques de papel".
Fonte: ((o))eco