Dialógico Núcleo de Gestalt-Terapia

Dialógico Núcleo de Gestalt-Terapia Caracteriza-se pelo incentivo ao aprofundamento teórico e técnico e pela produção teórico-prática dos alunos, ex-alunos e corpo docente .

Criado e coordenado por Luciana Aguiar, Mestre em Psicologia, Especialista em Psicologia Clinica, Gestalt-Terapeuta e autora do livro Gestalt-Terapia com crianças: teoria e pratica. Tem como missão a expansão, desenvolvimento e sedimentação da Gestalt-Terapia enquanto abordagem psicoterápica, através da transmissão de conhecimento teórico e prático para estudantes e profissionais de Psicologia e da prestação de serviços para a comunidade e público leigo. O compromisso com a transmissão da Gestalt-Terapia está representado prioritariamente pelo curso de Capacitação e Treinamento em Gestalt-Terapia e pela ênfase na clinica gestáltica com crianças e adolescentes através dos cursos intensivos e treinamentos avançados. Encara a formação do psicoterapeuta como um trabalho processual e artesanal, trabalhando com grupos pequenos e investindo na formação integral do aluno, com estudo teórico, pratica supervisionada, trabalho vivencial em grupo e psicoterapia. Conta com uma biblioteca especializada, com mais de 700 títulos, além de revistas nacionais e internacionais na área de Psicologia, Psicoterapia e Gestalt-Terapia . Encontra-se de portas abertas para trocas e parcerias com outros núcleos do Rio de Janeiro e do Brasil e vem levando sua marca “GT com crianças: teoria e prática” para todo o Brasil.

17/09/2026

Atender adultos não prepara automaticamente um psicoterapeuta para atender adolescentes É relativamente comum encontrar psicoterapeutas que afirmam não trabalhar com crianças, mas atender adolescentes sem maiores dificuldades. A justificativa costuma aparecer de maneira bastante simples: adolesc...

Nem toda lacuna precisa ser imediatamente preenchida.Nem todo silêncio precisa virar conversa.Nem todo horário livre pre...
21/08/2026

Nem toda lacuna precisa ser imediatamente preenchida.

Nem todo silêncio precisa virar conversa.

Nem todo horário livre precisa ganhar tarefa.

Nem toda incerteza precisa receber uma resposta instantânea.

Há uma inquietação contemporânea diante dos espaços vazios. Como se aquilo que ainda não foi preenchido estivesse incompleto. Como se o silêncio denunciasse alguma coisa, o tempo livre precisasse ser justificado e a ausência de uma resposta significasse que estamos atrasados em relação à própria vida.

E então ocupamos.

Pegamos o celular enquanto esperamos. Ligamos alguma coisa enquanto fazemos outra. Encaixamos compromissos nos intervalos. Procuramos explicações para sentimentos que mal começaram a aparecer. Tentamos decidir rapidamente aquilo que ainda precisaria amadurecer dentro de nós.

Pouco a pouco, podemos perder a experiência de permanecer diante do que ainda não tem forma.

Porque existem coisas que só aparecem quando não corremos para preenchê-las.

Um pensamento que surge depois de alguns minutos de silêncio. Uma vontade que finalmente conseguimos distinguir das expectativas dos outros. Um cansaço que só percebemos quando paramos. Uma pergunta que começa a se transformar quando desistimos de arrancar dela uma resposta.

Há momentos em que a lacuna não é ausência. É espaço.

O silêncio pode ser habitado.

O tempo livre pode ser justamente o pedaço do dia em que nada precisa ser demonstrado, entregue ou concluído.

E a incerteza pode ser o tempo necessário para que alguma coisa encontre forma.

Na Gestalt-terapia, confiamos também nesse movimento: nem tudo precisa ser nomeado ou compreendido imediatamente. Às vezes, permanecer presente diante do que ainda não se definiu é justamente o que permite que uma nova figura emerja.🌻

Há coisas que só se revelam quando encontram espaço para aparecer.

Nos últimos anos, temos acompanhado um movimento que merece atenção.A procura por supervisão clínica qualificada em Gest...
23/06/2026

Nos últimos anos, temos acompanhado um movimento que merece atenção.

A procura por supervisão clínica qualificada em Gestalt-terapia infanto-juvenil tem crescido de forma significativa. Ao mesmo tempo, ainda são poucos os espaços dedicados à formação de supervisores preparados para sustentar essa função com profundidade, ética e responsabilidade.

Supervisionar não é apenas discutir casos clínicos.

É acompanhar o desenvolvimento profissional de outros terapeutas.

É contribuir para a construção de raciocínio clínico, favorecer autonomia e participar da formação do olhar de quem, posteriormente, acompanhará crianças, adolescentes e suas famílias.

