24/09/2022
“A viagem de Chihiro” é muito mais do que uma animação estranha 👾. E se eu te disser que o filme é uma metáfora perfeita para o processo de amadurecimento 🚼- e claro, suas dores? E que as ideias psicanalíticas de Winnicott 👨🏻- o famoso pediatra e psicanalista inglês- estão presentes em toda a obra? 😯 Te convido a olhar para esse filme com olhos atentos e analíticos. Embarque nessa viagem de descobertas comigo 🫱🏻🫲🏽🛣
A Chihiro 👧🏻 do começo do filme é uma menina extremamente influenciada pelos próprios desejos e vontades ❤🔥: a perfeita representação da fase de firmamento da personalidade individual, muito moldada pelo desprendimento da relação com os pais🫴🏻🫲🏼. E teria jeito melhor de metaforizar esta separação do que transformá-los em porcos? 🐷 É exatamente isso que acontece na obra. Ao ver seus pais transformados em animais, a menina embarca em uma aventura por um mundo estranho: o amadurecimento ✨.
A intensificação da socialização 👥 trazida por esse processo é repleta de medos e ansiedades 😢, onde o sujeito percebe sua relação com “objetos” cujo curso fogem de suas mãos e vontades, são externos e, em grande parte, independentes dele. Quem seriam os outros no filme, então? A resposta é simples: os espíritos 👻. No começo da animação, Chihiro foge, se esconde e se esquiva 🙈 daquele que lhe é desconhecido.
Outro momento que merece destaque é quando a garota conhece Haku que, para ajudá-la, a orienta a procurar as salas das caldeiras🥘. Para chegar neste lugar, Chihiro precisa ultrapassar um longo caminho de escadas🪜- Seria uma metáfora perfeita de Winnicott? Nos primeiros degraus, o medo da menina é nítido ao espectador: esse medo é compreendido como a fase no desenvolvimento onde o amadurecimento para aquele obstáculo ainda não está completo🌀. Com o decorrer do filme, vemos que aquela menina assustada do começo do filme já não existe mais, dando espaço para uma Chihiro mais madura, que não teme mais aqueles degraus.
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19/01/2022
19/01/2022
27/05/2021