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Reforço Escolar para ensino fundamental, médio e preparatórios.

26/09/2025

Boa tarde, nação de obstinados!

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16/01/2025
20/05/2024

A IMAGEM MAIS ICÔNICA DO MUNDO SOBRE A EVOLUÇÃO ESTÁ ERRADA?

A imagem usualmente denominada “A marcha do progresso” representa a evolução humana e é uma das ilustrações mais famosas de todos os tempos. No entanto, ela pode levar o leitor a interpretações equivocadas a respeito da evolução.

A imagem foi criada pelo artista Rudolph Zallinger para ilustrar o volume Early Man (1965) escrito pelo antropólogo Francis Clarck Howell para a série de livros de capa dura da Lifes Nature Library, publicados pela Time-Life. Ela aparece simplificada em página dupla, decorrente de uma montagem gráfica de cinco lâminas dispostas continuamente e com quatro dobras, originalmente com 15 tipos de primatas. Veja na figura uma foto do caderno original aberto, expondo as cinco lâminas.

A ilustração invadiu a cultura popular e foi replicada, parodiada ou adaptada para fins comerciais. Apesar de ser tão popular e divulgar a evolução humana, a imagem incomoda alguns biólogos e frequentemente recebe críticas, incluindo grandes divulgadores da evolução como Stephen Jay Gould.

MAS QUAL É O PROBLEMA?

A imagem transmite a ideia de que a evolução é um processo unidimensional, que gradual e previsivelmente transforma organismos em versões “melhores” de seus ancestrais. No caso, o Homo sapiens aparece como o objetivo final. Entretanto, a evolução não produz novas espécies linearmente. Na realidade, ela é semelhante a uma árvore com galhos, de tamanhos e comprimentos variados, que podem crescer em novos galhos ou serem cortados pelas tesouras de extinção.

Outro problema é que a evolução não produz organismos “melhores” ou “mais evoluídos”. As espécies que emergem e sobrevivem o fazem por meio de uma combinação de adaptação ao ambiente e ao acaso, e não acumulando passivamente “melhorias” ao longo do tempo.

A versão simplificada de “A marcha do progresso” implica que cada primata é um descendente direto dos que estão atrás dele e um ancestral dos que estão à sua frente. No entanto, o texto e a linha do tempo que acompanham a ilustração original em Early Man deixam claro que essa não era a intenção do autor. O texto menciona o Ramapithecus (o quinto primata na versão completa) como “o mais antigo dos ancestrais do homem em linha direta” e o Oreopithecus (o segundo) como um “ramo lateral na árvore genealógica do homem”. Além disso, deve-se ressaltar que a linha do tempo, localizada na parte de cima da imagem original e completa, mostra que muitos dos primatas viviam contemporaneamente.

Infelizmente, a proliferação da imagem simplificada, fez surgir a interpretação equivocada de que evolução se dá de forma linear e é igual ao progresso. Esse problema de interpretação levou alguns biólogos evolucionistas, inclusive, à rejeição e sugestão de boicote de tal figura. Entretanto, deve-se ressaltar que a imagem tem sido importante para estabelecer e consolidar a teoria da evolução dentro da cultura pop. Nesse sentido, ao invés de desencorajarmos as propagação dessa imagem estabelecida, talvez valha mais a pena incentivarmos cientistas, professores e divulgadores da ciência a refinarem sua interpretação, afastando a ideia da “evolução linear e progressiva” e esclarecendo o que a imagem pretendia originalmente retratar.

Baseado e modificado do artigo On the origins of the "March of Progress”, de Kevin Blake, 2018, Washington University ProSPER, https://sites.wustl.edu/prosper/on-the-origins-of-the-march-of-progress/

12/02/2023

Ciência

Mobile uploads 29/01/2023

História!

A Rendição dos Holandeses no Recife em 1654

Em 26 de janeiro de 1654, era assinada, na Campina do Taborda, no Recife, nas imediações de onde hoje está localizado o Forte das Cinco Pontas, a capitulação das tropas holandesas, pondo fim ao período de domínio da Companhia das Índias Ocidentais em Pernambuco e no Nordeste Brasileiro, que durou 24 anos.

Reflexo direto das derrotas nas batalhas do Monte das Tabocas (1645), Casa Forte (1645) e Guararapes I e II (1648 e 1649). As condições da rendição foram aprovadas pelo general Francisco Barreto de Meneses e pelo Tenente General Siegemundt von Schkoppe. Por esta capitulação, comprometeram-se os batavos a entregar não só o Recife e a Mauritzstad (Ilha de Antônio Vaz, hoje bairros de Santo Antônio e São José), mas também os fortes que ainda ocupavam na Ilha de Itamaracá, na Paraíba, no Rio Grande do Norte e no Ceará, sendo os eventos relatados no livro "Relação Diária do Sítio e Tomada da forte praça do Recife, recuperação das Capitanias de Itamaracá, Paraíba, Rio Grande, Ceará e Ilha de Fernando de Noronha, por Francisco Barreto Mestre de campo general do Estado do Brasil & Governador de Pernambuco" de 1654.

