Sociedade Brasileira de Economia Ecológica

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A ECO-ECO tem a missão de difundir e construir a Economia Ecológica no Brasil, por intermédio da integração de seus associados e entre congêneres de outros

BOLETINS DA ECOECO – Sociedade Brasileira de Economia Ecológica 13/05/2026

Publicado o Boletim nº 46 da Sociedade Brasileira de Economia Ecológica (ECOECO).

O tema do novo número é Governança e Clima.

O novo número do Boletim da ECOECO dedica-se ao tema da governança climática em suas múltiplas escalas global, nacional, regional e local, reunindo contribuições que permitem refletir, sob diferentes ângulos, sobre os impasses, desafios e possibilidades da ação coletiva diante da crise climática.

A escolha deste tema não é fortuita. Ela foi motivada, em primeiro lugar, pela realização da COP30, em Belém, evento que posicionou o Brasil no centro da diplomacia ecológica mundial. Autodenominada "COP da Implementação", a conferência ocorreu sob forte polarização geopolítica e entregou resultados que, embora limitados frente à magnitude da crise, estabeleceram marcos importantes. Pela primeira vez, o fim dos combustíveis fósseis ocupou o centro das negociações; apesar de bloqueios no documento final, a pauta orientou a criação do “Mapa do Caminho”, roteiro estratégico para um desenvolvimento desvinculado de fontes fósseis.

Somam-se a isso avanços históricos na justiça climática, como o reconhecimento de populações afrodescendentes e o fortalecimento de mulheres indígenas e rurais no "Plano de Ação de Gênero de Belém”. Esse balanço, contudo, convida menos à
celebração e mais à análise crítica da "lacuna de ambição" e dos entraves no financiamento, pauta prioritária para os países em desenvolvimento.

Acesso ao boletim:

BOLETINS DA ECOECO – Sociedade Brasileira de Economia Ecológica BOLETINS DA ECOECO O Boletim da ECOECO é o principal veículo de divulgação científica da Sociedade Brasileira de Economia Ecológica. Sua trajetória se confunde com a própria história da ECOECO, acompanhando e refletindo a consolidação da Economia Ecológica no Brasil e o amadurecimento do...

12/05/2026

A economia está estudando o objeto errado?

Durante décadas, a economia convencional transformou praticamente toda ação humana em um problema de escolha individual, preços e incentivos. Mas será que uma sociedade pode ser compreendida apenas como um conjunto de indivíduos maximizadores?

No novo artigo publicado no GEMAECO, discuto a proposta da Economia SocioEcológica, uma abordagem crítica que questiona não apenas a economia convencional, mas também os limites da própria Economia Ecológica.

A reflexão parte de uma questão central: o verdadeiro problema econômico talvez não seja a alocação eficiente de recursos, mas a reprodução socioecológica das condições necessárias à continuidade da vida.

O texto aborda temas como:
– metabolismo social;
– relações de poder;
– reprodução social;
– monetização da natureza;
– limites biofísicos;
– mercados e acumulação de capital;
– e a crítica à ideia de que a crise ecológica pode ser resolvida apenas por mecanismos de mercado.

Ao final, permanece uma pergunta inevitável:

É possível expandir indefinidamente a acumulação material enquanto destruímos as próprias condições ecológicas e sociais necessárias à reprodução da sociedade?

Leitura completa:

GEMAECO – Economia SocioEcológica: uma crítica à economia convencional e aos limites da própria Economia Ecológica:

Grupo de Estudos em MacroEconomia Ecológica – GEMAECO A ascensão das crises climática, energética, ecológica e social tem produzido um cenário curioso: quanto mais evidentes se tornam os limites biofísicos da reprodução das sociedades, mais a economia convencional insiste em tratar a realidade como um problema abstrato de preços, incentivos e ...

Vol. 39 Núm. 1 (2026): REVISTA IBEROAMERICANA DE ECONOMÍA ECOLÓGICA | REVIBEC - REVISTA IBEROAMERICANA DE ECONOMÍA ECOLÓGICA 08/05/2026

https://redibec.org/ojs/index.php/revibec/issue/view/44

Vol. 39 Núm. 1 (2026): REVISTA IBEROAMERICANA DE ECONOMÍA ECOLÓGICA | REVIBEC - REVISTA IBEROAMERICANA DE ECONOMÍA ECOLÓGICA Con gran satisfacción presentamos el Volumen 39, Número 1 (2026) de REVIBEC – Revista Iberoamericana de Economía Ecológica. Este número reafirma nuestro compromiso con la difusión de investigaciones originales, interdisciplinarias y transdisciplinarias que exploran las complejas interaccione...

