Instituto Nossa Senhora do Monte Calvário - Rio de Janeiro
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O Instituto Nossa Senhora do Monte Calvário é uma das obras mantidas pela congregação das Filhas de Nossa Senhora do Monte Calvário.
O início da história do INSMC se dá em Genova no ano de 1587, quando nasce Virgínia Centurione. Desejosa de entregar sua vida ao serviço de Deus e dos irmãos expressou o seu desejo à mãe que lhe prometera levá-la ao convento quando completasse 20 anos. Seu pai, porém, decidiu casa-la, quando Virgínia tinha apenas 15 anos. Seu pretendente era Gaspare Bracelli. Seu pai julgava que este casamento ser
ia bom para ela e, também para ele que desejava a presidência de Gênova. Anos mais tarde, com esta mesma intenção arquitetaria um segundo casamento para Virginia, que recusaria decididamente tal plano do pai. Viúva aos 20 anos, com as duas filhas já crescidas, Virginia pode, então, dedicar-se inteiramente a Deus e ao serviço dos irmãos, abrindo seu coração a toda miséria humana. Em uma noite de inverno Virginia escuta um choro embaixo de sua janela, solícita acolhe em sua casa a primeira jovem dando, assim, inicio à sua obra. Em 1827 as irmãs são chamadas para trabalhar em Roma. Dá-se início ao segundo ramo da fundação de Virginia: a Congregação das Filhas de Nossa Senhora do Monte Calvário, que hoje se encontra presente em quatro continentes: Europa, América(do Sul e Central), África e Ásia. Em 1928, um grupo de irmãs parte de Roma em direção ao Brasil. Chegam em São Paulo e de lá se espalham pelo imenso território Brasileiro: Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná, Bahia e Brasília.. Em 1969 realizou-se o grande sonho das irmãs de abrir uma comunidade na cidade maravilhosa: Rio de Janeiro. Hoje nós Filhas de Nossa Senhora do Monte Calvário, fiéis ao carisma da fundadora, abrimos o nosso coração a toda miséria humana para que nunca sejamos indiferentes a nenhum grito que suba da terra e que seja expressão deste projeto. Virginia aberta a toda miséria humana trabalhou em favor de seus contemporâneos, mas uma atenção muito especial foi dada às crianças, para que elas fossem tiradas da rua, levadas à escola e restituídas às famílias e à sociedade; tornado-se donas de si mesmas e de seu próprio destino. Para Virginia a instrução das crianças é entendida como fundamento de liberdade e, portanto, caminho para a humanização plena. O pensamento de Virginia, embora seja do século XVI, não é ultrapassado; é o mesmo pensamento década um de nós educadores do século XXI: que a criança, por meio da educação seja agente e construtora de sua história. Com este pensamento vivemos o presente recolhendo o passado e projetando o futuro.