Laboratório de Oncovirologia

Laboratório de Oncovirologia

Compartilhar

Uma equipe trabalhando na imunobiologia dos cânceres associados ao vírus Epstein-Barr e nas infecções virais nos pacientes oncológicos transplantados.

Somos uma equipe jovem trabalhando na imunobiologia dos cânceres associados ao vírus Epstein-Barr e nas infecções virais nos pacientes oncológicos e submetidos a transplante. No presente, o trabalho está focado em (i) estudar o controle genético e epigenético da reativação do EBV; (ii) realizar estudos de metagenômica viral no paciente transplantado; (iii) entender o papel que variantes polimórf**

29/06/2020

Partiu na última sexta-feira, Claudia Esther Alicia Rocio Hassan, chefe e fundadora do Laboratório de Oncovirologia do CEMO/INCA. Cientista argentina com uma paixão inigualável pela ciência, fez da sua trajetória no Brasil uma vida dedicada quase que exclusivamente à Pesquisa e ao Diagnóstico de infecções virais no Câncer, atuando por cerca de 20 anos na nossa Instituição. Seu entusiasmo era notável em todas as suas aulas e palestras públicas. Seu empenho culminou na criação de um serviço de monitoramento de rotina aos pacientes do Centro de Transplantes de Medula Óssea, o qual permitiu intervenções precoces que influenciam a taxa de sobrevida dos pacientes.

Apesar de sua presença física ser uma perda tão precoce e irreparável, acreditamos que Rocio continuará em nós, pois sua semeadura está em pleno desenvolvimento: na missão do seu Laboratório em atividade, no legado de estudantes e profissionais que formou, e sobretudo na mente de cada um que algum dia sequer a viu discursar ou questionar sobre Ciência.
Tal qual o orvalho ("Rocio") refrescante sobre as folhas e pétalas, deixamos um poema em homenagem à sua grande capacidade de colorir com propriedade os mais diferentes assuntos aos olhos e ouvidos daqueles que partilharam do seu convívio.

Orvalho é poesia...

Gotículas prateadas sobre a flor
São como pérolas ao amanhecer
É diferente com a variação de cor
Dura pouco só até o sol aparecer

Nas manhãs o verde é só frescor
Na natureza cena bela de se ver
Gotículas prateadas sobre a flor
São como pérolas ao amanhecer

Na pétala dá um reflexo multicor
Colorindo de cintilante o alvorecer
Nas encostas, jardins a onde for
De beleza as paisagens acrescer
Gotículas prateadas sobre a flor.

Carol Carolina

Nossos mais profundos agradecimentos,
Equipe de Oncovirologia/CEMO/INCA

Carta de Manaus - “A Floresta Pede Ar” - Jornal da Ciência 20/05/2020

Carta de Manaus

Carta de Manaus - “A Floresta Pede Ar” - Jornal da Ciência “Neste mês de maio de 2020, Manaus se transformou em símbolo de fracasso diante do colapso do sistema de saúde causado pela pandemia que assola todos os continentes da Terra”, escrevem a diretora da SBPC, Vera Maria Fonseca de Almeida-Val, o secretário-regional da SBPC-AM, Sanderson Castro S...

Após pico de enterros, média de sepultamentos diários em cemitérios públicos de Manaus cai pela metade 20/05/2020

Queridos estudantes que seguem a página, parem 10 minutos, façam uma xícara de chá ou café, e leiam na íntegra o texto publicado pela SBPC. Não apenas como jovens cientistas, senão como jovens brasileiros, em cujos ombros reposa o futuro desta Pátria amada.

No Jornal da Ciência de hoje
Sbpc Soc Bras Progresso da Ciência

Carta de Manaus –
“A Floresta Pede Ar”
“Neste mês de maio de 2020, Manaus se transformou em símbolo de fracasso diante do colapso do sistema de saúde causado pela pandemia que assola todos os continentes da Terra”, escrevem a diretora da SBPC, Vera Maria Fonseca de Almeida-Val, o secretário-regional da SBPC-AM, Sanderson Castro Soares de Oliveira, e o secretário-regional adjunto da SBPC-AM, Pedro Rapozo.