Diante dessa necessidade, o Dialógico abre as inscrições para a Formação de Supervisores Clínicos em Gestalt-Terapia Infanto-Juvenil.

Uma proposta destinada a terapeutas experientes que desejam aprofundar a compreensão da função supervisiva como um campo próprio de atuação.

Ao longo de 120 horas, trabalharemos fundamentos da supervisão clínica, ética, poder e responsabilidade, leitura ampliada de campo, supervisão na clínica infanto-juvenil, desenvolvimento do estilo supervisivo e prática supervisionada de supervisão.

Início: 22/08/2026

Duração: 13 meses

Encontros mensais

Formato on-line (Zoom)

Pré-requisitos:

• Formação em Gestalt-Terapia

• Experiência clínica mínima de 5 anos com crianças e/ou adolescentes

• Prioridade para alunos e ex-alunos do Dialógico

A entrada na formação acontecerá mediante entrevista individual de seleção.

As candidaturas já estão abertas.

Para outras informações e agendamento da entrevista de seleção: +55 21 97340-0946 (WhatsApp)

Formar psicoterapeutas hoje exige incluir as transformações tecnológicas no centro da reflexão clínica. Não como tema pe...
23/05/2026

Formar psicoterapeutas hoje exige incluir as transformações tecnológicas no centro da reflexão clínica. Não como tema periférico, curioso ou “moderno”, mas como parte do campo em que crianças, adolescentes, adultos, casais e famílias estão vivendo.

As pessoas sofrem por relações virtuais.
Usam IA para escrever mensagens difíceis.
Perguntam ao ChatGPT como agir em conflitos amorosos.
Buscam companhia em sistemas responsivos.
Desenvolvem vínculos em jogos, aplicativos e redes sociais.
Antecipam conversas com roteiros prontos.
Confundem acolhimento automático com cuidado clínico.

Nada disso pode ser escutado com deboche, moralismo ou nostalgia.
O psicoterapeuta não precisa aderir ingenuamente à tecnologia, mas precisa compreender sua função no campo contemporâneo.

A questão que se apresenta não é se isso bom ou ruim, mas que lugar isso ocupa na vida dessa pessoa.

Na perspectiva gestáltica, interessa investigar se determinado uso amplia ou reduz contato, se favorece awareness ou cristaliza ajustamentos, se ajuda a nomear uma necessidade ou evita a experiência com o outro, se oferece suporte pontual ou substitui vínculos humanos.

A clínica trabalha com pessoas no mundo. E o mundo mudou.
Isso exige psicoterapeutas capazes de escutar novas formas de solidão, novas formas de evitação, novas formas de vínculo e também novas possibilidades de expressão.

A clínica não pode se sustentar em nostalgia. Ela precisa se basear em pensamento crítico e rigor diante do mundo em que as pessoas vivem.

A tendência, diante de clientes muito verbais, é acreditar que quanto mais a pessoa fala, mais próxima estará daquilo qu...
20/05/2026

A tendência, diante de clientes muito verbais, é acreditar que quanto mais a pessoa fala, mais próxima estará daquilo que sente. E, muitas vezes, a própria cultura da psicoterapia reforça isso: a ideia de que compreender, elaborar e encontrar explicações já seria, por si só, transformação.

O cliente conta a história de forma coerente. Entende as origens do sofrimento. Reconhece padrões. Faz associações sofisticadas. Nomeia mecanismos. Às vezes, inclusive, fala sobre si com enorme lucidez intelectual.

Porém, algo permanece intocado.

Porque a experiência não se reorganiza apenas na narrativa construída sobre ela. Ela se reorganiza quando algo acontece no corpo.

Quando a respiração encurta ao tocar determinado assunto, os ombros se retraem sem que a pessoa perceba, a voz perde força, o olhar desvia., as mãos se apertam, o corpo começa a mostrar aquilo que a linguagem já aprendeu a contornar.

E ē isso que a Gestalt-Terapia nos ensina.

Seguir apenas perguntando “por quê?” ou “o que isso significa?” pode manter terapeuta e cliente circulando dentro do território do já conhecido. O sujeito fala sobre a dor sem necessariamente entrar em contato com ela

É nesse ponto que a clínica fenomenológica ganha profundidade. Porque o foco deixa de ser apenas o conteúdo da história e passa a incluir como aquela história está acontecendo no presente da relação.

Não se trata de interpretar o corpo como quem decifra sinais ocultos. Trata-se de acompanhar a experiência em sua manifestação viva.

“Enquanto você fala disso, percebo sua voz mais baixa.”
“O que acontece aí agora?”
“Você notou suas mãos?”
“Como seu corpo ficou quando disse essa frase?”

