16/03/2019
Vale muito a leitura!!!
Leiam!
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Colo NÃO estraga! Colo é alimento! E se você gosta, pode ninar sim!
Até o início do século passado quase todas as crianças que viveram em orfanatos morreram antes dos 2 anos de idade. Ainda que TODAS as crianças tivessem suas necessidades básicas preenchidas (alimentos, higiene e medicação), não existia muito afeto. O que chamou atenção dos médicos na época foi o fato das crianças de extrema pobreza, com poucos cuidados alimentares e de higiene, alcançarem expectativas de vida surpreendentemente maiores que as institucionalizadas.
Em 1860 um pediatra chamado Dr. Holt recomendou: abolição do contato físico para a criança dormir; não pegar a criança no colo quando estava chorando; ser alimentada em tempos predeterminados e que os pais não “exagerassem” no contato físico diário. Por que em todas as épocas quem fala da rigidez na infância sempre se destaca? Por que precisamos de outras pessoas nos dizendo que não devemos ouvir nosso coração?
Hoje temos o retorno muitas vezes desse pensamento. Livros, programas de TV, profissionais de saúde defendendo que mamães devem colocar hora para amamentar, tentando treinar o sono dos bebês no berço para dormirem a noite toda e dando conselhos de que se a criança chora é manhosa ou birrenta.
Ora, se pesquisas bizarras que mataram crianças (sim! Teve até experimento em que as crianças eram alimentadas, trocadas, higienizadas e medicadas, porém as enfermeiras não deveriam olhar em seus olhos e fazer carícias. Novamente as crianças adoeceram e morreram) já demonstraram que isso é tóxico, porque ainda insistimos?
A criança precisa ouvir a voz da mãe para dormir, ser levada nos braços de um adulto, ser acariciada e abraçada. São as experiências tranquilizadoras básicas que a criança deve desfrutar para sobreviver de forma saudável. A privação sensorial extrema em outros aspectos, como a luz e o som, pode ser superada, desde que as experiências sensoriais de PELE sejam mantidas.
Texto baseado no livro de Ashley Montagú, “El tacto. La importancia de la piel en las relaciones humanas”. Sem tradução no português.
Márcia Tosin
Foto: natchildren.org