Leia abaixo a carta:

Uma floresta pujante!
Uma floresta responsável pela manutenção do clima da Terra!
Uma floresta que mantém o regime de chuvas para que o Brasil mantenha sua agricultura e pecuária garantindo a produção de alimentos.
Uma floresta que esconde, em suas entranhas, as mais diversas formas de vida existentes no planeta!
Uma floresta que abriga mais de 20 milhões de seres humanos das mais variadas etnias.
E são as Ciências que desvendam todas essas propriedades com observações e métodos cientif**amente embasados.

A Amazônia brasileira foi, por muitos séculos, abandonada à sua própria sorte, vista apenas como um ponto verde no mapa e sempre atraiu a atenção do resto do mundo como um tesouro a ser desvendado. O Brasil, na contramão da história, perseverou vários ciclos de exploração na Amazônia, como a exploração das dr**as do sertão, implantou o ciclo da borracha, o qual reputam como o auge da colonização e imposição de costumes europeus, seguida da exploração madeireira e, mais recentemente, desmatamento para mineração de metais e petróleo. Várias regiões vêm sendo, também, pressionadas pela migração da atividade agropecuária por grandes latifundiários em busca de enriquecimento cada vez maior. Hoje, o Brasil consegue enxergar a região, após se apropriar de conhecimento de seus potenciais por meio de cientistas estrangeiros, em um primeiro momento, e depois de várias tentativas de colonização e catequização de seu povo nativo, as quais causaram extermínio sistemático da maior parte da população nativa, ineptos que foram para habitá-la ou compreendê-la.

A maior bacia de água doce do mundo abriga o maior rio do Mundo. De complexa formação, permeia essa floresta e tem grande complexidade e propriedades, abrigando uma diversidade tão grande como a que se observa em terra firme. Essa bacia, além de permitir ser interdependente da floresta, abriga rios que transportam interesses econômicos, dão vazão a produtos de exportação brasileiros, particularmente a soja, enquanto “vêm” crescer invasões de terras protegidas (reservas ambientais e indígenas) que promovem destruição ambiental, social e cultural, sugam suas terras e impõem doenças e mortalidade aos povos indígenas em suas áreas tradicionalmente ocupadas, as quais respeitam e fazem delas uso sustentável. Ao invés de aprendermos com seus conhecimentos tradicionais e por eles recompensá-los, subtraímos desses povos o que há de mais sagrado, seu direito de viver seus costumes, sua cultura e de manterem seu solo protegido.

Em meio à floresta, brotam algumas metrópoles e também pequenas cidades, as quais são centros importantes para o desenvolvimento da região, muito embora tragam problemas ao meio ambiente em seu entorno, pois formaram, em muitos casos, uma população urbana não mais ligada diretamente às práticas agrícolas e à pesca sustentáveis. A centralização obriga o povo do interior (ribeirinhos, indígenas, quilombolas e até o homem urbano do interior) a buscar conhecimento, educação, saúde, emprego nessas cidades sem que possa ter acesso aos bens e serviços (basicamente saúde e educação) em seus locais de morada, bens e serviços aos quais têm direito por leis garantidas pela constituição “cidadã”, promulgada em 1988 pelo Congresso Nacional Brasileiro.

No Amazonas, o maior estado brasileiro, também o detentor da porção mais conservada da floresta, ergue-se, em frente ao Rio Negro, exatamente no local onde o rio se une ao Solimões para formar o Amazonas, sua capital Manaus. A maior metrópole da região concentra mais de dois milhões de habitantes fixos (pouco mais da metade da população do estado) e recebe grande parte da demanda por educação superior e por saúde do interior do estado e de outros locais da região. Cabe registrar que a cidade ainda recebe estudantes de todo o país, principalmente em seus cursos de pós-graduação voltados ao estudo da biodiversidade amazônica.

Em Manaus, o complexo industrial criado para atrair riquezas e oferecer condições de trabalho aos habitantes da cidade e da região é responsável por colocar Manaus como a sétima capital a contribuir com o PIB nacional, gerando riqueza para o país. A Zona Franca de Manaus atraiu e atrai empresários e grandes indústrias do país e do mundo por representar um parque de desenvolvimento tecnológico onde há isenção de impostos para aquelas empresas que se fixam e produzem ou finalizam seus produtos nela. Tida como uma indústria ‘limpa’, o modelo da Zona Franca de Manaus é considerado uma das possibilidades de desenvolvimento sustentável da região. Por outro lado, há muitas dúvidas se este modelo é o melhor para a região, pois concentra riqueza para poucos e atrai muitos empregados para uma cidade cada vez maior e mais insustentável do ponto de vista ambiental e de saúde.