O corpo sustenta aquilo que a linguagem ainda não conseguiu integrar. E a função do psicoterapeuta é justamente ajudar o cliente a sair do relato sobre a vida e retornar, pouco a pouco, à experiência viva dela.

Um terapeuta experiente não é aquele que “já viu tudo”.É aquele que continua curioso.Porque, na clínica, o momento em qu...
19/05/2026

Um terapeuta experiente não é aquele que “já viu tudo”.
É aquele que continua curioso.

Porque, na clínica, o momento em que acreditamos já saber exatamente o que está acontecendo costuma ser também o momento em que começamos a deixar de ver a pessoa real diante de nós.

A experiência é importante. Ela amplia repertório, ajuda a reconhecer movimentos recorrentes, oferece sustentação em situações difíceis. Mas experiência não pode se transformar em fechamento perceptivo. Quando isso acontece, o cliente deixa de ser alguém singular e passa a ser encaixado rapidamente em categorias conhecidas, hipóteses prontas, leituras automáticas.

A curiosidade clínica funciona quase como um antídoto contra isso.

Não se trata de curiosidade invasiva, voyeurística ou alimentada por necessidade de controle. Também não é uma busca ansiosa por informações. É outra coisa: uma disposição genuína para continuar encontrando o outro como alguém que ainda pode surpreender.

Curiosidade clínica aparece quando o terapeuta consegue escutar uma fala aparentemente “comum” sem reduzir imediatamente aquela experiência a um conceito decorado.

Ela exige presença.

Porque a curiosidade verdadeira não combina com pressa. Não combina com a necessidade de mostrar inteligência o tempo inteiro.

O terapeuta curioso percebe que ali existe algo a ser acompanhado — não imediatamente explicado.

Uma das maiores diferenças entre uma escuta burocrática e uma escuta clínica viva está exatamente aí:
na capacidade de continuar interessado no processo humano sem transformá-lo rapidamente em conclusão.

E isso vale mesmo depois de muitos anos de clínica.

Porque pessoas não são casos repetidos.
Não são diagnósticos ambulantes.
Não são versões previsíveis de teorias que já conhecemos.

Na Gestalt-terapia, a intervenção clínica pode ser compreendida a partir de duas grandes dimensões: a descrição e a expe...
18/05/2026

Na Gestalt-terapia, a intervenção clínica pode ser compreendida a partir de duas grandes dimensões: a descrição e a experimentação.

A descrição é o eixo mais fundamental do trabalho clínico. É por meio dela que o cliente pode ampliar a consciência sobre suas formas habituais de contato, seus modos recorrentes de sentir, agir, evitar, interromper ou sustentar experiências. Descrever não significa interpretar o outro ou encaixá-lo em explicações prontas, mas favorecer um encontro mais nítido com aquilo que está sendo vivido.

A experimentação surge como um possível desdobramento desse processo. Não como uma técnica aplicada mecanicamente, nem como um repertório de recursos que o terapeuta decide usar porque “funcionam”. Um experimento só faz sentido quando emerge do próprio campo relacional, como resposta ao que se apresenta na experiência do cliente.

Se alguém fala repetidamente sobre algo que gostaria de ter dito, mas não conseguiu, por exemplo, pode surgir a possibilidade de experimentar isso no aqui e agora. Nesse contexto, um recurso como a cadeira vazia não aparece como uma técnica arbitrária, mas como uma tentativa de aproximar a pessoa de uma experiência que até então permanecia apenas no plano da narrativa.

A experimentação tem potência justamente porque desloca a experiência do campo exclusivamente intelectual. Ela mobiliza o corpo, intensifica a awareness, amplia o contato com afetos, tensões, desejos e interrupções que muitas vezes estavam apenas sendo contados — mas ainda não vividos de modo mais direto.

E talvez por isso seja tão importante não banalizar os experimentos na clínica gestáltica. Fora de contexto, eles podem se transformar em procedimentos vazios, desconectados da experiência real da pessoa e da relação terapêutica.

Na Gestalt-terapia, experimentar não é “fazer uma dinâmica”.
É aprofundar o contato com aquilo que já pede presença no campo.

Se esse texto fez sentido para você, compartilhe com alguém que estuda ou trabalha com Gestalt-terapia.

Endereço

Avenida Nossa Senhora De Copacabana 1183 Cobertura 01
Rio De Janeiro, RJ
22070-011

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 09:00 - 18:00
Terça-feira 09:00 - 18:00
Quarta-feira 09:00 - 18:00
Quinta-feira 09:00 - 18:00
Sexta-feira 09:00 - 18:00

Telefone

+552125215644

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Dialógico Núcleo de Gestalt-Terapia posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Entre Em Contato Com A Escola/colégio

Envie uma mensagem para Dialógico Núcleo de Gestalt-Terapia:

Atalhos

Compartilhar