01/09/2026
A fome é regulada por uma complexa rede de sinais hormonais, neurológicos e metabólicos. Entre eles, está a leptina, um hormônio produzido principalmente pelo tecido adiposo.
Descoberta em 1994, a leptina mudou a forma como entendemos o tecido adiposo: além de armazenar energia, ele também atua como um órgão endócrino, capaz de enviar sinais ao cérebro sobre o estado energético do organismo.
A leptina funciona como um sensor biológico da gordura corporal. Quando os estoques de gordura aumentam, mais leptina é produzida. Quando diminuem, os níveis do hormônio também caem.
Em condições fisiológicas normais, o aumento da leptina sinaliza ao cérebro que os estoques de energia estão adequados, contribuindo para a redução do apetite.
Mas esse sistema pode não funcionar da mesma forma em muitos indivíduos com obesidade. Nesses casos, os níveis de leptina podem estar elevados, como consequência do excesso de tecido adiposo, mas sua sinalização central pode estar prejudicada. Esse fenômeno é conhecido como resistência à leptina.
Na prática, isso significa que, mesmo com níveis elevados do hormônio circulando no organismo, o cérebro pode interpretar os sinais de forma inadequada, contribuindo para a manutenção da fome, a redução do metabolismo e a dificuldade de perda de peso.
Por isso, a leptina é uma peça importante para entender como o organismo regula a fome e o gasto energético. Quando essa comunicação é alterada, mecanismos que normalmente ajudam a controlar o apetite também podem ser comprometidos. Em caso de dúvidas, procure por um profissional de saúde.
Referência: Wecann Academy. Leptina: o hormônio da saciedade e energia. Disponível em: https://wecann.academy/leptina-o-hormonio-da-saciedade-e-energia/