Neste mês de maio de 2020, Manaus se transformou em símbolo de fracasso diante do colapso do sistema de saúde causado pela pandemia que assola todos os continentes da Terra! E chora por isso! Manaus, hoje, é um dos mais assustadores símbolos do fracasso do sistema de saúde brasileiro. Vilipendiada nos últimos governos estaduais, a saúde do Amazonas é heroicamente mantida por profissionais da saúde e pelo sistema de Educação Superior (Universidades Federal e Estadual e Centro Técnico de Formação), que insistem em ajudar o próximo e dar assistência médica e hospitalar, mesmo com muita dificuldade e sem apoio financeiro para sua expansão e interiorização. Esta frágil rede é ainda constituída por Institutos de Pesquisa em saúde e alguns Hospitais que desenvolvem ciência básica, formação de recursos humanos e realizam pesquisas, além de dar assistência hospitalar de qualidade na medida em que podem.

Infelizmente, essa situação de alta transmissão do vírus passou rapidamente da capital para todo o estado, que passou a concentrar vários dos municípios do interior com maior incidência de COVID-19 oficialmente confirmados e com maiores índices de mortalidade pela doença. Manaus tem, hoje, o maior índice de contaminação pelo SARS-CoV-2 do Brasil. A subnotif**ação da doença CoVID-19, causada pelo vírus altamente contaminante, infectante e letal na região, f**a evidente quando a equação do número de casos comprovados por exames e te**es (escassos para a população) e o número de mortos enterrados não fecha.

Os dados disponíveis evidenciam que o número diário de sepultamentos chegou a quadruplicar no município de Manaus e também tem aumentado no interior. Na segunda quinzena de abril, passou a ser comum o registro de mais de 100 sepultamentos diários , chegando ao ápice de 151 enterros no dia 2 de maio. A cidade que registrou uma média de 28, 3 sepultamentos diários em 2019 agora esforça-se por manter ou reduzir a média da última semana de 102,4*. No interior do estado, os municípios começam a mostrar a mesma tendência, mas temos poucas informações para fazer um balanço.

Embora os levantamentos oficiais considerem apenas as mortes confirmadas por exames pela Fundação de Vigilância em Saúde, é impossível ignorar o aumento do número de registros de causa mortis desconhecida, por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) ou por suspeita de COVID-19. Some-se a isso, os registros de óbitos por “causa indeterminada”, o que, muito provavelmente, se deve à falta de atendimento médico às pessoas acometidas pela doença, não detectada por te**es que são, vale repetir, insuficientes para a população. O número de notícias falsas e campanhas de automedicação espalhadas principalmente em redes sociais, associadas à ausência de serviços de saúde nas regiões que concentram as pessoas de mais baixa escolaridade, também devem contar para o alto número de mortes em casa relatados pela imprensa.

É de longa data a luta por melhoria na região, para que se diminuam os desequilíbrios na saúde, na educação em todos os níveis de formação escolar e no desenvolvimento científico e tecnológico. Ainda, a busca por fixação de recursos humanos qualif**ados tais como cientistas gabaritados, médicos, engenheiros, dentre tantos outros profissionais necessários para pensar e idealizar soluções para os problemas de urbanização em regiões tropicais nunca foi suficientemente planejada e realizada. Além disso, muitas tentativas para criar um ambiente de pesquisa visando o desenvolvimento de produtos voltados para os setores de medicamentos, cosméticos, nutrição, dentre outros, com material advindo da flora e fauna da floresta, têm sido frustradas por inúmeras razões, dentre as quais, falta de recursos humanos qualif**ados e de vontade política. Em 2002 foi criado, no âmbito do Programa Brasileiro de Ecologia Molecular para o Uso Sustentável da Biodiversidade – PROBEM (Primeiro PPA- Plano Plurianual do Governo Federal) o CBA – Centro de Biotecnologia da Amazônia, um grande centro com laboratórios contendo equipamentos dentre os mais modernos na área de química e biologia molecular. Esse centro também contém estruturas que servem como incubadoras de empresas, na expectativa de se criar um parque biotecnológico e se independer de indústrias do exterior e da indústria de eletroeletrônicos para a geração de emprego e renda na região. Isso permitiria o tão propalado desenvolvimento sustentável, no qual a floresta seria a principal fornecedora de matéria prima para o desenvolvimento de produtos cujas patentes poderiam ser adquiridas por empresários locais, nacionais ou internacionais.

