she knows
há mil maneiras de convencer
uma mulher a ceder,
nenhuma delas diz respeito a você,
mas a ela mesma
ar
POVEB - Poesia, Você Está na Barra
Informações para nos contatar, mapa e direções, formulário para nos contatar, horário de funcionamento, serviços, classificações, fotos, vídeos e anúncios de POVEB - Poesia, Você Está na Barra, Formação, Avenida Lúcio Costa, 3300, Rio de Janeiro.
O POVEB é uma reunião livre de pessoas que se destina à disseminação da cultura, através de manifestações artístico-culturais em geral, com a preponderância da poesia. O POVEB, criado em 2006, objetiva reunir poetas, escritores, músicos, cantores, atores, artistas de um modo geral, todos imbuídos da tarefa de disseminação e propagação da cultura pelo bairro em que nasceu, pela cidade em que se sit
20/04/2019
Trata-se de um livro póstumo de grande envergadura poética, tendo como tema boa parte da história do Brasil contemporâneo.
Editora POVEB
A Editora POVEB teve a honra de produzir o livro “Cancioneiro da Liberdade”, do saudoso poeta Lauro Schuch, ex-auditor militar na época do golpe de 1964. Trata-se de um verdadeiro poema épico, dividido em vários capítulos, de que se vale o autor para exaltar a Liberdade, a Justiça, a Solidariedade, os direitos civis dos cidadãos e outros valores sempre caros à sociedade, apesar de nem sempre observados.
A Editora tem, portanto, a satisfação de convidar para o lançamento da
citada obra no dia 03/05/2019, sexta-feira, de 17 às 21h, no Centro Cultural Justiça Federal, Av. Rio Branco, 241, Centro, Rio de Janeiro.
Andar de cócoras
Os poetas que se presam não falam como se fossem sábios. Sempre melhor o risco de falar como se nada soubessem, pra que não acabem se menosprezando.
Meu nome é ébano
Nosso pai faleceu em 1961, antes do golpe de 1964, portanto. O mesmo não ocorreu com o pai de um amigo meu, o Irineu.
Em 1968, Irineu esperava na Frei Caneca uma condução pro Rio Comprido. Era o início de uma noite chuvosa. Do outro lado da rua, uma jovem ofereceu-lhe a proteção de seu guarda-chuva. Irineu hesitou um pouco, mas logo depois juntou-se à garota e tomaram um lotação pra cidade.
Foram terminar a noite num hotel de segunda ou terceira na Senador Dantas. Aos 21 foi fácil pro Irineu passar a noite toda trepando.
De manhã, meu amigo reuniu os últimos centavos que tinha pra pagar o hotel, tendo ainda que contar com a ajuda da parceira que ficou furiosa por isso. Voltou depois a pé do Largo da Carioca ao Rio Comprido. Mas antes disso, valendo-se de um telefone que havia no corredor desses hotéis, resolveu avisar em casa. Seu pai atendeu:
“Onde estás? Estás preso? Foste torturado?”, perguntou o pai assustado.
Irineu, cheio de orgulho, explicou ao pai que tinha passado a noite num hotel com uma garota. Mas ao desligar não se convenceu de que o velho tinha acreditado.
A reação do pai do Irineu era a reação da época. A reação de inúmeros pais por este país afora, nesse período de terror, atrás de seus filhos, filhas, genros, noras, irmãos, irmãs, etc que poderiam ter desaparecido de repente sem qualquer explicação. Nessa longa noite de terror que durou perto de 20 anos, período que não devemos chamar de negro em respeito à cor também conhecida por ébano.
Hoje, comemorar a proibição de novas lombadas eletrônicas? Perfeito. Mas comemorar a instauração de um período em que as pessoas poderiam ser, até inesperadamente, privadas de seus direitos civis, essa loucura jamais!
É claro que Irineu é um nome fictício, mas os fatos são verídicos.
Gênova, 040419
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06/04/2019
A Editora POVEB teve a honra de produzir o livro “Cancioneiro da Liberdade”, do saudoso poeta Lauro Schuch, ex-auditor militar na época do golpe de 1964. Trata-se de um verdadeiro poema épico, dividido em vários capítulos, de que se vale o autor para exaltar a Liberdade, a Justiça, a Solidariedade, os direitos civis dos cidadãos e outros valores sempre caros à sociedade, apesar de nem sempre observados.
A Editora tem, portanto, a satisfação de convidar para o lançamento da
citada obra no dia 03/05/2019, sexta-feira, de 17 às 21h, no Centro Cultural Justiça Federal, Av. Rio Branco, 241, Centro, Rio de Janeiro.
sem segredos
o mar não precisa nos contar nada,
não há segredos inconfessáveis,
há um gigantismo assombroso
diante do qual a nossa pequenez
f**a sem ter o que dizer, o que reter,
o que inventar pra poder relatar...
ar
Sinistra invenção
A polícia do Rio é a que mais mata e seus policias os que mais morrem. Isso, em grande parte, deve-se à sinistra ou esdrúxula invenção segundo a qual “bandido bom é bandido morto”. Os bandidos copiaram-na. Ao contrário, é claro.
Gênova, 030419
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quarto minguante
a lua já chegou meio
tonta no início da noite,
fora abandonada pelo sol
que sempre esnobou a sua
companhia
meteu-se com um meteorito
e ele, sempre muito apressado,
deu-lhe duas bimbadas
e sumiu sem deixar rastros
por isso, ela no quarto
míngua e quando aparece
inteira é porque está sozinha
ar
01/04/2019
ATENÇÃO AMIGOS,
POR MOTIVO DE FORÇA MAIOR, NÃO HAVERÁ POVEB NA PRIMEIRA SEXTA DE ABRIL.
VOLTAREMOS COM TODA FORÇA NA SEGUNDA SEXTA DE MAIO - 10/05/2019 -, ÀS 19h, NA BOCHA DO NOVO LEBLON.
CONTAMOS COM A COMPREENSÃO DOS POVEBIANOS E ADMIRADORES DO MOVIMENTO.
POVEB
28/02/2019
Convidamos os amigos para o CAFÉ LITERÁRIO promovido pela UnATI (Universidade Aberta da Terceira Idade) na UERJ, Rua São Francisco Xavier, 524, Maracanã, 10o andar/Bloco F/Sala 10136, dia 13/03/2019, a partir das 14h.
Trata-se de um “talk show” abordando a vida literária do escritor Aluízio Rezende, que falará sobre seus 12 livros (poesia e prosa) e recitará alguns de seus poemas.
Na oportunidade o escritor estará lançando “Contemporaneidades”, seu 13o trabalho.
21/02/2019
P O V E B chegando na área. Primeiro evento do ano: sexta, 08/03/19, na Bocha do Novo Leblon, 19h. Traga seus textos, sua magia e o sangue bom, recheado de alegria.
O POVEB é sempre na primeira sexta do mês. Mas por causa do Carnaval, preferimos fazer na segunda sexta. Contamos com a compressão dos amigos.
Sophia
Sophia disse
“sou fria”
só pra inventar
que não queria
ou que não devia...
mas todos sabemos
que se uma Sophia
disser “eu sou fria”,
é a pura anarquia
da inexatidão
é o puro desejo
que tem o salmão
de sair do mar
para a frigideira,
tamanha besteira
pra gente escutar
mas se uma Sophia
disser que sofria,
então é pra gente
se preocupar...
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