28/08/2026
A geração rotulada
Preguiçosa, imediatista, pouco resiliente e difícil de liderar.
A Geração Z entrou no mercado de trabalho cercada de rótulos que se repetem em diferentes países e ambientes profissionais.
E algumas atitudes ajudam a alimentar essa percepção.
Mas reduzir uma geração inteira a esses rótulos pode ser uma maneira simplista de interpretar uma transformação muito maior.
Essa geração cresceu em um ambiente mais digital, mais veloz e mais conectado.
Ela chegou ao mercado de trabalho com outras referências, expectativas e formas de aprender: questiona processos, busca respostas rápidas e pode demonstrar menos disposição para tarefas repetitivas ou pouco estimulantes.
E, ao mesmo tempo, traz familiaridade com novas tecnologias, agilidade e um olhar capaz de contribuir para a modernização de práticas que podem não fazer mais sentido.
Compreender essas particularidades não significa justificar todos os comportamentos.
No mundo do trabalho, a adaptação se faz necessária.
Nem toda tarefa será interessante, nem todo processo poderá ser flexibilizado e nem toda frustração significa que algo esteja errado.
Responsabilidade, comprometimento, constância e disposição para aprender continuam fazendo parte da construção profissional.
E é aí que a liderança ganha importância.
Em vez de apenas reclamar que esses jovens não se adequam, é preciso identificar o que se pode aprender com eles, quais habilidades ainda precisam ser aprimoradas e quais práticas da própria organização merecem ser revistas.
Mais do que rotular, liderar exige compreender diferenças, reconhecer potencial e desenvolver competências.
Lenora Santos Coaching & Gestão
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Jornal de Gramado