Prof. Jorge C. Barbosa-Leite Unirio HUGG EMC ORL

Prof. Jorge C. Barbosa-Leite Unirio HUGG EMC ORL

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Professor da Disciplina de Otorrinolaringologia da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Médico ORL e do Trabalho
Perito Judicial

Sci-Hub e a pirataria acadêmica (#Pirula 218) 03/07/2019

Vale a pena assistir. Particularmente os iniciantes em pesquisa acadêmica. Ótima palestra.

Sci-Hub e a pirataria acadêmica (#Pirula 218) A Elsevier ganhou um processo de 15 milhões contra o Sci-hub. Não entendeu? Então confira neste vídeo porque você deveria se interessar por isso. Meu Twitter...

21/07/2018

Assino embaixo!

29/03/2018

Aguardamos por você nesse evento!

Photos 10/06/2016
Portal na internet será local para médicos, pacientes e pesquisadores trocarem informações -... 04/03/2016

Esta é uma iniciativa do Movimento Participação Médica, constituído de médicos que valorizam o atendimento público de boa qualidade. Procurem conhecer mais sobre esse grupo e venha, você que é médico ou futuro médico, fazer parte dele também.

Portal na internet será local para médicos, pacientes e pesquisadores trocarem informações -... O Observatório da Saúde será um canal para monitorar os investimentos e uma ferramenta para estimular os cidadãos a participar dos problemas que atingem o sistema de saúde. O portal entra em funcionamento nas próximas semanas.

04/11/2015

SOBRE OUTUBROS ROSAS E NOVEMBROS AZUIS

O texto abaixo merece uma profunda reflexão por todos nós. Mesmo aquilo que nos parece, a princípio, correto e bem intencionado, deve sofrer uma analise crítica para que, como diz o preceito Budista: Só se aceite como verdade aquilo que nosso coração considerar como tal. Ou seja: Se algo que lhe parece verdadeiro, pode até ser que o seja, porém deve ser visto por diversos ângulos, e não só aquele que nos parece evidente e muitas vezes, óbvio. Como dizia meu grande mestre Hugo Borges de Carvalho - A Medicina é uma ciência de VERDADES TRANSITÓRIAS. O que hoje nos parece verdadeiro, amanhã poderá ser provado como falso. Temos que ter extremo cuidado, enquanto médicos e formadores de opinião que somos, ao reverberamos algo que possa se caracterizar como uma falácia: Argumento ou raciocínio falso com aparência de verdadeiro. As evidências devem ser o fator norteador, que nasce de estudos sérios, bem controlados, isentos de interesses que possam comprometer a sua credibilidade.

Prof. Dr. Jorge da C. Barbosa Leite, MD, PhD.
Professor Regente da Disciplina de ORL do Curso de Medicina da UNIRIO.
lattes.cnpq.br/1859961385086223

Recebi de um Colega, Dr Armando Pimenta Médico do Trabalho

Prezados,

desculpem-me pela longa nota, mas não há como sintetizar este assunto que precisa ser cada vez mais compreendido.

Ao final desta nota anexo matéria da Folha de São Paulo de ontem, repassada pelo colega Tersio Gorrasi, da Transpetro, a quem agradeço. Felizmente não sou mais o único chato de plantão falando sobre o tema, a jornalista Claudia Colucci adotou-o em algumas oportunidades.

Considero que este ano seria oportuna uma manifestação na mesma linha da Sociedade Brasileira de Medicina da Família e da Comunidade, para nos alinharmos ao conhecimento científico internacional e melhor proteger a saúde da força de trabalho.

"A manifestação da SBMFC é uma ótima oportunidade para que as entidades melhorem o nível de campanhas que visem a educação em saúde. Omitir esses dados na campanha Novembro Azul é um desserviço aos homens, às suas famílias, e aos sistemas de saúde, que desperdiçam recursos que poderiam estar sendo mais bem usados em ações efetivas de prevenção e promoção à saúde."

Seguem também dois links para videos no You Tube, com o dr. Gilbert Welch, professor da Universidade de Dartmouth, falando sobre o tema.

