05/05/2026
Entre uma audiência e um café na Starbucks ☕️, retomo este espaço.
Nos últimos meses, tenho me dedicado à atuação em direito à saúde, especialmente em demandas envolvendo pacientes e acesso a tratamento digno e adequado.
A prática tem reforçado a complexidade dessa área, que exige não apenas domínio jurídico, mas sensibilidade para lidar com situações concretas de vulnerabilidade.
Retorno sem alarde, mas com direção.
18/02/2026
Legitimidades em disputa: uma leitura sociológica sobre a Grande Rio e o efeito Virgínia
O debate recente em torno da presença de Virgínia Fonseca como rainha de bateria na Grande Rio reacendeu uma discussão antiga no Carnaval: afinal, o que legitima alguém a ocupar um posto simbólico em uma escola de samba?
Escrevo a partir de um lugar assumidamente parcial. Desfilei pela Grande Rio e, quando decidi integrar a escola, em novembro/dezembro do ano passado, estava completamente alheia a qualquer polêmica envolvendo a influenciadora. Meu primeiro impulso, confesso, foi aderir à visão mais clássica: aquela que valoriza a trajetória comunitária como principal critério de legitimidade.
No entanto, a experiência concreta de frequentar barracão e quadra duas vezes por semana ampliou meu olhar. O ponto de inflexão veio de um comentário simples, mas revelador: a amiga de 15 anos do meu filho disse que estava torcendo pela escola justamente por causa da Virgínia. Ali percebi que havia algo sociologicamente relevante acontecendo.
O Carnaval sempre operou com uma forte legitimidade comunitária, construída pela história, pelo pertencimento e pela dedicação de quem faz a escola o ano inteiro. Essa continua sendo a espinha dorsal do samba e não deve ser relativizada.
Mas o cenário contemporâneo adiciona outras camadas. A presença de uma figura com enorme alcance digital produz uma legitimidade de projeção: novos públicos se aproximam, jovens passam a acompanhar a escola e a marca da agremiação ganha visibilidade fora dos círculos tradicionais do samba.
Há ainda uma dimensão pragmática, frequentemente silenciada, mas real: a sustentabilidade. O desfile é uma operação cultural complexa e cara. Quando visibilidade e capacidade de investimento ajudam a viabilizar o espetáculo, surge uma legitimidade ligada ao fortalecimento institucional.
Nenhuma dessas legitimidades anula a outra. Elas coexistem, por vezes em tensão. A controvérsia, portanto, não é apenas sobre uma pessoa, mas sobre qual modelo de pertencimento queremos priorizar em um Carnaval cada vez mais profissionalizado e midiático.
Minha leitura, construída a partir da vivência recente na escola e da observação dess
14/01/2026
O exercício da medicina envolve riscos jurídicos que, muitas vezes, não estão ligados ao ato médico em si, mas a falhas administrativas, documentais e éticas que poderiam ser evitadas.
Ao longo da minha trajetória no Direito à Saúde, aliando experiência profissional e formação acadêmica, tornou-se evidente a necessidade de uma atuação jurídica cada vez mais preventiva e estratégica no campo da medicina.
É a partir dessa realidade, e da evolução natural da minha atuação, que passo a concentrar meu foco no Direito Médico preventivo, com atuação jurídica administrativa, orientação e defesa em procedimentos éticos e consultoria especializada para médicos e instituições de saúde.
Essa atuação inclui, além da consultoria jurídica, a elaboração e revisão de documentos médicos essenciais, voltados à organização da prática profissional e à redução de riscos jurídicos e éticos.
Meu trabalho é direcionado a profissionais da saúde que compreendem que prevenir é proteger, e que a segurança jurídica é parte indissociável do exercício ético da medicina.
📌 Para mais informações o meu contato está na bio, ou me envia um direct.
20/11/2025
Hoje, no Dia da Consciência Negra (20 de novembro), celebramos a memória, a resistência e a força do povo negro no Brasil, temas centrais para nossa história e para a construção de justiça social.
É também uma data para refletir sobre reparação histórica. A PEC 27/2024, recentemente aprovada na CCJ, propõe a criação do Fundo Nacional de Reparação Econômica e de Promoção da Igualdade Racial, reforçando que é hora de transformar reconhecimento simbólico em políticas concretas.
A reparação não é caridade: é justiça. É a possibilidade de financiar educação, empreendedorismo, inclusão social e oportunidades reais para pretos e pardos no Brasil, corrigindo desigualdades estruturais.
No Dia da Consciência Negra, reafirmo que o compromisso com cultura, memória e políticas de reparação deve caminhar junto para construir um Brasil mais igualitário.