A proposta era uma das mais nobres ideias já idealizadas para o desenvolvimento da região, mas não logrou sucesso, uma vez que a “matéria prima” – Recursos Humanos Qualif**ados – é pouca e o desconhecido é, de longe, muito maior que o conhecido na floresta. Atualmente, ainda se faz necessária a pesquisa básica para identif**ação e te**es de produtos com princípios ativos para medicamentos, entre outros produtos. O CBA sequer se tornou uma figura jurídica independente até hoje, após 18 anos de sua inauguração; dadas as divergências políticas entre ministérios ao longo de vários governos.

Ganância? Vaidade? Poder? Ninguém pode apontar uma razão para essa inação tão prejudicial ao desenvolvimento sustentável da região. Não obstante, é importante ressaltar a existência de uma ainda tímida rede de pesquisa local em saúde que, embora distante do que seria necessário, foi capaz de organizar um estudo de ponta que evidenciou os perigos da cloroquina logo no início da pandemia no estado. Realizar uma pesquisa de nível internacional em curto espaço de tempo, enfrentando uma pandemia e sem as condições desejadas de trabalho é digno de nota, mas a ciência não deveria ser feita por heróis dedicados, mas por uma rede estruturada de instituições com estrutura física e recursos humanos. Essa falta de estrutura torna-se ainda pior no momento da pandemia, pois a capacidade de resposta do sistema de CT&I f**a muito aquém do necessário.

Não bastasse este colapso do sistema de saúde, quais as consequências do espalhamento do vírus SARS-CoV-2 para o interior do estado, onde poucos municípios possuem estruturas que podem dar atendimento a doentes acometidos por COVID-19? Acrescentando, ainda, as distâncias enormes entre um município e outro, entre comunidades ribeirinhas e UPAs (Unidades de Pronto Atendimento do SUS), entre terras indígenas e sedes de municípios e/ou hospitais podem ser fatais para muitos habitantes da região.

Apesar de muito já se ter alertado, nunca é demais mencionarmos o risco que as comunidades indígenas, muitas das quais encontram-se afastadas das sedes dos municípios em Terras Indígenas e que vinham sendo precariamente protegidas pela FUNAI, algumas vezes em parceria com outras instituições. Ainda que esta proteção fosse pouco efetiva, reduzia a possibilidade de garimpeiros e grileiros invadirem suas terras e os contaminassem com o vírus. No entanto, nesse momento, as terras encontram-se completamente descobertas e desprotegidas, facilitando a invasão, o desmatamento, a grilagem e a mineração das e nas Terras Indígenas, ou ainda a contaminação pela transmissão do Covid-19 aos povos que nela habitam.

Essa situação associa-se com a mudança do quadro de fiscais do IBAMA após uma ação de destruição de dois garimpos ilegais em terras indígenas. Embora não seja atribuição específ**a do IBAMA fiscalizar terras indígenas, o órgão realiza importante função, principalmente em ações conjuntas em áreas de sobreposição Terra Indígena e Reserva Ambiental. Chega a ser criminosa a falta de preocupação com a vida das populações mais vulneráveis, particularmente no Amazonas, onde está concentrada em torno de 1/4 da diversidade étnica do país, merecendo especial atenção. Infelizmente, as ações dos governos estadual e federal em nada têm valorizado essa diversidade e nem sido claras na defesa desses povos.

