26/06/2024
Na noite de S. João, diz a tradição que,
"Quem saltar a fogueira na noite de S. João, em numero ímpar de saltos e no mínimo três vezes, f**a por todo o ano protegido de todos os males"
26/06/2024
"Os contos de fadas são escritos para que as crianças durmam, mas também para que os adultos despertem.”
Hans Christian Andersen
Arte
26/06/2024
A MENINA E A ÁRVORE
Houve um tempo em que as raízes eram as casas e havia mais raízes que prédios.
E havia mais árvores que homens e mais flores que alcatrão. E quando a manhã
chegava à hora de vir, trazia o canto dos pássaros e não as buzinas dos carros.
Numa noite clara, como esta, um vento antigo segredou-me ao ouvido, que
naquele tempo o ar era leve e as árvores f**avam grandes e fortes, muito mais
depressa que agora. E depois que vestiam o seu vestido verde de folhas,
jamais o despiam. Não sei se isto alguma vez foi verdade, mas foi assim que
aquele vento me disse, mesmo antes de sumir por entre as casas adormecidas.
Disse-me ainda que o "depressa" e o "devagar" não existiam. Ninguém contava
o tempo, nem havia relógios, nem horas. Tudo chegava quando chegava,
porque fazia falta que chegasse, nada nem ninguém tinha pressa e nunca havia
atrasos. Como o Sol e a Lua, que também nunca se atrasam e sempre chegam.
Foi nesse tempo, em que tudo era simples, que nasceu uma menina,
de pele morena e uns olhos muito verdes, como as folhas das árvores.
A menina foi crescendo e ao mesmo tempo que crescia a menina, uma árvore
também crescia. Todo o tempo que podia, a menina passava com a árvore.
E a árvore protegia a menina. Por dentro, a menina amava a árvore
e a árvore por dentro, amava a menina.
Assim começa a história:
Era uma vez uma menina que tinha uma árvore, não tinha um gato, nem um cão,
nem um pássaro. Tinha uma árvore! Ou talvez fosse a árvore que tinha a menina...
Brincavam ao "faz-de-conta-que-sou-uma-árvore". A Árvore brincava tão bem,
que a menina sempre perdia! Encostava-se de braços abertos ao seu tronco e
f**ava quieta, como a árvore. As formigas subiam-lhe pelas pernas e faziam cócegas.
E a menina saltava e saltava e sacudia! Mas a árvore não. E a menina perdia.
A árvore nasceu a saber ser árvore e a menina a sonhar que o seria.
O tempo passava sem que ninguém o contasse e um dia a menina, deixou de ser
menina, nunca mais brincou ao "faz-de-conta-que-sou-uma-árvore"
e resolveu brincar a ser menina. Partiu para longe, muito muito longe!
A árvore, ao ver que a menina não chegava quando devia, entristeceu.
A melancolia pintou-a de dourado. E subitamente, embaladas nos braços do vento,
uma a uma, todas as folhas caíram. Quando a primeira folha
tocou o chão, o homem conheceu a tristeza, a nudez...a melancolia.
E começou a contar o tempo. E inventou a palavra "saudade".
Foi então que todas as árvores se despiram...
Sónia Micaelo. Ilustração de Maria Keil
© SÓNIA MICAELO (a publicar)
18/01/2023
Tecidos de 1,3 mil anos apontam existência de Rota da Seda em Israel
Descobertas podem revelar mais sobre o desenvolvimento de políticas comerciais do deserto do Neguev com o Extremo Oriente e a Índia
18/01/2023
" Lar é onde se acende o lume e se partilha mesa e onde se dorme à noite o sono da infância.
Lar é onde se encontra a luz acesa quando se chega tarde.
Lar é onde os pequenos ruídos nos confortam: um estalar de madeiras, um ranger de degraus, um sussurrar de cortinas.
Lar é onde não se discute a posição dos quadros, como se eles ali estivessem desde o princípio dos tempos.
Lar é onde a ponta desfiada do tapete, a mancha de humidade no tecto, o pequeno defeito no caixilho, são imutáveis como uma assinatura conhecida.
Lar é onde os objetos têm vida própria e as paredes nos contam histórias.
Lar é onde cheira a bolos, a canela, a caramelo.
Lar é onde nos amam."
Rosa Lobato Faria
18/01/2023
O abraço do dia e da noite
O Sol esconde-se atrás do monte, aguardando a chegada da Lua. E quando esta se mostra, ele acena-lhe e sorri para ela. Envergonhado, o Sol depois foge dela, deita-se e vai dormir muito feliz, porque a viu...
Já a Lua é menos envergonhada e não se contentando apenas com os olhares enamorados e sorridentes do Sol, aparece uma vez ou outra, durante o dia, quando deveria estar a dormir. Apanha o Sol desprevenido e abraça-o, sem temer os olhares curiosos dos milhares de habitantes da Terra, que assistem maravilhados ao reencontro dos enamorados... Depois, os dois fundem-se e tornam-se um só...
O dia escurece, mas o coração do Sol explode de alegria... Como não estão destinados um para o outro e o dia e a noite não se podem abraçar, os dois afastam-se de imediato e a Lua f**a a chorar. Diz adeus ao Sol e vai dormir, ansiando por mais um abraço como aquele, que acontece muito raramente!
Por ora, o dia e a noite só podem olhar-se de longe...
Céu Coelho
Imagem: Google Imagens
18/01/2023
📖📚 Pé de Livros 📖📚
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https://instagram.com/pedelivrosoficial/
14/01/2020
Muito lindo
Bebê resgatado de uma floresta australiana.
14/01/2020
"Todos os dias devíamos ouvir um pouco de música, ler uma boa poesia, ver um quadro bonito e, se possível, dizer algumas palavras sensatas."
Johann Goethe