29/04/2026

O futuro da indústria brasileira passa pela ciência 🇧🇷🌱

📢 Estão abertas as inscrições para o Concurso de Artigos Científicos da Plataforma de Economia Verde Brasil (PEV Brasil).

É uma chance de:
✅ Ter seu trabalho publicado em livro com ISBN.
✅ Ganhar visibilidade no setor produtivo e acadêmico.
✅ Contribuir com a transição verde da indústria brasileira.

📍 Eixos temáticos: Ambiental, Infraestrutura, Economia, Social, Políticas, Inovação e tecnologia.

Por que participar?
Os artigos selecionados serão publicados em livro com avaliação por pares (peer review), conectando o rigor acadêmico às demandas reais do mercado e da infraestrutura nacional.

🗓️ Inscrições: até 30/05/2026.
🔗 Acesse https://pevbrasil.ind.br/concurso-de-artigos-cientificos para conferir o edital e submeter seu artigo!

pevbrasil.ind.br

06/04/2026

A economia ficou “imaterial”?

Serviços, finanças e plataformas digitais dariam a impressão de que sim.

Mas essa é uma ilusão.

👉 Por que a economia digital continua dependente de energia e matéria?

Porque nada funciona sem infraestrutura: dados, servidores, redes, mineração de materiais, consumo de energia.

A economia não perdeu sua base física, mas apenas a tornou menos visível.

No novo artigo, discuto como a economia convencional ajuda a sustentar essa ilusão e por que isso importa para pensar em sustentabilidade.

📄 A ilusão da economia imaterial em um mundo material

https://gemaeco.ufpr.br/a-ilusao-da-economia-imaterial-em-um-mundo-material%c2%b9/

Grupo de Estudos em MacroEconomia Ecológica – GEMAECO A ideia de que a economia contemporânea teria se tornado “imaterial”, baseada em serviços, finanças, moeda e fluxos digitais, não é apenas uma simplificação analítica; trata-se de um dos mitos mais persistentes da interpretação econômica recente, o “mito da imaterialidade do PIB”....

23/03/2026

A ciência precisa ser matemática para ser ciência?

Essa pergunta orientará uma discussão em sala de aula, na disciplina Economia Ecológica oferecida aos estudantes do PPGDE/UFPR, sobre o pensamento de Nicholas Georgescu-Roegen, e continua sendo central para quem se preocupa com os limites e os fundamentos da economia.

Ao longo do tempo, consolidou-se a ideia de que rigor científico está associado à formalização lógica e matemática. Mas será que todos os fenômenos podem, ou devem, ser reduzidos a esse tipo de representação?

Georgescu-Roegen nos lembra que nem todos os conceitos são “aritmomórficos”, isto é, discretos, precisos e perfeitamente mensuráveis. Muitos dos conceitos mais importantes para a economia, como desenvolvimento, bem-estar, democracia ou sustentabilidade são, na verdade, dialéticos: possuem fronteiras imprecisas, zonas de sobreposição e dependem do contexto histórico e social. O problema surge quando tentamos forçar esses conceitos a caber em números.

Transformar desenvolvimento em PIB per capita, ou bem-estar em utilidade, não é apenas uma simplificação, mas uma redução que pode distorcer o próprio objeto de análise.

A Economia Ecológica parte justamente desse ponto: reconhecer que o sistema econômico está inserido em uma realidade biofísica, histórica e irreversível, que não pode ser plenamente capturada por modelos fechados e puramente formais.

Talvez o desafio não seja tornar a economia mais matemática, mas torná-la mais adequada à realidade que pretende compreender.

Esse é o tema do novo artigo publicado no site do GEMAECO

https://gemaeco.ufpr.br/ciencia-aritmomorfismo-e-dialetica-fundamentos-epistemologicos-e-implicacoes-para-a-economia-ecologica%c2%b9/

Grupo de Estudos em MacroEconomia Ecológica – GEMAECO A questão sobre o que constitui ciência e, mais especificamente, se a formalização matemática é condição necessária para o conhecimento científico ocupa lugar central no pensamento de Nicholas Georgescu-Roegen em The Entropy Law and the Economic Process, publicado em 1971. No Capítulo II,...

22/03/2026

A Sociedade Brasileira de Economia Ecológica (ECOECO) convida docentes, pesquisadores(as) e estudantes de pós-graduação de todas as áreas do conhecimento a submeterem trabalhos para o próximo número do Boletim da ECOECO, previsto para publicação em setembro de 2026, cujo tema central será “Economia da Adaptação às Mudanças Climáticas”.