Esse quadro é fruto de um governo interessado apenas no lucro, na acumulação de riquezas e na exploração de trabalhadores, os quais deveriam estar sendo mantidos em isolamento social ou estar tendo condições de trabalho adequadas, transportes seguros e EPIs (equipamentos de proteção individual). Sente-se, agora, o desmonte da proteção social em curso no país e a retirada dos direitos trabalhistas, levando o país a descobrir uma multidão de desassistidos que correm a filas para buscar ajuda financeira. Em Manaus, essa questão não é diferente e, embora seja inquestionável que essas parcelas da população necessitam de amparo nesse momento, é inegável que esta multidão de desamparados só agrava a epidemia. Há que se ressaltar que a falta de clareza nas políticas divulgadas até o presente para contornar essa situação dão mais gravidade ao enfrentamento dessa doença. Some-se a tudo isso a falta de informação e orientação por parte das autoridades governamentais no que diz respeito às causas da doença e sua letalidade.

Sabemos, por meio de estudos epidemiológicos e estatísticos publicados em revistas científ**as internacionalmente reconhecidas, que ainda há possibilidade de agravamento da situação, possibilidade de uma segunda onda de contaminação vinda do interior do estado – que começa a confirmar-se – e que o clima úmido e quente é propício ao maior espalhamento do vírus, como apresentado em trabalho publicado na Nature, exemplif**ando o Brasil.

Portanto, urge um planejamento melhor para a produção ou aquisição de aparelhos respiradores e de EPIs, os quais, já se tem notícia, podem ser produzidos, reparados e idealizados em indústrias da própria Zona Franca de Manaus pois há maquinários, material e mão de obra para tal. Há 2 semanas nós mesmos fizemos um apelo ao Governo do Estado para que providências fossem tomadas para melhorar o enfrentamento da COVID-19 (http://portal.sbpcnet.org.br/noticias/sbpc-am-divulga-manifesto-sobre-atual-situacao-sanitaria-do-estado-do-amazonas/).

Dada a enorme desigualdade econômica instalada em Manaus, é importante que os Empresários e Industriários sejam solidários e ajudem a salvar a vida daqueles menos favorecidos, muitos dos quais trabalham em empresas da própria Zona Franca. Não se pode acreditar em uma sociedade cujas elites só esperam tudo do Governo e não se apresenta num momento tão desastroso como este!

Na esperança que, vencida esta pandemia e durante seu enfrentamento, possamos vivenciar uma cidade diferente, mais humana e mais equânime e, na esperança de que nossos povos tradicionais da floresta possam sobreviver a este vírus – uma vez que este já chegou nas mais diversas aldeias – e que tenham suas culturas e modos de vida respeitados, nos disponibilizamos a ajudar no que é nossa missão: ensino e pesquisa para preservação do meio ambiente bem como suporte à saúde e bem estar do ser humano.

Não deixemos os pacientes de COVID-19 sufocarem sem leitos! Não deixemos a floresta agonizar! Ambos precisam de AR!

Manaus, 18 de maio de 2020

Sobre os autores:

Vera Maria Fonseca de Almeida-Val é pesquisadora do INPA/MCTIC e diretora da SBPC

Sanderson Castro Soares de Oliveira é professor Adjunto FPI/PPGL/UFAM e secretário-regional da SBPC-AM

Pedro Rapozo é coordenador do Núcleo de Estudos Socioambientais da Amazônia (NESAM), professor da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e o secretário-regional adjunto da SBPC-AM

*Enquanto escrevíamos o texto saíram novos dados que levam a crer que o número de sepultamentos reduziu para uma média diária de 59 enterros diários na semana de 10 a 15 de maio.

Após pico de enterros, média de sepultamentos diários em cemitérios públicos de Manaus cai pela metade Capital amazonense chegou a registrar pico de 140 enterros em um único dia durante pandemia de Covid-19. Média caiu para 59 enterros diários na segunda semana de maio.

Para Quem Doar 13/05/2020

SBPC, instituições e sociedades científ**as pedem solidariedade às populações vulneráveis

Diante da pandemia do novo coronavírus, a SBPC se junta a diversas instituições e sociedades científ**as para pedir que todos colaborem com as populações vulneráveis, dentre elas, as comunidades das favelas e indígenas

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), instituições e outras sociedades científ**as estão apoiando iniciativas meritórias que buscam angariar apoio financeiro (doação) às populações vulneráveis como as comunidades de favelas e indígenas que estão passando por uma situação de muita ameaça ao bem mais precioso que temos, a própria vida.