Uma palestra mais longa é sobre os dois números mais enganosos em medicina: risco relativo e taxa de sobrevivência. Todo rastreamento aumenta a taxa de sobrevivência, mas isto é bom? Não, é fumaça nos olhos apenas. Se descobrimos um câncer de 0,5 cm a sobrevivência em 5 anos, a partir do diagnóstico, será maior. Mas sem acrescentar um ano real a mais de vida. Se o câncer evoluísse, e a maioria não evolui, a descoberta mais tardia levaria a mais 2 a 4 anos de sobrevida, mas poupando a qualidade de vida retirada pelo diagnóstico precoce com a instituição de quimioterapias, radioterapias e cirurgias. A explicação está perfeita, mas o vídeo é apenas em inglês sem legendas. A fala é pausada e apoiada por Power Point.

https://www.youtube.com/watch?v=rcHQElKhWFc

Outra, do mesmo professor, é especificamente sobre o PSA.
https://www.youtube.com/watch?v=3WocLvpfFcA

Por fim, sugiro conhecer também esta paródia Bridge Overdiagnosis, sobre a música Like a Bridge Over Troubled Water, do Simon & Garfunkel da década de 70. Foi apresentada na última Conferência Internacional sobre Overdiagnosis, em Washington este ano. Em 2:52 min aparecem as causas para overdiagnosis. Aos 4 minutos há um quadro mostrando as chances de encontrar um falso positivo para cânceres de pulmão, rim e tireóide. Esta última é a mais impressionante: 67% de chances de encontrar um incidentaloma no rastreamento por ultrasom, e chance de letalidade de apenas 0,01%. Centenas de tireóides são mutiladas desnecessariamente, como a da presidente da Argentina.

https://www.youtube.com/watch?v=gfesuNG0-kQ

Nas telas em que a ponte aparece, mostram pilares encimados por rótulos marcando que já passamos pela fase de aumento do alerta da ocorrência de sobrediagnóstico (e sobretratamentos), já reunimos as melhores evidências de sua existência, já desenvolvemos ferramentas para identificação epidemiológica de riscos, benefícios e danos reais. Para completarmos a travessia, falta mitigar o conflito financeiro.

Como garantir a renda de urologistas e mastologistas, por exemplo, quando os consultórios esvaziarem ao cessar o rastreamento nocivo? Como extinguir uma "instituição de caridade" como a Laços Rosa, com sua enorme e bem sucedida campanha de marketing envolvendo carros de fórmula 1 e a bola do brasileirão? Até o Banco do Brasil divulgou para seus clientes um plano especial de seguro para cobertura de câncer de mama. Gostaria de conhecer quanto do PIB brasileiro e americano é movimentado desta forma. Mas não deve justificar o dano à saúde de ninguém.

Segue a letra da paródia:
Bridge Over Diagnosis

Now you're leery, you’ve just been scanned,
Those fears within your eyes,
Incidentaloma.
I must confide.
Oh strangely enough,
Benign tumours are all around,
Like a bridge over diagnosis
You have no symptoms
Like a bridge over diagnosis
I will ease your mind

Now you're full of doubt,
You’ve just been screened,
These findings caused you harm,
They don’t comfort you.
But let’s be wise
Oh before sadness comes
No real illness was found
Like a bridge over diagnosis
Widened disease thresholds
Like a bridge over diagnosis
I will ease your mind

Overdiagnosis, makes me sigh.
Your time has not come to die,
All your dreams can be on their way.
You need peace of mind,
Oh you are not condemned
It’s likely quite benign
Like a bridge over diagnosis
Labelling’s a concern
Like a bridge over diagnosis
I will ease your mind.

Sds
Armando
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Matéria da Folha de ontem, da colunista Cláudia Collucci, que esclarece muito bem o 'status quo' da polemica do rastreamento do câncer de próstata, o qual é aplicável também a outros rastreamentos, como o do câncer de mama, por exemplo. Os chamados outubro rosa e novembro azul deveriam focar mais nas saúdes da mulher e do homem, respectivamente como um todo, e não apenas nos cânceres de mama ou próstata. O adoecimento de qualquer órgão de nosso corpo depende de uma série de fatores integrados, incluindo os antecedentes familiares e o estilo de vida por exemplo. Os exames de rastreamento para diagnóstico precoce tem a sua utilidade, mas não podem ser a única fonte para a tomada de decisões que poderão alterar as vidas dos pacientes, muitas vezes de modo irreversível.

Exame da próstata não faz o homem viver mais

Novembro mal começou e o bombardeio de informações sobre o câncer de próstata e a importância do PSA (antígeno prostático específico) está a todo v***r. De shoppings center a planos de saúde, todos estão mobilizados em torno da campanha Novembro Azul.

