10/07/2023
Larissa de Souza
Ao tocar feridas ainda abertas, Larissa de Souza faz com que nos confrontemos com nosso lugar no mundo: a artista questiona o silenciamento da população negra pelo pensamento colonial e empresta seu corpo e a força de sua gestualidade para refundar lugares de enunciação.
Larissa carrega a história de muitas mulheres e junto de sua mãe, da avó e de suas amigas, com rigor estético e poético, reescreve uma linhagem que perfura certezas e desnaturaliza lugares prontos.
Seu trabalho nos conduz por uma busca incisiva e cortante e, também, alegre e forte, que perfaz o tremor de suas origens. A artista transforma sua busca em algo que a leva ao outro. Escutando a ancestralidade inscrita no corpo, a partir de um legado e da transmissão de saberes herdados de outras mulheres negras, ela persegue, com a força de sua arte, um lugar de enunciação que foi sequestrado pela história.
Sua força convoca outra história, em que se torna autora da sua vida.
SÃO PAULO (SP), 1995
Autodidata, a artista emprega a pintura figurativa, onde o foco central é a imagem da mulher negra. Subjetivamente, retratar figuras femininas parte da busca pela identidade pessoal, a partir do resgate da memória, vivencias e cenas cotidianas.
Destacam-se, em sua produção, pinturas em larga e pequena escala sobre diferentes suportes e seu interesse contínuo pelo tema da memória. Em julho de 2021 teve sua primeira individual chamada ‘’Pertencimento’’, realizada na Galeria HOA.
Seu trabalho integra coleções importantes no Museu de Arte do Rio (MAR) e Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP). Participou de feiras de arte como a SP-Arte e The Armory Show em Nova York, além de figurar entre outras exposições coletivas
Ref. https://revistacontinente.com.br/edicoes/262/larissa-de-souza?fbclid=PAAabpWe4066QRxsmzlYHHDZOcHWK2t9nt-oez49Ev2CN9CXzvyavM6YK62TY_aem_AfuI6EM3eeXx9D3h0GrZMwRIcaZg_n-czDbPSawTk0MqyqPr87r4HkW_mmDFSLpx7Js