Diversos estudos do perfil das mortes pela covid-19 no Brasil mostram que diferentemente da Europa, que o CEP (endereço) é também um forte determinante das situações de morte. Muitos jovens e adultos abaixo de 60 anos estão morrendo nas comunidades. Tomamos então a iniciativa de listar um conjunto de ações de abrangência nacional que apoiam favelas e comunidades pobres no território nacional.

Quanto à população indígena, a SBPC reitera a situação de vulnerabilidade desse grupo é muito anterior à covid-19, como invasão de terras, desmatamento, grilagem, garimpo, etc..

Colaborem com iniciativas de apoio financeiro para essa população.

Seguem abaixo algumas iniciativas para as comunidades pobres e de favelas:




ActionAid no combate ao coronavírus
Ação contra o coronavirus
ACNUR
Criança Segura no combate à pandemia
Doações Emergências para o Fundo Baobá
Fraternidade Sem Fronteiras
Fundo de Amparo aos Profissionais do Audiovisual Negro
Fundo ELAS na Emergência do Futuro
Fundo Emergencial para a saúde – Coronavírus Brasil
Fundo Éditodos
Juntos pelo melhor
Juntos somos mais forte contra o coronavirus
Mães de Favela (exceto Alagoas)
Matchfunding ENFRENTE
Matchfunding: Salvando Vidas
Não espalhe o vírus,
Observatório de Favelas
Por uma quarentena mais justa
PROJETO ISOLAR
Redes de Apoio
Transforma Brasil
UNICEF no Brasil
Unidos Contra a COVID-19: Fundação Oswaldo Cruz

Seguem abaixo algumas iniciativas para a população indígena:

Mobilização Nacional Indígena e com instituições índigenistas: http://quarentenaindigena.info/.

A Confederação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira está divulgando o Fundo de Emergência da Amazônia: https://coiab.org.br/conteudo/1588794565571×337957052781428740.

O Instituto Socioambiental organizou muitas informações e tem feito um acompanhamento da questão da covid-19 (https://covid19.socioambiental.org/) e mapearam 51 iniciativas para apoiar os povos indígenas: https://covid19.socioambiental.org/banco-de-iniciativas.

O Conselho Indigenistas Missionário (CIMI) tem a contribuição pelo site: https://cimi.org.br/campanhascovid/.

Manifesto realizado por Sebastião Salgado e a Lélia Wanick Salgado – https://secure.avaaz.org/po/community_petitions/presidente_do_brasil_e_aos_lideres_do_legislativo__ajude_a_proteger_os_povos_indigenas_da_amazonia_do_covid19/?aWCicbb&lgpdname=Oscar



APOIO DA SBPC E DE SOCIEDADES CIENTÍFICAS A COMUNIDADES POBRES E FAVELAS

Associação Brasileira de Antropologia (ABA)
Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciência (ABCMC)
Associação Brasileira de Ensino Odontológico (ABENO)
Associação Brasileira de Etnomusicologia (ABET)
Associação Brasileira de Linguística (Abralin)
Associação Brasileira de Mutagênese e Genômica Ambiental (MutaGen-Brasil)
Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco)
Federação Brasileira das Associações Científ**as e Acadêmicas de Comunicação (Socicom). Sociedade Brasileira de Computação (SBC)
Sociedade Brasileira de Ecotoxicologia (Ecotox-Brasil)
Sociedade Brasileira de Estudos Clássicos (SBEC)
Sociedade Brasileira de Ictiologia (SBI)
Sociedade Brasileira de Ornitologia (SBO)
Sociedade Brasileira de Virologia (SBV)
Associação Nacional de Pós-Graduação em Letras e Linguística (Anpoll)

Para Quem Doar

06/05/2020

Excelente artigo de divulgação do imunologista da UFMS, Dr. James Venturini. Aproveitem!!!!

Descomplicando a Ciência: artigo da semana com o Consultor Científico Prof. Dr. James Venturini - UFMS.