Há uma sucessão de equívocos nessa iniciativa. Primeiro porque parece que a saúde do homem se resume a essa glândula localizada na parte baixa do abdômen. Perde-se aí uma ótima oportunidade para discutir outras coisas que realmente terão impacto na saúde masculina, como prática de atividade física, os maus hábitos (uso de álcool e outras dr**as, tabaco etc), os acidentes de trânsito e a checagem dos níveis da pressão arterial e da glicemia.

O outro equívoco é ainda mais sério. Cada vez mais as evidências científicas contraindicam a realização do PSA de rotina, em qualquer idade. Mas parece que, por desconhecimento ou interesses outros, as campanhas têm ignorado esse fato. Por aqui, há poucas vozes discordantes, uma delas é da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC), que distribuiu nota à imprensa sobre o assunto.

Para começar, a SBMFC explica o conceito do rastreamento e porquê ele não se aplica ao exame da próstata. Rastreamento significa uma ação feita para identificar uma doença (ou fator de risco) antes que ela se manifeste ou piore, com o objetivo de diminuir o adoecimento e a mortalidade. Ou seja, fazer as pessoas viverem mais e melhor.

É o que acontece, por exemplo, quando a pessoa faz uma sorologia de HIV ou uma coleta de papanicolau. Mas não é o que ocorre com o câncer da próstata e com o foco da campanha Novembro Azul.

A campanha diz que "a única forma de garantir a cura do câncer de próstata é o diagnóstico precoce", e recomenda que todos os homens com mais de 50 anos (ou 45, no caso de negros e parentes de primeiro grau de indivíduos que tiveram a doença) procurem anualmente um urologista para fazer o exame de toque retal e a dosagem de PSA no sangue.

A SBMFC lembra que essa não é a recomendação de respeitadas instituições nacionais e estrangeiras. Em 2012, o United States Preventive Services Task Force (USPSTF) passou a contraindicar o rastreamento de câncer de próstata baseado em PSA para homens americanos de qualquer idade.

Em 2013, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) passou a recomendar que não se organizassem programas de rastreamento para o câncer da próstata, e que homens que demandassem espontaneamente a realização de exames de rastreamento fossem informados por seus médicos sobre os riscos e benefícios associados a essa prática, "por existirem evidências científicas de boa qualidade de que o rastreamento do câncer de próstata produz mais dano do que benefício".

Outras entidades reconhecidas internacionalmente, como o Canadian Task Force on Preventive Health Care, o American Academy of Family Physicians e o United Kingdom National Screening Comittee, fazem recomendações semelhantes.

Os estudos que levaram a essas recomendações acompanharam milhares de homens por mais de dez anos, e mostraram que fazer PSA com ou sem toque retal não diminui a mortalidade geral dos homens, e muda muito pouco a mortalidade específica por câncer de próstata. Em outras palavras, lembra a SBMFC, homens que fazem o exame não morrem mais velhos, e morrem muito pouco menos de câncer de próstata.

Esse pequeno benefício não compensa os potenciais malefícios, quase sempre relacionados à realização desnecessária de biópsia prostática (um procedimento que pode provocar sangramentos, febre, infecção prostática e retenção urinária), o impacto psicológico causado por um resultado falso positivo, e as sequelas do tratamento (é muito comum que os homens tenham incontinência urinária ou impotência sexual após a retirada da próstata).

Isso acontece porque o exame não consegue diferenciar cânceres graves e mortais de cânceres que cresceriam lentamente e não viriam a matar o homem, ou seja, muitos acabam tendo os malefícios desnecessariamente, explica a nota.

"A Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade considera que os homens, de fato, precisam dar e receber mais atenção à sua saúde, mas as evidências científicas mais recentes deixam claro que isso não deve ser feito através da dosagem do PSA ou realização de toque retal em pessoas que não apresentam qualquer sintoma. Médicos e médicas devem, por uma questão ética, fornecer todas as informações relevantes para que seus pacientes possam decidir de forma esclarecida sobre questões relacionadas à própria saúde."

A manifestação da SBMFC é uma ótima oportunidade para que as entidades melhorem o nível de campanhas que visem a educação em saúde. Omitir esses dados na campanha Novembro Azul é um desserviço aos homens, às suas famílias, e aos sistemas de saúde, que desperdiçam recursos que poderiam estar sendo mais bem usados em ações efetivas de prevenção e promoção à saúde.