A Companhia Holandesa das Índias Ocidentais (WIC) ocupou o coração da economia açucareira do Brasil entre 1630 e 1654, beneficiando-se do lucrativo comércio atlântico baseado no trabalho escravo africano. As mudanças ocorridas com o fim da União Ibérica, com D. João IV aclamado rei de Portugal em 1640 e a assinatura de uma trégua com as Províncias Unidas em 1641, criaram um cenário favorável para a organização de um plano de retomada dos portugueses territórios. Os luso-brasileiros das capitanias do norte estavam endividados e, descontentes com a administração do WIC, aproveitaram as mudanças para articular uma revolta para expulsar os holandeses do Brasil.

A revolta teve o apoio velado do governo geral do Brasil e do rei português, que forneceu tropas, munições e dinheiro que foram usados ​​para manter o exército e subornar oficiais holandeses. As guerras ocorridas nas duas margens do Atlântico nesse período influenciaram diretamente o curso da revolta. A reconquista portuguesa de Angola em 1648 foi um duro golpe para a principal fonte de escravos que a WIC utilizava no Brasil, enquanto as derrotas sofridas durante a Primeira Guerra Anglo-Holandesa (1652-1654) enfraqueceram a capacidade dos holandeses de manter o controle marítimo no nordeste do Brasil. A deterioração causada pela guerra prolongada, as derrotas sucessivas e o fraco apoio do WIC e das Províncias Unidas às suas forças no Brasil levaram os holandeses a capitular em 1654, diante de um bloqueio naval realizado pela frota do Companhia Geral do Brasil.

Em maio de 1652, com a irrupção da guerra anglo-
holandesa ficou mais fácil resolver o impasse estratégico no Brasil. Agora, por mais que fôssem provocados na América, não havia mais para os holandeses a possibilidade de bloquear Lisboa, e os portugueses não tardariam a perceber essa oportunidade. Sugeriu o Conselho Ultramarino ao rei que era a ocasião de aceitar as repetidas propostas feitas por Francisco Barreto de um ataque combinado contra Recife, dando-se ordem à próxima frota da Companhia do Brasil "para cercar Pernambuco e tentar a sua recuperação, ou, pelo menos, apoderar-se dos navios carregados que estivessem no pôrto"

Hendrik Haecxs registrou em seu diário a entrada, no dia anterior, das vanguardas de João Fernandes Vieira nos subúrbios de Recife: "Eram todos homens de terrificante aspecto, marchando em tão perfeita ordem, e tão bem armados, como jamais se viu". Outra testemunha ocular, mais hostil, foi constrangida a admitir: "O Mestre-de-Campo-General, Francisco Barreto, instituiu em tudo tão rígida disciplina que nenhum cidadão sofreu o mínimo insulto ou ofensa, o que é muito para espantar, tendo-se em vista acharem-se juntas raças tão diversas, brancos, mu-
latos, brasileiros [= tupis], negros e tapuias, todos tão
despidos e andrajosos como se tivessem sido tirados da fôrca"

Embora ficasse assim provado que não haveria razão
para o mêdo, tantas vêzes manifestado pelos conselheiros, de que os portuguêses trucidassem sem piedade tôda a população da cidade de Recife, caso algum dia viessem a tomá-la, os holandeses em tôda parte foram vítimas de sua própria propaganda.

A retidão de Francisco Barreto pode ser melhor
apreciada pelo tratamento por êle dispensado à comunidade judaica de Recife, que mais do que qualquer outra tinha razões para temer a reconquista portuguêsa. Para sua felicidade e surprêsa, o procedimento de Barreto para com êles não poderia ter sido mais correto. "Deus onipotente, com
a sua fôrça infinita, influenciando o coração do Governador Barreto, protegeu as suas criaturas, livrando-as de todos os perigos iminentes. Proibiu aquêle governador que se tocasse ou molestasse qualquer pessoa pertencente à nação hebraica, estabelecendo castigos severos para os
que infligissem essa proibição. E não ficou nisso, pois permitiu que os judeus vendessem as suas mercadorias.