Na última semana, foi aprovada a testagem rápida para covid-19 em farmácias. Essa testagem é extremamente importante para confirmar casos suspeitos de covid-19, cujos resultados laboratoriais mostraram-se negativos ou inconclusivos pelo teste de biologia molecular em secreção nasal. Além disso, o teste é útil para demostrar se o indivíduo já entrou em contato com o vírus. Nesse último contexto, a testagem tem causado alvoroço nas pessoas, motivado pela esperança de já terem sido infectadas pelo SARS-CoV-2 - o vírus que causa covid-19, e assim, estarem livres da doença. No entanto, a testagem deve ser realizada com parcimônia.
Após o contato com qualquer agente infeccioso, o organismo atua em diversas frentes para poder eliminar o microorganismo infectante, dentre elas, a produção de anticorpos. Embora muitas vezes esses anticorpos não sejam ef**azes para eliminar alguns microorganismos - como no caso da hepatite C, HIV, sífilis, e leishmaniose, eles são marcadores preciosos para indicar a presença de contágio recente ou prévio por um determinado microorganismo.
No caso da covid-19 não é diferente e alguns dias após a exposição, ocorre a produção de anticorpos. Neste artigo publicado no periódico científico Nature Medicine, os pesquisadores chineses apresentam, de forma inédita, dados mais robustos sobre a cinética da produção de dois tipos de anticorpos para o vírus: IgM e IgG. Isto é, foi investigado em que momento e qual a quantidade desses anticorpos foram produzidos pelos pacientes na China.
Normalmente, essa cinética é caracterizada pela produção do anticorpo (ou imunoglobulina) IgM a partir do 7o dia do contágio (3-5 dias após o início dos sintomas), que pode permanecer circulando por algumas semanas. Por volta de 14 dias do contágio (7-10 dias após o início dos sintomas), ocorre a produção (ou soroconversão) de IgG. Esse tipo de anticorpo é produzido em abundância e, diferentemente da IgM, não desaparece do nosso organismo.
Como tudo é novo na covid-19, essa cinética foi investigada e alguns dados mostraram-se interessante. Em geral, as etapas na produção de anticorpos para o vírus da covid-19 mostraram-se bem próximas da explicação acima. Curiosamente, em alguns pacientes, a produção de IgM ocorreu junto ou até mesmo após a produção de IgG.
Contudo, o dado inédito e mais importante é que a soroconversão de IgG mostrou-se mais detectável a partir do 13o dia do início dos sintomas. Isto é, a possibilidade do teste ser positivo é muito maior se for realizado após trezes dias contados a partir do início dos sintomas. Com isso, a realização de exame sorológicos ou teste rápido antes desse período pode apresentar resultado falso-negativo.
Por fim, cabe ressaltar que ainda não se sabe se esses anticorpos produzidos são capazes de eliminar o vírus e, assim, proteger de nova infecção

Para mais informaçoes confira o artigo da semana na integra:https://www.nature.com/articles/s41591-020-0897-1.pdf

06/05/2020

Olha esse painel!!!! Não perca, amanhã dia 07/05, 10:30 hs.

Amanhã, às 10h30, você assiste aqui na página da SBPC - Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência ao primeiro painel nacional da Marcha Virtual pela Ciência! O tema é "O enfrentamento da pandemia de covid-19 no Brasil. Participe e envie suas perguntas!
Confira a programação completa da : http://portal.sbpcnet.org.br/marcha-virtual-pela-ciencia/programacao/

CAPES prorroga bolsas de Mestrado e Doutorado! 01/05/2020

Atenção jovens cientistas!
CAPES prorrogou os prazos de vigência das bolsas de mestrado e doutorado em até três meses.

CAPES prorroga bolsas de Mestrado e Doutorado! Em meio a tantas notícias ruins, surge enfim uma boa. De fato, era o esperado, bom senso por parte da CAPES e esperamos o mesmo do CNPq em breve. A grande maioria dos mestrados e doutorados está claramente impactado, atrasado, comprometido pelas restrições e isolamento causados pela Pandemia do ...

Quer que seu escola/colégio seja a primeira Escola/colégio em Rio de Janeiro?

Clique aqui para requerer seu anúncio patrocinado.

Localização

Categoria

Entre em contato com a escola/colégio

Telefone

Endereço


Rio De Janeiro, RJ
20220130

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 09:00 - 19:00
Terça-feira 09:00 - 19:00
Quarta-feira 09:00 - 19:00
Quinta-feira 09:00 - 19:00
Sexta-feira 09:00 - 19:00
Sábado 09:00 - 19:00
Domingo 09:00 - 19:00