11/04/2023
Muitas pessoas não sabem o que é um ato de inteligência. Se você quer saber, faça um teste. Feche os olhos e imagine uma cachoeira. Agora, ao invés de só pintá-la na mente, experimente imaginá-la com os outros sentidos, tato, olfato, audição ao menos. É bem provável que a segunda imaginação tenha sido bem mais vívida. Isso foi um ato de inteligência.
Agora imagine que você está numa guerra no Sec. XI a.C.; uma guerra que decidirá o futuro de uma cidade belíssima e famosíssima; que os maiores guerreiros, muitos deles descendentes dos deuses, se reuniram numa planície em frente a essa cidade para o maior combate da antiguidade clássica.
É um pouco mais difícil de imaginar. Mas de modo algum impossível. Graças a Deus, alguns dos maiores peritos na arte de ilustrar com palavras podem dar-nos uma mão nessa empreitada. Por sinal, aquele que é tido por muitos como o maior dos poetas escreveu sobre o assunto. E o segundo maior, também.
Você notará na leitura dos clássicos o enriquecimento da sua imaginação. Uma coisa é imaginar uma cachoeira; outra, toda uma guerra que decidiu um sem-número de coisas, tanto histórica quanto artisticamente no Ocidente. Sem a história da Guerra de T***a, o Ocidente seria outro. Provavelmente muito mais pobre. Você precisa saber do que se trata. Mas, mais ainda, você quer saber do que se trata.
Talvez você ainda não entenda bem por quê. Faça o teste e você entenderá. Aumentar e enriquecer a imaginação equivale, matematicamente, a aumentar e enriquecer a inteligência. Quanto mais hábil e mais cheia a imaginação, mais inteligência. É simples assim.
Imagine que você está num dos barcos prestes a desembarcar nas praias de T***a. Agora, faça a jornada e nos conte o resultado.