Francisco Barreto foi ainda mais cavalheiro com os
chefes holandeses vencidos, pois concedeu a Von Schoppe e à sua espôsa levarem boa quantidade de pau-brasil, sem pagar quaisquer direitos, afora os favores pessoais feitos a Schonenburgh e Haecxs• Ao chegarem à Holanda, no mês de julho, êsses altos personagens foram levados à prisão e submetidos a processo, mas minguaram provas contra êles, não se chegando a nenhuma conclusão. Isso provàvelmente porque se tornou patente (a despeito dos panfletários hostis) que eram as autoridades da Holanda, mais do que os seus subordinados em Recife, as
principais responsáveis pela perda do "menosprezado Brasil" (verzuimd Brazil), como a colônia ficou ulterior-
mente sendo chamada nas publicações holandesas. Von Schoppe foi julgado por um tribunal militar, recebendo sentença semelhante à lavrada quatro anos antes contra o almirante Witte de With - a perda de todos os proventos a partir da data da rendição.

É evidente que a capitulação de Taborda constituiu
uma surprêsa para a maioria dos contemporâneos; isso a despeito da série de relatórios pessimistas enviados pelo Grande Conselho de Recife a partir da revolta de junho de 1645, e malgrado a intensa aversão que mostravam a prestar serviço no Brasil neerlandês todos quantos ali estiveram durante aquêle período. A resistência das fortificações de Recife e da cidade Maurícia era muito super-estimada na Europa, talvez por causa de livros como a Histoire de Pierre Moreau, onde se descreve a praça de Recife como uma das mais poderosas do mundo. O fato
é que a maior parte dos fortes era construída de terra
socada, que se deteriorava ràpidamente sob a ação das chuvas. Os tapuias e potiguaras, aliados dos flamengos, ficaram particularmente desgostosos com o colapso da colônia, censurando acerbamente os holandeses por haverem entregado tão fàcilmente as suas fortificações, deixando os seus amigos ameríndios à mercê da vingança dos portuguêses. Na outra banda do mundo, quando os prisioneiros holandeses da índia portuguêsa levaram a Goa essas notícias, ninguém quis acreditar nelas. respondendo que "os portuguêses poderão um dia tomar Amsterdam, mas Recife nunca"

Na Holanda, acham as novas gerações que êsse desastre marcou o declínio da idade de ouro da expansão colonial holandesa, a qual tivera seu início em 1619, com a fundação de Batávia por Jan Pieterszoon Coen, no lugar em que
ficava a Jacatra dos javaneses: "Na antiga Jacatra começou a Vitória, Na conquista de Recife a derrocada."

O tratado definitivo de paz entre Holanda e Portugal, por mediação da Inglaterra, foi firmado em Haia, a 6 de Agosto de 1661.

Fonte: BOXER, Charles R. , Os holandeses no Brasil (1624-1654).

05/01/2023

A Terra orbita o Sol a uma distância média de 149,60 milhões de quilômetros, completando uma volta em 365,256 dias, percorrendo 940 milhões de quilômetros nesse período. A velocidade orbital média é de 29,78 km/s.

A órbita da Terra não é um círculo perfeito, mas sim uma elipse, em seu ponto mais próximo a Terra está a 147 milhões de quilômetros do Sol e no mais distante cerca de 153 milhões.

Feliz Ano Novo pra todos!

30/12/2022

A TERRA É REDONDA?

Há 2.300 anos o grego Eratóstones leu um papiro na biblioteca de Alexandria que relatava que ao meio-dia, do dia mais longo do ano (21 de junho), havia ausência de sombra num poço de Siena. Colunas dos templos ou varetas verticais também não projetavam qualquer sombra em Siena ao meio-dia. Entretanto, Eratóstenes verificou que edificações e varetas, no mesmo dia e horário em Alexandria, projetavam sombras no chão. Para explicar isso, Eratóstenes concluiu que a Terra era redonda.

O CÁLCULO DA CIRCUNFERÊNCIA DA TERRA.
Eratóstones mediu o ângulo de inclinação da sombra da vareta em Alexandria e verificou que era cerca de 7 graus. Sabe-se que 7 graus corresponde a aproximadamente 1/50 de uma circunferência (360°). Para completar os 360 graus de um círculo seria necessário multiplicar 7 por 50. Então ele pediu para medirem a distância entre Alexandria e Siena. A distância medida foi de 800 km. Assim, os 800 km vezes 50, que resulta em 40.000 Km, foi a estimativa que ele fez da circunferência da Terra.

Há 2.300 anos com varetas, observação e um cérebro descobrimos o tamanho do nosso planeta.

* este post - inspirado em um episódio da série Cosmos de Carl Sagan (veja aqui https://shre.ink/1Vzd ) - foi originalmente publicado em 15 de setembro de 2019, sendo o mais curtido ao longo da existência desta página. O replicamos aqui para os novos seguidores curtirem (assim como os antigos) e também comentarem e compartilharem. Sim, a Terra é redonda! Curta e divulgue a nossa página!

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