Photos 24/10/2015

IMPORTANTE para quem quer conhecer um pouco mais sobre antroposofia, sua origem, suas aplicações no mundo! Palestras com Vera Oliveira e Selim Nigri!
no dia 6 de novembro, às 19h, em Botafogo,apresentando a Biografia de Rudolf Steiner e a Biografia Prática da Antroposofia. O valor arrecadado será doado para o ambulatório didático-social da ABMA-RJ. Inscrições pelo email [email protected]. Maiores informações no folder abaixo. Adoraremos encontrar vocês por lá!

22/10/2015

CONSIDERAÇÕES SOBRE AS “RESTRIÇÕES” AO TRABALHO DESENVOLVIDO POR PESSOAS COM DEFICIÊNCIA E, EM PARTICULAR, COM DEFICIÊNCIA AUDITIVA.
Recentemente recebi de uma empresa cliente uma solicitação para que descrevesse as restrições do deficiente auditivo, além do atendimento de telefone, pois o agente fiscalizador do trabalho não havia aceitado o laudo médico por mim elaborado sobre a condição de deficiente auditivo de um empregado do ponto de vista médico e da legislação.
Contextualização do problema: A recém promulgada Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015 que institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). O Decreto Nº 3.298, de 20 de dezembro de 1999, também conhecido como “Lei do deficiente”, estabelece que pessoas com “deficiência” devem preencher um percentual de vagas em postos de trabalho nas empresas. No caso do “deficiente” auditivo, a redação dada pelo Decreto nº 5.296, de 2004 estabelece como sendo aquele que apresenta perda maior ou igual a 41 dB, em ambas as orelhas, na média da frequências do audiograma de 500, 1000, 2000 e 3000 Hz.
O objetivo de tais diplomas legais é a inclusão social e no mercado de trabalho de pessoas com algum tipo de “deficiência”, conforme critérios estabelecidos na lei, para que possam exercer sua cidadania da maneira mais plena possível, inclusive com o direito ao trabalho digno e a prover o seu auto-sustento, contribuindo assim, como os demais seres “normais”, com a Sociedade como um todo, e deixando de ser “enxergado”, por alguns, como um estorvo social, dependente da caridade alheia e do assistencialismo do Estado.
De fato, não compactuo com o rótulo de que pessoas com determinadas limitações, sejam elas físicas, motoras, sensoriais ou mentais seja consideradas como deficientes. O termo deficiente é inadequado e preconceituoso. Pessoas não são deficientes. Apresentam limitações que podem ter sido determinadas por alterações congênitas, acidentes, e até mesmo por condições fisiológicas decorrentes do processo natural do envelhecimento. Tais condições nos dias atuais, na imensa maioria dos casos, devem ser consideradas como fatores limitadores relativos.
A evolução tecnológica permite que um amputado de ambas as pernas dispute uma corrida com um não amputado, corredor velocista de alto desempenho e ...o vença. O uso de próteses, órteses e acessórios, reduziram em muito as limitações antes impostas a essas pessoas, e hoje não mais se pode “rotular”, “formatar” ou “enquadrar” pessoas quanto ao que são ou não são capazes de realizar, com base nas suas “deficiências”. Exceção se faça aos casos “aparentemente óbvios” cuja evolução tecnológica ainda não foi capaz de adequá-los a uma vida “social” e “produtiva”. Stephen Hopkins é um exemplo de um gênio produtivo que algumas pessoas que desconheçam sua condição de trabalho, poderiam equivocadamente, considerá-lo um inválido.
Assim sendo, quando se busca determinar que tipo de atividade, fora aquelas que, obviamente, o bom senso nos leva a considerar como inadequadas a determinados tipos de limitação, mostra-se como uma postura equivocada, além de preconceituosa, para não se dizer ofensiva à inteligência e ao bom senso, tanto de quem possui a limitação, como daquele que acolhe ao “deficiente” com a oferta de uma posição no mercado de trabalho, denotando uma postura autoritária e controladora do Estado, quando um de seus agentes, extrapolando o princípio da razoabilidade, exige que se discriminem as atividades para as quais uma pessoa beneficiada por uma Lei inclusiva, está ou não apta a realizar, demonstrando uma postura discriminatória que deve ser abominada por toda a sociedade.

Cursos de medicina sem estrutura crescem e chegam a custar R$ 7 mil 24/08/2015

Abrir faculdades é fácil, ter professores competentes para formar os alunos é a questão. Mercantilização dos cursos de medicina: a quem interessa?

Cursos de medicina sem estrutura crescem e chegam a custar R$ 7 mil Dados do Conselho Federal de Medicina mostram que nenhuma faculdade de medicina do país tirou a nota máxima na última avaliação do Inep.

30/07/2015

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