A avaliação não é feita “no olho” e nem com medidas feitas em casa.
Existe uma técnica específica, usada por médicos, que compara o tamanho com padrões adequados para idade.
E aqui está o problema: até profissionais podem ter dificuldade em fazer essa medida corretamente.
Quando feita em casa, a tendência é sempre parecer menor do que realmente é.
Isso tem levado muitas famílias a uma preocupação desnecessária e, pior, a indicações de tratamento com hormônio sem necessidade.
Se existe dúvida, o caminho não é medir em casa.
É avaliar com quem sabe fazer essa análise de forma correta.
Na maioria das vezes, está tudo dentro do esperado.
*s
Dr. Atila Rondon - Urologia Pediátrica
Urologia Pediátrica, Uropediatria, Urologia Infantil Urologista, com atuação em Urologia Pediátrica. Membro Titular da Sociedade Brasileira de Urologia - TiSBU.
Chefe do Departamento de Urologia Pediátrica da Sociedade Brasileira de Urologia, seccional Rio de Janeiro, biênio 2014/15. Urologista Pediátrico do Serviço de Urologia do Hospital Universitário Pedro Ernesto - HUPE, Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ. Doutorado na área de Urologia Pediátrica pela Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP, onde desenvolveu estudos sobre técnicas de
Seu filho para de brincar de repente, começa a se apertar e corre pro banheiro… e às vezes nem dá tempo?
Muita gente acha que isso é normal, mas pode ser um sinal de bexiga hiperativa.
Nesses casos, a bexiga contrai sozinha, sem a criança conseguir controlar.
A vontade vem de forma súbita, intensa, e isso pode levar a escapes e desconforto no dia a dia.
E o mais importante: não é falta de atenção, nem “preguiça” da criança.
É uma condição que tem explicação e, principalmente, tem tratamento.
Se você já percebeu esse padrão em casa, vale investigar. Quanto antes entender, mais simples é resolver.
01/04/2026
Uma nota oficial das principais sociedades médicas do Brasil fez um alerta importante: não existe “epidemia de micropênis”.
O que existe é desinformação levando pais a diagnósticos errados e até uso indevido de hormônios em crianças.
Avaliação ge***al infantil é um ato médico, técnico e individualizado.
Antes de qualquer preocupação, o caminho é informação de qualidade e acompanhamento adequado.
Refluxo urinário é quando a urina faz o caminho contrário e volta da bexiga para o rim. E isso não deveria acontecer.
Esse retorno aumenta o risco de infecções urinárias e, por isso, precisa ser avaliado com atenção.
Em muitos casos, o problema está em uma “válvula” que não funciona como deveria.
O tratamento pode ser cirúrgico, mas hoje também existem opções minimamente invasivas, feitas sem cortes, com recuperação tranquila e bons resultados.
Cada caso precisa ser analisado com cuidado.
Entender a causa é o que permite escolher o melhor caminho e proteger os rins da criança no longo prazo.
27/03/2026
Nem sempre o problema urinário começa na bexiga.
Muitos casos de escapes, infecção urinária e xixi na cama estão associados à prisão de ventre, uma condição chamada disfunção bexiga-intestino.
Por isso, olhar apenas para a bexiga muitas vezes não resolve o problema.
Avaliar a criança como um todo faz toda a diferença no tratamento.
Xixi na cama até certa idade pode ser normal.
Mas existe um momento em que precisa de atenção.
Depois que a criança tira a fralda, alguns episódios ainda são esperados. O marco que usamos é por volta dos 5 anos.
A partir daí, quando o xixi na cama continua, passa a ser algo que merece avaliação.
Não é só uma questão de controle. Pode impactar autoestima, rotina e até o desempenho escolar da criança.
E o mais importante: não é culpa dela.
Se isso ainda acontece na sua casa, o melhor caminho não é esperar ou brigar.
É entender a causa e tratar da forma correta.
Apareceu uma dilatação no rim no ultrassom pré-natal? A primeira coisa é: calma.
Na maioria das vezes, essas dilatações são transitórias e melhoram naturalmente, principalmente após o nascimento.
Em muitos casos, o acompanhamento já é suficiente e o exame normaliza sozinho.
Mas é importante avaliar.
Em uma parte menor dos casos, pode existir alguma alteração que precisa de acompanhamento mais próximo e, eventualmente, tratamento.
O mais importante é não carregar essa preocupação sozinha durante a gestação.
Com orientação adequada, é possível acompanhar com segurança e preservar esse momento tão importante da família.
Se você fez xixi na cama quando era criança, seu filho pode passar pelo mesmo.
O histórico familiar tem um peso importante.
Quando um dos pais teve enurese, o risco chega perto de 50%. Quando foram os dois, pode chegar a 80%.
Por isso, mais do que cobrança, o que a criança precisa é de paciência e compreensão. Ela não faz isso por escolha.
E vale reforçar: bronca não resolve.
Informação, acolhimento e avaliação correta fazem toda a diferença no caminho até o controle.
Se o seu filho ou sua filha já teve infecção urinária, é importante investigar a causa.
Em muitas crianças, a infecção pode estar relacionada ao refluxo urinário, quando a urina volta da bexiga para os rins.
Essa alteração aumenta o risco de novas infecções e pode trazer consequências se não for identificada.
Por isso, depois de um episódio de infecção urinária, o ideal é avaliar com atenção e entender o que está por trás do problema.
Diagnóstico correto é o primeiro passo para evitar recorrências e proteger os rins da criança.
18/03/2026
Puberdade precoce tem sido um tema cada vez mais discutido em reportagens e nas redes sociais, o que acaba gerando muita preocupação nas famílias.
Nos meninos, o início da puberdade entre 9 e 14 anos costuma ser considerado normal.
O acompanhamento adequado ajuda a diferenciar variações normais do desenvolvimento de situações que realmente precisam de tratamento.
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