16/09/2026
Quando se fala em prevenir lacerações no parto, quase todas as orientações começam assim:
“Faça massagem perineal.”
“Prepare o períneo.”
“Faça isso.”
“Faça aquilo.”
Ou seja: mais uma lista de coisas para a gestante fazer. 😅
Mas tem uma parte dessa conversa que parece muito menos: o que a equipe vai fazer (ou deixar de fazer) durante o nascimento provavelmente importa mais.
Tocar, massagear, pressionar ou sustentar o períneo não deveria ser uma intervenção automática. Dizer quando e como fazer força também não.
Isso não significa que essas condutas nunca tenham lugar. Significa que rotina não é indicação e que estar em trabalho de parto não suspende o direito à informação e ao consentimento.
Por isso, duas frases simples podem fazer bastante sentido no seu plano de parto:
👉 Não desejo manipulação do meu períneo de rotina.
👉 Não desejo puxos dirigidos de rotina.
E, se em algum momento houver uma razão para propor algo diferente? Avalie. Explique. Pergunte.
Porque proteger o períneo também é proteger a autonomia de quem está parindo.