12/09/2024
Como a qualidade do sono interfere na vida das crianças
É fato que as crianças, geralmente, não têm tanta disciplina para dormir, daí é possível identificar como os horários escolares influenciam no sono e na aprendizagem dos pequenos. Se eles não tiveram boas horas de repouso, certamente, isso vai gerar algum problema relacionado a episódios de sonolência, prejudicando a concentração e, acima de tudo, a absorção do conhecimento que o professor quer passar.
A fase infantil é o período em que ocorre a maior quantidade de conexões cerebrais nos seres humanos. Desse modo, a cada minuto são inúmeras as descobertas realizadas por um bebê, como novos sons, bem como texturas, gostos, visões, cheiros, a descoberta do seu próprio corpo e assim sucessivamente.
Daí o motivo pelo qual o sono é essencial em qualquer fase da vida humana, sobretudo para os pequenos. Nas crianças e nos adolescentes, desde o nascimento até os 21 anos, o que acontece é um período de maturação.
Assim sendo, todos os desenvolvimentos que acontecem na parte intelectual envolvem um período de aquisição da informação e o tempo em que há o processamento disso. O sono é importante tanto para esse processo de construção cognitiva, pois é durante o descanso que o cérebro organiza todas as informações que adquirimos durante o dia.
Não basta ser exposto ao conhecimento, é preciso dormir para incorporá-lo, e isso vale para qualquer idade. O que muda é a necessidade de sono conforme o tempo vai passando. Se bebês com uma semana de vida dormem 16 horas, com seis meses dormem 14 horas, e com dois anos, 12 horas. As crianças geralmente dormem cerca de 10 horas, enquanto adultos precisam de seis a oito horas de sono para manter a saúde física e intelectual em ordem.
Estudos indicam que a quantidade e a qualidade do sono se alteram conforme a idade. Nesse sentido, os distúrbios de sono são comuns em crianças e podem se apresentar de várias formas.
Confira algumas situações que costumam ocorrer com os pequenos:
Despertares noturnos;
Terror noturno na idade escolar;
Insônia e sonambulismo na adolescência;
Alterações respiratórias;
Distúrbios neurológicos pré-existentes;
Bruxismo;
Epilepsia e afins.