Prazos:

• Abertura da chamada: 20 de março de 2026.

• Envio dos textos: até 20 de julho de 2026.

• Publicação prevista: setembro de 2026.

Como enviar:

• Os textos devem ser enviados em formato PDF para o e-mail: [email protected] com o título “Boletim Economia da Adaptação às Mudanças Climáticas”. No corpo da mensagem, incluir nome completo, afiliação institucional, titulação e contato do(a) autor(a).

• Para conhecer edições anteriores do Boletim e se inspirar: http://ecoeco.org.br/publicacoes/

Editores convidados:

Prof. Dr. Carlos Eduardo Frickmann Young (UFRJ)

Prof. Dr. Guilherme Spinato Morlin (Universidade de Pisa)

Maiores informações em anexo.

Pedimos que nos ajudem a divulgar,

ecoeco.org.br

22/03/2026

Hoje, 22 de março, é o Dia Mundial da Água.

Mais do que uma data simbólica, trata-se de um lembrete incômodo: a água, condição essencial para a vida, tem sido tratada como recurso inesgotável, quando, na realidade, é finita, desigualmente distribuída e crescentemente pressionada e contaminada.

A crise hídrica não é apenas ambiental, mas econômica, social e política, além de revelar padrões de produção insustentáveis, desigualdades no acesso e a fragilidade de modelos de desenvolvimento que ignoram os limites ecológicos.

É precisamente nesse ponto que a Economia Ecológica oferece uma contribuição fundamental: recolocar a economia como subsistema de um sistema maior, o sistema ecológico, reconhecendo que a base biofísica impõe limites reais à expansão econômica.

Discutir uma gestão da água, implica discutir:
• os limites do crescimento econômico
• a sustentabilidade dos sistemas produtivos
• limites da tecnologia
• a distribuição justa de recursos essenciais
• e a necessidade de reorganizar nossas instituições à luz das condições que sustentam a vida

No Brasil, país com uma das maiores disponibilidades hídricas do mundo, os desafios são evidentes: poluição, uso intensivo, desperdício, conflitos distributivos e eventos climáticos extremos.

A água não pode ser tratada apenas como um insumo econômico, mas base da vida e, portanto, da estabilidade socioecológica.

Recolocá-la no centro do debate é, antes de tudo, um passo necessário para alinhar nossas decisões econômicas aos limites e às exigências do mundo real.

19/03/2026

Chamada aberta para publicação no Boletim da Sociedade Brasileira de Economia Ecológica

ecoeco.org.br

06/03/2026

Antes das equações, existe uma visão, que não é neutra

Em History of Economic Analysis, Joseph Schumpeter argumenta que toda investigação científica começa com um ato cognitivo anterior à análise formal: uma visão pré-analítica que define o que consideramos relevante observar e explicar.

Essa ideia é particularmente importante no contexto atual, porque grande parte da macroeconomia contemporânea foi construída a partir de uma visão na qual a economia aparece como um sistema essencialmente autônomo em relação aos limites biofísicos da Terra.

Mas diante da crise climática, da perda de biodiversidade e das crescentes pressões sobre os sistemas ecológicos, torna-se cada vez mais evidente que essa visão precisa ser revisitada.

Se a ciência começa com uma visão, então talvez o primeiro passo para avançarmos seja justamente imaginar outra forma de compreender a economia: uma macroeconomia que reconheça explicitamente sua inserção nos sistemas ecológicos que sustentam a vida.

Foi a partir dessa provocação que publicamos um novo texto no site do GEMAECO – Grupo de Estudos em Macroeconomia Ecológica.

📖 Leia o texto completo no site do grupo.

https://gemaeco.ufpr.br/ver-a-realidade-socioeconomica-de-outra-forma-por-que-precisamos-de-uma-visao-macroeconomica-ecologica/

́tica

gemaeco.ufpr.br

06/03/2026

Inscrições abertas para lançamento de livros 💚✨

Autores estão convidados a participar da sessão de lançamento de livros do XVII Encontro da ECOECO.

Prazo final para inscrição: 31/08/2026
Data da sessão: 07/12/2026

Podem participar livros e periódicos na área de Economia Ecológica e áreas afins, lançados a partir de janeiro de 2025.

🔗Consulte as orientações completas e realize sua inscrição no site do evento: https://www.ecoeco2026.sinteseeventos.com.br/

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